
Elvas e Campo Maior vão assinalar o “Outubro Rosa” com as tradicionais caminhadas solidárias destinadas a sensibilizar a população para a prevenção e o diagnóstico precoce do cancro da mama.
Promovidas ou apoiadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), as caminhadas têm também por objetivo a angariação de fundos para apoiar doentes oncológicos e respetivas famílias.
Caminhada em Elvas no dia 11
Em Elvas, a caminhada realiza-se no dia 11 de outubro, com concentração marcada para as 09h30, na Praça da República.
Antes da partida, prevista para as 10h00, haverá uma aula de Zumba, às 09h45, orientada pela professora Cláudia Brotas.
O percurso terá início na Praça da República, terminando na zona da Avenida da Piedade.
A participação implica um donativo mínimo de cinco euros, que inclui uma t-shirt e seguro. As inscrições podem ser feitas aqui.
Campo Maior caminha a 17 de outubro
Já em Campo Maior, a caminhada realiza-se no dia 17 de outubro, com partida às10h00 do Jardim Municipal. A iniciativa é aberta a toda a população.
Os interessados podem inscrever-se e adquirir a t-shirt no Centro Comunitário de Campo Maior.
Toda a receita angariada com a venda das t-shirts reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Para ambas as caminhadas é recomendado o uso de calçado confortável e adequado à caminhada, bem como chapéu e protetor solar.
“O mês rosa é o mês de referência para a importância da prevenção”
Para Cristina Bruno, coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o “Outubro Rosa” representa sobretudo uma oportunidade para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “O mês rosa é realmente o mês de referência, sobretudo, para a importância da prevenção”, afirma, sublinhando que a prevenção é uma das principais formas de combater o cancro.
Destacando o trabalho desenvolvido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro através dos rastreios do cancro da mama. Cristina Bruno recorda que as unidades móveis de rastreio percorrem diferentes localidades, permitindo às mulheres, a partir dos 45 anos, realizar exames destinados à deteção precoce de eventuais lesões.
Mas as caminhadas têm, para além da componente desportiva e solidária, uma importante função de sensibilização. “O objetivo das caminhadas, em que as pessoas estão todas com a t-shirt, é ver-se uma mancha rosa”, explica.
Cristina Bruno considera que a imagem das centenas de participantes vestidas de rosa ajuda a chamar a atenção para uma doença que continua a não ser suficientemente conhecida por toda a população. “Ainda há muita gente que não sabe o que o ‘Outubro Rosa’ quer dizer ou até que existe”, assegura.
Através destas iniciativas, a Liga procura sensibilizar para o rastreio precoce, os hábitos de vida saudáveis e o autoexame, mas também prestar homenagem às pessoas que perderam a vida para a doença e celebrar aqueles que continuam a lutar contra o cancro.
Caminhadas que são também uma forma de apoio
A vertente solidária assume igualmente um papel importante nas iniciativas. Cristina Bruno recorda que a Liga Portuguesa Contra o Cancro depende dos donativos para desenvolver a sua atividade e apoiar doentes oncológicos e famílias. “A Liga não tem subsídios e não vive de mais nada a não ser de donativos”, explica, destacando que os contributos podem assumir diferentes formas, desde pequenos donativos até à aquisição das t-shirts das caminhadas.
A responsável chama ainda a atenção para o impacto económico que o diagnóstico de uma doença oncológica pode representar para uma família, considerando que muitos doentes enfrentam uma redução significativa dos rendimentos durante o período de doença. “É com esse dinheiro que nós conseguimos angariar que podemos fazer face às despesas que cada vez são mais”, afirma.
A adesão às caminhadas tem, segundo Cristina Bruno, vindo a crescer. “Isto já faz parte do calendário das pessoas”, garante, revelando que, de ano para ano, a organização aumenta o número de t-shirts encomendadas, mas estas continuam a revelar-se insuficientes perante a procura.
Para a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre, o aumento da participação também se explica pelo facto de o cancro ser hoje uma realidade próxima de muitas famílias. “Neste momento é quase rara a pessoa que não tem alguém, no núcleo familiar, com cancro, ou mesmo no seu grupo de amigos”, refere.
As caminhadas pretendem, assim, juntar a comunidade em torno de uma causa comum, criando a chamada “mancha rosa” pelas localidades e transmitindo uma mensagem de prevenção, solidariedade e apoio.
Depois do rosa, chega o azul
Cristina Bruno faz também referência ao “Novembro Azul”, dedicado à sensibilização para o cancro da próstata, considerando que, neste âmbito, ainda existe um longo caminho a percorrer. “Eu costumo dizer que lidar com os homens é diferente em termos de doença”, comenta.
A responsável assegura que falar sobre o cancro da próstata continua a ser mais difícil do que do cancro da mama e que a mobilização em torno desta temática ainda não atingiu a dimensão alcançada pelas iniciativas do “Outubro Rosa”.
Entretanto, em outubro, Elvas e Campo Maior juntam-se às várias localidades do distrito de Portalegre e de todo o país que vão vestir-se de rosa, numa mobilização que pretende transformar a participação nas caminhadas num gesto simultaneamente de sensibilização, solidariedade e apoio à Liga Portuguesa Contra o Cancro.
