
O Festival do Crato não é apenas música; é também um caso de sucesso na logística e no respeito pelo ambiente. Em entrevista à Rádio Elvas, o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Diogo, revelou que, na última edição, mais de 30 mil passageiros utilizaram os transportes públicos para chegar ao recinto, um hábito que a autarquia quer reforçar entre 26 e 29 de agosto.
O plano logístico desenhado para 2026 volta a assentar em parcerias estratégicas com a CP e a Rede Expressos, garantindo descontos nas viagens a quem tiver bilhete para o festival. No Alto Alentejo, a rede de transportes rodoviários vai cobrir quase todo o território com mais de nove circuitos.
Os resultados desta aposta deixam o autarca satisfeito e espelham uma mudança de mentalidade no público.
“Num núcleo de venda entre os 65 mil e 70 mil bilhetes do ano anterior, a Rodoviária do Alentejo transportou mais de 30 mil passageiros durante os quatro dias do festival. Isso é um sinónimo de que as pessoas também vão mudando os seus hábitos, desde a sua responsabilidade daquilo que é o contexto ecológico, utilizando transportes públicos, mas também pela sua segurança. E é esse apelo que quero deixar”, sublinha Joaquim Diogo.
Segurança apertada para acolher jovens de todo o país
Sendo um evento que atrai uma “grande multidão” e que funciona como o momento oficial de “fechar o verão” para milhares de jovens da região e do país, a segurança é uma das prioridades absolutas do município.
“Montámos também um grande sistema de segurança, acima de tudo com a nossa Guarda Nacional Republicana (GNR), claro, com a segurança privada e também com os paramédicos e os nossos bombeiros, que espero que esteja à altura deste evento, como tem estado nos últimos anos”, assegura o edil, reforçando que o grande objetivo é que “as pessoas venham ao Crato para ser felizes”.
O interior a fazer “coisas fantásticas”
Com o cartaz praticamente fechado — onde pontuam nomes como Callum Scott, Kalema, Slow J, Ivandro e a dupla de youtubers Os Primos —, Joaquim Diogo vê no festival uma afirmação de resiliência e capacidade do Alentejo.
“É também uma resposta de uma pequena terra do interior, de um pequeno país, a dizer que conseguem fazer coisas fantásticas para pessoas maravilhosas”, orgulha-se o autarca. Para além do palco principal, os visitantes vão poder usufruir da zona de campismo ocasional com acesso ao Parque Aquático e da 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia, que este ano promete “algumas surpresas” para reviver quatro décadas de história.







