
A vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, Margarida Paiva, apresentou várias questões e tomou posição sobre diversos pontos da ordem de trabalhos durante a reunião do executivo realizada esta quarta-feira, dia 24 de junho.
Segundo um comunicado divulgado pelo PSD, no período antes da ordem do dia, a eleita social-democrata solicitou esclarecimentos sobre várias matérias relacionadas com a gestão municipal. Entre as questões colocadas estiveram a afetação de uma viatura adquirida por ajuste direto, no valor de 43.902,43 euros mais IVA, o ponto de situação da Rua Manuel Gomes Estela, o funcionamento do sistema de ar condicionado da Biblioteca Municipal e o número de espetáculos já realizados no Coliseu de Elvas.
Margarida Paiva questionou ainda a divulgação do espetáculo comemorativo do aniversário da classificação patrimonial, as condições do piso das piscinas municipais, alegadamente responsável por ferimentos em utilizadores, e a representação do concelho na iniciativa das 7 Maravilhas, lembrando que “todas as outras câmara fizeram-se representar pelo respetivo executivo”.
A vereadora apresentou também um conjunto de recomendações que considerada urgentes, nomeadamente a limpeza de sarjetas, a intervenção no passadiço do Ribeiro do Cancão, na zona verde do loteamento da Horta de D. Pedro, a clarificação sobre a responsabilidade pela manutenção da Estrada das Fontainhas e a notificação dos proprietários de lotes na Carvalha para procederem à limpeza dos terrenos e ao controlo de árvores afetadas pela lagarta do pinheiro.
Durante a ordem de trabalhos, a autarca colocou questões relacionadas com um processo disciplinar em curso. Quanto às votações, anunciou ter votado favoravelmente o apoio ao ATL da ARKUS, bem como a realização de um estudo sobre a trajetória tarifária dos resíduos urbanos. Em sentido contrário, votou contra a revisão orçamental apresentada.
No comunicado, o PSD destaca ainda a posição assumida relativamente a um pedido de apoio financeiro apresentado por uma associação do concelho para pagamento de IRC à Autoridade Tributária. Margarida Coelho de Paiva votou contra a atribuição desse apoio, considerando que se está “a usar dinheiro dos munícipes para transferir para o Estado pagar ao próprio Estado”.
A vereadora afirma que o associativismo deve continuar a ser apoiado, mas defende maior rigor na análise dos pedidos de subsídio e das respetivas justificações. No mesmo documento, critica o facto de o Partido Socialista ter aprovado o apoio financeiro solicitado.
A eleita social-democrata votou ainda favoravelmente os apoios à Juventude Desportiva da Terrugem e à Associação Voz Amiga, embora tenha apresentado declarações de voto em ambos os casos. Segundo refere, pretende ter acesso a toda a documentação que acompanha os pedidos de subsídio para poder votar “em consciência”.
Margarida Paiva sublinha ainda que o ato de questionar o executivo municipal faz parte do mandato que lhe foi confiado pelos eleitores, rejeitando a ideia de que essas intervenções constituam uma forma de obstrução à atividade da Câmara.















