Festas do Povo: promessa feita há 11 anos inspira decoração de uma das ruas de Campo Maior

Onze anos depois da última edição das Festas do Povo, Diana Rabaça voltou a assumir, juntamente com as amigas e vizinhas Eunice Vieira e Margarida Orelhas, a responsabilidade de liderar o grupo que está a dar vida ao primeiro troço da Rua de Badajoz, em Campo Maior. Entre flores de papel, serões de trabalho e uma promessa feita às filhas há mais de uma década, o trio prepara uma decoração que promete surpreender os visitantes.

Às três cabeças de rua juntam-se familiares e amigos, que ajudam no delicado trabalho de transformar papel em milhares de flores, mantendo viva uma tradição que continua a ser feita sobretudo durante os serões ou, quando o tempo escasseia, em casa.

De acordo com Diana Rabaça, esta é já a terceira vez que as três assumem a liderança do troço, depois de terem recebido o testemunho de uma antiga vizinha. “A cabeça de rua era a nossa vizinha Ana, em edições mais antigas. Depois, nas últimas duas edições, passou-nos o testemunho. Como éramos novas aqui na rua, casámo-nos e viemos para aqui viver, passou-nos essa responsabilidade. Teve de ser, ou sim ou sim. Aqui não há hipótese”, refere, entre sorrisos.

Falta de material atrasou o arranque dos trabalhos

Os trabalhos arrancaram apenas em abril, apesar da intenção inicial de começarem em janeiro. A falta de material acabou por atrasar o processo, obrigando o grupo a interromper, por diversas vezes, a produção das flores.

“Supostamente era para começarmos em janeiro, mas não havia material suficiente. Acabámos por começar em abril. Depois voltou a faltar material e tivemos de parar outra vez”, refere Diana, que lembra ainda a dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional com este trabalho de dedicação às flores de papel. “As três trabalhamos, temos horários complicados e nem sempre é fácil acompanhar o ritmo. Muitas vezes só conseguimos trabalhar à noite, depois de chegarmos a casa”, assegura.

Uma promessa feita às filhas há 11 anos

O tema escolhido para a decoração continua em absoluto segredo, como manda a tradição. No entanto, as três responsáveis revelam que a inspiração nasceu há precisamente 11 anos, por iniciativa das filhas de duas das cabeças de rua.

“A escolha do tema foi culpa das nossas filhas, a Leonor e a Catarina. Na última edição perguntaram-nos por que nunca tinha existido uma rua dedicada a este tema. Prometemos-lhes que, quando houvesse novas festas, seria esse o tema escolhido. E estamos agora a cumprir essa promessa.”

Um sonho adiado pela pandemia

Na verdade, o projeto estava praticamente concluído desde a última edição. Com o cancelamento das festas durante a pandemia de Covid-19, o plano acabou por ficar guardado durante mais de uma década. “Quando terminaram as últimas festas, nós já tínhamos o projeto desta edição pensado. Já estava feito, com desenhos e tudo. Era para avançar na edição que acabou por não acontecer por causa da pandemia. Fizemos apenas algumas alterações, mas o tema manteve-se. Na altura elas eram muito pequeninas, mas foram elas que escolheram”, relatam.

Além da dedicação de meses de trabalho, há um significado especial associado à decoração deste ano: proporcionar às filhas a oportunidade de viverem plenamente as Festas do Povo, agora já adolescentes e capazes de compreender toda a essência da tradição.

“A nossa rua é sempre a mais bonita porque é nossa”

Convictas de que a Rua de Badajoz será uma das grandes atrações desta edição, as três responsáveis não escondem o orgulho no trabalho realizado. “A nossa rua é sempre a mais bonita porque é nossa. É onde está o nosso suor, o nosso trabalho, a nossa dedicação.” E acrescentam, entre risos: “Este ano esmerámo-nos ainda mais. Talvez por termos menos tempo, acabámos por nos dedicar ainda mais. Tem um sabor especial porque é a concretização de um desejo das nossas filhas. Elas mal se lembram da última edição e este ano vão viver verdadeiramente as festas. É também uma passagem de testemunho”, rematam.

Morreu o cantor e compositor Luís Represas aos 69 anos

Morreu Luís Represas aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A informação foi avançada na manhã desta quarta-feira, 22 de julho, pela agência Sons em Trânsito.

O cantor e compositor, a par do seu trajeto a solo, era conhecido pela sua carreira com o Trovante, que tinham voltado aos palcos recentemente e que tinham em “125 azul”, “Perdidamente” e “Timor” alguns dos seus temas mais conhecidos.

Nascido em Lisboa, em novembro de 1956, Luís Paulo Fontes Represas formou o Trovante em 1976, com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa. O primeiro disco, “Chão Nosso”, saiu no ano seguinte. A solo, a estreia aconteceu em 1993, com o álbum “Represas”.

Luís Represas tinha espetáculos de celebração de 50 anos de carreira agendados para abril de 2027 nos coliseus de Lisboa e Porto.

Em 2005, o artista foi distinguido com a Ordem de Mérito – Grau de Comendador pelo Estado Português. Atualmente, Represas apresentava, na CMTV, o programa “Língua Mãe”, de divulgação da música portuguesa.

No ano passado, Luís Represas esteve em Elvas, juntamente com Marisa Liz, integrando o espetáculo comemorativo do 13º aniversário da classificação da cidade como Património Mundial da Humanidade (ver aqui).

Colaborou com Fausto Bordalo Dias, José Afonso, Carlos do Carmo, Bernardo Sasseti, Pablo Milanés, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Jorge Palma, Phil Collins, Compay Segundo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown, entre tantos outros.

Na sequência da luta pela causa timorense, foi convidado pelo Presidente Jorge Sampaio para o acompanhar na visita oficial a Timor-Leste. Mais tarde, seria condecorado com a Medalha da “Ordem de Timor-Leste” pelo Presidente Taur Matan Ruak.

Em 2005 foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito – grau de Comendador. Com incursões criativas noutras áreas, em 2010 edita o livro infantil “A coragem de Tição”, incluído no Plano Nacional de Leitura.

Em 2019 a direção da Sociedade Portuguesa de Autores atribui a Luís Represas o Prémio Pedro Osório pelo disco “Boa Hora”. Atualmente, para além de uma agenda regular de espetáculos apresentava o programa de televisão “Língua Mãe”.

Represas deixa quatro filhos: João Nicolau e Carolina, do casamento com Maria Cristina Thorbjornsen, e Nuno e José Alberto, do casamento com Margarida Pinto Correia.

A informação relativa às cerimónias fúnebres será oportunamente disponibilizada.

Parceria inovadora garante ATL de Verão para alunos com necessidades especiais em Elvas

A APPACDM e o Município de Elvas estabeleceram uma parceria inédita para assegurar um ATL de Verão destinado a alunos com necessidades educativas especiais, integrados nos Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) das escolas locais.

Este projeto, que decorre ao longo deste mês de julho, responde a um problema recorrente de dezenas de famílias que, com a chegada das férias escolares, não tinham onde deixar os seus filhos enquanto trabalham.

“Sempre foi uma grande preocupação nossa e dos pais. Conseguimos estruturar esta resposta para garantir que estes jovens continuam a ter uma rotina ativa, com atividades adaptadas e acompanhamento especializado”, explica o presidente da APPACDM de Elvas, Luís Mendes.

O presidente da instituição faz um balanço muito positivo desta fase de arranque, destacando que “o feedback dos encarregados de educação tem sido excelente, o que prova a extrema necessidade deste projeto pioneiro na cidade”.

Apostador português conquista segundo prémio do Euromilhões

Não houve totalistas no sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 21 de julho, sendo que na sexta-feira, dia 24, estará em jogo um jackpot de 70 milhões de euros.

O segundo prémio, de 250.104,36 euros, saiu a três apostadores, um deles em Portugal. O terceiro, de 58.453,51 euros, foi conquistado por dois jogadores com aposta registada no estrangeiro.

A chave vencedora do sorteio de ontem era composta pelos números 2, 3, 8, 28 e 39 e as estrelas 2 e 11.

A informação apresentada não dispensa a consulta dos resultados oficiais no portal dos Jogos Santa Casa.

Sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter registado em Évora, sentido em Elvas

Um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter foi registado na madrugada desta quarta-feira, 22 de julho, em Évora, tendo sido sentido em Elvas e em vários pontos da região Alentejo.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o abalo teve epicentro cerca de 10 quilómetros a sul-sudeste de Évora e foi registado às 01h22 pelas estações da Rede Sísmica do Continente.

O sismo, que não provocou danos pessoais ou materiais, “foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) no concelho de Évora”.

Uma intensidade III significa que o sismo é percetível sobretudo no interior dos edifícios, podendo fazer oscilar objetos suspensos e provocar uma vibração semelhante à causada pela passagem de veículos pesados.

Na escala de Richter, um sismo de magnitude 3,6 é classificado como pequeno.