A Diocese de Mérida-Badajoz pediu aos párocos e abadessas que redobrem as medidas de segurança em igrejas e conventos diante da onda de roubos registada nos últimos dias no sul da província de Badajoz. A medida surge após os recentes assaltos contra o património religioso de Jerez de los Caballeros e Barcarrota. Numa carta dirigida aos responsáveis pelos templos, o vigário-geral, Francisco Maya, e o delegado episcopal para o Património, Agustín Velázquez, alertam para a situação e indicam que a diocese está a atuar em coordenação com a Delegação do Governo, com o objetivo de «evitar, na medida do possível, que se produzam novos episódios desta índole». O email pede que coroas, jóias, quadros, imagens, cálices e outros objetos de valor estejam «bem protegidos» e recomenda instalar sistemas de alarme e câmaras de segurança ou renovar os que estejam obsoletos.
O alerta surge depois de duas igrejas da província terem sido alvo de roubos em apenas quatro dias. Na madrugada de sexta-feira para sábado, 4 para 5 de setembro, vários ladrões entraram na igreja de Santa Catalina de Jerez de los Caballeros e subtraíram, entre outras peças, as duas coroas e o manto da Virgem do Rosário, além de objetos pertencentes ao Cristo da Confraria de Santo Domingo de Guzmán, num roubo avaliado em mais de 50.000 euros. Dias antes, tinha sido descoberto o desaparecimento de diversas joias de Nossa Senhora Maria Santíssima do Soterraño, padroeira de Barcarrota, incluindo correntes, colares e medalhões entregues pelos vizinhos como promessas, além de um bastão de comando doado à Virgem por uma antiga presidente da câmara. O delegado do Governo em Extremadura, José Luis Quintana, confirmou ainda uma terceira denúncia de roubo de joias de uma virgem numa igreja de Valle de Santa Ana, localidade situada a apenas seis quilómetros de Jerez de los Caballeros, o que reforça as suspeitas de que os casos possam estar relacionados.
Diante desta situação, a Diocese pediu que, após as procissões, sejam retirados das imagens de Cristo e da Virgem os objetos de valor, e que sejam vigiadas especialmente portas, janelas, pátios, acessos secundários e entradas dos templos provenientes de outras dependências paroquiais. Em caso de roubo, a instrução é apresentar queixa «de imediato» à Guarda Civil, sem esperar vários dias, e informar de seguida o vigário-geral e o delegado episcopal para o Património. A carta recomenda ainda não alterar o local do roubo, para facilitar a recolha de indícios pelos investigadores, e manter fotografados os bens e joias para permitir a sua identificação em caso de subtração. «Todo o património cultural da Igreja nasceu da fé e da vontade dos fiéis», recorda a Diocese, sublinhando que compete aos párocos e abadessas protegê-lo e «transmiti-lo às gerações futuras». A diocese mantém contactos com a Delegação do Governo para estudar novas medidas de proteção e fórmulas de colaboração face aos roubos.
A Federação Distrital de Portalegre do Partido Socialista definiu um conjunto de investimentos que considera prioritários para o Alto Alentejo e quer agora acompanhar, em cada caso, o que falta decidir, que financiamento é necessário e quais os próximos passos para a sua concretização. A primeira prioridade está no horizonte de negociação do Orçamento de Estado para 2027, onde o PS pretende que sejam inscritos os investimentos prioritários para a região.
A posição foi definida pelo Secretariado da Federação na reunião de 7 de setembro e abrange investimentos com impacto em diferentes concelhos do distrito, nas áreas das acessibilidades, ferrovia, saúde, segurança, recursos hídricos e atividade económica. Na ferrovia, para além da eletrificação e modernização da Linha do Leste, a Federação considera necessário avançar com a Plataforma Logística de Elvas e a estação internacional de passageiros, no quadro das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha.
O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão mantém-se entre as prioridades, incluindo a construção da nova aldeia e das infraestruturas hidráulicas para o fornecimento de água à ETA de Póvoa e Meadas. A Federação junta à conceção do Parque de Saúde da ULS Alto Alentejo a construção da nova Escola da GNR e do Comando Territorial, em Portalegre. Defende financiamento para a ampliação do Cluster Aeronáutico de Ponte de Sor. Considera necessária a avaliação dos impactos territoriais, ambientais e económicos do Campo de Tiro em Alter do Chão. Também as ligações rodoviárias e transfronteiriças fazem parte das prioridades identificadas. O PS Portalegre defende que seja garantida a execução da Ponte Internacional sobre o rio Sever, em Nisa, dentro dos prazos associados ao financiamento, e quer ver concluídos os projetos técnicos do IC13 e do IC9, incluindo a ligação do IC13 à A23, bem como da ligação por autoestrada entre a A6 e a A23.
“Muitos destes projetos são conhecidos e discutidos há vários anos. Não precisamos de voltar a explicar ao Alto Alentejo que são importantes. Precisamos de perceber o que falta fazer para que avancem e de exigir decisões onde elas ainda são necessárias. É esse trabalho que queremos fazer, projeto a projeto”, afirmam os membros do Secretariado da Federação, presidido por Tiago Teotónio Pereira. A Federação Distrital irá desenvolver contactos políticos e institucionais sobre estas prioridades, procurando acompanhar o ponto de situação de cada investimento e defender, junto das entidades responsáveis, as decisões necessárias ao seu avanço.
A Aquaelvas informa que o abastecimento de água sofrerá uma interrupção temporária amanhã dia 10 de setembro de 2026. A suspensão do serviço decorre de intervenções programadas para trabalhos de manutenção na rede de distribuição local.
A intervenção vai incidir diretamente sobre a conduta que serve a zona do Centro Histórico, afetando em particular a área envolvente às instalações da PSP. De acordo com a entidade responsável, o corte no fornecimento está previsto para ocorrer entre as 11h00 e as 12h00.
A Academia Sénior de Arronches vai realizar a sessão oficial de abertura do ano letivo 2026/27 no próximo dia 18 de setembro (sexta-feira). O evento terá lugar no Centro Cultural de Arronches, com início marcado para as 14h30.
Este momento solene assinala o regresso dos alunos seniores às atividades letivas, culturais e de convívio social, reforçando o compromisso do Município de Arronches na promoção do envelhecimento ativo, da aprendizagem ao longo da vida e do combate ao isolamento.
A cerimónia deverá contar com a presença de representantes do executivo municipal, professores voluntários e alunos. Ao longo do novo ano letivo, a Academia Sénior continuará a disponibilizar um programa diversificado de disciplinas, oficinas práticas e iniciativas culturais que visam estimular a mente, o corpo e a partilha de saberes entre a comunidade local.
A sessão é aberta a toda a comunidade escolar, parceiros e familiares.
Os atletas da Associação Desportiva Ialbax completaram com sucesso mais um fim de semana repleto de competições, alcançando excelentes resultados e subidas ao pódio tanto em território nacional como na vizinha Espanha.
No dia 6 de setembro, a comitiva da AD Ialbax dividiu-se por três frentes competitivas, arrecadando vários troféus individuais e um importante prémio por equipas.
Na vizinha Extremadura, a atleta Vanda Rosa Nanques representou o clube na XIX Carrera Popular de Valdebótoa “Dia de Extremadura” (10k). Numa exibição de alto nível, Vanda Rosa Nanques conquistou o 3º lugar da classificação Geral feminina e garantiu a vitória no seu escalão, terminando como 1ª Classificada F45.
No exigente Penacova Trail do Centro 2026, Luís Carranca superou os desafios técnicos da prova, cruzando a linha de meta na 49ª posição da classificação Geral e garantindo o 12º lugar no escalão M45.
A maior comitiva do clube concentrou-se no XIII Trail de Sor, em Ponte de Sor, onde os atletas da AD Ialbax dominaram várias categorias e levaram o clube ao 3º lugar por equipas.
No Trail Longo (31k), as atletas femininas estiveram em evidência com Cristina Canário a sagrar-se campeã do escalão F50 (41ª na Geral) e Ana Duarte a garantir o 2º lugar no mesmo escalão (50ª na Geral). Manuel Mexia fechou a participação nesta distância no 40º lugar da Geral, correspondente ao 6º posto em M50.
No Trail Curto (17k), o jovem Luís Velez alcançou um brilhante 8º lugar na Geral, vencendo a categoria de Juniores. A comitiva ficou completa com as prestações de Carlos Pimenta (66º da Geral e 16º M35) e de José Russo, que alcançou um meritório 5º lugar no escalão M60 (99º na Geral).
Com estes resultados, a AD Ialbax reforça a sua dinâmica e competitividade no panorama do atletismo e do trail running regional e nacional.
A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo acolhe amanhã, dia 10 de setembro, a partir das 18h00, um Encontro Local de Cidadania, integrado no Roteiro da Cidadania da iniciativa “Ponto de Encontro | Cidadania ao Serviço de Portugal”, cujo orador convidado é o coronel Nuno Duarte, diretor do Museu Militar de Elvas.
Promovida pela Associação Viriatos.14, a iniciativa pretende estimular uma reflexão pública, plural e informada sobre temas estruturantes da cidadania nacional, aproximando cidadãos, jovens, escolas, autarquias, instituições e sociedade civil.
O primeiro ciclo do projeto é dedicado ao tema “Serviço Militar/Cidadania”, propondo um debate abrangente sobre os direitos e deveres cívicos, o serviço ao País, a participação dos jovens, a Defesa Nacional, a coesão social e a preparação coletiva perante situações de crise.
O encontro de Elvas contará com momentos de apresentação e enquadramento da iniciativa, reflexão, diálogo e recolha de contributos. A sessão procurará dar especial relevância à participação dos jovens, ouvindo as suas preocupações, expectativas e propostas sobre o futuro do País.
Os contributos recolhidos nos vários encontros realizados a nível nacional serão posteriormente organizados e integrados num Documento Síntese/Proposta Nacional, a apresentar aos órgãos de soberania.
O Município de Elvas associa-se a esta iniciativa, contribuindo para a promoção da participação cívica, do diálogo entre gerações e do envolvimento da comunidade na reflexão sobre temas de interesse nacional.
A participação no Encontro Local de Cidadania é gratuita e aberta à comunidade.
Durante os dias 4 e 5 de setembro, o Regimento de Cavalaria n.º3 (RC3) foi palco de várias atividades, com especial destaque para a tradicional Marcha a Cavalo de Elvas a Estremoz.
No dia 4 de setembro, cavaleiros e participantes partiram de Elvas rumo a Estremoz, percorrendo as paisagens do Alentejo e passando por Vila Viçosa, onde, como manda a tradição, foram realizadas as habituais apresentações de cumprimentos.
No dia 5, as atenções voltaram-se para a estrada, com a realização do Passeio de Carros Clássicos e Motorizadas Antigas. Uma viagem pelo património automóvel que levou às estradas alentejanas verdadeiras peças de história, despertando memórias e admiração por veículos de outras épocas.
Mais do que um conjunto de atividades, esta iniciativa, promovida no âmbito do Regimento de Cavalaria N.º 3, representa um verdadeiro encontro entre tradição, património, cultura e convívio, valorizando o território e reforçando os laços entre a comunidade.
O Comandante do Regimento de Cavalaria n.º 3, Coronel de Cavalaria Luís Pimenta, esteve presente nas diversas atividades, reforçando a importância destas iniciativas para a missão e para a ligação do RC3 à comunidade. Na ocasião, o Coronel Luís Pimenta voltou a destacar que “são estas atividades que mantêm viva a nossa história, aproximam o Regimento das pessoas e mostram que preservar a tradição é também construir o futuro”.
O Forte da Graça, em Elvas, recebeu, na manhã desta terça-feira, dia 8 de setembro, uma visita guiada especial, realizada integralmente em espanhol.
A iniciativa permitiu aos participantes conhecer alguns dos espaços mais singulares desta fortificação, através de um percurso que incluiu a passagem pela cisterna, pela Fonte do Marechal e pelas contraminas.
A realização da visita em língua espanhola procurou aproximar o monumento dos visitantes do país vizinho, proporcionando-lhes uma experiência mais acessível e enriquecedora num dos mais emblemáticos espaços do conjunto fortificado de Elvas, classificado como Património Mundial pela UNESCO.
A próxima visita guiada especial está marcada para o dia 20 de setembro, às 10h00, constituindo uma nova oportunidade para descobrir espaços e elementos menos conhecidos do Forte da Graça.
A participação está sujeita a inscrição prévia, que pode ser efetuada diretamente no Forte da Graça, através do endereço eletrónico forte.graca@cm-elvas.pt ou pelo telefone 268 639 741.
A Câmara Municipal de Elvas, a Junta de Freguesia da Terrugem e a Sociedade Recreativa da Terrugem promovem, esta quinta-feira, 10 de setembro, a cerimónia de assinatura da escritura pública de aquisição, pelo Município de Elvas, do edifício sede da Sociedade Recreativa da Terrugem.
A cerimónia está marcada para as 18h30 e terá lugar no edifício da Sociedade Recreativa da Terrugem, contando com a presença das entidades envolvidas e estando aberta à participação de toda a população.
A aquisição representa um momento de particular significado para a freguesia, uma vez que o edifício integra a história da Terrugem e está ligado à atividade da Sociedade Recreativa há mais de um século.
Ao longo dos seus mais de cem anos de existência, a Sociedade Recreativa da Terrugem tem tido naquele espaço um importante ponto de encontro e de convívio, assumindo também um papel relevante na dinamização da comunidade local.
A assinatura da escritura constitui, assim, um momento simbólico e de especial importância para a população da Terrugem, ao formalizar a aquisição do imóvel pelo Município de Elvas.
No final da cerimónia haverá um pequeno lanche-convívio, oferecido pela Associação, aberto a todos os presentes.
A SEL Salsicharia Estremocense Lda., Sabor do Saber Alentejano voltou a ver reconhecida a sua dedicação à excelência e à tradição gastronómica do Alentejo. O Presunto VARANEGRA 100% Alentejano foi o grande vencedor da 15.ª edição do Concurso Nacional de Presuntos, arrecadando não só a Medalha de Ouro, mas também o prestigiado prémio de Melhor Presunto do Concurso.
Organizado pela ANCPA (Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano) no âmbito da EXPOMOR, em Montemor-o-Novo, o certame tem como principal objetivo valorizar o Porco Alentejano, os seus produtores e a autenticidade dos produtos tradicionais da região.
As propostas a concurso foram submetidas a uma rigorosa prova cega por um painel de júris de referência do setor, constituído por Luís Melro (cortador profissional de presunto), José Casas Novas e Mariana Candeias (Confraria Gastronómica do Alentejo), João Bastos (secretário-geral da FPAS) e Ingride Fernandes (Agricert, Lda.). O júri avaliou critérios como a qualidade morfológica, a textura, o aroma e o perfil de sabor.
A Pureza da Raça e o Saber Fazer Alentejano
O segredo do sucesso do Presunto VARANEGRA reside na seleção rigorosa da sua matéria-prima: exclusivamente Porco Preto 100% de raça Alentejana, criado em total liberdade no ecossistema único do Montado e alimentado à base de bolota e ervas em regime de montanheira. Esta genética e modo de vida conferem ao presunto uma infiltração de gordura inimitável, suculência e um aroma intenso.
A esta matéria-prima de excelência, a SEL alia uma cura lenta e natural e o saber acumulado de gerações, garantindo um produto final de classe mundial.
“Esta vitória é um orgulho enorme e o reconhecimento de um trabalho diário feito com paixão. Partilhamos esta conquista com toda a nossa equipa, com os criadores e fornecedores que preservam esta raça autóctone, e com os nossos clientes que confiam no nosso ‘Sabor do Saber Alentejano'”, destaca a direção da SEL.
Sobre a SEL – O Sabor do Saber Alentejano:
A SEL Salsicharia Estremocense Lda., é uma referência nacional na produção de enchidos e presuntos tradicionais do Alentejo. Combinando tradição, inovação e rigor no controlo de qualidade, a empresa leva à mesa dos consumidores o melhor da gastronomia alentejana, sendo frequentemente distinguida em concursos nacionais e internacionais de provas cegas.
O Município de Vila Viçosa vai inaugurar, no próximo dia 18 de setembro, às 15h00, o seu novo Gabinete de Apoio ao Agricultor. O espaço ficará sediado no Espaço Cowork do Mercado Municipal e nasce de uma parceria estratégica com a AJAP (Associação dos Jovens Agricultores de Portugal).
Este novo balcão surge com o objetivo central de responder de forma próxima e eficaz às necessidades dos produtores locais. Através de um serviço de apoio técnico especializado, a autarquia pretende potenciar o desenvolvimento agrícola, pecuário e florestal do concelho.
O Gabinete de Apoio ao Agricultor irá assegurar uma vasta gama de serviços estruturantes para o setor, divididos em três grandes áreas de atuação: Elaboração e Acompanhamento de Projetos: Apoio técnico na conceção de candidaturas ao Pedido Único (PU) e acompanhamento contínuo de projetos durante a sua fase de implementação e respetivos pedidos de pagamento; Bolsa de Terras: Apoio na organização de Pacotes de Serviços e na implementação de projetos-piloto integrados numa plataforma específica gerida pela AJAP, com a colaboração ativa do Município e Assistência Técnica Especializada: Prestação de serviços de aconselhamento e gestão burocrática.
O atendimento presencial ao público será realizado todas as quartas-feiras, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Com este passo, o Município de Vila Viçosa e a AJAP unem esforços para modernizar o setor agrícola local, garantindo que os agricultores da região dispõem das ferramentas e do conhecimento necessários para enfrentar os desafios atuais da Política Agrícola Comum.
A 4.ª edição do Granfondo Serra D’Ossa realiza-se no próximo dia 4 de outubro, voltando a afirmar-se como um dos principais eventos de ciclismo do Alentejo, unindo, em bicicleta, cinco concelhos: Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Redondo.
Devendo reunir cerca de 1.700 participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro, a prova conta com três percursos e distâncias distintas: o Granfondo de 143,9 quilómetros; o Mediofondo de 108,3 quilómetros; e o Minifondo, de 60,8 quilómetros.
A prova, que nesta edição apresenta percursos renovados que atravessam os cinco concelhos, volta, uma vez mais, a possibilitar aos ciclistas desfrutarem da diversidade paisagística e patrimonial da região, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios próprios da Serra d’Ossa.
Para o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, o evento demonstra a importância da cooperação entre os municípios envolvidos. “É um excelente exemplo de como uma parceria entre cinco municípios acaba por nos permitir realizar um evento com uma dimensão assinalável”, afirma.
O autarca destaca sobretudo o impacto que a iniciativa tem na economia e na dinâmica do território. “Estamos a falar de 1.700 participantes de todo o país, o que envolve uma grande logística, mas também uma grande presença de pessoas no território que, de outra forma, não estariam cá”, sublinha.
João Grilo realça ainda que uma parte significativa dos participantes permanece na região durante o evento, contribuindo para a atividade económica local. “Destes 1.700 atletas, a maior parte deles vem de outros pontos do país, fica a pernoitar, consome naturalmente na região e, pela oportunidade de realizar aqui uma prova, deixa também alguma coisa no território”, assegura.
A organização do Granfondo assenta numa parceria entre os cinco municípios da Serra d’Ossa, com uma estrutura rotativa que permite que, em cada edição, um dos concelhos assuma um papel de maior destaque na organização, nomeadamente através da partida e chegada da prova. Em 2026, essa responsabilidade cabe ao Alandroal.
Segundo o presidente da autarquia, este modelo permite repartir os encargos entre os cinco municípios envolvidos. “Isto permite-nos distribuir o investimento e realizar um evento que, de outra forma, seria impossível se ficasse a cargo, por exemplo, de um único município”, afirma.
João Grilo defende, por isso, a continuidade desta estratégia de cooperação. “Estamos empenhados em continuar com este tipo de eventos de colaboração, que nos permite ter outra escala”, remata.
Para além da componente competitiva e de cicloturismo, o Granfondo Serra D’Ossa pretende continuar a promover o território, convidando participantes e acompanhantes a conhecerem a gastronomia, os vinhos, o património histórico e megalítico, e as paisagens do Alentejo.
Com o Alandroal como centro nevrálgico da iniciativa, a edição deste ano pretende voltar a juntar desporto, turismo e promoção territorial, reforçando a importância da cooperação intermunicipal na criação de eventos capazes de atrair visitantes e gerar impacto económico na região.
A apresentação oficial do evento desportivo está marcada para amanhã, quinta-feira, 10 de setembro, às 19 horas no Castelo de Alandroal.
A ExpoMora está de regresso ao Parque de Feiras e Exposições de Mora, entre sexta-feira e domingo, de 11 a 13 de setembro, para três dias de programação diversificada, com música, cultura, atividades desportivas, animação infantil e a participação do tecido empresarial do concelho.
Com entrada gratuita, o certame é promovido pela Câmara Municipal de Mora e apresenta este ano uma programação pensada para diferentes públicos e com atividades distribuídas ao longo de todo o dia. Entre os principais destaques musicais estão os concertos de Nena, na sexta-feira, Miguel Araújo, no sábado, e Bispo, no domingo.
A grande novidade desta edição é, segundo o presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão de Matos, o regresso da corrida de touros, marcada para domingo, às 17h30. “A novidade maior é o regresso da tourada”, afirmou o autarca, destacando também a preocupação em construir um programa capaz de chegar a diferentes gerações.
O objetivo passa por garantir que o recinto permaneça ativo durante o maior número de horas possível. “Tentámos fazer um programa que abrangesse os gostos de todas as faixas etárias”, explicou, acrescentando que a organização procurou assegurar “uma animação que decorresse ao longo de todo o dia”.
Na sexta-feira, a música estará a cargo de Nena, enquanto no sábado será Miguel Araújo a subir ao palco principal. O domingo será dedicado sobretudo ao público mais jovem, com o concerto de Bispo. A programação musical inclui ainda outros momentos de animação, entre os quais a atuação da Orquestra Albicastrense, no sábado, às 18h00, e De Moda em Moda, às 19h00.
A componente desportiva assume igualmente um papel de destaque. As manhãs de sábado e domingo serão dedicadas a atividades como o torneio de padel, torneio da malha, passeio BTT e Color Run, juntando-se à programação a corrida de touros e um espetáculo destinado às crianças, no palco secundário, no domingo, às 18h00.
As noites terminam com a atuação de DJ no Palco da Juventude, permitindo prolongar a animação e o convívio no recinto.
Para o presidente da Câmara Municipal, a ExpoMora representa, acima de tudo, uma iniciativa pensada para a população do concelho, mas também uma oportunidade para dar visibilidade à economia local. “São três dias que fazemos para o concelho, são três dias para as pessoas se divertirem”, afirmou o autarca, salientando igualmente a importância da mostra do tecido económico e empresarial de Mora.
Segundo o presidente, a ExpoMora permite aos empresários locais “divulgar aquilo que fazem ao longo de todo o ano” e criar oportunidades para promover os seus produtos e serviços e realizar negócio.
A realização do certame deverá também contribuir para dinamizar o comércio e a restauração locais, através da presença de visitantes durante os três dias. O autarca sublinha que a feira “vai trazer aqui muitas, muitas pessoas”, que, além de assistirem aos espetáculos e participarem nas atividades, poderão também usufruir dos restaurantes e do comércio do concelho.
A ExpoMora 2026 assume, assim, uma dupla dimensão: por um lado, proporciona três dias de festa, cultura, desporto e entretenimento à população; por outro, funciona como uma montra do que Mora tem para oferecer, dando espaço à divulgação das empresas e à dinamização da economia local.
A história de Campo Maior e da Raia ganha uma nova forma de ser contada através da música. “Muralhas da Raia”, projeto musical criado por Francisco José Trindade, recorre às novas tecnologias e à inteligência artificial para transformar episódios históricos, memórias e lendas da região em canções.
O projeto nasceu, segundo o autor, de uma “singela homenagem” à música, à história e à cultura locais. Embora inicialmente tivesse sido pensado para a literatura, nomeadamente para a criação de um livro, a evolução das ferramentas digitais permitiu-lhe encontrar na música um veículo mais acessível para transmitir a mensagem.
“Partindo de uma ideia de assumir o papel do letrista, não o letrista profissional, mas apenas o iniciante”, explica Francisco José Trindade, o objetivo passou por utilizar as ferramentas atualmente disponíveis para concretizar uma ideia que tinha vindo a desenvolver ao longo do tempo.
O resultado é um conjunto de dez temas que percorrem diferentes momentos da história da região, com particular incidência em Campo Maior (incluindo Ouguela), mas também noutros pontos da Raia, como Elvas.
Da investigação histórica para a música
Por detrás das letras está um trabalho de investigação desenvolvido ao longo dos anos. Francisco José Trindade recorreu a fontes online, bibliografia especializada, textos históricos e informação disponibilizada por instituições, mas também a visitas aos próprios locais históricos. As muralhas, castelos e fortificações da região assumem, por isso, um papel central no processo criativo.
“Muito mais importante do que apenas ler em livros, é vivermos e experienciarmos no local”, afirma, defendendo que o contacto direto com as pedras, as construções e a paisagem ajuda a imaginar as vivências de quem habitou aqueles espaços em épocas passadas.
A partir dessas pesquisas e experiências, o autor foi reunindo apontamentos e trabalhando as palavras com o objetivo de condensar episódios históricos em canções de apenas alguns minutos.
“Por trás de cada canção há uma mensagem que se pretende passar, há uma história que se pretende contar”, sublinha.
História contada ao ritmo dos novos tempos
A opção pela música está também relacionada com a necessidade de encontrar novas formas de chegar ao público, sobretudo às gerações mais jovens.
Francisco José Trindade considera que a sociedade atual é marcada pela rapidez e pela enorme quantidade de conteúdos disponíveis, sobretudo nas plataformas digitais. Nesse contexto, defende que os projetos culturais precisam de encontrar formas diferentes de captar a atenção.
“Temos que arranjar forma de transmitir a mensagem que queremos, mas tendo em conta sempre que o público tem pouco tempo para nos dispensar”, explica.
É nesse cenário que surge a utilização da inteligência artificial como ferramenta de criação e como forma de democratizar o acesso à produção musical.
Para o autor, as novas tecnologias permitem que alguém sem formação profissional na área possa desenvolver um projeto, partindo de uma ideia e de conhecimentos básicos de composição e escrita.
“Franky da Raia”, uma personagem para contar a história
O projeto não é, contudo, apresentado em nome de Francisco José Trindade. O autor optou pelo pseudónimo “Franky da Raia”, criando uma espécie de personagem para assumir a vertente musical e histórica do projeto.
A escolha resulta, em parte, do nome “Frank”, pelo qual era conhecido em experiências anteriores no mundo digital, ao qual acrescentou “da Raia”, numa referência direta à região e à identidade que pretende valorizar.
“Não é o Francisco que tem os seus determinados gostos, que tem as suas determinadas convicções”, explica. “Uma terceira pessoa foi aqui criada neste mundo digital para que nesse próprio mundo consiga contar que existiu esta terra, existiram estas ações, para contar aqui essa história.”
Dez canções para contar uma história
O projeto começou por contemplar dez temas, mas a composição inicial acabou por sofrer alterações. Um dos temas (“Nasce o Povoado”) foi dividido em dois, levando a que a primeira fase do lançamento ficasse composta por nove canções.
A estratégia passou por disponibilizar os temas de forma faseada, um por dia, a partir de 1 de setembro, procurando criar continuidade e expectativa junto do público.
Entre as histórias abordadas encontra-se a de Ouguela e a queda do seu castelo perante as forças castelhanas. É precisamente este episódio que dá origem ao tema mais sombrio do projeto.
Para Francisco José Trindade, contar a história significa também abordar os momentos de derrota e sofrimento, e não apenas as vitórias. “Nem sempre de vitórias se fazem as guerras. Há muitas batalhas que ganhamos, mas também, infelizmente, há outras que perdemos”, afirma, dedicando a canção a todos aqueles que lutaram e contribuíram para a construção da nação.
“As muralhas não morrem”
Para evitar que o projeto terminasse com esse tom de tristeza, o autor decidiu acrescentar uma décima canção: “As Muralhas Não Morrem”. O tema funciona como um recap dos nove anteriores, recuperando elementos das diferentes histórias e concentrando a principal mensagem do projeto: a importância de preservar a memória e o património histórico.
Para Francisco José Trindade, as muralhas não devem ser vistas apenas como “umas pedras que estão ali empilhadas”. São parte da cultura, da história e da identidade coletiva.
O autor reconhece o trabalho desenvolvido na recuperação das fortificações e na criação de centros interpretativos, mas considera que também é necessário manter viva a memória através de iniciativas culturais que consigam chegar às novas gerações.
“É importante que na memória do povo haja quem também dê o seu pequeno contributo, levante a sua voz e, com a ajuda das ferramentas que tem ao seu dispor, consiga manter acesa a chama da cultura”, defende.
“Muralhas da Raia” assume-se, assim, como uma experiência que cruza história, música e tecnologia, procurando aproximar o passado do presente e levar episódios da história de Campo Maior e da região raiana a um público habituado a consumir cultura de formas cada vez mais rápidas e digitais.
Mais do que um álbum, que o autor prevê que venha a ter uma versão em inglês num futuro breve, o projeto pretende ser uma forma contemporânea de preservar e transmitir memória: lembrar de onde veio a região, o que viveu e como essas histórias continuam a fazer parte da identidade de quem hoje habita a Raia.
Os temas de Franky Da Raya estão disponíveis no YouTube e no Spotify.
“Elvas com Patas”, da autoria de Luísa Raimundo, professora da Escola Superior de Biociências de Elvas, é um dos 14 projetos submetidos à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A proposta pode ser votada até 2 de outubro e tem um orçamento previsto de dez mil euros.
A iniciativa pretende conjugar bem-estar animal, saúde animal e saúde pública, tendo como ponto de partida um problema identificado ao longo de vários anos pela comunidade académica: a presença de formas parasitárias potencialmente zoonóticas nas fezes de animais deixadas nas ruas da cidade.
“Anualmente nós recolhemos fezes dos animais nas ruas de Elvas e temos a noção de que muitas ruas estão contaminadas”, explica Luísa Raimundo. Segundo a docente, algumas destas formas parasitárias podem transmitir-se aos seres humanos, representando um risco particularmente relevante para crianças, idosos e pessoas imunodeprimidas.
Fosso e Jardim das Laranjeiras como projeto-piloto
O Fosso e o Jardim das Laranjeiras são as áreas escolhidas para a implementação inicial do projeto. De acordo com Luísa Raimundo, estes espaços são frequentemente utilizados pelos tutores para passear os seus cães, concentrando uma quantidade significativa de dejetos animais.
A proposta passa pela criação de um parque para cães, permitindo que os animais possam circular e brincar em segurança, afastados do trânsito automóvel. A medida pretende também reduzir situações de risco já observadas na zona, incluindo atropelamentos de animais.
O espaço deverá ainda funcionar como ponto de informação e sensibilização dos tutores, nomeadamente para a importância da recolha dos dejetos e da desparasitação dos animais.
A professora destaca também a necessidade de reforçar a informação relativa à leishmaniose, uma doença para a qual a região apresenta condições endémicas e cuja prevenção passa, entre outras medidas, pela vacinação e proteção adequada dos animais.
Projeto prevê intervenção junto de colónias de gatos
A segunda vertente do projeto “Elvas Com Patas” está relacionada com os gatos que vivem em colónias, sobretudo nas imediações da Escola Superior de Biociências de Elvas.
A proposta prevê a criação de abrigos e estruturas de apoio, bem como a monitorização da colónia, procurando envolver voluntários e alunos da escola na alimentação e acompanhamento dos animais.
“Temos muitos alunos que estão muito sensibilizados”, asseguta Luísa Raimundo, salientando que os estudantes já desenvolvem iniciativas relacionadas com a saúde animal e procuram ajudar animais feridos encontrados nas proximidades da escola.
A intenção não é aumentar a população de gatos, mas monitorizar e controlar a colónia, em articulação com a Câmara Municipal e outras entidades.
Sensibilização como uma das principais apostas
Além das infraestruturas, o projeto aposta na formação e sensibilização. Os alunos da escola já desenvolvem, por exemplo, ações de sensibilização junto dos proprietários de animais durante o chamado “mês da desparasitação”.
Luísa Raimundo considera, contudo, que é possível tornar esse trabalho mais eficaz através de uma intervenção permanente no espaço.
A docente revela ainda que, ao longo dos anos, tem sido registada uma diminuição da percentagem de amostras contaminadas, sobretudo no Fosso e no Jardim das Laranjeiras, facto que associa também ao trabalho desenvolvido junto dos tutores.
Dez mil euros para arrancar
O projeto apresenta um orçamento de dez mil euros, verba que Luísa Raimundo considera suficiente para iniciar a iniciativa enquanto projeto-piloto, embora reconheça que poderá ser insuficiente para concretizar todas as infraestruturas idealizadas.
A proposta passa, por isso, por procurar apoios complementares junto do município, juntas de freguesia, empresas e outras entidades. A autora admite que alguns parceiros ligados à indústria farmacêutica e à alimentação animal poderão apoiar as ações de formação e sensibilização.
O objetivo é que, depois de testado no Fosso e avaliados os resultados, o projeto possa vir a ser implementado noutros locais. “Eu gostava muito que depois, se funcionasse e que tivéssemos resultados, de replicar, não só para diferentes pontos da cidade de Elvas, mas também para as freguesias”, explica.
Sem o financiamento do Orçamento Participativo, porém, a concretização do projeto ficará bastante condicionada. “Sem estes dez mil euros para avançar”, reconhece a responsável, “vai ser difícil”.
A autora aponta algumas dificuldades sentidas durante o processo de candidatura, nomeadamente relacionadas com a plataforma de votação e com a necessidade de os participantes terem residência oficial em Elvas, situação que impede a participação de estudantes da ESBE que vivem noutros concelhos.
Com “Elvas com Patas”, Luísa Raimundo pretende transformar uma preocupação identificada através do trabalho académico numa intervenção concreta no território, procurando que a proteção dos animais contribua também para uma cidade mais segura e saudável para a população.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: