
Num ambiente profundamente marcado pela solenidade, pela honra e pela memória, decorreram ontem, domingo, dia 12 de abril, em Estremoz, as cerimónias evocativas do Dia do Combatente e do 108.º aniversário da Batalha de La Lys, junto ao Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, numa organização do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes.
O Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3) associou-se a esta evocação com “elevado sentido de dever e profundo respeito institucional, afirmando-se como pilar ativo na ligação entre o passado heroico e o presente comprometido. Mais do que uma presença formal, o RC3 assumiu-se como guardião vivo da memória coletiva, prestando um tributo sentido, digno e firme àqueles que, nas horas mais exigentes da História, tudo deram por Portugal — incluindo a própria vida”.
A cerimónia, presidida pelo comandante do RC3, Coronel de Cavalaria Luís Pimenta, contou com a presença de diversas entidades civis e militares, entre as quais o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, o presidente da Assembleia Municipal de Estremoz, Ricardo Catarino, representantes das autarquias de Vila Viçosa e de Fronteira, os presidentes de todas as Juntas de Freguesia do Município de Estremoz, bem como o adjunto do comandante do RC3, Sargento-Mor de Cavalaria Marcelino Basílio.
“Num dos momentos mais marcantes e carregados de simbolismo, a deposição de coroas de flores ganhou uma dimensão particularmente emotiva: foram os escuteiros do Agrupamento 736 de Estremoz que, com respeito, silêncio e dignidade, transportaram as coroas até ao monumento. Este gesto, simples na forma mas profundo no significado, representou a passagem do testemunho entre gerações — a memória dos que combateram confiada às mãos dos mais jovens, garantindo que o legado de coragem, sacrifício e amor à Pátria perdurará no tempo”, refere o RC3 em comunicado.
A prestação de honras militares pela Guarda de Honra reforçou a solenidade do momento, “num cenário onde não se evocaram apenas nomes ou datas, mas vidas inteiras marcadas pela bravura e pela entrega. Ali, diante do monumento, fez-se sentir, de forma intensa, a presença daqueles que deram tudo por Portugal”.
Recordaram-se, com particular emoção, os soldados portugueses que combateram na Flandres, na Batalha de La Lys — símbolo maior do sacrifício e da resiliência nacional. “Cada gesto, cada continência, cada instante de recolhimento foi a afirmação inequívoca de que a sua memória permanece viva — não como passado distante, mas como legado que continua a inspirar e a responsabilizar.”
A dimensão espiritual das comemorações, assinalada pela celebração da Missa Dominical na Igreja de São Francisco, bem como o convívio realizado no Regimento, reforçaram os laços entre gerações — antigos combatentes, militares no ativo e comunidade — unidos por um sentimento comum de respeito, identidade e pertença.
Neste Dia do Combatente, Estremoz não apenas recordou — afirmou, com firmeza e elevação, que o sacrifício dos seus Combatentes jamais será esquecido, graças ao trabalho dedicado da Liga dos Combatentes, ao compromisso do RC3 e ao exemplo inspirador das novas gerações.
“Porque há valores que não se apagam. Há memórias que não se rendem. E há homens que, tendo dado tudo, permanecem para sempre na alma de Portugal.”





















