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642 anos da Batalha dos Atoleiros em Fronteira para António Ramalho assinalam um “símbolo da pátria”

As comemorações dos 642 anos da Batalha dos Atoleiros contaram com a presença de António Ramalho, presidente da Fundação Aljubarrota, que sublinhou a importância histórica e simbólica deste confronto ocorrido em 1384. Para este responsável, a vitória alcançada em solo alentejano foi o pilar fundamental para a independência de Portugal, funcionando como o prelúdio necessário para o sucesso posterior em Aljubarrota.

António Ramalho destacou o caráter extraordinário da vitória lusa contra as tropas castelhanas, lembrando as dificuldades sentidas antes do confronto: “Foi a primeira batalha em que Nuno Álvares Pereira, com uma tropa muito original — que esteve quase para sublevar dois dias antes — conseguiu uma vitória notável sobre os castelhanos”. Segundo o representante da Fundação, este triunfo não foi apenas estratégico, mas decisivo para a sobrevivência do reino, pois “abriu portas àquilo que veio a ser depois a derrota dos castelhanos em Aljubarrota e a proteção da independência portuguesa”.

Além do valor militar, a Batalha dos Atoleiros é vista como um marco identitário que ultrapassa as fronteiras da região. “Mais importante ainda é que isto é o símbolo da pátria, o símbolo de Portugal, o símbolo deste retângulo e um símbolo para toda a Europa”, afirmou António Ramalho. A Fundação Aljubarrota mantém, por isso, um foco constante na preservação da memória dos locais históricos do século XIV, integrando Atoleiros num roteiro de celebração da identidade nacional que inclui também Trancoso e Aljubarrota, locais que classificou como “sítios fundamentais onde comemoramos e celebramos esta memória dos portugueses”.

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