Caixas do correio vandalizadas na Rua de Alcamim

Na artéria mais comercial de Elvas, o vandalismo voltou a causar estragos, desta vez com as caixas do correio como alvo. O ato provocou prejuízos e voltou a gerar preocupação na Rua de Alcamim.

Ouvidos pela Rádio ELVAS, moradores e comerciantes lamentam os danos provocados e criticam a demora na instalação das câmaras de videovigilância, considerando que estas poderiam, “pelo menos, dissuadir este tipo de vandalismo”.

Enfermeiro da ULS Alto Alentejo integra Comissão de Apoio Técnico Especializado da Ordem dos Enfermeiros

O Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo, da ULS Alto Alentejo, passou a integrar a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.

A nomeação do profissional constitui um reconhecimento das suas competências técnicas, experiência profissional e dedicação à área da Enfermagem Paliativa, permitindo reforçar a participação dos nossos profissionais em estruturas de âmbito nacional que contribuem para o desenvolvimento e valorização da profissão.

Ricardo Pinheiro reforça acompanhamento dos projetos financiados pelo PRR

A CCDR Alentejo realizou, através do Programa Regional Alentejo 2030, nos dias 18 e 19 de agosto, um conjunto de reuniões de trabalho com municípios, entidades do setor da saúde e instituições sociais, com o objetivo de acompanhar a execução de projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e avaliar as oportunidades criadas pelo novo regime de transição para os fundos da Política de Coesão.

A iniciativa surge na sequência da publicação do Decreto-Lei n.º 165/2026, de 13 de agosto, que estabelece um mecanismo excecional aplicável a operações cujo financiamento PRR venha a ser revogado ou cessado, permitindo o seu eventual enquadramento nos programas do Portugal 2030, desde que cumpridas as respetivas condições de elegibilidade.

Para Ricardo Pinheiro, Presidente do Conselho Diretivo da CCDR Alentejo e da Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, esta nova possibilidade constitui uma oportunidade relevante para salvaguardar investimentos com elevado impacto nas comunidades locais e assegurar a continuidade de projetos estruturantes para o desenvolvimento regional.

“Estamos a trabalhar diretamente com os beneficiários para identificar projetos relevantes para o desenvolvimento da região e criar condições para que possam prosseguir o seu percurso de execução. O objetivo é garantir que investimentos fundamentais para as populações continuem a avançar, sempre no respeito pelas regras europeias e sem qualquer situação de duplo financiamento.”

As reuniões realizadas incidiram sobretudo sobre projetos nas áreas da saúde, educação e ação social, setores que concentram uma parte significativa do investimento público atualmente em curso no território e que assumem particular importância para a qualidade de vida das populações.

Na área da saúde, foram analisadas intervenções ligadas à construção, ampliação e requalificação de centros de saúde, unidades de cuidados continuados e outras respostas de proximidade, refletindo o investimento que tem vindo a ser realizado no reforço da rede de cuidados de saúde primários no Alentejo.

Foram igualmente acompanhados investimentos no domínio da educação, incluindo projetos de requalificação de infraestruturas escolares, considerados essenciais para a modernização dos equipamentos públicos e para a melhoria das condições de aprendizagem.

Segundo Ricardo Pinheiro, os contactos desenvolvidos permitiram confirmar o elevado grau de compromisso das entidades beneficiárias e identificar operações que poderão beneficiar das oportunidades abertas pelo novo enquadramento legal.

“O novo regime responde a uma preocupação legítima dos beneficiários e das comunidades. O importante é assegurar que projetos já lançados e com relevância estratégica para os territórios possam alcançar os objetivos para que foram concebidos, salvaguardando o investimento realizado e o interesse público associado.”

O Presidente considera ainda que a articulação entre o PRR e o Programa Regional Alentejo 2030 evidencia a importância de uma gestão integrada dos diferentes instrumentos de financiamento europeu.

“Estamos perante instrumentos complementares que devem estar ao serviço do desenvolvimento regional. O nosso compromisso é maximizar o impacto dos recursos disponíveis, promovendo investimentos que reforcem a coesão territorial, a qualidade dos serviços públicos e a competitividade do Alentejo.”

Importa igualmente salientar que a eventual integração de operações provenientes do PRR não colocará em causa os compromissos financeiros já assumidos pelo Programa Regional Alentejo 2030, nem os investimentos contratualizados com os municípios e restantes beneficiários, sendo assegurada através dos mecanismos específicos previstos no novo enquadramento legal.

A CCDR Alentejo, IP e o Programa Regional Alentejo 2030 continuarão a acompanhar de forma próxima os beneficiários e a promover a articulação entre os diferentes instrumentos de financiamento europeu, contribuindo para que projetos prioritários para a região possam concretizar-se e gerar benefícios duradouros para as populações, para a economia e para o território.

Alandroal acolhe XVI Troféu em Pesca Desportiva

O Município de Alandroal volta a receber os amantes da pesca desportiva. No dia 6 de setembro, a Pista de Pesca de Juromenha será o palco do Convívio Piscatório – XVI Troféu Vila de Alandroal.

O evento desportivo está integrado no programa oficial das Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição. A iniciativa junta a competição saudável ao convívio entre participantes. O cenário escolhido é a icónica e histórica vila de Juromenha, junto ao rio Guadiana.

A organização convida todos os pescadores e entusiastas a participar. O troféu promete uma manhã de desporto e animação em contacto direto com a natureza alentejana.

Para mais informações sobre inscrições e horários, os interessados devem contactar os serviços do Município de Alandroal.

Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro entre os candidatos aos Prémios Mais Alentejo

Fotografia: Revista Mais Alentejo

O Alto Alentejo está representado com dez nomeações na 24.ª edição dos Prémios Mais Alentejo, promovidos anualmente pela revista Mais Alentejo.

Entre os nomeados destaca-se Elvas, com o Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro a concorrer na categoria “Mais Património”, numa edição que reúne vários projetos, empresas e personalidades do Alto Alentejo. Na mesma categoria está também nomeada a Judiaria de Castelo de Vide.

Já em “Mais Tradição”, o Alto Alentejo está representado pela Chocalhada de Sábado de Aleluia, de Castelo de Vide, e pela Feira da Doçaria Conventual e Tradicional de Portalegre.

A região conta ainda com a Fertiprado, de Vaiamonte, nomeada para “Mais Empresa”, enquanto na categoria “Mais Dormidas” Marvão aparece duas vezes, com a Sociedade Rural e o Marvão Hotel & Museu.

Em “Mais Vinho”, os nomeados são as Altas Quintas e a Tapada do Chaves, ambas de Portalegre. Já na categoria “Mais Jornalista”, o Alto Alentejo está representado por João Adelino Faria, da RTP, natural de Castelo de Vide.

A votação decorre até às 23h59 de 13 de setembro, podendo os votos ser realizados através do site oficial da revista Mais Alentejo.

Os Prémios Mais Alentejo distinguem anualmente projetos, empresas e personalidades que se destacam em diferentes áreas e contribuem para o desenvolvimento da região.

Castelo de Elvas acolhe iniciativa “À Noite no Património”

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O Castelo de Elvas recebe, no próximo sábado, dia 29 de agosto, às 21h00, mais uma visita integrada na iniciativa “À Noite no Património”, promovida pelo Município de Elvas.

A visita noturna proporciona uma oportunidade diferente para conhecer este emblemático monumento da cidade, descobrir a sua história e apreciar os seus espaços numa atmosfera singular, marcada pela iluminação noturna.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do endereço eletrónico mae@cm-elvas.pt.

A iniciativa “À Noite no Património” pretende dar a conhecer e valorizar o património histórico e cultural de Elvas através de visitas realizadas fora do horário habitual.

Alandroal procura novas vozes para o Coro do Vagar

O Coro do Vagar, iniciativa integrada no programa Évora_27 e com direção artística da Mara, chega ao Município de Alandroal para iniciar um projeto dedicado à música, ao encontro e à participação da comunidade.

O Primeiro ensaio está marcado para 31 de agosto, às 18h00, no Fórum Cultural de Alandroal.

A iniciativa está aberta a participantes de todas as idades e não exige experiência ou conhecimentos de canto. As inscrições podem ser realizadas nos próprios ensaios, estando a participação limitada a 43 pessoas.

O projeto pretende reunir diferentes vozes numa experiência de partilha e criação coletiva, convidando a comunidade a juntar-se ao Coro do Vagar.

A iniciativa é financiada pela CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e integra a programação associada a Évora_27, Capital Europeia da Cultura 2027.

Cinema ao luar regressa a Elvas com “A Gaiola Dourada” no Pátio do MAEE

O Pátio do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires (MAEE) recebe, esta quinta-feira, 27 de agosto, mais uma sessão de cinema ao ar livre.

A partir das 21h30, será exibido “A Gaiola Dourada”, filme realizado por Ruben Alves, que retrata, com humor e emoção, a vida de uma família portuguesa emigrada em França e a difícil decisão entre permanecer em Paris ou regressar a Portugal.

A sessão integra a iniciativa “Cinema no Pátio”, promovida pelo Município de Elvas, proporcionando ao público uma noite diferente num dos espaços culturais da cidade.

A entrada é aberta à população.

Festival do Crato arranca com dia extra gratuito e aposta num cartaz para todos os públicos

A edição deste ano do Festival do Crato arranca esta terça-feira, 25 de agosto, com um dia extra de entrada gratuita, dando início a cinco dias de música, animação e tradição que se prolongam até sábado, dia 29.

O cartaz reúne nomes como Calum Scott, Sara Correia, Calema, Delfins, Bispo, Slow J e Veigh, numa programação pensada para chegar a diferentes públicos. A par dos concertos, o evento mantém o espaço de campismo e decorre em simultâneo com a tradicional Feira de Artesanato, que este ano assinala a sua 40.ª edição.

O presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, admite que as expectativas são elevadas, mas sublinha que o principal objetivo é proporcionar bons momentos a quem visita o concelho. “A expectativa é muito alta sempre, mas acima de tudo aquilo que esperamos todos é que as pessoas venham ao Crato para se divertir, para passar momentos bons”, afirma.

O autarca destaca ainda a importância do festival enquanto afirmação de um território do interior, considerando que o evento demonstra a capacidade de uma pequena comunidade para organizar uma iniciativa de grande dimensão.

A Feira de Artesanato terá também um papel de destaque nesta edição, com artesanato ao vivo, uma zona de showcooking e um palco dedicado à tradição musical, além de “algumas surpresas” destinadas a assinalar quatro décadas de história.

Cartaz aposta na diversidade

Joaquim Diogo salienta também a aposta num cartaz que considera “muito equilibrado” e “muito forte”, destacando artistas como Calum Scott, Calema, Slow J e Veigh.

Uma das novidades desta edição é a Digital Box, espaço dedicado ao universo digital e às novas gerações, que terá como protagonistas “Os Primos”, dupla conhecida pela presença no YouTube e noutras plataformas digitais.

A programação procura, assim, cruzar diferentes estilos musicais e públicos, mantendo a tradição de um festival que se tornou uma das principais referências culturais e musicais do Alto Alentejo.

Mais de 30 mil passageiros transportados na última edição

A mobilidade e a segurança são também prioridades para a organização. Segundo Joaquim Diogo, na edição anterior, quase metade dos festivaleiros optou por deixar o automóvel em casa.

O município mantém acordos com a Rede Expressos e a CP, que permitem aos portadores de bilhete para o Festival do Crato beneficiar de descontos nas viagens. A estes meios junta-se a rede de transportes do Alto Alentejo, com mais de nove circuitos a assegurar ligações a grande parte do território.

O presidente da Câmara revela que, perante um volume de vendas situado entre os 65 mil e os 70 mil bilhetes na edição anterior, a Rodoviária do Alentejo transportou mais de 30 mil passageiros durante os quatro dias do festival.

Para Joaquim Diogo, os números mostram uma mudança de hábitos por parte dos festivaleiros, tanto por razões ambientais como de segurança.

“É esse apelo que quero deixar”, afirma o autarca, incentivando o público a privilegiar os transportes públicos nas deslocações para o festival.

Segurança reforçada

A organização preparou igualmente um dispositivo de segurança que envolve a Guarda Nacional Republicana, segurança privada, paramédicos e bombeiros.

Joaquim Diogo espera que o dispositivo esteja, uma vez mais, à altura da dimensão do evento, garantindo as condições necessárias para que o público possa aproveitar o festival em segurança.

“Que as pessoas venham ao Crato para ser felizes, que é isso que nós queremos”, remata o autarca.

Com música, artesanato, gastronomia, campismo e uma programação diversificada, o Festival do Crato decorre até sábado, numa edição que assinala também os 40 anos da Feira de Artesanato e reforça a aposta do município na afirmação do concelho enquanto destino cultural e de entretenimento.

PROGRAMAÇÃO

25 de agosto | Entrada gratuita
21h30 — A Batalha do K-Pop
22h50 — Elyas
23h40 — Gipsy King by Diego Baliardo
01h30 — Pears

26 de agosto
21h30 — Bispo
23h05 — Dub Inc
00h45 — Slow J
02h25 — Zanova

27 de agosto
21h30 — Soraia Ramos
23h05 — Papillon
00h45 — Veigh
02h25 — Breyth

28 de agosto
21h30 — Sara Correia
23h05 — Delfins
00h45 — Calema
02h25 — Kura
03h55 — Ana Isabel Arroja

29 de agosto
21h30 — Buba Espinho
23h05 — Calum Scott
01h00 — Karetus
02h50 — Projeto Remember Old Times

Despista-se e destrói poste de eletricidade em Campo Maior

Um homem de 37 anos despistou-se esta manhã, pelas 09h15, na Estrada da Figueira, em Campo Maior, tendo embatido contra um poste de eletricidade.

Segundo informação apurada, o condutor foi submetido ao teste de alcoolemia, tendo alegadamente acusado uma taxa de 2,70 g/l de álcool no sangue. As circunstâncias do acidente estão a ser apuradas.

Vila Viçosa encerra Verão Ativo com dezenas de jovens envolvidos em serviços municipais

Está a chegar ao fim mais uma edição do Verão Ativo 2026, promovido pelo Município de Vila Viçosa, que ao longo das últimas semanas proporcionou a dezenas de jovens do concelho uma experiência de aprendizagem, participação e desenvolvimento de novas competências.

Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento da autarquia e colaborar em diversas atividades, integrados em vários serviços municipais ligados às áreas da cultura, turismo, desporto, educação, ambiente e proteção civil.

No balanço da iniciativa, o Município de Vila Viçosa destaca o  empenho, a dedicação, a responsabilidade e a boa disposição demonstrados pelos jovens ao longo da sua participação.

A autarquia considera que o Verão Ativo proporcionou momentos de aprendizagem, novas experiências e convívio, contribuindo para o crescimento pessoal e para a aquisição de competências por parte dos participantes.

Condutor embriagado abalroa peões e militares da GNR na Rua da Oura em Albufeira

Um homem de 35 anos foi detido esta madrugada, 25 de agosto, na Rua Francisco Sá Carneiro (zona da Oura), em Albufeira, após atropelar várias pessoas durante uma tentativa de fuga à autoridade. Pelas 03h00, o suspeito desobedeceu à ordem de paragem da Guarda Nacional Republicana (GNR), inverteu a marcha e avançou deliberadamente contra os peões e o dispositivo policial presente no local. A viatura só imobilizou após embater noutro veículo, tendo o indivíduo tentado fugir a pé antes de ser intercetado pelo Grupo de Intervenção de Ordem Pública.

Do atropelamento resultaram 12 feridos — um grave e 11 ligeiros —, entre os quais dois militares da GNR, tendo todos recebido assistência médica imediata. Submetido ao teste de alcoolemia, o condutor acusou uma Taxa de Álcool no Sangue (TAS) de 1,29 g/l, além de ter sido sujeito a exames toxicológicos. O detido vai responder pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa, estando o caso entregue ao Tribunal Judicial competente para a aplicação das medidas de coação.

Qualidade e empregabilidade como “trunfos” da Universidade Politécnica de Portalegre na captação de alunos

A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) colocou 446 novos estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), registando um crescimento de 21,6% face ao ano letivo anterior. Com 643 vagas disponibilizadas, a instituição alcança uma taxa de colocação de 69,4%, o melhor resultado entre as universidades politécnicas localizadas no interior do país.

Para o reitor da UPP, Luís Loures, os resultados refletem um trabalho continuado de afirmação da instituição e conjugam vários fatores, entre os quais a alteração da designação para Universidade Politécnica de Portalegre (antes Instituto Politécnico de Portalegre) e as mudanças introduzidas no acesso ao Ensino Superior.

“Eu acho que é o resultado do trabalho continuado que temos vindo a fazer ao longo dos últimos anos”, afirma o reitor, que considera que a nova designação “acaba por ter impacto”, a par do aumento do número de estudantes em condições de concorrer ao Ensino Superior na sequência das alterações ao modelo de acesso.

Luís Loures sublinha, contudo, que o crescimento não pode ser dissociado do reconhecimento que a instituição tem vindo a conquistar. “Felizmente, o Politécnico tem vindo, ao longo dos últimos anos, a garantir, efetivamente, esse reconhecimento pela qualidade da formação que apresenta e também por aquilo que é, depois, a resposta do mercado, através da elevada empregabilidade que os nossos estudantes têm”, salienta.

Na opinião do reitor, a transformação institucional contribui também para reforçar a perceção da qualidade da UPP. “É um reconhecimento que vem associado ao mérito, à qualidade, à excelência”, afirma, defendendo que os estudantes passam agora a perceber “de uma forma mais direta e mais cabal” que a Universidade Politécnica de Portalegre pode competir com as restantes instituições nacionais “em termos de qualidade, de taxa de empregabilidade e qualidade da sua formação”.

Melhor resultado entre as instituições do interior

A taxa de colocação de 69,4% coloca a UPP no primeiro lugar entre as universidades politécnicas do interior nesta primeira fase. Luís Loures considera que os números confirmam uma trajetória de crescimento sustentado e de reforço da capacidade da instituição.

“Efetivamente é isso que os números mostram”, afirma o reitor, que defende que o desempenho é consequência de um investimento continuado no aumento da oferta formativa e da capacidade instalada, mas também nas condições proporcionadas aos estudantes. A UPP tem vindo a reforçar as residências universitárias, a oferta de cursos e a qualificação do corpo docente.

No ano letivo de 2026/2027, a instituição disponibilizará 760 camas em residências universitárias, com condições destinadas ao estudo, convívio e bem-estar. A Universidade criou ainda incentivos à excelência e à atração e fixação de talento, incluindo bolsas correspondentes ao valor da propina e apoios ao alojamento para estudantes colocados através do CNAES que tenham escolhido Portalegre como primeira opção e cumpram os critérios de mérito definidos.

Licenciatura em Desporto destaca-se em Elvas

Entre os resultados desta primeira fase, Luís Loures destaca ainda o desempenho da nova licenciatura em Desporto, lecionada na Escola Superior de Biociências de Elvas, que registou a melhor taxa de ocupação entre os cursos da escola.

A criação da formação resultou, segundo o reitor, de uma aposta orientada para as necessidades do território. “Nós fizemos essa aposta porque era uma necessidade da região e obviamente estão aí os resultados”, afirma.

Luís Loures considera que o desempenho da licenciatura confirma a estratégia da instituição de adequar a sua oferta às necessidades regionais. “Nós estamos aqui para responder àquilo que são as necessidades da região”, sublinha, apontando a alteração da designação da escola e a possibilidade de criação de nova oferta formativa como parte do caminho que a Universidade pretende continuar a percorrer.

199 vagas ainda disponíveis na segunda fase

Depois da primeira fase do CNAES, permanecem 199 vagas disponíveis para a segunda fase, distribuídas por diferentes áreas de formação das quatro escolas da Universidade. A estas colocações vão juntar-se os estudantes admitidos através de concursos especiais e do concurso para estudantes internacionais, bem como os novos estudantes de CTeSP, pós-graduações, mestrados e doutoramentos, cujos processos de ingresso ainda decorrem.

O reitor mostra-se confiante quanto à evolução da procura. “Mesmo que nós não tivéssemos nenhum candidato nas fases seguintes, o que não vai acontecer seguramente, nós já temos a quase totalidade das vagas preenchidas através dos outros regimes”, afirma.

Luís Loures explica que, em alguns cursos, a existência de vagas na segunda fase resulta sobretudo das regras de acesso, uma vez que “a maior parte” da oferta formativa da UPP “está com taxas de ocupação já de 100%”.

O responsável destaca ainda a procura registada através de outros regimes de acesso: “Eu posso dizer que há regimes onde nós já temos mais de 300 alunos à espera de ter uma vaga.”

A avaliação da capacidade de atração da instituição deve, por isso, ser feita considerando o conjunto dos diferentes mecanismos de ingresso e não apenas os resultados da primeira fase do concurso nacional. “O que interessa verdadeiramente às instituições são a sua taxa de ocupação de vagas passadas todas as fases de candidatura”, sublinha.

UPP prevê mais de mil novos estudantes pelo sétimo ano consecutivo

No conjunto dos diferentes regimes de acesso, a Universidade Politécnica de Portalegre deverá integrar mais de mil novos estudantes pelo sétimo ano consecutivo. Luís Loures estima que o número possa atingir entre 1.200 e 1.300 novos alunos no novo ano letivo.

“É efetivamente um fator muito positivo para a região”, considera o reitor, salientando que uma parte significativa dos estudantes é proveniente de fora do território.

“Mais uma vez aqui a Universidade Politécnica demonstra a sua capacidade de atrair jovens para a região e isso é algo que nos interessa a nós, mas que deve ser devidamente valorizado pelo ecossistema”, defende.

Os resultados da primeira fase do CNAES surgem assim num momento de mudança institucional para a UPP, que inicia esta nova etapa com um crescimento expressivo da procura e da colocação de estudantes. Para a instituição, os números reforçam a capacidade do ensino superior público no interior para atrair estudantes e talento, gerar conhecimento e contribuir para a coesão e o desenvolvimento do país.

Fernando Fitas: “Ainda que tente evitar, o Alentejo está sempre presente naquilo que escrevo”

Campomaiorense de nascimento, jornalista de profissão e poeta por paixão, Fernando Fitas mantém uma ligação profunda a Campo Maior, apesar de viver há mais de seis décadas na margem sul do Tejo.

Do jornalismo à poesia

Fernando Fitas, nascido há 69 anos em Campo Maior, iniciou o percurso profissional no jornalismo, em 1975, tendo passado por diferentes órgãos de comunicação social, pela imprensa regional e pelas rádios locais. Esteve também ligado à fundação do jornal 24 Horas e dirigiu um quinzenário da Península de Setúbal.

Depois de cerca de cinco décadas de profissão, afastou-se do jornalismo, encontrando na poesia uma nova forma de expressão. “A poesia é diferente. Não é tão limitativa, antes pelo contrário. Permite-nos uma capacidade criadora que o jornalismo, em alguns aspetos, não permite”, explica.

26 obras

A sua produção literária conta já com 26 obras, 18 das quais de poesia, e uma dúzia de prémios conquistados em concursos literários. Fitas faz questão de participar apenas em concursos em que as obras são avaliadas sob pseudónimo, defendendo que “é para não haver possibilidades de nenhum tipo de compadrio”.

Na sua poesia estão frequentemente presentes questões sociais e, inevitavelmente, o Alentejo. “O Alentejo, ainda que eu tente evitar, acaba por estar sempre presente naquilo que escrevo”, afirma, considerando-o uma espécie de “segunda pele”.

O poeta encontra, aliás, uma imagem particular para explicar a passagem do jornalismo para a poesia: “Há duas palavras na língua portuguesa que foneticamente têm alguma semelhança e que, neste caso, se aplicam inteiramente, que é poesia e pousio.” Para Fitas, a poesia tornou-se o “pousio da linguagem jornalística”.

Campo Maior presente na obra de Fernando Fitas

Embora apenas uma das suas obras de prosa seja diretamente centrada em Campo Maior — “Cantos de Baixo”, título inspirado num dos largos emblemáticos da vila —, o escritor considera que a terra natal está presente em praticamente tudo o que escreve.

Por isso, quando questionado sobre a possibilidade de dedicar uma obra às Festas do Povo, prefere não aceitar o desafio de forma imediata. “Campo Maior, ainda que eu não refira expressamente o nome de Campo Maior, está em praticamente todos os meus livros”, explica, considerando que limitar essa presença apenas às festas poderia ser “um pouco redutor”.

A ligação, contudo, permanece evidente. Dias antes de regressar à vila, por ocasião das Festas do Povo, Fitas escreveu um texto que, embora sem mencionar Campo Maior, termina com uma referência às “mãos que tecem flores e tecem claridades”. “Está dito, é Campo Maior, só pode ser”, comenta ainda.

Aos 69 anos, Fernando Fitas continua a escrever diariamente e prepara novas obras.

Padre Ricardo Lameira: as razões para o fim da procissão de regresso dos Pendões à Sé de Elvas no São Mateus

As festas em honra do Senhor Jesus da Piedade e a tradicional Romaria de São Mateus encerram este ano com uma alteração à tradição: não haverá a habitual procissão de regresso dos pendões à antiga Sé de Elvas.

A decisão é explicada pelo reitor do Santuário do Senhor Jesus da Piedade, padre Ricardo Lameira, que considera necessário recuperar o sentido histórico desta manifestação religiosa. “O pendão não estava no Santuário o ano inteiro. O pendão só vinha para a festa. E no final, a Confraria é que o ia buscar à Câmara e ia levá-lo à Câmara. Isto é que é o sentido da procissão dos pendões”, explica.

“Se o pendão fica no Santuário, não tem sentido irmos levá-lo para depois o trazermos”, diz o sacerdote. Em alternativa, defende o regresso a uma tradição anterior, com três voltas à igreja no final da procissão, seguindo-se a celebração da Eucaristia de Ação de Graças.

A alteração surge também num contexto de reflexão sobre a própria organização das festas. Ricardo Lameira admite que existem aspetos discutíveis, mas considera que é necessário distinguir aquilo que é tradição da simples repetição de hábitos.

“Hoje é muito difícil fechar-se uma festa às cinco da tarde”, afirma, lembrando o impacto do encerramento antecipado do evento para os feirantes. O pároco questiona ainda o sentido de se realizar uma procissão de forma apressada e com um número muito reduzido de fiéis: “Era a confraria, a banda filarmónica, o padre… e, diria eu, que íamos todos porque éramos obrigados. E a correr. Isto tem algum sentido?”.

Para Ricardo Lameira, as tradições devem ser preservadas pelo seu significado. “Os hábitos e as tradições não se perdem quando nós não as deixarmos perder”, afirma, acrescentando que “as tradições só têm sentido se assentarem na tradição maior”.

O reitor do Santuário garante que a decisão não foi tomada de forma repentina. Diz ter ouvido várias pessoas ao longo dos sete anos em que está à frente do Santuário e que a decisão foi tomada “em consciência”, depois de um processo de escuta e reflexão.

O padre Ricardo Lameira apela ainda a uma reflexão conjunta sobre a organização das festas e dá como exemplo a alteração do nome do Parque da Fé para Parque da Solidariedade. Segundo explica, a mudança pretende valorizar o caráter solidário daquele espaço e evitar que lugares destinados aos comerciantes sejam ocupados pela própria Confraria.

“Tem sido necessário batalhar muito e cortar muitos hábitos”, afirma o sacerdote, defendendo que é possível avançar com mudanças sem perder a identidade das festas.

Ricardo Lameira deixa, por fim, um apelo ao diálogo e à preparação atempada das mudanças: “Se nós disséssemos as coisas com tempo, não haveria problemas porque íamos percebendo.” E, perante as alterações em curso, deixa uma mensagem de união: “Vamos para a frente de mãos dadas.”

Desta vez, as festas em honra do Senhor Jesus da Piedade e a romaria de São Mateus arrancam a 18 de setembro e terminam no dia 27. A organização das festas e da feira está a cargo da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, com a Câmara Municipal de Elvas a promover a Expo São Mateus, com diversos espetáculos e uma mostra de atividades económicas, além de áreas destinadas à gastronomia, venda de produtos regionais e instituições.