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Universidade de Évora lidera candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo  

A Universidade de Évora manifestou a intenção de liderar a candidatura à criação da Orquestra Regional do Alentejo, num processo que tem candidaturas abertas até 25 de setembro de 2026.

O projeto está atualmente numa fase de preparação da candidatura, que o vice-reitor da Universidade de Évora para a Cultura e para a Sociedade, António Sáez Delgado, considera particularmente exigente, pela necessidade de envolver municípios e outras entidades da região e de constituir uma associação que será a promotora da iniciativa. “É, sem dúvida, um momento muito importante na vida cultural e social da região”, afirma o responsável, explicando que a universidade está neste momento “submersa nessa fase de profundo trabalho”.

Para a Universidade de Évora, avançar com esta candidatura representa também a concretização de uma ambição com vários anos. Segundo António Sáez Delgado, a criação da Orquestra Regional do Alentejo é um sonho da universidade há oito anos, período durante o qual foram dados passos para tornar possível o projeto.

A instituição considera reunir condições para assumir a candidatura, nomeadamente através da sua Escola de Artes e da formação musical que disponibiliza. “Nós temos uma Escola de Artes muito ativa, com estudos de música nos três níveis de ensino, da licenciatura, do mestrado e do doutoramento”, explica o vice-reitor, considerando que esse percurso confere à universidade “toda a solidez intelectual” necessária para desenvolver o projeto.

Ainda assim, António Sáez Delgado sublinha que a candidatura é apresentada com humildade, mas também com confiança no percurso realizado. “Avançamos com uma candidatura, com toda a humildade, com um candidato a qualquer concurso, como é natural, mas também com a ambição e com a convicção da nossa trajetória, do nosso percurso.”

A intenção da Universidade de Évora é, contudo, que a futura orquestra tenha uma dimensão verdadeiramente regional. O objetivo não é criar uma estrutura centrada apenas na cidade de Évora, mas envolver todo o território alentejano. “Sobretudo queremos que seja um projeto do Alentejo, pelo Alentejo, para o Alentejo e com o Alentejo.”

Nesse sentido, o vice-reitor deixa um convite aos municípios e às entidades da região para se associarem à candidatura. “Não queremos de nada que seja uma orquestra de Évora, queremos que seja uma orquestra de todo o Alentejo.”

Uma oportunidade para a região

A dimensão regional do projeto foi também destacada através das sessões de divulgação promovidas pela Direção-Geral das Artes e pela CCDR, que passaram recentemente pelo Alentejo Litoral, Alentejo Sul e Alentejo Norte.

Para António Sáez Delgado, uma orquestra regional profissional poderá ter um impacto que ultrapassa a própria atividade artística, contribuindo para a afirmação da região e para a criação de novas dinâmicas culturais e económicas. “Uma orquestra regional é uma plataforma de primeiríssimo nível, quer na divulgação do Alentejo dentro e fora de portas, como também é um elemento de criação de tecido cultural e económico para a região”.

O projeto prevê uma orquestra profissional, composta por músicos profissionais. De acordo com o vice-reitor, a estrutura poderá representar a criação de cerca de 35 a 40 postos de trabalho ligados à orquestra, com profissionais que deverão estabelecer-se na região. “Deverão vir para o Alentejo, deverão estabelecer-se no Alentejo e promover assim a criação desse tecido social, cultural, económico, que é uma grande oportunidade para a nossa região”, afirma.

É precisamente esta dimensão que, segundo António Sáez Delgado, justifica o envolvimento da Universidade de Évora na liderança da candidatura. “Daí a universidade estar a encabeçar esta candidatura”.

Com o prazo de apresentação de candidaturas a decorrer até 25 de setembro, a Universidade de Évora encontra-se agora concentrada na preparação de uma proposta que pretende reunir municípios e diferentes entidades do território em torno de um projeto comum para o Alentejo.

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