Escolas de Elvas encaminham 392 quilos de resíduos para reciclagem na campanha Escola Eletrão

Quatro estabelecimentos de ensino de Elvas participaram na 15ª edição da campanha Escola Eletrão, que decorreu durante o ano letivo 2025/2026, tendo sido recolhidos, no conjunto, 392 quilos de resíduos para reciclagem.

O Colégio Luso-Britânico foi o estabelecimento de Elvas com maior quantidade de resíduos recolhidos, com 206 quilos de equipamentos elétricos e 16 quilos de pilhas e baterias. Já a Escola Básica 2,3 Nº 2 de Elvas encaminhou para reciclagem 170 quilos de equipamentos elétricos.

A Escola Básica 2,3 Nº 1 de Elvas e a Escola Secundária D. Sancho II também integraram a campanha, embora não tenham registado quantidades de resíduos recolhidos.

No conjunto do distrito de Portalegre, os 11 estabelecimentos de ensino participantes recolheram 6.006 quilos de equipamentos elétricos, 157 quilos de pilhas e baterias e 22 quilos de lâmpadas, ultrapassando as seis toneladas de resíduos encaminhados para reciclagem.

A Escola Básica Garcia da Orta, de Castelo de Vide, foi a que mais se destacou no distrito, garantindo 375 euros de prémio, graças à recolha de 4.250 quilos de equipamentos eletricos, 64 quilos de pilhas e baterias e sete quilos de lâmpadas.

Em segundo lugar surge a Escola Básica José Régio, de Portalegre, que recolheu 490 quilos de equipamentos elétricos, 55 quilos de pilhas e baterias e sete quilos de lâmpadas, garantindo 75 euros de prémio.

No total, as escolas do distrito recebem 450 euros de cheques-prenda, atribuídos de acordo com as quantidades de resíduos recolhidos. Por cada 100 quilos de pilhas, 100 quilos de lâmpadas ou 1.000 quilos de equipamentos elétricos usados, as escolas recebem um cheque-prenda no valor de 75 euros.

A nível nacional, a 15ª edição da campanha ultrapassou, pela primeira vez, as 515 toneladas de resíduos recolhidos e enviados para reciclagem, representando um aumento de 12% face à edição anterior. Foram recolhidas cerca de 483 toneladas de equipamentos elétricos, 24 toneladas de pilhas e baterias e 8,5 toneladas de lâmpadas.

A campanha decorreu entre setembro de 2025 e junho de 2026 e contou com 720 escolas inscritas de todo o país, incluindo Açores e Madeira. Ao longo das 15 edições, a Escola Eletrão já permitiu recolher cerca de oito mil toneladas de pilhas, baterias, lâmpadas e equipamentos elétricos nas escolas participantes.

PSP realiza atendimento descentralizado em Alter do Chão sobre armas de fogo

O Edifício da Junta de Freguesia de Alter do Chão vai acolher, no próximo dia 19 de agosto, uma ação de atendimento descentralizado promovida pelo Núcleo de Armas e Explosivos do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portalegre. A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 16h00.

O principal objetivo desta deslocação é aproximar os serviços policiais da população local. O formato presencial facilita o esclarecimento de dúvidas e a instrução de processos administrativos sem necessidade de deslocação à sede do comando distrital.

Esta ação destina-se a todos os cidadãos que necessitem de tratar de assuntos relacionados com o regime jurídico das armas e suas munições. Durante o período de atendimento, os munícipes poderão avançar com os seguintes procedimentos: regularização de situações legais pendentes ou extraordinárias; esclarecimento de dúvidas sobre licenças, manifestos e transmissões de armas; entrega voluntária de armas a favor do Estado e instrução de processos de renovação ou emissão de alvarás e licenças de uso e porte de arma.

A organização aconselha os interessados a fazerem-se acompanhar dos seus documentos de identificação pessoal, bem como da documentação respetiva das armas em posse, de forma a garantir a eficácia do atendimento.


Festas de São Vicente continuam nas mesmas mãos em 2027: atual comissão fica mais um ano

A freguesia de São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, continua em clima de festa até amanhã, segunda-feira, 17 de agosto, com um programa marcado pela tradição, animação taurina e muita música.

Ontem, sábado, 15 de agosto, os festejos arrancaram com as habituais celebrações religiosas. Depois do tradicional peditório da colcha, realizou-se a missa e a procissão em honra de Nossa Senhora do Rosário, acompanhada musicalmente pela Banda 1º de Dezembro, de Campo Maior.

No final da procissão, a atual Comissão de Festas colocou o pendão à disposição, permitindo que outro grupo assumisse a organização dos festejos de 2027, conforme determina o regulamento em vigor. No entanto, ninguém deu um passo em frente para assumir essa responsabilidade. Perante a ausência de interessados, a equipa composta por Rúben Ameixa, Augusta Caiola e Ricardo Ameixa decidiu continuar à frente da organização por mais um ano.

A tarde ficou ainda marcada por uma tourada à vara larga, enquanto a noite foi dedicada à música e à animação. Pelo palco passaram Vítor Noruegas, Deixa Rolá — num espetáculo que contou com a participação especial da elvense Raquel Guerra —, DJ Avô das Batidas e Genzi.

Zumba, Pack7 e DJ Cuba este domingo

Hoje, domingo, 16 de agosto, a animação prossegue com uma nova garraiada na praça de touros da aldeia.

A partir das 22h00, o programa inclui uma demonstração de zumba pela Gota d’Arte, seguindo-se a atuação da banda Pack7. A noite termina ao som do DJ Cuba.

As Festas de São Vicente e Ventosa encerram amanhã, segunda-feira, 17 de agosto, depois de vários dias de celebração que voltam a juntar tradição, devoção, convívio e animação na freguesia.

Dispositivo de Saúde da ULS Alto Alentejo nas Festas do Povo de Campo Maior

A ULS Alto Alentejo esteve empenhada em assegurar que as Festas do Povo de Campo Maior decorram com elevados padrões de segurança e resposta em saúde. Para acompanhar um dos maiores eventos culturais do país, foi implementada uma estrutura de apoio que mobiliza profissionais de diversas áreas e níveis de cuidados, garantindo uma resposta integrada, articulada e permanente.

A operação inclui um oficial de ligação apoiado por uma equipa multidisciplinar, responsável pela coordenação da intervenção da ULS e pela articulação com os serviços hospitalares, cuidados de saúde primários e Conselho de Administração. Foi ainda criado um Posto Médico Avançado no Centro Comunitário de Campo Maior, equipado com recursos clínicos e humanos especializados, destinado à avaliação e estabilização de situações urgentes identificadas no recinto do evento.

Paralelamente, o Centro de Saúde de Campo Maior reforça a sua capacidade de resposta para situações não urgentes, através do empenho dos seus profissionais, assegurando uma maior proximidade aos utentes e visitantes com horários alargados de atendimento.

Esta resposta é complementada pela estreita colaboração com o INEM e pela operacionalização de meios reforçados de emergência médica ao longo do período das festividades. Num evento que acolhe milhares de visitantes, importa reconhecer o profissionalismo, a disponibilidade e o espírito de missão dos nossos médicos, enfermeiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais e demais profissionais envolvidos.

Urgência de Obstetrícia do Hospital de Portalegre volta a encerrar: MDM exige respostas imediatas

O Núcleo de Portalegre do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) manifesta a sua profunda preocupação face ao novo encerramento da Urgência de Obstetrícia do Hospital de Portalegre, previsto até ao próximo dia 18 de agosto, denunciando uma situação que compromete gravemente os direitos das mulheres no distrito.

A maternidade não pode fechar quando mais precisamos dela. A interrupção recorrente deste serviço essencial coloca em risco a saúde e a vida de grávidas e bebés, obrigando a deslocações longas, inseguras e muitas vezes realizadas em momentos críticos.

 Os encerramentos intermitentes das urgências obstétricas geram incerteza e angústia no momento do parto, aumentam o risco para grávidas e recém-nascidos, reforçam as desigualdades territoriais no acesso à saúde e configuram situações de violência obstétrica estrutural.  

Para o MDM, a saúde das mulheres não pode depender do código postal. O acesso a cuidados de saúde materna de qualidade deve ser garantido em todo o território nacional, em condições de proximidade, segurança e dignidade.

Perante esta situação, o Núcleo de Portalegre do MDM exige:

  • Um Serviço Nacional de Saúde público, universal e gratuito, devidamente reforçado
  • A abertura permanente (24h/dia, todos os dias) das urgências obstétricas
  • A contratação urgente de profissionais de saúde
  • O fim dos encerramentos rotativos de serviços
  • A valorização do planeamento familiar e da saúde materna como prioridade política

O MDM reafirma o seu compromisso na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e apela à mobilização da população e das entidades responsáveis para pôr fim a esta situação inaceitável.

Nem um direito a menos. Todos os direitos para todas!

Monforte expõe artesanato tradicional e contemporâneo

Organizada pelo Município de Monforte, está patente na Galeria da Capela do CEFUS (Centro de Educação, Formação e Universidade Sénior), em Monforte, uma exposição de artesanato tradicional e contemporâneo constituída por centenas de trabalhos da autoria de 16 artesãos do concelho.

Na inauguração, para além de alguns artesãos, amigos, representantes de organismos locais e público em geral, estiveram presentes o Presidente do Município, Miguel Rasquinho, acompanhado pelos elementos do seu gabinete, Sérgio Martins e Joaquina Ramalho, o Presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Gabriel Martins, a responsável pelo Serviço Municipal de Turismo e Cultura, Teresa Cunha, e a funcionária afeta a esse serviço, Antónia Rita Barbacena.

A exposição estará patente ao público até dia 28 de agosto e poderá ser visitada nos dias 14, 15 e 16 (coincidindo com a realização das Festas de Nossa Senhora do Parto) das 10.00h às 12.00h e das 21.00h às 23.00h e nos restantes dias úteis das 10.00h às 12.30h e das 13.30h às 16.00h.

ATL de Estremoz encerrou em festa

O Município de Estremoz assinalou o encerramento de mais uma edição do ATL Estremoz Férias de Verão 2026 e do Programa de Ocupação Jovem (POJ), numa tarde de convívio, alegria e muita animação, realizada nas Piscinas Municipais de Estremoz.

Ao longo deste verão, crianças e jovens tiveram oportunidade de viver novas experiências, aprender, conviver e ocupar os seus dias de forma ativa e divertida.

Este momento foi também uma oportunidade para agradecer a todos os que contribuíram para o sucesso destes programas: entidades parceiras, setores municipais, técnicos, monitores, colaboradores e, naturalmente, todas as crianças e jovens que deram vida a esta iniciativa.

Serafim animou Praça da República

O humorista alentejano Serafim encheu este sábado a Praça da República, no âmbito das Noites de Verão.

Ao longo de mais de hora e meia, num espetáculo de stand up comedy, Serafim arrancou aplausos e muitas gargalhadas ao público presente com as suas histórias e anedotas, numa interação com o público presente, que fez o público ir às lágrimas de tanto rir.

Esta noite de domingo a música vai subir ao palco, a partir das 21h30, com a cantora Maria Vinagre.

Workshop de conchas decorreu no MAEE

O Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires recebeu, este sábado, o workshop “Conchas e o que elas sugerem”, orientado por Maria José Rijo, numa iniciativa realizada com o apoio do Município de Elvas e que contou com uma forte adesão da comunidade, tendo as inscrições esgotado.

Ao longo da sessão, as conchas foram o ponto de partida para um momento de descoberta, criatividade e partilha, permitindo aos participantes explorar as suas formas, texturas e características e descobrir novas possibilidades de expressão artística.

Mais do que uma atividade prática, o workshop assumiu-se como um momento de passar saberes de geração em geração, valorizando a experiência, a memória e o conhecimento de Maria José Rijo e proporcionando aos participantes um contacto próximo com o seu universo artístico e criativo.

A iniciativa enquadra-se também no espírito da Passar Saber – Associação Intercultural do Alentejo, associação nascida em Elvas sob inspiração de Maria José Rijo e que tem como missão preservar, divulgar e valorizar o seu legado, promovendo atividades como exposições, oficinas, encontros, projetos educativos e iniciativas dirigidas à comunidade.

Através desta parceria e do envolvimento de Maria José Rijo, o workshop constituiu uma oportunidade para aprender fazendo, partilhar experiências e manter vivos conhecimentos e formas de criação, aproximando diferentes gerações através da cultura e da arte.

A elevada procura registada, com as inscrições totalmente preenchidas, demonstra o interesse da comunidade por este tipo de iniciativas e reforça a importância de uma programação cultural e educativa que valorize os saberes locais e as pessoas que contribuem para a sua transmissão.

Com esta atividade, o Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, através do seu Serviço Educativo, reafirma o seu compromisso com a dinamização de experiências participativas, promovendo o contacto com o património, a criatividade e a transmissão de saberes.

Banda Pack7 na penúltima noite de festas em São Vicente

As festas em honra de Nossa Senhora do Rosário, na freguesia de São Vicente e Ventosa, aproximam-se do fim, mas este domingo, 16 de agosto, há ainda muitos motivos de atração.

O programa deste penúltimo dia de festa arranca, às 18h30, com uma tourada à vara larga, na praça de touros da aldeia.

Às 22h00 haverá demonstração de Zumba pela Gota d’Arte, seguida, às 22h30, da atuação da banda Pack 7. A festa prolonga-se pela noite fora com DJ Cuba, a partir da 01h30.

Projeto de tangerinas em Alcácer do Sal aprovado à quarta tentativa

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-Alentejo) aprovou, a 3 de agosto, a Declaração de Impacte Ambiental favorável condicionada para o projeto agrícola da empresa Expoente Frugal, do grupo Aquaterra, nas herdades da Murta e Monte Novo, em Alcácer do Sal, conforme avança a edição de sexta-feira do jornal Expresso.

O projeto prevê a instalação de 259,7 hectares de tangerinas, numa área total intervencionada de 316,7 hectares. A aprovação acontece à quarta tentativa, depois de três pareceres negativos desde 2024. A proposta inicial previa mais de 800 hectares e uma exploração de abacate, tendo sido sucessivamente reformulada e reduzida.

A decisão tornou-se possível depois de o ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alterarem os seus pareceres anteriores e passarem a defender uma aprovação condicionada. As duas entidades reconhecem, contudo, riscos para os habitats protegidos da ZEC Comporta-Galé e para os recursos hídricos subterrâneos, nomeadamente devido ao possível abaixamento do nível do aquífero.

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) mantêm-se contra o projeto. A autarquia questiona a sustentabilidade do aquífero e os impactos cumulativos da agricultura intensiva, enquanto o LNEG alerta para sinais de subsidência na margem esquerda do Sado, que poderão indicar que a extração de água subterrânea já ultrapassa a capacidade de recarga do aquífero.

Também a consulta pública revelou forte oposição: das 387 participações registadas, 384 foram contra o projeto. Entre as principais preocupações estão o consumo de água, os impactos sobre habitats protegidos e a intensificação agrícola numa área integrada na Rede Natura 2000.

O projeto prevê a captação de 1,74 milhões de metros cúbicos de água por ano através de 12 furos. A DIA impõe sete condicionantes, 15 estudos prévios e mais de uma centena de medidas de minimização, incluindo a monitorização dos recursos hídricos e a exclusão das áreas ambientalmente mais sensíveis.

A Aquaterra destaca, por seu lado, a redução da dimensão do empreendimento e garante que serão destinados 271,66 hectares à conservação, valorização e recuperação ecológica, além da criação de quatro corredores ecológicos e do restauro do Açude da Murta e da sua galeria ripícola.

Apesar da contestação, a CCDR-Alentejo considera que os impactos negativos podem ser minimizados e compensados, permitindo o avanço do projeto desde que sejam cumpridas todas as condições impostas.

Feira da Luz “continua a ser um dos grandes eventos do Alentejo”, defende presidente da Câmara de Montemor

A Feira da Luz/Expomor, em Montemor-o-Novo, volta a afirmar-se como um dos maiores certames do Alentejo, reunindo cultura, tradição, atividade económica e associativismo numa programação que pretende chegar a diferentes públicos.

O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, sublinha que a organização procurou construir uma edição diversificada e de qualidade. “A Feira da Luz é uma tradição de Montemor-o-Novo e um dos grandes acontecimentos do Alentejo. O nosso objetivo é que todas as áreas do certame apresentem qualidade e consigam responder aos diferentes gostos de quem nos visita”, afirmou o autarca.

Na componente cultural, o presidente destaca a presença de artistas de âmbito nacional, mas também a diversidade da programação. “Procurámos reunir um conjunto de artistas que represente diferentes estilos musicais e diferentes públicos. Também o segundo palco foi pensado para oferecer uma programação variada e complementar”, explicou.

Carlos Pinto de Sá salienta ainda o regresso dos ranchos folclóricos ao certame. “Entendemos que esta é uma componente importante da Feira da Luz, porque valoriza as nossas tradições. Este ano, essa programação será organizada pelo Rancho do Ciborro, que dará um contributo importante para preservar e divulgar a cultura popular.”

Entre os principais destaques desta edição está a exposição dedicada aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa. “É uma exposição de grande dimensão que pretende recordar a importância da Constituição na construção da democracia portuguesa e dos direitos conquistados após o 25 de Abril. Queremos também mostrar o impacto que teve em Montemor-o-Novo e o contributo do concelho para tornar esses direitos uma realidade”, referiu.

O presidente deixa ainda um convite aos visitantes para conhecerem a mostra. “É uma oportunidade para refletirmos sobre o caminho que foi feito, sobre os direitos que foram alcançados e também sobre aqueles que continuam por concretizar.”

Outro dos momentos fortes será a Exposição Pecuária da Apormor. “A Exposição Pecuária é hoje reconhecida como uma das melhores do país e continua a ser um motivo de orgulho para Montemor-o-Novo. A par disso, queremos continuar a afirmar a importância do montado, um património que temos de preservar e que desempenha um papel fundamental na resposta às alterações climáticas.”

O movimento associativo volta igualmente a assumir um papel central na Feira da Luz. “Temos mais de uma centena de associações no concelho e a sua presença enriquece o certame. É uma forma de mostrar o trabalho extraordinário que desenvolvem ao longo do ano.”

Para Carlos Pinto de Sá, o contributo das coletividades vai muito além da participação na feira. “Montemor-o-Novo não seria o mesmo sem estas associações. Há centenas de voluntários que dedicam o seu tempo à comunidade e esse trabalho merece ser reconhecido e valorizado.”

Relativamente à mobilidade, o Município está a trabalhar para facilitar o acesso ao recinto. “Estamos a estudar o reforço dos autocarros e continuamos a procurar uma solução relativamente ao comboio. Vamos manter o transporte público gratuito para a feira e disponibilizar ligações gratuitas das freguesias, para que ninguém deixe de participar por falta de transporte.”

O voluntariado jovem mantém-se como uma das imagens de marca do certame. “É uma tradição da Feira da Luz e uma excelente oportunidade para os jovens conhecerem a organização do evento e participarem ativamente no acolhimento dos visitantes. Queremos, inclusivamente, criar novas experiências ligadas à área do ambiente.”

Na reta final para o arranque da edição de 2026, o presidente deixa um convite à população. “Para os montemorenses, a Feira da Luz é um grande ponto de encontro. É a altura de rever amigos, reunir famílias e receber aqueles que regressam ao concelho nesta época do ano.”

Numa mensagem final, Carlos Pinto de Sá considera que o certame assume também um significado especial no contexto atual. “Vivemos tempos marcados por conflitos e divisões. A Feira da Luz representa precisamente o contrário: um espaço de convívio, amizade e partilha. É isso que queremos continuar a oferecer a todos os que nos visitarem.”

Prorrogação de Almaraz sossega e garante milhões aos municípios do entorno, para desespero dos ambientalistas

A Central Nuclear de Almaraz vai continuar a funcionar até 8 de junho de 2030, depois de o Governo espanhol ter aprovado a renovação da autorização de exploração das duas unidades da central. A decisão prolonga em cerca de três anos a atividade da instalação, cuja primeira unidade tinha o encerramento previsto para novembro de 2027 e a segunda para outubro de 2028. A autorização foi concedida depois de um parecer favorável do Conselho de Segurança Nuclear (CSN) e na sequência do pedido apresentado pelas empresas proprietárias — Iberdrola, Endesa e Naturgy.

O Governo espanhol justifica a decisão com a necessidade de reforçar a segurança do abastecimento elétrico num contexto internacional marcado pela volatilidade dos preços da energia, nomeadamente devido à guerra no Médio Oriente e à situação na Ucrânia. O Executivo garante que a prorrogação não representa custos adicionais para os consumidores nem benefícios fiscais para as empresas proprietárias e assegura que, por enquanto, não altera o calendário nacional de encerramento das restantes centrais nucleares, previsto para ficar concluído em 2035. Almaraz representa cerca de 7% do consumo de eletricidade espanhol e assegura aproximadamente 4.000 empregos diretos e indiretos na região.

A continuidade da central representa também uma importante garantia financeira para os municípios da sua área de influência. As 12 localidades situadas num raio de dez quilómetros da instalação recebem receitas através do Imposto sobre Bens Imóveis de Características Especiais (BICE), do Imposto sobre Atividades Económicas (IAE) e de verbas da Enresa, entidade responsável pela gestão dos resíduos radioativos e pelo futuro desmantelamento das instalações. No conjunto, estas receitas rondam os 15 milhões de euros anuais, sendo cerca de 12 milhões associados diretamente a impostos e contribuições locais.

Estes recursos assumem particular importância para municípios do Campo Arañuelo, onde a atividade da central tem um peso significativo na economia e no emprego. Estudos sobre o impacto socioeconómico do encerramento de Almaraz apontam para uma quebra muito expressiva das receitas municipais e para consequências no emprego e na população da zona envolvente caso a central fosse encerrada.

A prorrogação surge, contudo, num momento em que está em causa outra importante fonte de receita para a Extremadura: a chamada ecotaxa sobre as instalações elétricas, que incide sobre a atividade da central e que representa dezenas de milhões de euros anuais para os cofres da Junta da Extremadura. O acordo de Governo entre o Partido Popular e o Vox prevê a redução progressiva deste imposto em 30% por ano, com o objetivo de o eliminar durante a atual legislatura. A receita anual associada à ecotaxa de Almaraz é estimada em valores que podem atingir cerca de 82 a 90 milhões de euros, dependendo dos cálculos e dos exercícios considerados.

A situação cria, assim, um contraste para a região: a central continuará a gerar atividade económica, emprego e receitas municipais pelo menos até 2030, mas uma parte significativa da receita fiscal regional poderá desaparecer progressivamente. O acordo entre PP e Vox prevê ainda a criação de mecanismos destinados a canalizar recursos para o desenvolvimento socioeconómico, infraestruturas, emprego e habitação na área de influência da central.

A decisão de prolongar o funcionamento de Almaraz foi recebida com satisfação pela população local. Uma reportagem publicada este domingo pelo El País mostra o ambiente de alívio vivido no município de Almaraz, onde a central é considerada fundamental para a economia local. Moradores e trabalhadores defendem que os três anos adicionais são importantes para preservar emprego e atividade económica e alguns já admitem que a luta pela continuidade poderá prosseguir depois de 2030.

Mas a decisão também está a gerar contestação. A associação ambientalista Adenex anunciou que vai avançar com um recurso contencioso-administrativo contra a prorrogação, considerando a decisão grave e criticando a política energética seguida pelo Governo. Os ambientalistas defendem que a extensão da vida da central poderá travar o desenvolvimento das energias renováveis e questionam ainda a transparência relativamente a incidentes registados na instalação.

Também dentro do Governo espanhol surgiram críticas. O Sumar rejeitou a prorrogação e considera que a decisão contraria o acordo de coligação celebrado com o PSOE em 2023, defendendo que Espanha deve manter o calendário de encerramento das centrais nucleares e acelerar a aposta nas energias renováveis.

A Central Nuclear de Almaraz, situada na província de Cáceres, a pouco mais de 100 quilómetros da fronteira portuguesa, continuará assim a desempenhar um papel relevante no sistema elétrico espanhol e na economia do Campo Arañuelo durante pelo menos mais quatro anos. Para os municípios diretamente dependentes das receitas da central, a prorrogação representa uma garantia financeira imediata; para a Junta da Extremadura, permanece a incógnita sobre quanto tempo conseguirá manter uma receita fiscal que poderá chegar aos 82 milhões de euros anuais.

Campo Maior despede-se este domingo das Festas do Povo 2026

As Festas do Povo de Campo Maior chegam este domingo, 16 de agosto, ao último dia de programação, encerrando uma edição que assinalou o regresso da iniciativa após 11 anos.

O programa começa às 12h00, com a atuação do Rancho Folclórico da Bela Vista de Gáfete, no Palco do Jardim Municipal.

O encerramento oficial das Festas do Povo está marcado para as 17h00, também no Palco do Jardim Municipal, colocando um ponto final numa edição particularmente aguardada, que marcou o regresso da festa às ruas floridas de Campo Maior, onze anos depois da última realização.

Festas do Povo 2026 encerram este domingo em Campo Maior

As Festas do Povo 2026 chegam hoje, domingo, dia 16 de agosto, ao fim, com a cerimónia de encerramento marcada para as 17 horas, no palco do Jardim Municipal de Campo Maior.

O momento contará com a participação de todos os cabeças-de-rua, que irão, de forma simbólica, queimar uma flor de cada rua. A cerimónia inclui ainda as intervenções protocolares do presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, e do presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro.

Victor Ferreira apresenta “Contos, Com Sonho” no Museu Militar de Elvas a 5 de setembro

O Museu Militar de Elvas recebe, na tarde de 5 de setembro, a apresentação do livro “Contos, Com Sonho”, da autoria de Victor Ferreira, escritor e artista plástico natural de Almada, mas com uma ligação muito especial à cidade de Elvas.

A relação do autor com Elvas começou em 1975, quando cumpriu 16 meses de serviço militar no antigo Centro de Instrução de Condução Auto (CICA). Durante esse período, Victor também vestiu a camisola do Clube de Futebol “Os Elvenses”, que então disputava a terceira divisão nacional.

“Guardo no coração a cidade de Elvas”, afirma o autor, recordando os amigos que fez durante esse período e a ligação que mantém à cidade. Todos os anos, em setembro, Victor regressa a Elvas para participar num almoço de confraternização com antigos atletas de “Os Elvenses”. Este ano, a visita ganha um significado especial com o lançamento do seu novo livro.

“Contos, Com Sonho” reúne 30 histórias baseadas em episódios reais da vida do autor, organizadas numa perspetiva cronológica, desde a infância até aos dias de hoje. Entre os contos, seis são diretamente relacionados com o período em que o escritor viveu em Elvas, incluindo experiências do serviço militar e do futebol.

A paixão pela escrita não é recente. Em 2007, o autor publicou um livro de poesia e, ao longo dos anos, foi reunindo histórias e episódios que acabou por transformar em contos. A obra nasce, assim, de memórias pessoais e de experiências vividas, algumas das quais têm Elvas como cenário.

A apresentação do livro será também uma oportunidade para conhecer outra faceta artística de Victor. Além da experiência como militar, futebolista e escritor, o autor dedica-se à pintura a óleo, estando prevista a exposição de alguns dos seus trabalhos na sala onde decorrerá o lançamento da obra.

Com esta iniciativa, Victor pretende reencontrar amigos e antigos companheiros, mas também partilhar com o público elvense uma obra que guarda várias memórias de uma época marcante da sua vida.

A apresentação de “Contos, Com Sonho” realiza-se no dia 5 de setembro, pelas 16 horas, no Museu Militar de Elvas, contando com a presença de amigos, antigos colegas e público interessado em conhecer a obra e o percurso do autor.