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Investimento do Grupo Nabeiro reforça liderança ibérica e ambição global a partir de Campo Maior

O reforço do investimento industrial do Grupo Nabeiro, em Campo Maior, marca uma nova etapa de crescimento da empresa, que ambiciona afirmar-se entre as maiores do mundo no setor do café, com o objetivo de chegar ao top 10. A modernização inclui “um novo armazém de café verde, novos silos, novas linhas de embalamento e de cápsulas e um novo parque de energia renovável”, permitindo “duplicar a capacidade e passar a ser a maior fábrica da Península Ibérica”, destacou Rui Miguel Nabeiro.

O responsável sublinhou ainda a aposta na inovação e internacionalização: “O grupo inova e cria a Delta Venture com start-ups” e deixou claro que “estar no top 10 não é só um desejo, representa uma decisão de continuar a crescer a partir daqui”. Apesar da possibilidade de deslocalização, reforçou a aposta no território: “Podíamos descentralizar a produção, mas Portugal tem talento e capacidade. O interior do país desertifica-se e não é um problema só do Alentejo. Campo Maior resiste porque existe aqui uma âncora — uma empresa cresce e tem obrigação de fazer crescer o espaço onde existe, seguindo o,legado do meu avô”. E concluiu com o objetivo: “Chegar ao top 10 mundial a partir de Campo Maior, do Alentejo e de Portugal, para levar Portugal mais longe. O futuro faz-se com empresas que não esperam, fazem”.

Também João Manuel Nabeiro, chairman do Grupo Nabeiro, destacou o simbolismo do momento: “É com enorme alegria que hoje os recebemos em Campo Maior. A presença de todos, e em especial do primeiro-ministro, deixa-nos cheios de orgulho”. O responsável revelou que o grupo “investiu mais de 20 milhões de euros para reforçar e modernizar a empresa”, acrescentando: “Estamos a duplicar a capacidade de produção e a ficar mais preparados para os mercados onde estamos e onde queremos estar, com um crescimento sólido e ambicioso”. Sublinhou ainda o compromisso territorial: “Este é um investimento no território, um sinal claro de confiança em Campo Maior e no Alentejo. O futuro constrói-se a partir do interior de Portugal, de Campo Maior para o mundo”.

Na vertente institucional, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, evocou o legado do fundador: “O comendador Rui Nabeiro deixou-nos um legado. Caminhou lado a lado com a comunidade local”. Defendeu ainda o papel das empresas na coesão territorial: “As empresas são um parceiro estratégico de coesão com o território. A Delta não deve ser uma exceção”. E acrescentou: “No âmbito das relações transfronteiriças, a Eurocidade entre Campo Maior, Elvas e Badajoz (EUROBEC) é um exemplo de aproximação e eliminação de barreiras. Aqui constrói-se uma Europa mais próxima dos cidadãos, sendo necessário criar condições para instalar mais empresas como a Delta Cafés”.

Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, alinhou com as mensagens deixadas, afirmando: “Tenho a tarefa facilitada, pois subscrevo as mensagens aqui deixadas. Isto mostra esperança e confiança de que vale a pena tomar opções estratégicas com resultados”. Destacou ainda a cultura empresarial herdada (do comendador Nabeiro): “Acreditar que é possível ter uma grande empresa em Campo Maior, desenvolvendo um projeto com os trabalhadores e em proximidade com a região e o setor social”.

O chefe do Governo reforçou a importância de políticas públicas favoráveis ao investimento: “O Estado deve facilitar a vida dos cidadãos e das empresas. Apostamos num modelo fiscal previsível e que simplifique a vida das empresas”. Anunciou ainda medidas para o território: “Vamos realizar um Conselho de Ministros em Beja. Temos o objetivo de ligar todas as capitais de distrito por autoestrada”, apontando soluções para Portalegre que pode ligar à A23 a norte ou à A6, por Estremoz e Beja com a ligação em curso, bem como investimentos na agricultura, regadio e armazenamento de água.

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