Guérin vence Volta a Portugal e Rui Oliveira triunfa nos Aliados

Alexis Guérin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no Porto.

O corredor francês, de 34 anos, confirmou a Camisola Amarela após 11 dias de competição, terminando com um minuto e dois segundos de vantagem sobre o colega de equipa Artem Nych. Pedro Silva, da Feira dos Sofás-Boavista, fechou o pódio.

A vitória de Guérin faz história: é a primeira vez, em 87 edições, que um ciclista francês conquista a Volta a Portugal. O corredor da Anicolor/Campicarn levou ainda a Camisola Azul Continente, da classificação da montanha.

A equipa soma, assim, a terceira vitória consecutiva na Grandíssima, depois dos triunfos de Artem Nych nas duas edições anteriores.

Rui Oliveira vence em casa

Na última etapa, entre a Maia e o Porto, Rui Oliveira foi o grande vencedor. O ciclista português da UAE Team Emirates XRG triunfou na Avenida dos Aliados, perante o público da sua cidade, conquistando a primeira vitória como profissional no ciclismo de estrada.

Rui Oliveira foi um dos corredores mais ativos ao longo da Volta e, depois de ter estado perto do triunfo em várias ocasiões, conseguiu finalmente levantar os braços em casa. A vitória permitiu-lhe também confirmar a Camisola Laranja Galp, da classificação por pontos.

O corredor dedicou o triunfo à família de Finlay Tarling, o jovem ciclista britânico que morreu na sequência de um acidente durante esta edição da Volta.

A última etapa, com 136,9 quilómetros, ligou a Maia ao Porto e incluiu um circuito entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A Avenida dos Aliados recebeu a consagração final da prova, sendo esta a décima vez que a cidade do Porto acolheu a etapa decisiva e a primeira desde 2019.

Uma fuga de cinco corredores animou a primeira parte da tirada, mas acabou alcançada pelo pelotão já na aproximação ao circuito final. Diogo Narciso ainda tentou uma nova fuga, sem sucesso, e o triunfo acabou por ser decidido ao sprint, com Rui Oliveira a superiorizar-se à concorrência.

Nas restantes classificações, Adrià Pericas confirmou o potencial demonstrado ao longo da prova e conquistou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.

A 87.ª Volta a Portugal fica marcada pelos feitos desportivos, pela histórica vitória de Alexis Guérin e pelo primeiro triunfo profissional de Rui Oliveira, mas também pela morte de Finlay Tarling e pelas questões de segurança que marcaram esta edição.

O Porto foi ainda o primeiro município a anunciar oficialmente a intenção de integrar o percurso da Volta a Portugal em 2027, ano em que a prova celebra o seu centenário. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que quer que a cidade faça parte desse momento histórico.

Viana do Alentejo: Feira D’Aires quer ser “a feira das feiras” com nova dinâmica e programação integrada  

A Feira D’Aires 2026, que decorre de 25 a 28 de setembro, em Viana do Alentejo, apresenta este ano um formato renovado, com a integração de diferentes iniciativas e uma aposta numa programação mais diversificada e dinâmica. O objetivo assumido pelo presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, é recuperar a capacidade de atração do certame e fazer com que a feira seja vivida para além dos espetáculos musicais.

“Nós queremos muito fazer diferente e fazer melhor”, afirmou Luís Metrogos, explicando que a mudança resulta da necessidade de acompanhar a evolução dos públicos e dos próprios eventos. “As feiras em si precisam de renovação, os públicos são diferentes, são mais exigentes, as pessoas mudaram, a evolução dos tempos assim dita, e nós, enquanto dinamizadores destes eventos, precisamos de nos adaptar.”

Nesse sentido, a autarquia pretende concentrar na Feira D’Aires um conjunto de iniciativas que anteriormente aconteciam de forma mais autónoma. A Feira do Livro, a Feira da Saúde, a Festa da Malha, a Corrida de Nossa Senhora D’Aires e os espetáculos tauromáquicos passam a integrar uma programação mais abrangente, a par dos momentos culturais, musicais e do programa religioso associado ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires. “Vamos tentar fazer a feira das feiras”, afirmou o autarca, destacando a importância de juntar diferentes públicos e propostas num único evento. Para Luís Metrogos, esta estratégia pretende criar uma maior dinâmica e devolver à Feira D’Aires uma forte capacidade de mobilização.

O autarca sublinha ainda a importância do Santuário de Nossa Senhora D’Aires neste novo conceito. “Durante o mandato queremos tornar o Santuário de Nossa Senhora D’Aires no grande santuário do Sul”, afirmou, considerando que a ligação entre o programa religioso e as restantes iniciativas será determinante para a identidade da feira.

Feira para além dos artistas

A edição deste ano procura também manter uma preocupação com a contenção orçamental. Segundo Luís Metrogos, a escolha dos artistas teve em consideração os recursos disponíveis e a necessidade de apresentar uma programação transversal, capaz de chegar a diferentes públicos. “Os artistas são uma parte importante, sem dúvida, mas o próprio programa da feira, para além dos artistas, é que tem que fazer viver a feira”, salientou.

A programação musical inclui, entre outros nomes, Bluay, Diogo Piçarra e Gisela João, mas a autarquia pretende que os visitantes encontrem motivos para permanecer no recinto independentemente dos concertos. “Aquilo que queremos fazer diferente realmente é que a feira viva por ela própria e não apenas pelos artistas que traz”, reforçou o presidente.

Animação itinerante e nova organização do recinto

Outra das novidades passa pela reorganização do espaço. A Feira D’Aires continuará a contar com o palco principal e o palco das tasquinhas, mas será reforçada a animação itinerante, com espetáculos a circular pelas diferentes áreas do recinto.

A intenção é levar animação à zona institucional, à Feira do Livro, à Feira da Saúde e às tasquinhas, criando uma maior envolvência entre os vários espaços. “Queremos fazer uma dinamização no local”, explicou Luís Metrogos. “Quero que exista um espetáculo itinerante que vá correr o espaço da feira (…) para que exista uma animação itinerante que possa animar a feira e que crie uma envolvência no espaço.”

Também a disposição do recinto será alterada, com a organização do espaço de espetáculos pensada de forma a criar uma ligação visual direta com o Santuário de Nossa Senhora de Aires. “Pequenas alterações que nos parece que podem fazer a diferença”, resumiu o autarca.

Convite aos munícipes e visitantes

Com uma programação mais ampla, a Câmara Municipal deixa o convite aos munícipes e a todos aqueles que visitam o concelho para que façam da Feira D’Aires um ponto de encontro durante os quatro dias do evento. “Há muita atração diferente para diferentes públicos. Portanto, certamente conseguirão encontrar o seu espaço na Feira D’Aires este ano, com a amplitude de eventos que temos”, afirmou Luís Metrogos.

O presidente da Câmara Municipal deixou ainda um convite a quem venha de fora do concelho: “Temos mais do que motivos para que fiquem, para que se divirtam, para que aproveitem, para que se cultivem também.”

A Feira D’Aires 2026 assume-se, assim, como uma edição marcada pela renovação do conceito, pela concentração de diferentes iniciativas e pela vontade de criar um evento mais participado, dinâmico e transversal, reforçando simultaneamente a ligação ao património religioso e cultural de Viana do Alentejo.

Luís Rosinha faz balanço “muito positivo” das Festas do Povo e exalta a arte dos campomaiorenses

O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, fez um balanço “muito positivo” da edição de 2026 das Festas do Povo (Festas das Flores), sublinhando o sucesso do evento tanto a nível de organização como de afluência de visitantes.

Em declarações sobre o decorrer do certame, o autarca destacou que o evento foi “excecional do ponto de vista da organização e do ponto de vista dos visitantes”. Luís Rosinha salientou ainda que as condições climatéricas têm sido favoráveis ao longo dos dias, ainda que com temperaturas elevadas típicas do mês de agosto: “O tempo tem ajudado imenso também, talvez até por um excesso de temperatura — podia ser menos quente —, mas estamos em agosto e é a temperatura que temos. Tem sido um sucesso, o balanço decorre como todos os dias têm decorrido até hoje.”

Quando questionado sobre o balanço geral da presente edição, o edil foi perentório: “Muito positivo, sem dúvida alguma.”

Reconhecimento ao trabalho comunitário e elogios dos visitantes

O presidente do município fez questão de estender o agradecimento às várias entidades envolvidas no planeamento e na segurança das festas, mas dedicou um louvor especial aos habitantes da vila, apontando-os como os verdadeiros protagonistas do evento “Há uma referência grande a todas as entidades, que saberão o esforço que têm feito. Tem sido um esforço grande, mas compensatório. Todas as entidades estão de parabéns, mas nunca esquecendo — e faço sempre questão de o frisar — aqueles que verdadeiramente merecem os parabéns: as mulheres e os homens campomaiorenses. Só com eles é que é possível chegarmos até este ponto e termos aqui uma arte fantástica e ruas tão divinais.”

Luís Rosinha referiu ainda que o feedback dos visitantes foi extremamente gratificante, destacando que as pessoas deixam a vila “com uma fantástica imagem daquilo que é a arte campomaiorense” e com rasgados elogios à organização e ao sentimento de segurança transmitido ao público. “Quando percebemos que as pessoas se vão daqui extremamente satisfeitas com tudo o que viram, da forma como viram, da forma como se sentiram e que a organização também os protege, é sinal de missão cumprida para nós. A Câmara Municipal e a Associação das Festas têm aqui uma responsabilidade grande”, acrescentou.

Aprimoramento da arte popular após interregno

O autarca destacou também a evolução técnica e artística demonstrada pela população na decoração manual das ruas com flores de papel, salientando que, após o interregno desde a edição anterior, os habitantes da vila regressaram com ainda maior mestria,”Acho que os campomaiorenses, neste interregno destes 11 anos, ainda se aprimoraram mais para mostrar os melhores trabalhos.”

A organização, o funcionários do Município e a cooperação das forças de segurança, bombeiros, INEM, com a presença de equipas de apoio e cooperação internacional – Espanha e França – têm garantido um decorrer suave do evento, reforçando a projeção de Campo Maior e do seu património imaterial reconhecido pela UNESCO.

Bruno Belchior candidata requalificação do parque infantil e do polidesportivo de Varche ao Orçamento Participativo

Bruno Belchior é o proponente de um dos 14 projetos que estão este ano a votação no Orçamento Participativo promovido pela Câmara Municipal de Elvas. A proposta pretende intervir no parque infantil e no polidesportivo de Varche, equipamentos que, segundo o responsável, apresentam sinais de degradação e necessitam de obras de requalificação.

Em entrevista à Rádio Elvas, Bruno Belchior explicou que a candidatura surgiu da necessidade de proporcionar melhores condições às crianças da freguesia, incluindo as que frequentam o infantário local.

Parque infantil precisa de novos equipamentos

De acordo com o candidato, o pavimento do parque infantil encontra-se “completamente degradado” e os equipamentos existentes necessitam de ser substituídos.

A proposta prevê, assim, a instalação de um novo piso e de novos equipamentos, de forma a tornar o espaço mais seguro e adequado à utilização pelas crianças da freguesia e pelos alunos do infantário.

Bruno Belchior considera que, apesar do reduzido número de crianças atualmente existente em Varche, é fundamental garantir-lhes condições para brincar e desenvolver atividades ao ar livre.

Intervenção também no polidesportivo

A candidatura inclui ainda uma intervenção no polidesportivo, com cerca de duas décadas de existência e que, segundo o responsável, também apresenta sinais de degradação.

Entre as necessidades identificadas estão a reparação e substituição das redes que delimitam o espaço, que se encontram danificadas.

A maior parcela do orçamento previsto, no valor máximo de 25 mil euros, deverá ser destinada ao parque infantil, ficando uma parte menor reservada para as intervenções no polidesportivo e na envolvente.

Segurança, atividade física e bem-estar

Para Bruno Belchior, a requalificação destes espaços representa mais do que uma melhoria das infraestruturas. O projeto pretende também promover a atividade física ao ar livre e reforçar a segurança das crianças.

O proponente considera que a prática desportiva é essencial para o bem-estar de crianças e adultos e defende que melhores condições de segurança permitem também maior tranquilidade às famílias que utilizam os equipamentos.

A intervenção poderá beneficiar não apenas os residentes em Varche, mas também pessoas de outras localidades que utilizem os espaços.

Manter o infantário e criar melhores condições para as crianças

Um dos objetivos apontados por Bruno Belchior passa ainda por contribuir para a manutenção do infantário da freguesia, proporcionando melhores condições às crianças que o frequentam.

O proponente recorda que ele próprio frequentou aquela instituição e que os seus filhos também passaram pelo infantário. Atualmente, embora o número de crianças seja reduzido, defende que todas devem ter acesso a espaços adequados.

“Temos que dar condições a essas crianças”, sublinhou, apelando à participação da população na votação.

Projeto nasceu depois de uma primeira proposta

A candidatura ao Orçamento Participativo não foi, inicialmente, pensada para o parque infantil. Bruno Belchior revelou que a sua primeira intenção era apresentar uma proposta relacionada com as associações de Varche.

No entanto, após a recolha de orçamentos, verificou que a intervenção necessária ultrapassaria largamente os 25 mil euros disponíveis, com os valores apresentados a chegarem a ser três ou quatro vezes superiores.

Perante essa situação, e depois de conversar com a presidente da Junta de Freguesia de São Brás e São Lourenço, decidiu avançar com uma proposta centrada no parque infantil e no polidesportivo.

Apelo ao voto até 2 de outubro

O projeto foi entretanto aprovado para votação, depois de um processo que, segundo Bruno Belchior, envolveu algumas dificuldades e burocracias, tendo sido necessário recorrer ao apoio dos técnicos da Câmara Municipal para formalizar a candidatura.

Este ano estão a votação 14 projetos, o número mais elevado de sempre numa edição do Orçamento Participativo de Elvas, o que poderá tornar a escolha mais difícil.

Bruno Belchior deixa, por isso, um apelo à população de Varche e a todos aqueles que tenham crianças a frequentar o infantário para que participem na votação.

O objetivo, afirma, não é apenas concretizar uma proposta apresentada por si, mas criar melhores condições para as crianças e contribuir para o futuro da freguesia.

A votação decorre até 2 de outubro.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: