
Junto ao muro da antiga ponte na zona da Ajuda, um grupo de cerca de 25 a 30 campistas já deu início à montagem de uma “super tenda” para celebrar a quadra pascal. O local, escolhido estrategicamente há cerca de cinco anos, oferece as condições ideais para o acampamento, servindo de barreira natural contra os elementos. “Ficamos aqui perto do muro da antiga ponte porque protege um bocadinho do vento e do pó”, explicou José Martins, um dos elementos do grupo que, desde o fim de semana anterior, se dedica à preparação de toda a logística necessária.
A organização para alimentar as quase três dezenas de campistas exige planeamento que começou com oito dias de antecedência. “Já começámos a preparar isto desde o outro fim de semana. Comprar as coisas e o material, que guardamos numas arcas com gelo”, revelou o entrevistado, acrescentando que o grupo conta com um gerador para garantir o frio durante o dia e a iluminação durante a noite. No que toca à ementa, o peixe do rio marca presença na sexta-feira, mas o destaque vai para o domingo: “O borrego é o tradicional, mas os outros petiscos são febras assadas e tudo um pouco do porco, já está tudo arranjado”.
Apesar de as canas de pesca estarem no local, José Martins confessa que o grupo não depende da sorte na pesca no rio, uma vez que o peixe “já está apanhado”. Enquanto os homens asseguram a montagem das estruturas e das três ou quatro tendas principais junto à sombra, as senhoras do grupo vão juntar-se ao convívio mais tarde por ainda estarem a trabalhar. “Dormimos cá e ficamos até às duas ou três da manhã a ouvir música, conversar e beber”, descreveu o campista, sublinhando que o espírito de união se manterá forte até segunda-feira, dia ainda de festa no local, altura em que o grupo levantará o acampamento após cinco dias de pura convivência.















