As bancadas repletas e o som constante das licitações, tanto presenciais como digitais, marcaram esta sexta-feira, 24 de abril, o Leilão Anual da Coudelaria de Alter. O evento, que é já um marco histórico no calendário equestre, confirmou a vitalidade do Cavalo Lusitano e a sua crescente projeção internacional, atraindo investidores de todo o globo para o coração do Alentejo, a partir de Alter do Chão.
O rigor da seleção deste ano ficou espelhado na lista oficial de exemplares, onde a linhagem e a morfologia ditaram preços base ambiciosos. Na categoria de fêmeas, a lista de éguas incluiu exemplares como “Salina e Silarca, ambas com o preço base mais elevado do lote feminino, fixado em 17.500 euros, seguidas pela Sijuca a 15 mil e a Requintada a 12.500 euros. O catálogo apresentou ainda opções entre os nove e os cinco mil euros.
Já no lote dos cavalos, a competitividade foi ainda mais notória, com destaque para o histórico e a funcionalidade de cada animal. A lista de machos apresentou “o Gniqui como o exemplar com o valor base mais alto, arrancando nos 20 mil euros, acompanhado de perto pelo Solar e Salinero, ambos com base de 17.500 euros. O catálogo incluiu também o Sabido (15 mil), Soberbo e Sábio (ambos a 12.500 euros) entre os mais bem cotados, a fechar o lote de machos, estiveram dois exemplares de Puro-Sangue Árabe Ritual e o Safado, ambos com uma base de licitação de 7 mil euros.
Um Compromisso do Governo com a Excelência
João Moura
Presente no evento, o Secretário de Estado da Agricultura e Pescas, João Moura, sublinhou a importância estratégica da Coudelaria de Alter enquanto guardiã de um património vivo.
Para o governante, o sucesso do leilão é o reflexo de um trabalho intenso e de uma aposta clara do Executivo na raça Lusitana. “O cavalo Lusitano está a viver bons momentos fruto do trabalho realizado nesta Coudelaria Nacional, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo espaço”, afirmou João Moura.
O Secretário de Estado destacou a “versatilidade, docilidade e completude” da raça, lembrando que a genética de Alter está na génese de outras raças mundiais, como o Mangalarga Marchador no Brasil. “É um dos grandes símbolos nacionais. Este leilão é um dos expoentes máximos para levar ao mundo o que de melhor Portugal produz”, reforçou.
Símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa
Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, entidade gestora da Coudelaria de Alter Real, esclarece que “Este leilão reafirma o Cavalo Lusitano como um símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa, honrando o legado desta que é a mais antiga raça de sela do mundo”. O resultado deste leilão é o espelho perfeito do sentimento atual do mercado, a qualidade em detrimento da quantidade, e percebemos isso precisamente pelo número de vendas hoje registadas. As éguas foram vendidas acima dos preços base de licitação e o exemplar mais caro em leilão, o cavalo Gniqui, foi também vendido, representando assim que os clientes que procuram qualidade e performance compraram no Leilão de Alter Real.
A Missão da Coudelaria de Alter não é transacionar apenas cavalos, mas salvaguardar este valioso património genético que é o cavalo Lusitano, garantindo que a relevância social e histórica do Lusitano continua a gerar valor e prestígio para Portugal, nomeadamente através do turismo equestre”.
Internacionalização: 90% dos Licitadores são Estrangeiros
Para Francisco Beja, diretor da Coudelaria de Alter, este “dia aberto” é o culminar de um ano de rigorosa seleção. O responsável destacou a forte componente internacional que hoje define o evento: cerca de 90% dos licitadores inscritos são estrangeiros, vindos de mercados como os EUA, Brasil e Norte da Europa.
Francisco Beja
A digitalização tem sido a grande aliada, permitindo que a tradição de Alter chegue a qualquer parte do mundo em tempo real. “É o dia aberto, é o dia em que recebemos as pessoas, os players do mundo do cavalo. Recebemos os locais, recebemos os internacionais cada vez mais, portanto há muito público estrangeiro a vir ver o nosso leilão e a conhecer os nossos produtos. Os compradores são maioritariamente internacionais, ou seja, 90% dos licitadores inscritos são internacionais.”
Quanto ao impacto que este dia tem para além dos portões da Coudelaria, o diretor foi claro: “Ajuda em prol deste núcleo do norte alentejano, através da restauração, da hotelaria, enfim, porque adjacente às festas da vila, que também são muito importantes, a Feira de São Marcos, consegue-se criar aqui uma dinâmica na região superior e que ajuda na economia local, naturalmente.”
Francisco Beja concluiu lembrando que quem compra um cavalo em Alter está a levar parte da história: “A Coudelaria de Alter tem por missão a preservação do património genético, a preservação do património cultural que está adjacente a estas magníficas instalações e, ao fim e ao cabo, mais dois séculos de história e de seleção. É um produto de excelência do mundo rural.”
Impacto na Economia Local e Turismo
Para além da vertente genética e desportiva — onde o Lusitano ocupa já o 6.º lugar no ranking mundial de Dressage — o leilão é um motor económico para a região do Norte Alentejano. O evento gera uma dinâmica crucial na hotelaria e restauração, trabalhando em simbiose com as festas locais e a Feira de São Marcos.
A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, reafirma assim a sua missão de preservação do património genético e cultural, provando que, após dois séculos de história, o cavalo de Alter continua a ser um produto de qualidade superior e um embaixador inigualável do mundo rural português.
Destaques do Catálogo (Preços de Venda e Bases)
Dia Aberto da instituição, resultou na venda de 6 cavalos, gerando uma receita total de 75 mil e 200 euros, numa clara demonstração de que o mercado internacional privilegia agora a “qualidade em detrimento da quantidade”.
A Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano (ESDH) da Universidade de Évora (UÉvora) assinalou o seu 5.º aniversário, no dia 22 de abril. O grande Auditório do Colégio do Espírito Santo foi pequeno para acolher convidados, estudantes, professores, investigadores e funcionários da ESDH, que participaram na sessão comemorativa que celebrou a consolidação de um projeto que se tornou vital para a estratégia da Universidade e para o desenvolvimento da região.
A sessão começou com intervenções da Reitora, Hermínia Vasconcelos Vilar, da Presidente da Associação Académica, Ana Beatriz Calado, do Presidente do Conselho de Administração da ULSAC, Carlos Mateus Gomes, da Vereadora da Câmara Municipal de Évora, Carmen Carvalheira, e do Diretor da ESDH, Armando Raimundo.
“Uma unidade orgânica em expansão” – Reitora da UÉvora
A Reitora da UÉvora começou por realçar o trajeto que tem sido feito pela ESDH. “É uma unidade orgânica recente, mas que nos últimos cinco anos ganhou em dimensão, em novas formações, tanto de primeiro como de segundo ciclo”.
“É, na realidade, hoje em dia, uma unidade orgânica em expansão, com aumento no número de alunos e no número de docentes”, apontou, destacando “as últimas duas acreditações aprovadas, nomeadamente a licenciatura em Ciências Biomédicas e o mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas”.
“Para além disso, tem sido também um êxito em termos de procura dos alunos e das médias de entrada”, acrescentou, sublinhando “o perfil muito peculiar da ESHD, a nível nacional, que liga a área da saúde à área do desporto.”
“E tudo isto é feito a partir de Évora”, recordou a Reitora para destacar que “o país continua a ver-se de uma forma descontinuada. E, por isso, ao dizer que é feito a partir de Évora significa que é feito com muito mais esforço do que se estivesse noutro local qualquer do litoral. Na verdade, a descontinuidade com que se olha o território, faz com que uma cidade, que está a uma hora e um quarto de Lisboa, continue a ser um sítio onde é muito difícil e é necessária uma maior argumentação para que se olhe para aquilo que fazemos com os mesmos olhos e os mesmos critérios como se olha para aquilo que outras instituições fazem”.
Hermínia Vasconcelos Vilar alertou ainda para o “preconceito” com que se olha para as “Instituições com sede em territórios de baixa densidade” o que motivou aplausos na plateia. “E isso faz com que, na verdade, nós tenhamos que estar sempre a defender com muitos mais argumentos, critérios e fundamentação aquilo que fazemos”, apontou, afiançando que “na verdade, a qualidade não tem que ver com a geografia. A qualidade tem a ver com a qualidade dos nossos recursos humanos, dos nossos professores, dos nossos investigadores, do pessoal não docente, e obviamente dos nossos alunos”.
Na última nota da sua intervenção, a Reitora da Universidade de Évora abordou o “percurso” que a Instituição está a fazer para alcançar a acreditação do Curso de Medicina. “Para conseguirmos ter um Curso de Medicina na Universidade de Évora sabemos que é um percurso que não se assemelha a mais nenhuma acreditação”, revelou.
“O Curso de Medicina é muito particular, mas importa lembrar que a saúde não começa nem termina em Medicina. A saúde é muito mais do que isso, aliás como a nossa Escola de Saúde o prova. A Saúde prova-se pela existência das formações que temos na ESDH e pela qualidade de formação que temos na Escola de Enfermagem”, apontou a Reitora.
“Contudo, importa reafirmar que o Curso de Medicina é importante para o desenvolvimento do território e importa referir que embora não tenha sido ainda acreditado, vale a pena continuar a acreditar. Eu acho que neste momento temos condições para resolver as dúvidas colocadas, para que no futuro possamos ter o Curso de Medicina”, afiançou, reafirmando que “a saúde é mais que o Curso de Medicina e este será mais um complemento da oferta que a ESDH já tem. No entanto, tenho confiança e esperança que seremos capazes de completar este percurso nos próximos anos”.
“Parabéns a todos os docentes, investigadores, funcionários e alunos da ESDH”, desejou, apelando que “devemos ter orgulho da Escola que frequentamos e na Universidade pela qual optámos”.
“Esta Escola é muito importante” – Presidente da Associação Académica da UÉvora
A Presidente da Associação Académica da Universidade de Évora, Ana Beatriz Calado, deu os parabéns à ESDH, sublinhando que “esta Escola é muito importante”.
“Como estudante, é muito bom ver os docentes que esta Escola tem, pois são muito especiais. Para os alunos é uma sorte gigante terem estes docentes e espero que aprendam muito com eles”, referiu.
Na intervenção, a dirigente associativa sublinhou ainda que o percurso académico deve integrar momentos de partilha e socialização, como forma de prevenir situações de isolamento.
“Ter o Curso de Medicina na UÉvora penso que será uma realidade, provavelmente no ano letivo de 2028/2029” – Presidente da ULSAC
O Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), Carlos Mateus Gomes, cumprimentou a ESDH pelo “dia de festa e de felicidade pelo 5.º aniversário.”
Referindo-se ao futuro próximo, o responsável indicou o dia 31 de dezembro de 2027 como uma data de “felicidade”, pois é a previsão do início de atividade do novo Hospital Central do Alentejo.
“Ter o Curso de Medicina na UÉvora penso que também será uma realidade, provavelmente no ano letivo de 2028/2029”, acrescentou Carlos Mateus Gomes.
Já a vereadora da Câmara Municipal de Évora, Carmen Carvalheira, felicitou a ESDH, sublinhando a sua vitalidade, como o repleto auditório repleto de jovens estudantes.
Carmen Carvalheira afirmou que o futuro Hospital Central do Alentejo representa um projeto estruturante para a ligação entre o ensino superior e o setor da saúde na região. “O Hospital Central é de facto a grande responsabilidade que vão ter pela frente. É um hospital que se quer um hospital universitário”, afirmou.
A responsável defendeu a necessidade de reforçar a cooperação entre organismos locais, regionais e nacionais, apontando esse caminho como essencial para concretizar projetos estruturantes.
Diretor da ESDH olhou para o futuro “com esperança”
A fechar a mesa de honra, o diretor da ESDH, Armando Raimundo, após os cumprimentos institucionais, sublinhou que “este é um dia de festa, que aproveitamos para celebrar não apenas aquilo que já alcançámos, mas também encetar novas metas e sonhar mais alto”.
Fazendo um balanço dos últimos cinco anos, Armando Raimundo referiu que, “no domínio da formação, iniciámos as Ciências Biomédicas e da Saúde, o mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas, o mestrado em Tecnologia no Desporto e na Saúde e o mestrado em Ciências Biomédicas, além de todas as microcredenciais que temos oferecido anualmente aos profissionais que estão no terreno”.
Armando Raimundo apontou também que “a nossa aspiração de oferecer o mestrado integrado em Medicina ainda não foi concretizada. Digo ainda porque tenho a plena convicção que esta aspiração será coroada de êxito. Estamos a trabalhar para apresentar uma proposta sólida e bem fundamentada”, afiançou, destacando o “papel importante que a ULSAC terá neste nosso grande objetivo”. “Sem dúvida nenhuma que o Hospital Central do Alentejo será um Hospital Universitário”, concluiu.
No que respeita à investigação o diretor da ESDH sublinhou que “os nossos investigadores têm sido bem sucedidos, com vários indicadores que atestam a relevância da produção de ciência na nossa Escola”, tendo destacado “o crescimento da nossa intervenção na comunidade, pois não faz sentido produzir conhecimento que não possa ser aplicado em benefício de todos. As nossas intervenções abrangem desde as crianças até aos idosos institucionalizados”.
“No balanço dos últimos anos, agradeço a toda a equipa da reitoria, que foi um pilar fundamental no nosso crescimento”, referiu Armando Raimundo, estendo o agradecimento a toda a Universidade, em particular à ESDH.
O diretor da ESDH olhou ainda para o futuro “com esperança”, tendo partilhado sete pontos que enquadram os desafios que se aproximam.
“O Mestrado Integrado em Medicina”, foi o primeiro desafio elencado, seguido pelo “novo Pólo da Saúde, que será construído ao lado do Hospital Central do Alentejo, para o qual será necessário captar cerca de 60 milhões de euro”
“A Cidade do Desporto, junto ao Pólo da Saúde, que melhorará o ensino e a educação e dotará Évora de melhores infra-estruturas para a prática desportiva”, foi o terceiro desafio apontado, tendo sido referido que “temos o sonho de que Évora tenha um centro de alto rendimento, nomeadamente na área do desporto adaptado e paraolímpico”.
“A formação ao longo da vida” foi o quarto desafio registado. O quinto foi dirigido aos estudantes: “não podemos ignorar a Inteligência Artificial, ferramenta importante, que deve ser usada de forma inteligente e crítica”.
“O sexto desafio são as parcerias”, apontou Armando Raimundo, tendo referido que, entre outras, uma parceria futura com a Fundação Champalimaud é “uma possibilidade”, através de um protocolo que “beneficie ambas as instituições”.
“As pessoas fazem as Instituições, e necessitamos de mais recursos”, referiu, por fim, o Diretor da ESDH, apontando como o último desafio para os próximos anos, o reforço das equipas.
No fim, Armando Raimundo deixou ainda uma palavra especial aos estudantes. “Encorajo-vos a todos a aproveitar a proximidade com o corpo docente”, tendo desafiado a terem uma participação ativa na Escola, a abraçar a experiência da mobilidade e a aprenderem uns com os outros, “desafiem-se mutuamente”.
O programa prosseguiu com um momento musical protagonizado por estudantes da Licenciatura em Ciências Biomédicas.
Depois o auditório escutou atentamente as intervenções institucionais da madrinha e do padrinho da ESDH para o ano letivo 2025/2026, respetivamente Maria Leonor Beleza, Presidente da Fundação Champalimaud, e Pedro Dias, Secretário de Estado do Desporto.
“Uma instituição com raízes profundas, mas com um olhar atento para o futuro” – Pedro Dias
Pedro Dias destacou na sua intervenção o papel da Escola e da Universidade no desenvolvimento do desporto e da formação no país. O governante sublinhou a capacidade da UÉvora aliar tradição e inovação. “É neste caminho que a Universidade de Évora tem um papel absolutamente central. Uma instituição com raízes profundas, mas com um olhar atento para o futuro”, afirmou.
Pedro Dias referiu que a ESDH representa um projeto com impacto na formação e na sociedade. “Celebramos um projecto que pretende formar pessoas capazes de pensar, agir e transformar o país através do desporto”, afirmou.
Na intervenção, o Secretário de Estado apontou o potencial de Évora para desenvolver projetos estruturados na área do desporto. “Évora tem todas as condições para afirmar um projecto desportivo estruturado, integrado e ambicioso”, afirmou, tendo defendido a criação de um “ecossistema desportivo sólido”, envolvendo universidade, clubes, federações e comunidade, com impacto local, regional e nacional.
Pedro Dias sublinhou ainda a importância da articulação entre diferentes entidades, incluindo o município, para reforçar a prática desportiva e criar mais oportunidades.
“É muito interessante o que a ESDH faz” – Maria Leonor Beleza
“Eu fiquei lisonjeada com o convite que tive da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano da Universidade de Évora para vir aqui hoje aceitar o repto de ser madrinha, o que significa, na minha ideia, conhecer aquilo que a escola faz e, de certa maneira, participar em colaborações que possam acontecer e para as quais, naturalmente, estou aberta”, referiu Maria Leonor Beleza, em declarações aos jornalistas.
“É muito interessante o que a escola faz, é muito interessante ter simultaneamente cursos na área da saúde e do desporto, áreas que estão ligadas de uma maneira muito especial. Percebo que a ambição da Escola é ir para além disso e vejo um espírito de inovação e de fazer coisas novas e de avançar com coisas mais difíceis e aprecio isso muito”, acrescentou.
A Presidente da Fundação Champalimaud deixou ainda a porta aberta para “uma colaboração” com a Universidade de Évora na área da investigação e da prestação de cuidados de saúde. “Nós apreciamos muito, na Fundação Champalimaud, a inserção no espaço nacional, a colaboração com instituições nacionais que façam coisas novas e, às vezes, difíceis e estamos abertos, naturalmente, a colaborar”, afiançou.
Reconhecimento académico
Seguiu-se a entrega de prémios, distinguindo docentes e estudantes da escola, incluindo o melhor aluno das licenciaturas, as melhores dissertações de mestrado e o melhor investigador do ano.
Receberam Prémios de Antiguidade: Professora Ana Cruz Ferreira (20 anos de serviço); Dra. Manuela Santos, Secretária da ESDH (30 anos de serviço); Dr. António Pelado- Técnico Superior da ESDH (30 anos de serviço).
Foram distinguidos pela Agregação: Prof. José Marmeleira- Depº Desporto e Saúde da ESDH; Profª Catarina Pereira – Depº Desporto e Saúde da ESDH; Profª Graça Santos – Depº Desporto e Saúde da ESDH.
Foi também distinguido o Investigador, Prof. Bruno Gonçalves – Depº Desporto e Saúde da ESDH.
O Prémio Prestígio foi atribuído ao Professor Manuel Lopes.
Como melhores alunos da Licenciatura 2024/2025 foram distinguidos: Matilde Almeida Sousa – Licenciatura em Ciências do Desporto; Ana Carolina Rodrigues Comba – Licenciatura em Reabilitação Psicomotora; Sofia Isabel Maia Fadista – Licenciatura em Ciências Biomédicas.
As melhores Dissertações de Mestrado em 2025 foram: Daniela Pina – Mestrado em Exercício e Saúde; Inês Margarida Miguel – Mestrado em Direção e Gestão Desportiva; e Ludimila Santos Barbosa – Mestrado em Tecnologia no Desporto e Saúde.
A sessão prosseguiu com Inês Margarida Rodrigues Miguel, do mestrado em Direção e Gestão Desportiva, que fez a apresentação da melhor dissertação de 2024/2025.
A iniciativa incluiu ainda a intervenção da representante dos estudantes, Sónia Costa, da licenciatura em Reabilitação Psicomotora, bem como a entrega das tradicionais orlas de curso aos finalistas de licenciatura e mestrado.
O programa encerrou com um momento gímnico dinamizado por alunos da Licenciatura em Ciências do Desporto.
As comemorações prolongaram-se ao final do dia, com o “Sunset ESDH”, que promoveu o convívio entre a comunidade académica.
A jornada final do 30º Torneio da Malha do Concelho de Elvas “João Brioso” realiza-se na manhã deste sábado, 25 de abril, e feriado nacional, na Praça da República, em Elvas, a partir das 9 horas.
Ao longo da manhã os participantes disputam o primeiro lugar em quatro escalões: seniores masculinos, para idades entre os 16 e os 69 anos; seniores femininos, para idades iguais ou acima de 16 anos; sub-15, para idades até aos 15 anos; e veteranos masculinos, para idades iguais ou acima de 70 anos.
Ao longo de dez jornadas mais de uma centena de inscritos atiraram ao xito para conquistar os lugares cimeiros, numa organização da Câmara Municipal de Elvas e Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, com o apoio das Juntas de Freguesia do Concelho e da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.
O Município de Elvas vai proporcionar, à semelhança daquilo que aconteceu nas restantes jornadas desta 30ª edição, transporte de ida e regresso aos participantes do torneio.
Numa iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), do Município do Crato e da União de Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, a população do Pisão teve um domingo, 19 de abril, diferente do que é habitual: foram conhecer a Aldeia da Luz, no concelho de Mourão.
Joaquim Diogo, Presidente do Conselho Intermunicipal, acompanhou a visita e explicou qual foi o objetivo da mesma: “Considerámos que era importante levar os habitantes do Pisão a conhecerem esta realidade. Para além do mediatismo que teve, há alguns anos, a implementação da Aldeia da Luz no âmbito da Barragem do Alqueva, queremos sobretudo que as pessoas olhem para os bons exemplos nos quais os nossos projetistas se podem basear, mas também, sem pudores, abordar o que correu menos bem nesta transição e tentar melhorar, de olhos postos no futuro imediato da nossa Barragem do Pisão”.
O grupo foi recebido no Museu da Luz pela Presidente da Junta de Freguesia local, Artur Farias e pelos representantes da empresa EDIA, empresa que gere a Barragem do Alqueva: Dimas Ferro e André Matoso. Depois de conhecerem este espaço, visitaram a aldeia e uma das habitações construída no âmbito do processo de realojamento da Barragem do Alqueva. Antes do regresso, foi efetuada uma sessão de esclarecimentos que decorreu com bastante dinâmica e com sugestões muito válidas, onde também esteve presente o Presidente do Município de Mourão, João Fortes. A NRV – Norvia, empresa encarregue de projetar a nova aldeia do Pisão, acompanhou também esta visita, tal como a Pró-Associação de Residentes e Proprietários do Pisão.
Esta viagem acontece na antecâmara da apresentação do Masterplan da Nova Aldeia do Pisão aos seus habitantes, que irá acontecer no próximo domingo, 26 de abril, pelas 10h30, no Auditório Municipal do Crato. Aqui, os projetistas irão apresentar os primeiros protótipos de moradias e aquela que será a planta preliminar da nova aldeia.
Para encerrar a iniciativa “Abril a Ler – Mês da Leitura” em Arronches, está agendada para domingo, dia 26 de abril, uma apresentação dedicada a uma figura histórica da região, no Convento de Nossa Senhora da Luz.
“Garcia Velez de Castelo Branco: a toga, a pluma e a espada. Um grande autor arronchense do século XVI e a sociedade do seu tempo” vai ser apresentado pelas 15 horas.
A sessão, a cargo de Maria de Lurdes Rosa, pretende assinalar o lançamento da edição impressa da crónica da Linhagem dos Castelo Branco.
No decorrer do Congresso Nacional Cientistas em Ação 2026, nos dias 16 e 17 de abril, foram apresentados seis projetos de investigação realizados por alunos do Centro de Talentos Alice Nabeiro (CTAN). Três deles estiveram a cargo de alunos do 1º ciclo e outros três pelos alunos do 2º ciclo, que escolheram o Clube Ciência Viva do CTAN – Clube CLIC para potenciar os seus talentos e vocações.
As apresentações decorreram no Centro de Ciência Viva de Estremoz, com a participação de dezenas de escolas de vários pontos do pais. No escalão Galopim de Carvalho, destinado ao1º ciclo, o CTAN apresentou os seguintes projetos: “Guardiões da Geração ECO”, “Escorcioneira- um segredo dos nossos antepassados!” e “LUFFA – A esponja dos nossos antepassados”
Os projetos defendidos pelos nossos alunos foram apresentados de forma exemplar, sendo selecionado o projeto “Guardiões da Geração Eco” em segundo lugar. No escalão Mariano Gago, correspondente ao 2.º ciclo, os projetos a concurso foram: “O Funcho, uma planta endémica com múltiplos benefícios”, “ROBOT´MAYOR” e “Cubo mágico”.
Após a apresentação e defesa dos projetos pelos alunos, de forma exemplar, foram selecionados os projetos “ROBOT´MAYOR” e “O Funcho, uma planta endémica com múltiplos benefícios” em terceiro lugar e menção honrosa, respetivamente.
O Centro de Talentos Alice Nabeiro agradece aos seus parceiros pelo apoio disponibilizado ao longo da implementação das ações dos diversos parceiros, assumindo o compromisso de continuar a sua implementação e ampliação.
Os projetos estão disponíveis para serem apreciados no hall de entrada do CTAN e serão ainda apresentados à comunidade, no âmbito da Semana da Ciência e Ambiente do Centro de Talentos Alice Nabeiro.
A Federação Portuguesa de Padel escolheu Elvas para, ao longo deste fim de semana, realizar um estágio das Seleções Nacionais de Jovens (sub-14, sub-16 e sub-18).
Atletas e equipa técnica, que vão estar por Elvas até domingo, dia 26 de abril, foram recebidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara, Rondão Almeida e pelo vereador Hermenegildo Rodrigues, ao início da tarde desta sexta-feira, dia 24, logo após a sessão de apresentação do cartaz do Festival da Juventude e Académico.
O estágio será realizado do EuroPadel, com os jovens atletas a trabalhar, durante estes três dias, sob orientação dos selecionadores Marcelo Russowsky, Leninha Medeiros, Francisco Dias e Susana Dias.
O Festival da Juventude e Académico de Elvas está de regresso ao Coliseu Comendador Rondão Almeida, de 14 a 16 de maio.
Chico da Tina, Nuno Ribeiro, Kiko is Hot e Bispo são os cabeças de cartaz do evento promovido pela Câmara Municipal e apresentado ao início da tarde desta sexta-feira, 24 de abril, em conferência de imprensa, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A entrada, no primeiro dia, volta a ser gratuita, sendo que o festival apresenta algumas novidades, como uma silent party e um espaço de gaming.
Na edição deste ano, a Câmara Municipal investe cerca de 170 mil euros, valor que o presidente, Rondão Almeida, diz ser apenas “uma gota de água” naquilo que é o investimento feito pela autarquia na política de juventude. “Basta verificar que só em programas ocupacionais são centenas de jovens que nós ocupamos, enquanto não arranjam o seu posto de trabalho, e se olharmos também para o apoio que damos aos jovens que vão estudar para o ensino superior, temos nada mais, nada menos do que 200 bolseiros. Isso corresponde a mais de 300 mil euros”, começa por dizer o autarca, que lembra que também, recentemente, foram lançadas as bolsas de mérito, para premiar a excelência escolar.
Por outro lado, Rondão Almeida faz referência aos “fortes investimentos” que a Câmara Municipal de Elvas faz junto do movimento associativo, através dos apoios que lhes atribui, para que as associações possam “abrir a porta aos jovens”, seja na área do desporto, seja na área da cultura.
O cartaz do festival, feito “de jovens para jovens”, nasce das respostas aos cerca de 1500 inquéritos que a Câmara Municipal fez a jovens, na Escola Secundária D. Sancho II, na Escola Superior de Biociências e junto das associações juvenis da cidade.
Na apresentação do evento, perante vários jovens e representantes das associações juvenis do concelho, Rondão Almeida fez-se acompanhar pelo vereador Sérgio Ventura e pelo diretor do Departamento de Cultura, Turismo, Inovação e Comunicação, Cláudio Monteiro. Também os apresentadores do festival, Pedro Lázaro e Maria Vinagre, tiveram oportunidade de expressar as suas opiniões sobre aquilo que pensam do cartaz apresentado.
As entradas no festival, no dia 15, têm um custo de dez euros e, no dia 16, de 12. Os bilhetes e as pulseiras de acesso geral ao evento estarão à venda na Ticketline, assim como, em Elvas, na papelaria Cidade Nova, no Coffee Time Aqueduto e no Intermarché.
Vila Viçosa volta a celebrar o 25 de abril com um vasto leque de atividades, numa programação que se estende a todo o concelho, preparada pela Câmara Municipal em parceria com o movimento associativo e as juntas de freguesia.
Mas o grande destaque deste programa comemorativo vai, na noite desta sexta-feira 24 de abril, para um concerto dos Bandidos do Cante, na Praça da República de Vila Viçosa, com o qual o município procura não só celebrar a liberdade, mas também o género musical a que o grupo se dedica e que foi reconhecido pela UNESCO como Património da Humanidade. Nesse sentido, e tendo em conta que os Bandidos do Cante são os representantes de Portugal, este ano, no festival da Eurovisão, o vice-presidente da Câmara, Tiago Salgueiro, fala numa “aposta bem conseguida” por parte da autarquia.
“Os Bandidos do Cante estão, neste momento, na moda, assim como, enfim, os diferentes grupos que se dedicam a dar uma nova roupagem ao Cante Alentejano. Aquilo que pretendemos é também valorizar esse legado, que é reconhecido e classificado como Património da Humanidade. Portanto, apesar de haver aqui estas variações, este toque de modernidade que foi instituído precisamente pelos Bandidos do Cante, queremos celebrar o Cante Alentejano e queremos, no fundo, valorizar aquilo que é também uma tradição da nossa região”, assegura o autarca.
As comemorações do 25 de abril em Vila Viçosa, adianta Tiago Salgueiro, vão decorrer em todas as freguesias com um “programa muito vasto” que permite celebrar o Dia da Liberdade com a premissa de “passar a mensagem aos mais novos de que a nossa história deve ser reconhecida, valorizada e celebrada”. Com esse objetivo, foi desenvolvido um “vasto conjunto” de iniciativas que irá envolver toda a comunidade “e que permite celebrar a data da melhor forma”.
Na sede de concelho de Vila Viçosa, as celebrações destes 52 anos da Revolução de Abril contam com o concerto dos Bandidos do Cante, esta sexta-feira, a partir das 22h30, na Praça da República, antes do fogo de artifício à meia-noite. A animação prossegue pela noite dentro com o DJ S-Silva (00h30).
Já amanhã, dia 25, pela manhã, haverá caminhada, convívio de futebol e basquetebol e corrida em grupo. A partir das 15 horas, realiza-se uma arruada com a Sociedade Filarmónica União Calipolense e, meia hora mais tarde, o Salão Nobre dos Paços do Concelho recebe uma Sessão Solene da Assembleia Municipal.
O seguro de proteção ao crédito surge como uma garantia facultativa, mas recomendável, para acautelar situações de quebra de rendimentos por doença, desemprego involuntário ou morte. Funciona como uma segurança adicional para assegurar o pagamento das prestações bancárias em contextos difíceis, cobrindo riscos como incapacidade para o trabalho ou internamento hospitalar. No entanto, a DECO alerta que o rol de restrições e exclusões nas apólices é frequentemente extenso, tornando essencial que o consumidor analise detalhadamente os períodos de carência, prazos de indemnização e condições de denúncia antes de avançar com a contratação.
Paralelamente, a análise da taxa de esforço revela-se crucial para evitar o endividamento excessivo, relacionando os encargos financeiros totais com o rendimento mensal do agregado. Segundo a fórmula de cálculo recomendada, este valor deve situar-se, idealmente, abaixo dos 35%. Caso a taxa de esforço ultrapasse este patamar, as famílias devem considerar o valor como um sinal de alerta e procurar renegociar os seus créditos de imediato, podendo recorrer ao apoio especializado da DECO Alentejo ou ao Gabinete de Apoio ao Consumidor
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
Foi com as crianças do ensino pré-escolar a correr e a saltar que Campo Maior iniciou, na manhã desta quinta-feira, dia 24, as comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, no Estádio Capitão César Correia.
Nesta, que foi já a quarta edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovida pelo Campo Maior Trail Runners, em parceria com a Câmara Municipal e o Sporting Clube Campomaiorense, e com o apoio da Associação de Atletismo de Portalegre, procurou-se, uma vez mais, e através da atividade física, promover estilos de vida saudáveis junto dos mais novos.
“É juntar o melhor que nós temos na vida, que são as crianças, o nosso futuro, numa data tão importante para todos nós, numa altura em que a liberdade está tão ameaçada. Nunca é demais frisar a importância de cultivar esta forma de estar na vida, que é a democracia, o espírito de comunidade, o envolvimento de todos, mas não só nos atos democráticos que elegem os nossos representantes, mas também numa forma e num estilo de vida muito próprio, que é o vivermos em democracia e em liberdade e potenciarmos aquilo que é o nosso futuro”, começa por dizer Carlos Pepê, um dos responsáveis pela organização da iniciativa.
Defendendo que é necessário, cada vez mais, proteger as crianças, afastando-as do “mundo virtual” a que estão “presas”, Carlos Pepê diz que é através de atividades como esta que é possível mostrar aos mais novos que se “podem fazer outras coisas e que há um mundo real a acontecer cá fora”.
Com diferentes estações instaladas entre a pista de mini-trail e o relvado do Estádio Capitão César Correia, no decorrer deste Encontro de Atletismo, as crianças tiveram oportunidade de participar nas mais variadas atividades relacionadas com as três grandes vertentes do atletismo: correr, saltar e lançar.
Agradecendo ao Município de Campo Maior pela colaboração na organização do evento e ao Sporting Clube Campomaiorense por, uma vez mais, possibilitar que a iniciativa tenha tido lugar no Estádio Capitão César Correia, Carlos Pepê não tem dúvidas de que é “com esta união de esforços que se conseguem fazer coisas diferentes”.
Neste IV Encontro Infantil de Atletismo participaram as crianças do pré-escolar do Jardim de Infância “O Despertar”, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas de Campo Maior. “São oito turmas, com 200 e muitos mini-atletas, aqui muitos deles a fazerem pela primeira vez estas modalidades, o que é também muito importante para nós, porque como clube de atletismo e de trail queremos potenciar experiências diferentes às crianças para que elas, de futuro, possam até escolher o atletismo”, remata Carlos Pepê.
https://depositphotos.com No atual panorama económico, onde a competitividade é ditada pela capacidade de otimização de recursos e pela rapidez de resposta, as empresas de transporte enfrentam desafios crescentes. A gestão de uma frota, independentemente da sua dimensão, deixou de ser uma tarefa que pode ser executada com base em métodos tradicionais e manuais. A introdução de um software de gestão de frotas especializado, tornou-se um pilar fundamental para qualquer organização que pretenda não apenas sobreviver, mas prosperar. Este salto tecnológico, permite uma visão holística e em tempo real de todos os ativos móveis, transformando dados brutos em inteligência estratégica que impulsiona a rentabilidade e a segurança.
A Centralidade da Telemática e a Precisão Operacional
O coração de qualquer sistema moderno de administração de veículos, reside na telemática. Esta tecnologia, que funde as telecomunicações com a informática, é o veículo que permite a transmissão constante de informações do veículo para o centro de controlo. Através da telemática, os gestores conseguem monitorizar parâmetros técnicos que anteriormente eram invisíveis, como o estado do motor, o consumo exato de combustível e até o comportamento do condutor ao volante. Esta conectividade permanente, assegura que a tomada de decisão não seja baseada em suposições, mas sim em evidências concretas capturadas no terreno. A capacidade de prever avarias antes que estas resultem em imobilizações prolongadas, é apenas um dos exemplos de como a integração tecnológica previne custos inesperados, e mantém a cadeia logística em movimento.
O Papel Vital dos Sistemas de Localização de Viaturas
No centro da eficiência operacional, encontramos os sistemas de localização de viaturas. Estes sistemas são muito mais do que simples ferramentas de mapeamento, eles constituem a espinha dorsal da visibilidade logística. Ao saber exatamente onde se encontra cada unidade da frota, a empresa pode fornecer estimativas de chegada precisas aos clientes, aumentando significativamente o nível de satisfação e confiança. Além disso, a utilização de sistemas de localização de viaturas, permite o planeamento de rotas mais inteligentes, evitando congestionamentos e reduzindo a quilometragem desnecessária. Esta otimização tem um impacto direto e imediato na pegada de carbono da empresa e, consequentemente, nos seus custos operacionais, uma vez que menos quilómetros percorridos se traduzem em menor desgaste de pneus e menor consumo de combustível.
Segurança e Gestão de Comportamento do Condutor
A segurança rodoviária, é uma responsabilidade ética e financeira para as empresas de transporte. Um software de gestão de frotas robusto, oferece ferramentas de monitorização que permitem identificar padrões de condução perigosos, tais como travagens bruscas, acelerações excessivas ou excessos de velocidade. Ao analisar estes dados, os gestores podem implementar programas de formação específicos e personalizados para os motoristas, promovendo uma cultura de segurança e prevenção. Esta abordagem proativa não só reduz drasticamente a probabilidade de acidentes, como também influencia a redução dos prémios de seguros e minimiza os custos de manutenção corretiva. Um condutor que pratica uma condução defensiva e ecológica protege a sua vida, a carga e o património da empresa.
Redução de Custos e Sustentabilidade Financeira
A visibilidade total sobre a frota, permite uma gestão de custos sem precedentes. Com o controlo detalhado sobre o combustível, que representa uma das maiores fatias da despesa nas empresas de transporte, é possível detetar anomalias, como fugas ou utilizações indevidas. Além disso, o software automatiza tarefas administrativas complexas, como a gestão de prazos de inspeções, renovação de seguros e manutenções preventivas. Ao garantir que nenhum veículo circula sem as devidas verificações, a empresa evita multas pesadas e paragens forçadas por negligência administrativa. A longo prazo, a digitalização destes processos resulta numa estrutura de custos mais leve, e numa capacidade de investimento reforçada para a modernização da própria frota.
A Digitalização como Vantagem Competitiva
A transição para um modelo de gestão apoiado em software especializado, não é apenas uma atualização técnica, é uma mudança de paradigma. As empresas que utilizam estas ferramentas conseguem responder com maior agilidade às flutuações do mercado e às exigências dos clientes. A capacidade de gerar relatórios detalhados sobre a performance de cada veículo e de cada rota, permite identificar oportunidades de negócio e áreas de ineficiência que passariam despercebidas num sistema analógico. Em última análise, a adoção destas tecnologias posiciona a empresa como um parceiro logístico moderno, fiável e transparente, pronto para enfrentar os desafios de um futuro cada vez mais conectado e focado na sustentabilidade.
Em suma, a adoção de um software de gestão de frotas, não representa apenas uma modernização tecnológica, mas sim uma decisão estratégica vital para a sustentabilidade de qualquer empresa de transportes. Ao integrar a telemática com sistemas de localização de viaturas, as organizações conseguem transitar de uma gestão reativa para uma operação proativa e, baseada em dados reais. Esta visibilidade total permite não só uma redução drástica nos custos operacionais e de combustível, como também promove uma condução mais segura e eficiente, prolongando a vida útil dos ativos. Num mercado globalizado onde a margem de erro é cada vez menor, possuir o controlo absoluto sobre o paradeiro e o estado de cada veículo, é o diferencial que permite oferecer um serviço de excelência, garantindo a confiança dos clientes e a solidez financeira
O 25 de Abril de 1974 marcou o fim da ditadura em Portugal e abriu caminho à conquista da liberdade, da democracia e de profundas transformações sociais no país.
Em Montemor-o-Novo, as comemorações da data ganham este ano um significado reforçado, associando a memória histórica a um vasto programa cultural e comunitário.
O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, sublinha a importância da Revolução dos Cravos como o momento de maior transformação positiva na história recente do país, destacando os avanços na liberdade, nas condições de vida e nos direitos sociais. “O 25 de Abril significou a maior transformação positiva em todos os aspetos da vida em Portugal”, afirmou o autarca, lembrando conquistas como o Serviço Nacional de Saúde, a proteção social e a introdução do salário mínimo.
O edil destaca ainda que, no período pós-revolução, o país enfrentou desafios relevantes, nomeadamente na área da habitação, que foram ultrapassados através da cooperação entre o Estado, as autarquias e o movimento cooperativo. “Conseguimos ultrapassar o problema da habitação porque houve disponibilidade do Estado, colaboração entre municípios e cooperativas e foi possível criar bairros de habitação económica”, referiu.
Para Carlos Pinto de Sá, a celebração do 25 de Abril deve ser também um momento de projeção para o futuro: “vale a pena comemorar o 25 de Abril não com o olhar para o passado, mas com o olhar posto naquilo que o passado nos ensina para construir uma sociedade para o futuro.”
Programa comemorativo em Montemor-o-Novo
As celebrações começam esta sexta-feira, 24 de abril, com um concerto de Luca Argel na Biblioteca Municipal. Durante a noite, está prevista uma arruada pelas ruas da cidade, seguida de fogo de artifício à meia-noite, junto ao Cineteatro Curvo Semedo e ao Monumento aos Resistentes Antifascistas.
Amanhã, sábado, dia 25 de abril, o programa inclui a cerimónia oficial do hastear das bandeiras, bem como diversas iniciativas culturais e comunitárias, como pintura mural e a Estafeta da Liberdade, que ligará Cabrela a Montemor-o-Novo.
Um dos momentos mais simbólicos será o regresso do paraquedismo à cidade, com uma demonstração no Parque Urbano ao meio-dia, evocando práticas realizadas em décadas anteriores.
Ao longo do dia, as associações de reformados promovem também os seus tradicionais almoços comemorativos em várias localidades do concelho.
A programação inclui ainda o espetáculo “Histórias de Abril”, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria, seguido do concerto “Abril ao Palco”, no Cineteatro Curvo Semedo, que reunirá vários artistas da música portuguesa, como Raquel Tavares, Aron, Carolina Varela Ribeiro, Katerina L’Dokova e Kiko, acompanhados por uma orquestra dirigida pelo maestro João Defesa.
As comemorações pretendem envolver toda a comunidade e reforçar a importância dos valores de Abril na construção de uma sociedade mais justa e participativa.
Em Monforte, as comemorações dos 52 anos da Revolução de Abril têm lugar este sábado, dia 25, a partir das 9h30, com o tradicional hastear da Bandeira nos Paços do Concelho, ao som do Hino Nacional pela Orquestra “Novas Melodias”.
Segue-se, meia hora mais tarde, uma sessão solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, durante a qual serão homenageados todos os antigos presidentes da Câmara Municipal de Monforte. “Uma vez que comemoramos este ano os 50 anos sobre as primeiras eleições livres autárquicas, que foram em dezembro de 1976, vamos homenagear todos os presidentes de Câmara eleitos nesta sessão do 25 de Abril”, revela o presidente do Município, Miguel Rasquinho. Para dezembro fica a homenagem a todos os presidentes de junta eleitos e a todos os presidentes da Assembleia Municipal.
Este dia de comemoração fica ainda marcado pelos vários almoços que têm lugar em cada uma das freguesias do concelho de Monforte, promovidos pelas respetivas juntas.
A Ovibeja regressa para a sua 42.ª edição reforçando o seu papel enquanto palco de reflexão sobre o setor agrícola e a realidade do interior do país. Em entrevista, Rui Garrido, presidente da ACOS – Associação de Agricultores do Sul e da comissão organizadora, sublinha que “faz parte da génese da Ovibeja, do seu ADN, a sua postura reivindicativa e de colocação em cima da mesa das grandes preocupações acerca do setor e também da região”.
Entre os temas em destaque estão a nova Política Agrícola Comum, o acordo Mercosul e a Estratégia Água que Une, que voltarão a estar em debate durante o certame. “Vamos apresenta-lhes as nossas principais preocupações”, refere o responsável, confirmando convites dirigidos ao Governo e partidos políticos. A edição deste ano contará ainda com forte mediatização, incluindo a realização de uma reunião do Conselho de Ministros e a presença de vários membros do executivo.
Sob o tema “Vinho à Prova”, a feira aposta na valorização de um setor em dificuldades. “Desde logo, provar vinhos. Mas é muito mais do que isso”, explica Rui Garrido, acrescentando que o objetivo passa também por promover a reflexão sobre mercados, enoturismo e gastronomia. O certame contará com provas comentadas, showcookings e um pavilhão inteiramente dedicado ao vinho e ao azeite, reforçando a componente agroalimentar.
A inovação e a tecnologia também marcam presença, com destaque para soluções ligadas à inteligência artificial e à investigação. A região convidada será as Terras de Trás-os-Montes, numa aproximação entre territórios do interior com desafios semelhantes.
Apesar das incertezas que marcam o setor, nomeadamente o aumento dos custos de produção, Rui Garrido deixa um alerta: “Trata-se de uma situação muito extraordinária, que terá que ter apoios extraordinários em tempo oportuno”. O responsável aponta ainda a necessidade de acelerar medidas estruturais na área da água, defendendo que “este transvase é para nós fundamental”.
Do ponto de vista financeiro, a organização mantém o desafio de garantir o equilíbrio das contas. “Se alguém pensar que nós organizamos a feira para ganhar dinheiro, está muito enganado”, afirma, sublinhando que o objetivo é assegurar a sustentabilidade do evento e a sua continuidade.
Mais do que uma feira agrícola, a Ovibeja assume-se como um ponto de encontro entre profissionais e público em geral. “A Ovibeja é, em primeiro lugar, uma feira de agricultura. Para os agricultores. Mas é muito mais. É um local de convívio, de debate e de reflexão”, resume Rui Garrido, concluindo: “A Ovibeja é um local onde todos se sentem bem.”
Campo Maior volta a festejar o 25 de Abril com uma vasta programação de atividades, que se traduzem em momentos de celebração da liberdade, da democracia e da união da comunidade.
Como vem sendo hábito, às zero horas deste sábado, dia 25, será hasteada a Bandeira Nacional nos Paços do Concelho, ao som do Hino Nacional, pela Banda 1.º de Dezembro. Isto depois das atuações do Grupo de Cantares Despertar Alentejano e do Duo C&R, na Praça da República, a partir das 21h30 deste sexta-feira, dia 24. Ainda durante a manhã de hoje, o Estádio Capitão César Correia será palco do IV Encontro Infantil de Atletismo.
Para amanhã, em Dia da Liberdade, estão previstas arruadas, a partir das 9h30, em vários locais do concelho, sendo que o Jardim Municipal da vila, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, será palco de um conjunto de atividades para os mais novos: insufláveis, pinturas faciais, “Oficinas da Liberdade” e diversos jogos.
A tradicional Sessão Solene da Assembleia Municipal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, está agendada para as 16h00. Durante a noite, a Praça da República volta a contar com animação musical: às 21h30, com o Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior, e, às 22h30, com o projeto “Milhões ao Vento de Abril”.
Já no domingo, dia 26 de abril, Campo Maior recebe uma prova de orientação dos Jogos do Alto Alentejo, com partida, às 9h30, no Jardim Municipal. Às 17h00 realiza-se, no Centro Cultural, o I Encontro “Passos que Unem”, dedicado à arte da dança.
O programa comemorativo dos 52 anos do 25 de Abril em Elvas conta, este sábado, dia 25, com um conjunto de iniciativas ao longo do dia.
As celebrações iniciam-se às 9h30 com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, acompanhado pela Banda 14 de Janeiro. Segue-se a distribuição de cravos e a realização da final do Torneio da Malha, na Praça da República.
Durante a manhã, e a partir das 10 horas, terá ainda lugar uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, evocativa da data, à semelhança do que tinha acontecido em 2024, aquando das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril. Pelas 11 horas, realiza-se uma visita guiada ao Forte da Graça, no âmbito do 10.º aniversário da sua requalificação.
As celebrações culminam à noite, pelas 21h30, com um concerto da Brigada 14 de Janeiro, no Auditório São Mateus, com entrada gratuita mediante levantamento de bilhete, no Posto de Turismo.
O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) lançou o Programa Educativo associado à exposição de fotografia de Alfredo Cunha e às obras de Alexandre Farto (Vhils), integradas na Coleção António Cachola, com um conjunto de visitas-jogo especialmente dirigidas aos diferentes níveis de ensino.
A iniciativa pretende aproximar os mais jovens da arte contemporânea e da memória histórica da Revolução de Abril, através de atividades dinâmicas, criativas e adaptadas a cada faixa etária. O programa desafia os alunos a observar, interpretar e refletir sobre os temas presentes na exposição, promovendo simultaneamente o pensamento crítico e a participação ativa.
Para o Pré-escolar e 1.º Ciclo, a proposta intitula-se “Desafio! Não fiques na foto”, incentivando as crianças a interagir com a imagem através do movimento e da expressão corporal, fugindo simbolicamente ao registo fotográfico e explorando diferentes formas de presença e ausência.
Já para os alunos do 2.º e 3.º Ciclos, a atividade “Se não podias? Agora manifesta-te” convida à criação de cartazes de intervenção, partindo da ideia da liberdade conquistada após o 25 de Abril e da importância de expressar opiniões e reivindicações no presente.
No ensino secundário, a visita-jogo “As múltiplas caras da Revolução” propõe uma reflexão mais aprofundada sobre os diferentes protagonistas e narrativas da Revolução, desafiando os estudantes a estabelecer ligações entre rostos, acontecimentos e contextos históricos.
Este programa reforça o compromisso do MACE com a educação e a mediação cultural, transformando o espaço museológico num lugar de descoberta, aprendizagem e diálogo entre gerações.
Os interessados podem obter mais informações e efetuar inscrições através do Serviço Educativo do MACE, pelo telefone 268 626 218 ou pelo e-mail servicoeducativo.mace@cm-elvas.pt.
A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo assinalou ontem, 23 de abril, ao final da tarde, o Dia Mundial do Livro, no espaço da sala polivalente, com um conjunto de iniciativas relacionadas com a temática da data.
António Carronha Brinquete e César Magarreiro apresentaram a segunda edição de “Roncas com Poesia”, projeto que os dois autores terrugenses vão levar mais uma vez aos lares de idosos do concelho, associando a escrita de raiz popular àquele instrumento de percussão tradicional de Elvas.
A Carmen Martins Ezequiel coube apresentar a edição de estreia da sua iniciativa “Biblioterapia dos Afetos”, que a escritora e poetisa natural de Vila Boim irá implementar no Hospital de Santa Luzia.
Num momento já habitual em cada comemoração do Dia Mundial do Livro o vereador Sérgio Ventura, em representação da Câmara Municipal de Elvas, fez entrega dos diplomas aos leitores mais assíduos da Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, apresentados pela diretora, Tânia Morais Rico.