Número de crianças e jovens em perigo tem vindo a aumentar: sinalizações podem ser só a “ponta do iceberg”

A campanha do “Laço Azul”, promovida no âmbito do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é assinalada ao longo deste mês de abril em todo o país, para alertar a comunidade para a importância da proteção das crianças, promovendo a sensibilização para os seus direitos e para a prevenção de situações de violência ou negligência.

A prevenção dos maus-tratos na infância é uma responsabilidade de todos: profissionais de saúde, famílias e comunidade. A verdade é que, de acordo com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), os casos de violência e maus-tratos de crianças e jovens têm vindo a aumentar consistentemente desde 2020, indicando uma maior deteção de situações de risco. Em 2024, as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) receberam quase 60 mil comunicações de perigo. Há dez anos, não chegavam às 40 mil.

Dizendo que os números são “inegáveis” e que os casos de maus-tratos ocorrem, “sobretudo, nas famílias”, a psicopedagoga Fátima Duarte, da Equipa Técnica Operativa da CNPDPCJ, garante que são cada vez mais as crianças e jovens a serem vítimas de maus-tratos, de acordo com os dados disponibilizados. “Mas essa é só a ponta do iceberg, porque há muitas crianças e jovens a serem vítimas que nós não sabemos, porque ainda não foram sinalizados”, garante.

Muitas das crianças que são vítimas de maus-tratos acabam por ter o seu comportamento “condicionado”, pelo que a especialista apela à atenção de todos para se conseguir identificar determinados comportamentos, marcas físicas ou até “determinadas relações que as crianças estabelecem umas com as outras, ou com adultos, que não são normais, e que podem ser indicadores de que estão a ser vítimas”. “Quem não sabe, pode entender isso como sendo malcriadas ou agressivas, mas há muitas crianças que são vítimas de maus-tratos e, como não conseguem lidar internamente com isso, porque isso vai deixar marcas, o seu comportamento fica condicionado”, acrescenta.

Por outro lado, a psicopedagoga garante que sinalizar uma criança ou jovem à CPCJ não é sinónimo de “arranjar problemas”: “quando sinalizamos significa que estamos preocupados com aquela criança, com aquele jovem e que o queremos proteger”. “Não é contra a família, mas é a favor da criança. Porque quando há um conflito de interesses, nós temos que colocar as crianças num plano superior”, assegura.

Fátima Duarte defende ainda que quanto mais tempo a criança ou jovem, que é vítima de maus-tratos pela própria família, continuar a viver naquele ambiente, “mais vai normalizar a violência como algo habitual”. De vítima a agressor é apenas um passo: “muitos daqueles jovens, rapazes e raparigas, que foram vítimas de maus-tratos, agora reagem de forma violenta, porque internalizaram nos seus modelos”.

Todas as crianças merecem crescer em segurança, com amor, respeito e proteção, sendo que a prevenção começa em cada pessoa. O apelo desta campanha de abril, Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é claro: se suspeitar de uma situação de risco, não ignore. Comunique às autoridades.

Campo Maior: Estádio Capitão César Correia volta a ser palco de Encontro Infantil de Atletismo

As crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior voltam a celebrar a liberdade, na sexta-feira, em véspera do feriado de 25 de abril, no decorrer da quarta edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovido pelo Campo Maior Trail Runners.

Com o evento de regresso ao Estádio Capitão César Correia, depois de já se ter realizado também no Jardim Municipal e na zona envolvente ao Complexo das Piscinas da Fonte Nova, a iniciativa, explica o responsável pela organização, Carlos Pepê, tem em vista, sobretudo, permitir que as crianças “tenham liberdade para poder brincar, saltar e correr”.

Considerando a iniciativa uma boa forma para se “construir o atletismo” e se incentivar a adoção de práticas de vida saudáveis, Carlos Pepê explica que, em última instância, procura-se com este encontro levar os mais novos a “movimentarem-se em liberdade e a sentirem-se empoderados naquilo que são estilos de vida saudáveis, com boas práticas de convívio, estando ligados mais ao mundo real e muito menos ao virtual, que é isso que preocupa mais nos dias de hoje”.

Carlos Pepê revela ainda que modalidades de atletismo vão estar em destaque neste encontro, depois de os elementos do Campo Maior Trail Runners terem ido ao encontro das crianças do Jardim de Infância “O Despertar”, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas para, de alguma forma, as “preparar” para a iniciativa: “vamos ter atividades de lançamento, saltos, corrida e temos a antiga pista dos carrinhos telecomandados, que transformámos numa minipista de trail, por assim dizer, com subidas, descidas, zonas onde se tem que passar a gatinhar, outras onde se tem que saltar”.

“Criámos ali sete ou oito estações, nas quais damos liberdade às crianças de experimentar as várias modalidades do atletismo, tudo numa forma de brincadeira, sem vertente competitiva, obviamente”, remata o responsável.

Este IV Encontro Infantil de Atletismo, organizado pelo Campo Maior Trail Runners, com a colaboração da Câmara Municipal, do Sporting Clube Campomaiorense e do União Futebol de Degoldos, tem início marcado, na sexta-feira, para as 10 horas.

5 sugestões fantásticas para valorizar o exterior da sua casa em Elvas de forma económica


Melhorar a área externa da casa pode se tornar uma realidade sem a necessidade de grandes orçamentos ou obras complicadas. Em Elvas, onde o sol é generoso quase o ano todo e o ambiente alentejano convida a aproveitar o espaço ao ar livre, há muito que se
pode fazer com recursos modestos e um pouco de bom senso. Estas ideias ajudam a deixar sua fachada, jardim ou terraço com melhor aparência, sem prejudicar o bolso.

Ordem em primeiro lugar: a base de qualquer área externa bem cuidada

Antes de pensar em qualquer melhoria estética, vale a pena verificar se a área externa está organizada. A desordem visual, ferramentas espalhadas, vasos sem lugar fixo, utensílios empilhados, podem arruinar até mesmo os cantos mais charmosos. Uma solução simples e económica são as caixas de arrumação, que permitem guardar mangueiras, luvas ou terra para vasos de forma organizada e bem protegida do sol e da chuva.

E se você também as transformar em parte da decoração? Pintá-las ou personalizá-las com cores que combinem com a fachada é uma maneira barata de fazer com que algo funcional também tenha uma boa aparência. Para este tipo de projeto, muitos entusiastas da bricolage compram tintas, pincéis e materiais criativos em lojas como a Action, que costumam ter um grande sortimento de artigos de artesanato económicos. Com pouco esforço, elas passam a integrar o conjunto.

O que muda quando há um lugar para cada coisa é a facilidade de manter essa ordem ao longo do tempo. Sem esse ponto de partida, qualquer melhoria posterior demora pouco para se perder no meio da acumulação do dia a dia. A ordem, em definitiva, é o que faz com que tudo o resto funcione.

Iluminação solar: noites com outro caráter

Com o exterior já organizado, é hora de pensar em como esse espaço fica quando o sol se põe. A iluminação muda radicalmente a perceção de um jardim ou de uma entrada, e optar pela iluminação solar exterior jardim tem uma vantagem clara em um lugar como Elvas: a abundância de sol faz com que essas luzes se carreguem sem esforço e funcionem de forma autonoma noite após noite, sem fios e sem custo na conta de luz.

Colocá-las ao longo de um caminho de entrada, ao redor de uma área de plantas ou destacando algum elemento da fachada já é suficiente para conseguir um efeito muito diferente daquele que uma única lâmpada na porta proporciona. O melhor é que, com poucos pontos bem posicionados, cria-se uma atmosfera acolhedora que convida a ficar ao ar livre por mais algum tempo.

E se quiser brincar um pouco mais com o resultado, combine diferentes alturas, como um poste baixo junto à entrada com algum farol ao nível do solo entre as plantas, para dar profundidade. Os pores do sol no Alentejo já são, por si só, uma vantagem; com uma boa iluminação, o jardim à noite pode tornar-se tão agradável quanto durante o dia.

Cuidar da área externa da sua casa é também uma forma de cuidar do bairro e do entorno. Você pode tornar isso realidade com organização, um pouco de luz e plantas nativas da região.

ArtJazz Festival de Elvas volta a afirmar o jazz nacional e internacional em três noites de concertos

O ArtJazz Festival de Elvas está de regresso ao Auditório São Mateus, de 30 de abril a 2 de maio. O evento, já na sua 11.ª edição, apresenta grandes novidades, com nomes consagrados, mas também uma jovem promessa do panorama jazzístico nacional e internacional.

O festival, que teve a sua primeira edição em 2013, tal como recorda o diretor artístico do evento, Jorge Goes, conheceu algumas interrupções “devido à Covid, mas também a situações de governabilidade da Câmara Municipal, que cortou e passou o festival para um formato bienal”. “Agora voltámos, graças a Deus, ao festival anual, o que faz muita falta, porque a cultura é uma das bases principais da humanidade e não se pode cortar”, acrescenta.

O festival arranca “com chave de ouro”, a 30 de abril, com “um grande nome do panorama artístico português”: Rão Kyao. “É dos artistas mais internacionais que temos em Portugal. Começou pelo saxofone, mas depois dedicou-se às flautas de bambu”, recorda Jorge Goes.

Com 40 anos de carreira, Rão Kyao apresenta-se no ArtJazz Festival em quarteto, afirmando uma ligação ao jazz que atravessa todo o seu percurso artístico: desde “Malpertuis”, obra fundadora do jazz em Portugal, até às múltiplas expressões contemporâneas da sua música. O jazz surge, assim, como território permanente da sua linguagem. Na flauta, amplia uma escrita musical marcada pela elegância, liberdade e escuta atenta, num concerto vivido plenamente no presente.

Acompanham Rão Kyao neste espetáculo Renato Silva Júnior no piano, Ruca Rebordão na percussão e André Sousa Machado na bateria.

Rão Kyao

Segue-se, no dia 1 de maio, um concerto do músico e compositor André Pizarro Pepe, uma das maiores promessas do contrabaixo em Portugal. Neste espetáculo, onde dará a conhecer o seu mais recente disco original, “Sons Rupestres”, o artista não fará apenas do contrabaixo um instrumento convencional, explorando-o também como instrumento de percussão.

Originalmente concebido como um diálogo minimalista entre contrabaixo e guitarra, este concerto propõe uma viagem por sonoridades orgânicas e telúricas, onde o silêncio e a textura têm tanto peso quanto a melodia.

Ao lado do contrabaixo de André Pizarro Pepe, a guitarra acústica de Francisco Neves assegura o suporte harmónico-melódico e a cumplicidade estética que define a génese de “Sons Rupestres”. Para este concerto em Elvas, o duo expande o seu universo sonoro com a participação de um convidado especial: o saxofonista Desidério Lázaro.

André Pizarro Pepe

Caberá, no dia 2 de maio, ao multifacetado e premiado guitarrista espanhol Javier Alcántara, acompanhado pela sua Short Stories Band, em formato de sexteto, encerrar esta 11.ª edição do ArtJazz Festival.

Dando conta de que, para além de guitarrista, Javier Alcántara é “também compositor, produtor e musicoterapeuta”, o diretor artístico adianta que o espetáculo promete ser bastante interativo: “vai ser um espetáculo muito interativo em palco, com dois teclados e uma verdadeira conversa musical entre todos os músicos”.

Neste espetáculo, Javier Alcántara será acompanhado por Narci González no saxofone tenor, Pablo Romero no piano e teclados, Pedro Calero nos teclados e samplers, Enrique Tejado no contrabaixo e Pepín Muñoz na bateria.

Javier Alcántara

Os três espetáculos têm início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes dos concertos, no Auditório São Mateus.

A entrevista completa a Jorge Goes sobre este 11º ArtJazz Festival de Elvas para ouvir no podcast abaixo:

Segundo prémio do Euromilhões sai em Portugal. “Jackpot” dividido por três jogadores no estrangeiro  

O primeiro prémio do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 21 de abril, saiu a três apostadores no estrangeiro, que terão de dividir o “jackpot” de 145 milhões de euros, ficando com 48.175.066 euros cada um.

Já o segundo prémio saiu a um total de cinco jogadores, incluindo um em Portugal, que irão receber 152.175 euros.

Em Portugal, para além do segundo prémio, saiu também um terceiro. Este terceiro premio, no valor de 17.782 euros, saiu a outros nove apostadores.

A chave vencedora do sorteio desta terça-feira era composta pelos números 13, 16, 29, 40 e 47 e pelas estrelas 3 e 4.

A informação apresentada não dispensa a consulta dos resultados oficiais no portal dos Jogos Santa Casa.