Amigos dos Animais de Campo Maior promovem manhã de passeio e solidariedade

A Associação Amigos dos Animais de Campo Maior promove, este sábado, dia 10 de outubro, mais uma edição da Cãominhada, uma iniciativa solidária que pretende proporcionar um momento de passeio e convívio aos animais do abrigo, mas também sensibilizar a população para a adoção responsável.

De acordo com Mafalda Ensina, responsável pela associação, a iniciativa assume este ano um significado especial, uma vez que o grupo assinala dez anos de existência. Ao longo desse período, a Cãominhada apenas não se realizou uma vez, durante a pandemia de Covid-19.

“O nosso objetivo sempre foi passear os nossos animais, para que eles também saiam um bocadinho do abrigo, mas também dar a conhecer os animais que temos para adoção”, explica Mafalda Ensina, acrescentando que a caminhada permite ainda que os cães conheçam outros espaços da vila.

Atualmente, o abrigo acolhe 12 animais, número que poderá baixar para 11 caso se concretize uma adoção prevista para os próximos dias. A Cãominhada pretende, precisamente, aproximar a população dos animais que aguardam uma família e reforçar o apelo à adoção responsável.

Mafalda Ensina destaca, em particular, a importância de não excluir à partida os animais adultos, sendo que a maioria dos cães que se encontra no abrigo tem já alguma idade. “As pessoas têm de pensar um bocadinho nisso, adotar um cão mais velho”, sublinha, lembrando que um animal adulto também consegue adaptar-se a uma nova família e merece a oportunidade de ter uma vida feliz.

A responsável pela associação salienta, contudo, que a adoção implica um compromisso e que a idade do animal não deve ser o único fator a considerar. Por esse motivo, a Associação Amigos dos Animais de Campo Maior procura conhecer as famílias interessadas e avaliar a compatibilidade entre os animais e os futuros adotantes.

“Fazemos muitas perguntas e falamos com a família”, explica Mafalda Ensina, referindo que, sempre que possível, os interessados podem passear previamente com o animal e, em determinadas situações, levá-lo para casa durante um ou dois dias, sobretudo quando existem outros animais no agregado familiar.

A associação assegura ainda que os animais são entregues com os cuidados básicos de saúde, nomeadamente microchip, vacinação atualizada e desparasitação.

Donativos ajudam a suportar alimentação e despesas veterinárias

Além da sensibilização para a adoção, a Cãominhada tem também uma vertente solidária. Os contributos dos participantes, através de uma inscrição no valor de três euros, destinam-se sobretudo a ajudar a associação a suportar os custos de alimentação e despesas veterinárias dos animais.

Mafalda Ensina reconhece que os custos têm aumentado e que as doações também têm sentido as dificuldades económicas das famílias. Apesar disso, sublinha que a associação continua a contar com o apoio de pessoas que contribuem regularmente para o bem-estar dos animais.

A responsável deixa ainda um convite aos participantes para levarem os seus próprios cães para a iniciativa, cujas inscrições são feitas no momento, desde que estejam habituados a este tipo de passeio e tenham um comportamento adequado.

Quem quiser passear um dos animais do abrigo é aconselhado a chegar entre as 9h30 e as 9h45, uma vez que nem todos os cães poderão participar, devido à idade ou a outras limitações.

A partida está marcada para as 10h00, junto ao abrigo da associação, na zona industrial de Campo Maior (junto ao CROA e aos armazéns municipais).

A participação na Cãominhada é, assim, uma oportunidade para passar uma manhã diferente na companhia dos animais, conhecer os cães que aguardam uma família e contribuir para o trabalho desenvolvido pela Associação Amigos dos Animais de Campo Maior.

Uma tradição que resiste: Varche celebra São Lourenço este domingo

Varche recebe este domingo, 11 de outubro, a tradicional Romaria de São Lourenço, uma iniciativa organizada pela Sociedade de Recreio de São Brás de Varche, com o apoio do Município de Elvas.

A celebração pretende manter viva uma tradição religiosa e cultural com muita história, num ano em que a organização reconhece as dificuldades crescentes em mobilizar a população e suportar os custos associados à realização de eventos.

Em declarações à Rádio Elvas, Bruno Belchior, presidente da Sociedade de Recreio de Varche, sublinha a importância de continuar a apostar na romaria, apesar dos constrangimentos atuais. “Vamos tentando manter as tradições, que acho que é importante, para tentarmos chamar os jovens”, afirma, reconhecendo que a Romaria “já teve mais ênfase” no passado.

O responsável aponta as dificuldades económicas sentidas pelas famílias e também pela própria organização como um dos motivos para a menor dimensão da iniciativa. “O custo das coisas está a subir e tentamos praticar os preços dentro das possibilidades das pessoas, mas para nós também não é fácil”, assegura, acrescentando que a Sociedade procura evitar realizar eventos que terminem em prejuízo, ao mesmo tempo que tenta manter uma programação acessível à população.

A organização tem vindo a divulgar a romaria nas últimas semanas, procurando também reforçar a participação da população, sobretudo de Vila Boim. A presença dos romeiros daquela freguesia do concelho constitui, aliás, um dos momentos tradicionais da iniciativa.

Segundo Bruno Belchior, está assegurada a participação de “duas ou três carroças” de romeiros, embora espere que possam juntar-se mais participantes. “Os que aparecerem são sempre bem-vindos”, afirma, lembrando que também para os romeiros nem sempre é fácil manter esta tradição.

A componente religiosa volta a assumir um papel central no programa, com a realização da missa e da procissão junto à Igreja de São Lourenço. O presidente da Sociedade de Recreio de São Brás de Varche adianta ainda que poderá haver algumas novidades no percurso ou na forma como decorrerá a procissão, embora não avance com detalhes.

Para além da vertente religiosa, a Romaria de São Lourenço pretende proporcionar um momento de convívio entre a população, com a Sociedade a manter também a aposta nos tradicionais petiscos.

Bruno Belchior recorda o sucesso alcançado em anteriores iniciativas organizadas pela Sociedade, nomeadamente nas Festas de Verão de Varche, onde a comida disponível chegou a esgotar. Para a romaria deste ano, a organização decidiu manter a quantidade prevista, embora garanta que poderá reforçar a oferta caso seja necessário.

“Vamos tentar fazer e manter também viva a chama da Sociedade, mantermos a fazer eventos para que ela se mantenha de pé”, afirma o responsável, lembrando que a instituição se aproxima de um marco importante: “Este centro já faz 99 anos e tentamos que as coisas vão para a frente. Nem sempre é fácil, mas vamos tentar fazer.”

A Romaria de São Lourenço tem início às 10h00, estando prevista para as 10h30 a chegada dos romeiros de Vila Boim. Durante a tarde, às 15h45, realiza-se a missa na Igreja de São Lourenço, seguida de procissão. As festividades terminam pelas 19h00.