
O processo de certificação da nova linha ferroviária entre Évora e Elvas, elemento central do Corredor Internacional Sul, sofreu um novo atraso e deverá prolongar-se até ao início de 2027. A confirmação foi dada pelo Ministério das Infraestruturas em resposta ao grupo parlamentar do Livre, numa notícia avançada pelo Jornal de Negócios.
Apesar de a construção do troço ter sido concluída oficialmente em janeiro e de a Infraestruturas de Portugal (IP) ter iniciado este mês os testes dinâmicos, a vaga continuada de furtos de metais e atos de vandalismo tem forçado alterações constantes no planeamento. As redes de catenária, sinalização e telecomunicações têm sido os alvos principais dos ilícitos, situação que já no passado afetou as obras de modernização das linhas da Beira Alta e do Oeste.
Fatores de Atraso na Entrada em Serviço
Os crime de furto e algum vandalismo já noticiados pela Rádio ELVAS tem provocado danos repetidos em equipamentos vitais de catenária e sinalização obrigam a reparações constantes antes dos testes e a Escassez de Certificadores, originados pela falta de organismos independentes credenciados em Portugal, aliada à elevada ocupação de entidades estrangeiras noutros projetos europeus.
Ao mesmo temo a Complexidade Tecnológica devido à implementação de tecnologias inovadoras no país, como o sistema de sinalização ERTMS e catenária de alto desempenho para velocidades até 300 km/h, levam a que o processo sofra agora um atraso na certificação.
Com um investimento aproximado de 460 milhões de euros, o projeto do Ferrovia 2020 é a maior obra ferroviária dos últimos 100 anos em Portugal. A infraestrutura reduzirá em 140 quilómetros o percurso entre o Porto de Sines e a fronteira com Espanha, integrando a futura rede de Alta Velocidade Lisboa-Madrid.
Apesar dos constrangimentos na fase de validação de segurança e interoperabilidade, a entrada em exploração comercial da linha mantém-se prevista para meados de 2027.















