O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) aprovou, em reunião realizada em Marvão, no dia 13 de agosto, uma tomada de posição sobre a possível instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter do Chão.
Face à ausência de informação técnica, territorial, ambiental, económica e social suficiente, e na sequência do pedido de esclarecimentos dirigido ao Ministério da Defesa Nacional, a 18 de maio, o Conselho Intermunicipal considera que não existem, neste momento, condições objetivas para que a CIMAA possa assumir ou vincular-se a uma posição institucional relativamente ao projeto.
Considerando a natureza supramunicipal da infraestrutura e a possibilidade de os seus impactos ultrapassarem o concelho de Alter do Chão, foi igualmente aprovada a criação de um Grupo de Trabalho Intermunicipal para Acompanhamento do Campo de Tiro da Força Aérea, que permitirá assegurar a articulação entre a CIMAA e os municípios potencialmente abrangidos.
O grupo terá como principais funções acompanhar o processo, partilhar informação e analisar os estudos e elementos técnicos que venham a ser disponibilizados, nomeadamente no que respeita aos possíveis impactos territoriais, ambientais, económicos e sociais.
A CIMAA reafirma, assim, que qualquer futura tomada de posição deverá resultar de uma articulação com os municípios potencialmente abrangidos e assentar numa avaliação técnica, transparente e devidamente fundamentada.
Estão previstos cortes de energia elétrica para este domingo, 23 de agosto, na freguesia de São Brás e São Lourenço, no concelho de Elvas.
De acordo com a informação disponibilizada pela E-REDES, a interrupção do fornecimento está prevista entre as 6 e as 11 horas, devido à realização de trabalhos na rede elétrica.
A intervenção poderá abranger locais correspondentes aos códigos postais 7350-143, 7350-163, 7350-182, 7350-186, 7350-198, 7350-287, 7350-008, 7350-181 e 7350-309.
A E-REDES alerta que os trabalhos previstos poderão sofrer alterações, pelo que os horários indicados estão sujeitos a possíveis ajustes.
As Festas em Honra de Nossa Senhora do Parto decorreram entre os dias 14 e 16 de agosto, em Monforte, numa organização da Santa Casa da Misericódia local.
No dia 15, o programa teve início com a tradicional arruada e alvorada protagonizada pela Banda Musical Alterense, que percorreu as principais ruas da vila, acompanhada pelo Provedor, José António Rasquinho, e por elementos da Mesa Administrativa.
A iniciativa passou também pelos Paços do Concelho, onde os festeiros foram recebidos pelo Presidente do Município, Miguel Rasquinho, acompanhado por elementos do seu Gabinete.
O Sporting Clube Campomaiorense prepara a nova época desportiva com o objetivo de aumentar o número de atletas e chegar a cada vez mais crianças do concelho de Campo Maior. Atualmente, o clube conta com cerca de 400 atletas distribuídos por várias modalidades.
Segundo Natalino Borrega, coordenador de modalidades do Sporting Clube Campomaiorense, a preparação para a nova temporada arranca na última semana de agosto, depois de um período de preparação mais curto do que o habitual.
“Normalmente levamos o mês de agosto a preparar. Este ano tivemos que encurtar a preparação e vamos preparar na primeira semana”, explicou o responsável, acrescentando que a preparação do futebol já terá começado, uma vez que as inscrições nessa modalidade obedecem a um calendário diferente.
A expectativa é iniciar setembro “com força” e, sobretudo, ultrapassar os 400 atletas que atualmente fazem parte do clube.
O futebol continua a ser a modalidade com maior número de praticantes, reunindo entre 180 e 200 atletas, enquanto a ginástica conta com cerca de 120 e o judo com mais de 30. Para Natalino Borrega, o crescimento tem sido uma constante e o objetivo passa por chegar ao maior número possível de crianças do concelho.
“Todos os anos aumentamos o número. Todos os anos tentamos chegar ao maior número possível”, afirma, lembrando que Campo Maior tem cerca de 7.800 habitantes, dos quais aproximadamente 1.100 são crianças.
“O nosso objetivo é chegar à maior parte das crianças, porque o desporto faz muita falta”, sublinha.
Desporto desde cedo
Natalino Borrega defende também a importância de proporcionar às crianças contacto com diferentes modalidades desde idades muito precoces. Dá como exemplo a própria experiência familiar, considerando que a prática desportiva regular pode fazer parte da rotina das crianças sem representar uma sobrecarga.
“A minha filha tem três anos e já faz desporto todos os dias. Já faz judo, ginástica e vai fazer natação”, conta.
Para o coordenador de modalidades, a diversidade de experiências é uma das principais mais-valias que o clube pode oferecer aos jovens atletas. “Não é uma hora ao final de cada dia que vai fazer diferença”, considera, defendendo que a prática desportiva pode ser conciliada com a rotina familiar.
Mais do que promover a atividade física, o Sporting Clube Campomaiorense pretende proporcionar experiências que contribuam para o desenvolvimento pessoal das crianças e jovens.
Da competição às experiências fora do país
Entre os exemplos apontados por Natalino Borrega está a classe de ginástica Galguinni Gym, que reúne os atletas mais velhos. Nos últimos quatro anos, o grupo participou em duas edições do Festival do Sol, em Itália.
“Proporcionámos uma experiência a estes jovens que eles nunca mais se vão esquecer”, assegura.
A participação permitiu aos atletas viajar durante uma semana e contactar com outros grupos, incluindo formações de nível profissional. Uma experiência que, segundo o responsável, ultrapassa a dimensão estritamente desportiva. “E são estas coisas que nós queremos mostrar às crianças e que os vão preparar para a vida futura”, conclui Natalino Borrega.
Com o arranque da nova época, o Sporting Clube Campomaiorense pretende, assim, continuar a crescer nas diferentes modalidades e reforçar a sua presença junto da população mais jovem de Campo Maior, mantendo o desporto como uma ferramenta de formação, socialização e criação de novas experiências.
A edição de 2026 das Noites de Verão prosseguiu esta quinta-feira, 20 de agosto, na Praça da República, em Elvas.
O arranque da última etapa, de quatro noites, da iniciativa promovida pelo Município ficou marcado por um baile popular, animado pelo cantor e teclista Jorge Gomes.
Esta sexta-feira, 21 de agosto, a animação continua com a atuação do cantor elvense Jorge Góis, acompanhado por banda e coro, para apresentar o espetáculo “Me Va, Me Va”, de tributo a Julio Iglesias.
O Aqueduto da Amoreira, em Elvas, continua na corrida para ser consagrado como uma das Novas 7 Maravilhas de Portugal e vai voltar a estar em destaque na televisão no próximo dia 29 de agosto, durante a final regional do Alentejo e Ribatejo do concurso.
A sessão, com transmissão em direto na TVI, será uma nova oportunidade para apresentar ao país a história e a importância de um dos maiores símbolos de Elvas. A representar o monumento estará José Manuel Martins, antigo guia do Forte de Santa Luzia e estudioso autodidata da história da cidade.
Três minutos para contar mais de 500 anos de história
Em entrevista à Rádio ELVAS, José Manuel Martins sublinha que o principal desafio será conseguir condensar séculos de história em apenas três minutos de televisão. “Lá só temos três minutos e não dá para quase nada”, explica, defendendo que, apesar do pouco tempo disponível, é fundamental dar a conhecer aos portugueses “o que é que se passou durante os 93 anos da construção” do Aqueduto da Amoreira.
Uma resposta à falta de água em Elvas
A história do monumento remonta ao século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, numa altura em que Elvas enfrentava um grave problema de abastecimento de água. Segundo José Manuel Martins, a cidade possuía inúmeros palacetes equipados com poços e cisternas, mas a nascente subterrânea que abastecia a população acabou por secar. “Elvas ficou sem água. Então o rei D. Manuel teve que resolver o problema”, recorda.
A solução passou pela captação de água a cerca de 15 quilómetros da cidade, nomeadamente na zona da Serra do Bispo, perto de Vila Fernando, e por outras nascentes. A água era depois conduzida até Elvas através de uma gigantesca estrutura que viria a marcar para sempre a paisagem da cidade.
Um projeto que obrigou a elevar o aqueduto
O projeto não foi, contudo, simples. O aqueduto inicialmente construído tinha cerca de 25 metros de altura, mas a água não conseguia chegar aos pontos de abastecimento pretendidos.
“Tiveram que subir o aqueduto mais seis metros, que hoje é a altura que tem, 31 metros, para a água chegar à Fonte de São Lourenço e à Fonte das Viúvas”, explica o estudioso.
A construção obrigou também à criação de mecanismos extraordinários de financiamento. Entre eles esteve o chamado “real de água”, um imposto aplicado sobre determinados produtos de consumo.
93 anos de construção e uma chegada celebrada pela população
O processo foi longo e atravessou diferentes reinados e períodos políticos. Durante o período dos Filipes, a construção chegou a estar parada, mas acabaria por ser retomada, uma vez que o abastecimento de água era essencial para a cidade.
A obra foi finalmente concluída em 1622, momento que, segundo José Manuel Martins, foi vivido com grande entusiasmo pela população. “Foi a primeira vez que correu água dentro da cidade. Houve bailaricos e toque de charamelas”, conta, referindo-se às celebrações associadas à chegada da água à Fonte da Misericórdia.
O aqueduto que também transformou Elvas
O Aqueduto acabaria por ter também um papel importante na própria transformação urbanística de Elvas. A estrutura chegou a prolongar-se para dentro da cidade e ainda hoje existem vestígios dessa antiga construção.
José Manuel Martins recorda, por exemplo, que a atual Fonte da Misericórdia não corresponde ao local original onde a água chegou à cidade. “A fonte onde iniciou foi no Lar da Misericórdia, onde está hoje a estátua do rei D. Manuel I”, revela.
Uma obra ligada à defesa da cidade
O aqueduto está ainda ligado à construção de importantes estruturas defensivas da cidade. Com a evolução da artilharia, tornou-se necessário criar uma passagem que permitisse a entrada dos grandes canhões em Elvas sem destruir as muralhas.
“O viaduto foi feito para os canhões poderem entrar dentro da cidade”, explica José Manuel Martins, recordando que as dimensões dos canhões não permitiam que estes fizessem as curvas junto às portas da cidade.
A intervenção acabaria por alterar parte do próprio aqueduto e da rede de abastecimento, incluindo a construção de uma impressionante estrutura subterrânea. “É uma autêntica igreja debaixo do chão. É linda”, descreve o guia, referindo-se à grande estrutura subterrânea de canalização e proteção da água.
O aqueduto sobreviveu à Guerra da Restauração
A história do Aqueduto da Amoreira cruza-se ainda com os conflitos militares que marcaram Elvas. Durante a Guerra da Restauração, chegou a existir a possibilidade de o monumento ser destruído, mas a necessidade de garantir o abastecimento de água acabou por prevalecer.
“Na altura da Batalha das Linhas de Elvas, os espanhóis ainda pensaram em destruir o aqueduto, mas tiveram bom senso, pensaram duas vezes”, conta José Manuel Martins.
Apesar disso, houve danos provocados na parte superior do monumento, com os canais de água a serem deliberadamente destruídos. “A água, em vez de correr para a cidade, corria para o chão. Mas o monumento ficou erguido. Esta ganhámos nós”, afirma, associando a resistência do aqueduto à própria história militar de Elvas.
“A chave do reino” e o orgulho em ser elvense
Para José Manuel Martins, a história do monumento não pode ser dissociada da importância estratégica da cidade, conhecida como a “chave do reino”.
“Tenho muito orgulho em ser elvense e português”, afirma, sublinhando a importância de preservar e transmitir às novas gerações o conhecimento sobre o património local.
Essa ligação à história de Elvas acompanha José Manuel Martins desde jovem. O estudioso conta que nunca perdeu o interesse pelos livros de história e que a passagem pela Câmara Municipal acabou por aprofundar ainda mais essa paixão.
Uma vida dedicada à história e ao património
Mesmo depois de ter terminado a atividade profissional na Câmara Municipal, José Manuel Martins continua ligado à divulgação do património da cidade, através das visitas guiadas.
“Temos que gostar do que estamos a fazer, senão não vale a pena”, afirma.
Agora, o desafio é outro: levar essa paixão pelo património elvense à televisão e convencer os portugueses a votar no Aqueduto da Amoreira.
Aqueduto enfrenta forte concorrência
José Manuel Martins reconhece a importância da Barragem do Alqueva, o outro candidato na categoria “Grandes Obras” nesta fase do concurso, mas considera que a antiguidade e o reconhecimento internacional do monumento elvense são argumentos fortes. “O Alqueva é uma coisa recente. É uma grande obra, não há dúvida nenhuma. Mas o nosso aqueduto tem mais de 500 anos”, recorda.
O guia turístico recorda ainda que Elvas possui um reconhecimento internacional de enorme importância: a classificação como Património Mundial da UNESCO, atribuída em 2012. “Temos o selo da UNESCO”, destaca, lembrando o processo que levou à classificação da cidade e das suas fortificações.
A distinção, considera, teve também impacto direto no turismo e na notoriedade de Elvas. “As visitas aqui em Elvas triplicaram”, recorda José Manuel Martins, que durante os anos em que trabalhou na Câmara acompanhou de perto a evolução do número de visitantes aos monumentos da cidade.
Um apelo aos elvenses para votar
É com esse património, essa história e esse orgulho elvense que o Aqueduto da Amoreira vai agora enfrentar mais uma etapa na corrida às Sete Novas Maravilhas de Portugal.
José Manuel Martins deixa um apelo direto aos conterrâneos: “Espero que os nossos conterrâneos e amigos votem todos no Aqueduto da Amoreira”. E reforça: “É uma insignificância, não custa nada”.
O objetivo é conseguir mobilizar os elvenses dentro e fora do concelho e mostrar, uma vez mais, a força de um monumento que, há mais de cinco séculos, faz parte da identidade da cidade. “Nós nunca perdemos a esperança. Nós vamos e tentamos ver o que é que podemos fazer de melhor”, conclui José Manuel Martins.
Final regional realiza-se em Santarém
A final regional do Alentejo e Ribatejo realiza-se no dia 29 de agosto, no Jardim das Portas do Sol, em Santarém, com transmissão em direto na TVI, a partir das 15 horas. Elvas estará representada pelo Aqueduto da Amoreira e pela voz de quem há décadas se dedica a estudar, preservar e contar a história da cidade.