A obra de requalificação do Cine-Teatro Municipal de Elvas continua a avançar a bom ritmo, representando um investimento global de 2.262.335,05 euros, com financiamento de fundos comunitários, através do programa Alentejo 2030.
Os trabalhos têm registado uma evolução significativa, encontrando-se já realizadas as pinturas exteriores do edifício, que apresenta agora uma imagem renovada. A intervenção contribui para a preservação e valorização deste emblemático espaço cultural da cidade.
A empreitada contempla a melhoria das condições de funcionamento, conforto, segurança e utilização do Cine-Teatro Municipal, dotando-o de melhores condições para receber espetáculos, sessões de cinema e outras iniciativas culturais.
Com este investimento, o Município de Elvas reforça a aposta na modernização dos equipamentos culturais do concelho, na valorização do património municipal e na promoção da cultura, assegurando a preservação de um espaço de referência para várias gerações de elvenses.
O espetáculo “El Cante Rasgueado”, do artista espanhol Niño de Elche, sobe ao palco no próximo sábado, 25 de julho, às 21h00, no Largo Marquês de Marialva, em Évora, com entrada gratuita.
Integrado na programação de Évora 27 – Capital Europeia da Cultura, o concerto performativo reinventa a cultura popular ibérica a partir das tradições da Raia entre Portugal e Espanha.
Entre o cante alentejano, o fandango, a viola campaniça e outras sonoridades fronteiriças, “El Cante Rasgueado” celebra a mestiçagem cultural e propõe um diálogo entre a herança, a experimentação e a criação contemporânea.
O espetáculo conta com o apoio da Embaixada de Espanha em Portugal e da Acción Cultural Española (AC/E).
O município de Portalegre recebeu, entre os dias 16 e 18 de julho, a primeira edição do Ubuntu Fest Ibéria, um encontro que reuniu cerca de 300 jovens de Portugal e Espanha para três dia de aprendizagem, diálogo e construção de novas amizades, inspirados pelos valores da filosofia Ubuntu.
Na sessão de abertura, a Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, deu as boas-vindas aos participantes e sublinhou que, num tempo marcado por desafios globais, é essencial criar espaços onde os jovens possam encontrar-se, escutar-se e descobrir que aquilo que os une é sempre maior do que aquilo que os separa. A autarca destacou ainda a importância de “humanizar o futuro”, defendendo que é através da cooperação, do diálogo e da responsabilidade partilhada que se constroem comunidades mais fortes, reafirmando a confiança do Município na capacidade dos jovens para liderarem com valores e fazerem a diferença.
Já na sessão de encerramento, a vereadora da Educação, Laura Galão, salientou o significado dos três dias de convivência e aprendizagem, lembrando que a juventude não é apenas a esperança do futuro, mas uma força transformadora do presente.
Assinalando igualmente o Dia Internacional Nelson Mandela, a autarca reforçou ainda a importância do respeito, da compreensão e da colaboração na construção de uma sociedade mais humana e inclusiva, tendo inaugurado simbolicamente, por um dia, a Praça do Município como Praça Nelson Mandela.
Ao acolher a primeira edição ibérica do Ubuntu Fest, o Município de Portalegre considera que reforça o seu compromisso com a educação, a juventude e a promoção de iniciativas que fortalecem a cidadania, o diálogo intercultural e a cooperação entre territórios.
A autarquia agradeceu ainda ao Instituto Padre António Vieira, ao Laboratório de Inovação Social do Alto Alentejo, ao Instituto Politécnico de Portalegre aos Agrupamentos de Escolas José Régio e do Bonfim, bem como aos voluntários e a todos os participantes por terem contribuído para o sucesso da iniciativa.
A Feira do Chocalho regressa a Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, este fim de semana (de 24 a 26 de julho), com um programa diversificado que alia música, património, gastronomia, artesanato e atividades para todas as idades. O certame, que decorre no Largo da Gamita e reúne cerca de meia centena de expositores, volta a afirmar-se como um dos principais eventos de promoção da arte chocalheira, Património Cultural Imaterial da Humanidade.
Uma das novidades desta edição é a assinatura de um memorando de valorização e promoção económica do fabrico do chocalho, envolvendo os municípios chocalheiros de Viana do Alentejo, Reguengos de Monsaraz, Estremoz e Cartaxo, bem como a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. O documento simboliza o compromisso conjunto de preservar e promover esta arte tradicional.
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, explica que este compromisso surge em sintonia com o espírito da própria feira. “Esse memorando consiste basicamente num compromisso que tem de ser assumido pelos municípios em como pretendemos preservar a arte chocalheira.”
Nesta edição, a organização apostou numa nova disposição do recinto, procurando criar uma maior ligação entre os diferentes espaços. “Aquilo que queremos este ano é reformular um bocadinho toda a organização da feira para tentarmos privilegiar a interação entre as pessoas”, assegura Luís Metrogos.
O autarca adianta que a nova organização aproxima os expositores, os artesãos, a promoção do concelho, a restauração e a zona de espetáculos, criando um ambiente mais acolhedor. “Parece-nos que isso fará ganhar escala à Feira do Chocalho e possamos ter um espaço mais agradável ao uso das pessoas”, acrescenta.
Música, tradição e atividades para toda a família
O cartaz musical volta a ser um dos grandes atrativos da feira. Fernando Daniel sobe ao palco esta sexta-feira, seguindo-se, no sábado, o Carrilhão LVSITANVS com a Banda da Sociedade União Alcaçovense, no âmbito da primeira edição do Festival Ressoar. O encerramento, no domingo, estará a cargo do espetáculo “Em Casa D’Amália”.
O programa integra ainda um tributo a António Variações, atuações de Cante Alentejano, espetáculos de dança, animação com DJs e várias iniciativas culturais.
No decorrer do evento realiza-se a 7.ª Mostra Agropecuária e o IX Concurso Regional de Alcáçovas do Rafeiro Alentejano, aos quais se juntam passeios de burro e de pónei para os mais novos, workshops gastronómicos, atividades equestres, caminhadas noturnas e o tradicional Passeio a Cavalo Miguel Grave.
Para o presidente da Câmara, a diversidade da programação pretende chegar a diferentes públicos: “Temos um programa muito vasto e esperamos naturalmente que possamos atrair muitas pessoas.”
A Feira do Chocalho é organizada pelo Município de Viana do Alentejo e pela Junta de Freguesia de Alcáçovas, em parceria com associações locais e com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, mantendo como principal objetivo valorizar o património chocalheiro e afirmar Alcáçovas como a capital desta tradição secular.
A Associação Desportiva IALBAX somou resultados de grande relevo no passado dia 18 de Julho, com a sua comitiva de atletas a dividir-se entre o desafio de fitness do Hybrid Day, em Leiria, e os pódios da tradicional Milha Noturna de Portalegre. Os atletas elvenses demonstraram mais uma vez o seu forte espírito competitivo e excelente momento de forma.
Na mítica Milha Noturna de Portalegre, a equipa da AD IALBAX esteve em plano de evidência, conquistando vários pódios nos respetivos escalões e classificações de destaque na geral:
Vanda Rosa Nanques: Sagrou-se 2.ª Classificada na Geral Feminina e subiu ao lugar mais alto do pódio como 1.ª Classificada no escalão F45.
Cristina Canário: Alcançou o 6.º lugar na Geral Feminina e venceu categoricamente o escalão, terminando como 1.ª Classificada F50.
Manuel Mexia: Garantiu a 20.ª posição na Geral Masculina, arrecadando o ouro no seu escalão como 1.º Classificado M50.
Pedro Afonso: Conseguiu um excelente 12.º lugar na Geral Masculina, subindo ao pódio como 3.º Classificado M35.
Carlos Pimenta: Cruzou a meta logo a seguir, na 13.ª posição da Geral Masculina, obtendo o 4.º lugar no escalão M35.
Em simultâneo, as cores da AD IALBAX viajaram até Leiria para disputar o exigente Hybrid Day. Os atletas Daniel Zerpa e Rita Frescata Cunha representaram o clube com enorme entrega, superando com distinção as exigentes dinâmicas de força e resistência que caracterizam este evento desportivo de elite.
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Coelho de Paiva, afirma que o partido continua a assumir uma postura de “oposição exigente, mas construtiva”, sublinhando que, além de fiscalizar a ação do executivo, apresenta propostas para melhorar o concelho. A posição foi manifestada na sequência da reunião do executivo municipal realizada na terça-feira, 22 de julho.
Durante o período antes da ordem de trabalhos, a eleita social-democrata questionou o executivo sobre um conjunto de matérias que, segundo o PSD, permanecem sem resposta ou resolução.
Entre os temas levantados estiveram um requerimento relativo aos veículos abandonados, o estado de limpeza da Praça da República, a degradação dos contentores subterrâneos, a situação da venda de lenha cuja discussão foi retirada da ordem de trabalhos em maio, as condições de segurança do parque de estacionamento subterrâneo e a existência de terrenos por limpar, apesar das notificações efetuadas aos proprietários.
Na mesma intervenção, Margarida Coelho de Paiva recomendou ainda a instalação de rails contínuos e lombas na Estrada da Piedade, considerando tratar-se de uma medida importante para reforçar a segurança rodoviária.
Já durante a ordem de trabalhos, o PSD votou favoravelmente a segunda revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), destacando que as propostas apresentadas pelo partido durante o período de discussão pública contribuíram para o documento final aprovado.
A reunião ficou igualmente marcada pela aprovação da proposta social-democrata intitulada “Todos os Caminhos Levam a Elvas – Reforço da Sinalização de Cidade Património Mundial”. A iniciativa prevê o reforço da sinalização rodoviária de Elvas como Cidade Património Mundial da UNESCO em vias localizadas fora do concelho, com o objetivo de aumentar a visibilidade da cidade junto dos principais eixos rodoviários e potenciar a sua promoção turística.
Em comunicado, o PSD considera que a aprovação desta proposta representa “mais um passo na valorização de Elvas” e defende que demonstra ser possível exercer uma oposição “com sentido de responsabilidade”, conciliando a fiscalização da ação do executivo com a apresentação de soluções em benefício do concelho.
As crianças do Centro de Cooperação Familiar, antiga Obra de Santa Zita, viveram esta quinta-feira, 23 de julho, uma experiência diferente ao vestirem a pele de médicos e enfermeiros, durante uma visita ao novo bloco operatório do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.
A iniciativa permitiu aos mais novos conhecerem, de forma lúdica e pedagógica, o percurso de um doente numa cirurgia, desde o momento da anestesia até à chegada à sala de recobro. Ao longo da visita, as crianças tiveram ainda oportunidade de contactar de perto com os profissionais de saúde e experimentar alguns dos equipamentos utilizados no bloco operatório.
Uma oportunidade única para abrir as portas do bloco operatório
Segundo Tiago Bagorrilha, enfermeiro do Hospital de Santa Luzia e um dos responsáveis pela atividade, a requalificação do bloco operatório criou uma oportunidade única para abrir aquele espaço à comunidade antes do arranque da atividade cirúrgica.
“O projeto surge desta oportunidade educativa proporcionada pela requalificação do bloco operatório. Se não fosse este período entre o final das obras e o início da atividade cirúrgica, seria muito difícil proporcionar uma visita destas. Aproveitámos esta janela para promover a literacia em saúde junto das crianças, ajudando a reduzir o medo e a ansiedade que muitas vezes estão associados às cirurgias”, explica o profissional.
O enfermeiro destaca que um dos principais objetivos passou por desmistificar a imagem que, não só as crianças, mas também os adultos têm do bloco operatório. “Queríamos que percebessem o que é realmente um bloco operatório, um espaço que muitas vezes é visto com algum receio. Esta foi também uma oportunidade para mostrar à comunidade um pouco desta realidade”, assegura.
Ainda antes do início da visita, para a qual as crianças se equiparam com batas, toucas e máscaras cirúrgicas, Tiago Bagorrilha e outros elementos da equipa colocaram algumas questões aos mais novos. O mesmo aconteceu no final. “O objetivo foi perceber qual era a visão das crianças antes e depois da visita e verificar que houve uma evolução. A iniciativa foi muito positiva e poderá, no futuro, ser replicada, naturalmente adaptada às exigências da atividade clínica”, explica o enfermeiro.
Bloco operatório reabre na próxima semana
A visita aconteceu poucos dias antes da reabertura do bloco operatório, após quatro meses de obras de requalificação.
“Estes quatro meses foram exigentes para toda a equipa e também para a comunidade, mas eram obras indispensáveis. Vamos reabrir com melhores condições, mais qualidade e maior capacidade de resposta para a população de Elvas. As pessoas têm de compreender que esta paragem foi necessária para garantir a segurança dos doentes”, sublinha Tiago Bagorrilha.
Segundo o enfermeiro, o regresso da atividade cirúrgica está previsto para a próxima segunda-feira, 27 de julho, com cirurgias programadas e resposta aos casos urgentes.
Parceria entre educação e saúde
Também a diretora do Centro de Cooperação Familiar, Angélica Galvão, considera que a iniciativa representa uma mais-valia para as crianças e para a comunidade.
“É muito importante porque nos mostra que todos estamos a trabalhar para o futuro da sociedade. Nós, enquanto comunidade educativa, ajudamos vidas a crescer, e o hospital salva vidas. Esta parceria permite desmistificar conceitos e receios, ao mesmo tempo que as crianças percebem que a cidade está a evoluir”, garante.
Aprender fazendo
A responsável destaca ainda a curiosidade demonstrada pelos mais novos durante toda a visita. “Eles começam um bocadinho tímidos, mas rapidamente ganham interesse. Poder tocar nos equipamentos e experimentar é completamente diferente de aprender apenas na sala de aula.”
Num dos momentos mais divertidos da atividade, Angélica Galvão aceitou participar na simulação de uma cirurgia, assumindo o papel de “doente”. “Entrei na brincadeira com algum receio, mas senti um enorme acolhimento por parte da equipa de enfermagem e dos médicos. Acredito que este cuidado e esta atenção não acontecem apenas nestas iniciativas, mas fazem parte do trabalho diário destes profissionais. Temos muito a agradecer a quem dedica tantas horas a cuidar dos outros”, diz ainda.
Literacia em saúde para reduzir medos
A ação da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo juntou profissionais de saúde e comunidade educativa numa manhã dedicada à promoção da literacia em saúde, procurando transformar um espaço habitualmente associado à ansiedade num local de aprendizagem, proximidade e confiança.
Durante a tarde, o novo bloco operatório esteve de “portas abertas” para os profissionais de saúde.
As Festas de Verão de Cabeço de Vide, no concelho de Fronteira, realizam-se de 24 a 26 de julho. O evento anual, organizado pelo Rancho Folclórico de Cabeço de Vide, garante três noites repletas de ritmo, convívio e tradição alentejana.
O início dos festejos está marcado na sexta-feira, dia 24, para as 21 horas. Meia hora depois sobe a palco a banda Hi-Fi. A Disco Night fica a cargo do DJ Hugo Rafael.
No sábado, 25 de julho, a partir das 21 horas, há baile com Rui Quinaz, seguindo-se um espetáculo da banda Los Romeros, que levam a Cabeço de Vide a sua nova Tour “Primeira Paragem” repleta de ritmos e rumba. A festa prossegue noite fora ao som de DJ White
No domingo, 26 de julho, último dia, haverá baile com o Duo Jorge & Célia (21 horas) e espetáculo do grupo “Tira Sortes” (23 horas).
O recinto da festa contará com as habituais tasquinhas de comes e bebes repletas de petiscos regionais alentejanos.
O Comando Distrital de Portalegre informa que na passada terça-feira, 21 de julho, polícias da Divisão Policial de Portalegre, na mesma cidade, procederam a uma detenção, em flagrante delito, de um indivíduo de 63 anos no âmbito de um crime de violência voméstica.
O cidadão suspeito, agrediu a sua mulher com contornos bastante graves, atentando contra a sua vida. Após ter conseguido fugir da sua residência, a vítima procurou ajuda no exterior da mesma.
Rapidamente e após ter sido alertada para esta situação, a PSP de Portalegre, fez deslocar vários meios policiais para o local onde a vítima se encontrava.
Após a chegada ao local e confirmação dos factos, a PSP prestou apoio imediato à vítima e acionou os meios de socorro adequados para prestação de cuidados médicos.
De seguida, a PSP foi alertada que o suspeito estaria na sua residência. O mesmo, ao aperceber-se da presença policial, não só não se entregou às autoridades, como terá iniciado uma combustão no interior da residência em várias divisões, procurando incendiar a habitação.
Perante este cenário e havendo perigo iminente para a integridade física do próprio, de terceiros e dos polícias, bem como para o edifício, onde se encontra a habitação, houve necessidade de se proceder ao arrombamento da porta da respetiva residência, tendo já no interior da mesma se procedido à interceção do suspeito.
O suspeito foi detido e presente a 1º interrogatório judicial, no dia de ontem, no Tribunal da Comarca de Portalegre, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva.
No mais recente episódio do programa “Chave na Mão”, da Remax Forte, o destaque vai para um dos temas mais importantes na compra de casa: o crédito à habitação.
No programa desta semana, o convidado é João Carapinha, diretor da Max Finance Interior, que explica de forma simples os principais aspetos que os bancos analisam antes de conceder financiamento, como os rendimentos, a taxa de esforço, o vínculo profissional e a composição do agregado familiar.
Ao longo da conversa, são ainda abordados os erros mais frequentes cometidos por quem procura comprar casa, reforçando a importância de obter uma pré-aprovação do crédito antes de escolher o imóvel. Há também espaço para esclarecer as diferenças entre taxa fixa, variável e mista, a documentação necessária para iniciar o processo e as vantagens de recorrer a um intermediário de crédito para comparar propostas de vários bancos.
Na reta final do programa, João Carapinha destaca os apoios atualmente disponíveis para jovens até aos 35 anos, nomeadamente o financiamento até 100% do valor do imóvel e alguns benefícios fiscais, alertando para a necessidade de cumprir os requisitos legais para poder beneficiar destas medidas.
Mais uma edição de “Chave na Mão” dedicada a esclarecer dúvidas e a ajudar quem pretende comprar casa a tomar decisões mais informadas, com o apoio da Remax Forte e dos seus parceiros especializados.
O Clube Elvense de Natação (CEN) participou com destaque no prestigiado Campeonato Nacional de Natação, no escalão de Infantis, realizado entre os dias 17 e 19 de julho, no Complexo Desportivo de Setúbal. A jovem comitiva elvense competiu lado a lado com a elite da natação portuguesa, enfrentando uma das provas mais exigentes do calendário nacional.
O evento reuniu 584 atletas em representação de 115 clubes de todo o país. O CEN foi representado pelos nadadores Rita Caldeira e Gonçalo Costa. Ambos competiram nas provas de velocidade de 50m e 100m Livres, onde demonstraram garra, evolução técnica e o resultado do forte trabalho desenvolvido ao longo da época desportiva.
Num universo altamente competitivo, os atletas elvenses alcançaram os seguintes resultados de relevo: Rita Caldeira: 49.º lugar nos 50m Livres (32,40s) entre 87 nadadoras; 62.º lugar nos 100m Livres (1:11,42s) num total de 94 participantes. Gonçalo Costa: 45.º lugar nos 50m Livres (29,77s) num grupo de 57 atletas; 49.º lugar nos 100m Livres (1:05,02s) entre 54 competidores.
A direção do Clube Elvense de Natação destaca que a presença neste campeonato nacional reforça o compromisso do clube com a formação desportiva de excelência.
O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu, na passada terça-feira, 21 de julho, a necessidade de acelerar a concretização de grandes investimentos públicos, apontando a Barragem do Pisão como um exemplo dos prejuízos económicos e territoriais causados pelos atrasos na execução de obras estruturantes.
As declarações foram feitas em Campo Maior, à margem da inauguração da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, uma infraestrutura aguardada pelos agricultores há cerca de 25 anos.
Para o governante, os atuais processos administrativos e judiciais associados à execução de grandes projetos são demasiado morosos, comprometendo o desenvolvimento dos territórios e aumentando significativamente os custos das obras.
“Temos que acelerar investimentos. É uma eternidade para ter uma declaração de impacte ambiental, é uma eternidade para se avançar com o concurso público. Nós temos que ser mais rápidos, no interesse do território, das pessoas e dos contribuintes”, afirmou.
Barragem do Pisão utilizada como exemplo dos custos da demora
José Manuel Fernandes considerou que a Barragem do Pisão ilustra bem os efeitos das sucessivas interrupções e atrasos no processo. Embora reconheça como legítimas as decisões dos tribunais e as posições assumidas pelas associações ambientalistas, sustentou que o prolongamento da obra terá custos elevados para o país.
“No final, quando fizermos as contas, vamos ver que a barragem foi feita, que teve um custo brutal, muito superior, e foi paga pelos portugueses, além do custo de oportunidade que se perdeu porque deixámos de a ter mais cedo, o que era extremamente importante para a população”, afirmou.
O ministro voltou ainda a criticar aqueles que, na sua perspetiva, se opõem à ocupação e valorização do território, referindo que o “impressiona muito quem preferia o deserto à ocupação do território”.
Agricultores, autarcas e empresários são “autênticos heróis”
Durante a intervenção, José Manuel Fernandes destacou igualmente o papel dos agricultores, autarcas e empresários, classificando-os como “autênticos heróis” pela capacidade de resistência perante os obstáculos burocráticos.
“Eu estou ministro da Agricultura porque existem agricultores. Todos aqueles que trabalham na área da agricultura só têm esse trabalho porque existem agricultores. Nós temos a missão de apoiar a agricultura, apoiar os agricultores e os contribuintes”, afirmou, acrescentando que a burocracia e os entraves administrativos representam “um prejuízo para Portugal e para os portugueses”.
Ministro identifica o Estado como um dos principais entraves
O governante identificou o próprio Estado como um dos principais fatores de bloqueio à concretização dos investimentos, embora reconheça que parte da legislação decorre de diretivas europeias que, segundo disse, estão atualmente em processo de revisão para simplificação.
Defendeu, por isso, uma mudança de cultura na Administração Pública, sustentando que os serviços devem procurar viabilizar os processos, desde que respeitem a legislação e o interesse público, em vez de privilegiar razões para os rejeitar.
Apelo à simplificação e à aceleração dos processos
“O que nós temos que fazer é ter legislação que concilie competitividade, sustentabilidade ambiental e coesão territorial e termos processos de decisão mais rápidos. Uma declaração de impacte ambiental não pode demorar cinco anos, uma decisão judicial não pode demorar 20. Os concursos públicos também demoram uma eternidade”, afirmou.
José Manuel Fernandes concluiu defendendo reformas que permitam acelerar os procedimentos administrativos e judiciais, garantindo simultaneamente o cumprimento da legislação e a salvaguarda do interesse público.
A Rua da Mouraria de Cima, uma das cerca de uma centena de artérias de Campo Maior que, entre 8 e 16 de agosto, se transformará num autêntico jardim de flores de papel, vive o intenso trabalho de preparação para as Festas do Povo. Entre cortes, dobragens e montagens, o espírito de entreajuda mantém-se bem vivo, apesar das dificuldades em reunir voluntários suficientes.
À frente da organização dos trabalhos de ornamentação da rua estão Lucila Meira e Rute Pingo, que, curiosamente, não residem na Mouraria de Cima, mas que continuam profundamente ligadas ao local. Já em 2015 tinham sido também elas as cabeças de rua.
Lucila Meira explica que aceitou novamente o desafio de ser cabeça de rua para garantir que aquela artéria não ficava de fora da festa. “A minha rua não é esta, mas estou aqui a trabalhar e então juntei-me às vizinhas aqui da rua e demos o nome para ser cabeça de rua. Não havia mais quem quisesse ser cabeça de rua. Para a rua se arranjar alguém tinha que ser cabeça de rua e encarregar-se disso e nós tomámos essa decisão”, revela.
Já Rute Pingo recorda a ligação de décadas à rua, onde teve um comércio durante muitos anos: “Eu não moro aqui, mas tive aqui um comércio durante 30 anos e, por isso, considero a rua como minha.”
Moradores de outras ruas ajudam a colmatar a falta de voluntários na Mouraria de Cima
Uma das novidades deste ano é o reforço da equipa com pessoas de outras ruas da vila, uma situação pouco habitual, mas que surge como resposta à diminuição do número de participantes locais.
Segundo Rute Pingo, cerca de 20 pessoas estão envolvidas nos trabalhos, embora apenas uma parte pertença efetivamente à Rua da Mouraria de Cima. “Nos outros anos nunca vinha gente de fora da rua. Este ano é que está a acontecer isso, porque a rua cada vez vai tendo menos pessoas para fazerem as coisas. Então este ano houve um grupo de pessoas e um grupo de jovens que se prontificaram para nos vir ajudar”, adianta.
Trabalho em equipa e partilha de conhecimentos
Apesar da exigência do trabalho, o ambiente é marcado pelo consenso e pela colaboração. Depois de definido o projeto decorativo da rua, todos participaram na escolha das cores e aprenderam as técnicas necessárias para criar as tradicionais flores de papel.
Rute Pingo destaca o papel de uma moradora experiente, que transmitiu os conhecimentos ao restante grupo. “Aqui não se briga, chega-se a um acordo. Depois de termos o projeto da rua, combinámos as cores que queríamos, tudo num tom mais de rosa. Depois há uma pessoa aqui na rua, a vizinha Zica, que sabe fazer as flores e que nos ensinou. Foi ela que nos deu os moldes e ensinou a fazer a montagem das flores”, refere.
O futuro da tradição depende das novas gerações
Embora o entusiasmo continue presente, as responsáveis admitem alguma preocupação com o futuro das Festas do Povo, numa altura em que a população envelhece e se torna mais difícil encontrar quem assuma a responsabilidade de organizar as ruas. Para Lucila Meira, a continuidade desta tradição centenária dependerá da disponibilidade dos mais jovens.
“É uma festa já muito antiga e nós queríamos que isto não acabasse, mas há pouca gente para trabalhar e não sei se conseguimos que se façam novamente as festas. Tudo depende da mocidade, porque os mais velhos vão partindo e os mais novos é que têm de apanhar essa responsabilidade. Desde que eles queiram, tudo se consegue”, garante.
O orgulho de ver a rua brilhar
Apesar do cansaço acumulado pelas longas horas de trabalho, a motivação mantém-se intacta. O objetivo é simples: fazer da Rua da Mouraria de Cima uma das mais bonitas das Festas do Povo.
Lucila Meira não esconde o orgulho pelo trabalho desenvolvido e a vontade de voltar a surpreender quem visitar Campo Maior. “A nossa rua normalmente fica sempre mais bonita e este ano esperamos que o nosso trabalho seja também dos melhores. Para isso, nós temos de lutar para que isso aconteça. As nossas coisas são sempre melhores que as outras. Portanto, a rua, embora não seja nossa, temos orgulho que fique mais bonita. Esperamos aproveitar o trabalho que temos aqui, embora o cansaço nos esteja a querer vencer, mas nós não nos queremos deixar vencer pelo cansaço”, remata.
Elvas assinalou, no final de junho, os 14 anos da classificação como Património Mundial da UNESCO. A distinção, atribuída em 2012, continua a projetar a cidade além-fronteiras e a atrair visitantes.
Mas será que os elvenses consideram que este reconhecimento tem sido bem aproveitado? A Rádio ELVAS saiu à rua para ouvir a opinião dos ouvintes.
Um dos entrevistados reconhece que a classificação contribuiu para o aumento do turismo e para a requalificação de alguns espaços, mas considera que os benefícios económicos ainda ficam aquém do esperado. “Sinto que há muito mais movimento a nível do turismo”, afirma, embora considere que o dinheiro deixado pelos visitantes “fica aquém”. Por outro lado, refere que se “tem notado que há requalificação” do património.
Também houve quem destacasse o potencial ainda por aproveitar. Uma elvense descreve Elvas como “uma cidade extraordinária”, mas entende que continua “muito pouco explorada a nível cultural e mesmo ao nível do seu próprio património”, defendendo que “Elvas tem muito mais para dar”.
Outros ouvintes sublinham os efeitos positivos da distinção da UNESCO. Uma das entrevistadas considera que a classificação “trouxe muito turismo” e que a cidade está “mais viva”, com “mais pessoas na rua”, acrescentando que o património “está muito valorizado”.
Na mesma linha, outro elvense refere que a diferença é evidente quando comparada com o período anterior à classificação, apontando o crescimento da restauração, das dormidas e do número de visitantes que chegam em excursões. Apesar disso, considera que continua a existir património pouco valorizado, defendendo uma maior aposta na promoção do património religioso, através da criação de uma rota dedicada às igrejas da cidade.
As opiniões recolhidas pela Rádio ELVAS revelam, assim, que a população reconhece a importância da classificação de Elvas como Património Mundial da UNESCO e o impacto positivo que esta teve na cidade. Ainda assim, muitos consideram que há áreas onde é possível reforçar a valorização e promoção do património local.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo promove esta quinta-feira, 23 de julho, uma iniciativa de “Portas Abertas” no Bloco Operatório do Hospital de Santa Luzia, em Elvas.
Com a iniciativa, a ULS do Alto Alentejo pretende aproximar a comunidade e os profissionais de saúde da realidade do bloco operatório, promovendo a confiança, a literacia em saúde e a humanização dos cuidados.
Durante a visita, os participantes terão oportunidade de conhecer a requalificação realizada no Bloco Operatório, descobrir o modo de funcionamento, os circuitos e as tecnologias utilizadas, bem como esclarecer dúvidas e contactar diretamente com a equipa de profissionais.
O programa divide-se em dois momentos distintos. Entre as 10h00 e o meio-dia, decorre uma sessão dedicada às crianças, articulada com instituições escolares, que inclui atividades pedagógicas e visitas orientadas ao Bloco Operatório. A ação pretende fomentar, desde cedo, a literacia em saúde, despertando a curiosidade e promovendo o conhecimento sobre o ambiente hospitalar.
Já entre as 14h00 e as 15h00, a iniciativa é dirigida aos profissionais de saúde da ULS Alto Alentejo, proporcionando um momento de partilha, integração e conhecimento da organização e funcionamento do espaço.
Segundo a ULS Alto Alentejo, o projeto assenta na ideia de que “conhecer é o primeiro passo para confiar”, reforçando a importância da proximidade com a comunidade e da valorização das equipas de saúde.