
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Paiva, revela, em comunicado, que o executivo municipal optou por não incluir na ordem do dia da reunião de Câmara do passado dia 1 de setembro a proposta “Parque Para Todos”, que tinha apresentado para discussão.
Segundo a autarca social-democrata, a proposta aborda um conjunto de situações relacionadas com as condições de utilização e segurança do parque de estacionamento subterrâneo da Praça da República, nomeadamente a existência de lugares de estacionamento destinados a grávidas, o funcionamento de um elevador que, segundo afirma, se encontra avariado há vários meses, e a revisão do plano de segurança contra incêndio, que estará, de acordo com a vereadora, sem atualização há quase três anos.
Margarida Paiva considera que a decisão de não levar a proposta à reunião de Câmara impede a sua discussão e eventual votação pelos restantes membros do executivo.
“Tenho notado que se tem tornado cada vez mais difícil ao executivo encontrar argumentos técnicos para rejeitar propostas que, no fundo, são boas para o concelho”, afirma a vereadora.
A eleita do PSD considera que, quando não existem argumentos para rejeitar uma proposta, a alternativa parece passar por impedir que esta chegue sequer a votação. Na sua leitura, essa situação evitaria que ficasse registado em ata o resultado de uma eventual votação e o mérito da proposta apresentada.
Margarida Paiva garante, contudo, que a proposta “Parque Para Todos” será novamente apresentada. “Continuamos a achar que uma câmara municipal devia querer discutir isto o mais depressa possível, não adiar”, remata.
O comunicado para ler na íntegra:
“Parque Para Todos, ainda não foi para a Ordem do Dia
Apresentei a proposta “Parque Para Todos” para a reunião de Câmara de 1 de setembro. Grávidas sem lugar de estacionamento, um elevador que avaria há meses, um plano de segurança contra incêndio sem revisão há quase 3 anos.
O Presidente da Câmara optou por não a incluir na Ordem do Dia desta reunião.
Tenho notado que se tem tornado cada vez mais difícil ao executivo encontrar argumentos técnicos para rejeitar propostas que, no fundo, são boas para o concelho. E quando não há argumento para rejeitar, a alternativa parece ser não deixar sequer chegar a votação, o que evita ter de reconhecer, em ata, que a proposta fazia sentido e que o trabalho está bem feito.
Iremos reapresentá-la. Continuamos a achar que uma câmara municipal devia querer discutir isto o mais depressa possível, não adiar.”














