Sessões gratuitas de hidroginástica animam manhãs dos maiores de 50 anos em Monforte

O Município de Monforte disponibilizou gratuitamente as instalações da Piscina Municipal Descoberta de modo a proporcionar a todos os munícipes com mais de 50 anos a possibilidade de ocuparem as suas manhãs, de terça a sexta-feira, durante a época balnear, participando em aulas de hidroginástica orientadas por Inês Pataca, técnica afeta ao Serviço Municipal de Desporto.

Por outro lado, cria-se um espaço de convívio bastante agradável não só entre os “maiores”, mas também com utentes, igualmente participantes em outras atividades promovidas pelo Município, destacando-se, neste caso, as que são dirigidas às crianças que frequentam o programa das Férias de Verão.

A autarquia decidiu ainda isentar todos os reformados residentes no concelho do pagamento de qualquer taxa de entrada nas Piscinas Municipais.

Estas iniciativas surgem no âmbito das políticas locais de incentivo ao envelhecimento ativo, reconhecendo que a prática regular de atividade física é essencial para a manutenção da qualidade de vida, da mobilidade e da saúde mental.

GNR detém em Borba cinco indivíduos que capturavam ouriços em zona de caça

O Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Posto Territorial de Borba, deteve, no dia 22 de julho, cinco homens com idades compreendidas entre os 22 e os 46 anos, por suspeitas de crimes contra a preservação da fauna e das espécies cinegéticas.

A ação foi desencadeada após uma denúncia a dar conta da presença não autorizada de indivíduos no interior de uma propriedade privada, identificada como Zona de Caça Turística, no concelho de Borba.

No local, os militares da GNR surpreenderam os cinco suspeitos em pleno ato de caça ilegal de ouriços, utilizando um canídeo para o efeito. Os detidos foram constituídos arguidos, sujeitos a Termo de Identidade e Residência e libertados, tendo os factos sido comunicados ao Tribunal Judicial de Vila Viçosa.

A GNR aproveita para relembrar que a proteção ambiental é uma prioridade estratégica, apelando à colaboração de todos através da Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).

Campo Maior: Rua de São João está pronta para fazer parte do “maior espetáculo em flor que há no mundo”

A Rua de São João, que integra o Bairro de Santa Cruz e a Caleja de São João, será uma das muitas artérias de Campo Maior engalanadas com flores de papel na edição deste ano das Festas do Povo. 

À frente da organização está José Almeida, cabeça de rua, que reside atualmente fora da vila, tendo confiado a coordenação dos trabalhos a Vanda Carrilho.

“Fizemos uma reunião com os moradores e quando os moradores disseram ‘sim’, avançámos. Foi quando eu e o Zé dissemos: ‘Então vamos dar o nome da Rua de São João’. A Rua de São João está composta por dois nomes de ruas. Vai do princípio ao fim e temos ainda a Caleja de São João. Quando se arranja a Rua de São João, arranja-se tudo”, começa por explicar Vanda Carrilho.

A Rua de São João “há de ser sempre a mais bonita”

A responsável destaca o empenho coletivo colocado no projeto, sublinhando que, independentemente das comparações, para quem nela trabalhou esta será sempre a rua mais bonita.

“Levamos este projeto muito a fundo. Empenhámo-nos para que tudo corresse bem e para que realmente ficasse a rua mais bonita. Se calhar, aos olhos de outras pessoas, haverá ruas mais bonitas, mas para nós, pelo esforço, pelo empenho, pela dedicação e pelas horas que tivemos aqui, há de ser sempre a mais bonita”, comenta.

A adesão da população é um dos pontos fortes desta edição para o grupo. Além dos moradores, muitas pessoas com ligações familiares à rua têm contribuído para os trabalhos. Vanda Carrilho é um desses exemplos. Apesar de viver na zona nova da vila, mantém uma forte ligação afetiva à Rua de São João, onde viveram os seus avós.

“Este ano posso dizer que houve muita adesão a nível de moradores e não só. Temos pessoas que não moram aqui, mas por conhecimentos e ligações familiares têm-nos ajudado imenso. Também não moro aqui, sou da parte nova da vila, mas tenho aqui as minhas raízes. Foi sempre para esta rua que trabalhei e onde aprendi o que eram as Festas do Povo. Foram os meus avós, a minha mãe, as minhas tias e as restantes pessoas da rua que me incutiram este gosto. E nós vamos trazendo sempre amigos e familiares que moram na parte nova da vila”, recorda.

Flores de papel de nove cores darão alegria à Rua de São João

Os trabalhos do grupo liderado por Vanda e José tiveram início em janeiro e envolveram centenas de horas de dedicação. Este ano, a Rua de São João apresenta nove cores de flores e uma decoração de grande dimensão, distribuída por três arruamentos.

“Nove cores de flores na rua significam muita flor, muito corte, colagem, muito arame. Foi uma batalha. Só colunas são quase 80 ou 90. Temos entradas, muitos candeeiros, todas as colunas levam candeeiros e a rua no meio também. É um trabalho muito demorado”, confessa.

Do trabalho em casa aos serões em convívio

Durante os meses de inverno, grande parte das flores foi produzida nas casas dos voluntários. “No inverno, o pessoal gostou de trabalhar mais em casa. Estava frio, estava a chover, levavam o material e faziam em casa. Depois eu ia recolhendo e trazia tudo para a casa das flores, como lhe chamamos”, revela a responsável.

Quando a chuva e o frio deram tréguas, deu-se início aos tradicionais serões: “É nos serões que a gente vai fazendo as flores, brincando, conversando, cantando, comendo e bebendo, porque isso também faz parte da festa”.

Festas do Povo são “o maior espetáculo em flor que há no mundo”

Vanda Carrilho deixa ainda o convite a todos para que, de 8 a 16 de agosto, visitem as Festas do Povo: “Venham ver porque é uma coisa linda de se ver. O trabalho dos campomaiorenses e não só, porque temos muita gente que não é campomaiorense e que nos ajuda, mas o povo de Campo Maior esmera-se para proporcionar esta semana e mostrar o maior espetáculo em flor que há no mundo”.

MAEE recebeu mais uma noite de cinema ao ar livre com produções nacionais

O espaço exterior do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas (MAEE) António Tomás Pires serviu de cenário na noite desta quinta-feira, 23 de julho, para mais uma sessão da iniciativa “Cinema no Pátio”.

Foram projetadas cinco curtas-metragens de produção nacional: “Páscoa”, de André Ruivo; “Água Morna”, de Pedro Caldeira e Pedro Graça; “Francisco Perdido”, de Frederico Mesquita; “Cada Dia que Passa”, de Emanuel Nevado; e “S.O.S.”, de Bruno Soares. “Cinema no Pátio” é uma iniciativa conjunta do Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas e do Coletivo Artístico 7350.

Revisão do PDM de Elvas avança após aprovação em reunião de Câmara

A Câmara Municipal de Elvas reuniu na passada quarta-feira, 22 de julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa sessão em que esteve em destaque a aprovação do Relatório de Ponderação das participações apresentadas durante o período de Discussão Pública da 2.ª Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Elvas.

O documento foi aprovado com duas abstenções, representando mais uma etapa determinante na conclusão deste importante instrumento de planeamento e ordenamento do território concelhio.

Na área da educação e da ação social, o executivo municipal apreciou as Atividades de Enriquecimento Curricular para o ano letivo 2026/2027, a concessão de auxílios económicos destinados à aquisição de material escolar e uma alteração ao Regulamento Municipal de Apoios Sociais, referente à atribuição de Bolsas de Mérito. Foi ainda analisado um pedido de redução da taxa de IMI, ao abrigo do regulamento municipal em vigor.

O executivo analisou ainda a proposta “Todos os Caminhos Levam a Elvas”, que prevê o reforço da sinalização rodoviária alusiva a Elvas enquanto Cidade Património Mundial.

Entre os assuntos abordados estiveram também a prorrogação do prazo do Plano de Pormenor de Intervenção em Espaço Rústico da Herdade de Alcobaça, o protocolo entre o Município de Elvas e a Associação Empresarial de Elvas, no âmbito dos Bairros Comerciais Digitais, e a proposta de apoio ao projeto “Compras com Ritmo”.

A realização do Campeonato Nacional de Hipertensão e a tomada de conhecimento das ocorrências comunicadas através da aplicação móvel municipal, entre 15 de maio e 9 de julho, integraram igualmente a ordem de trabalhos.

No domínio da habitação, foi apreciada a afetação dos 60 fogos da Quinta dos Arcos aos agregados familiares sorteados.

A reunião incluiu também a proposta de realização de uma nova hasta pública para a venda de sucata indiferenciada existente no estaleiro municipal da Zona Industrial, a nomeação de um elemento para integrar a comissão de vistorias, assuntos relacionados com o trânsito e várias cedências de transporte.

Foram igualmente analisadas diversas cedências de espaços municipais para a realização de iniciativas de natureza cultural, empresarial, associativa e religiosa.

Neste âmbito, destaca-se ainda a cedência do Forte da Graça para a primeira edição do Concurso Internacional de Composição Musical de Elvas, subordinado ao tema “O Cante Alentejano Ecoa no Forte da Graça”.

Deliberados apoios ao Clube Diabético de Elvas, ao Lar Júlio Alcântara Botelho, à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Elvas, para aquisição de uma ambulância, e à Associação de Assistência de Vila Boim.

Património e inclusão de mãos dadas em visita educativa ao Forte de Santa Luzia

O Serviço Educativo do Forte de Santa Luzia recebeu um grupo de alunos dos Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) dos vários agrupamentos escolares do concelho de Elvas, integrados nas atividades de tempos livres promovidas pela APPACDM de Elvas durante o mês de julho.

A iniciativa permitiu aos participantes conhecer melhor a história, as características e a relevância patrimonial desta fortificação, integrada no conjunto de Elvas classificado como Património Mundial pela UNESCO.

Ao longo do percurso, foram desenvolvidos vários jogos lúdico-pedagógicos relacionados com a vivência militar no interior do Forte. De forma interativa e adaptada às necessidades do grupo, os alunos ficaram a conhecer o quotidiano dos soldados, a função defensiva do monumento e algumas das estratégias militares utilizadas ao longo dos séculos.

A atividade constituiu um momento de convívio, descoberta e aprendizagem, contribuindo para aproximar os participantes do património local e reforçar o papel da educação patrimonial na promoção da inclusão e da participação de todos.