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Força Aérea assinala lançamento do primeiro satélite SAR português

O primeiro satélite SAR da Constelação do Atlântico, designado CA‑01, foi lançado com sucesso na manhã desta segunda-feira, 30 de março, assinalando um marco histórico para Portugal e um passo decisivo no reforço das capacidades nacionais no domínio espacial.

O satélite foi colocado em órbita a bordo da missão Transporter‑16 da SpaceX, lançada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia (EUA), através de um lançador Falcon 9.

Durante a cerimónia de lançamento, o Chefe do Estado‑Maior da Força Aérea (CEMFA), General Sérgio da Costa Pereira, sublinhou que este momento simboliza a afirmação de uma Força Aérea mais tecnológica, mais capaz e preparada para operar em todos os domínios operacionais, incluindo agora o espacial. Destacou ainda que este avanço representa “um salto tecnológico que coloca Portugal ao nível das nações que dominam as capacidades espaciais mais avançadas”, reforçando que a Instituição se encontra “mais pronta para enfrentar os desafios de um ambiente estratégico em rápida transformação”.

O CA‑01, adquirido pelo CTI Aeroespacial ao fabricante ICEYE, é o primeiro satélite da Constelação do Atlântico equipado com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). Esta capacidade permite observar a superfície terrestre em quaisquer condições meteorológicas e independentemente da hora do dia. O satélite será integralmente operado pela Força Aérea, reforçando a vigilância e monitorização do território nacional – em terra, no mar e no ar – e contribuindo para a gestão de emergências, a sustentabilidade e a segurança.

Com este lançamento, Portugal entra numa nova dimensão operacional, passando a dispor de capacidade autónoma de observação da Terra a partir do espaço. Este avanço reforça a soberania nacional, a resiliência e a prontidão estratégica, num contexto internacional marcado por crescente complexidade e contestação.

A aposta da Força Aérea no domínio espacial integra‑se numa estratégia mais ampla de modernização e inovação tecnológica, desenvolvida em estreita articulação com parceiros industriais, académicos e científicos. Este percurso não só fortalece a capacidade operacional da Instituição, como também contribui para o desenvolvimento económico, científico e tecnológico do país, projetando Portugal como um ator relevante na nova economia do Espaço e consolidando a Força Aérea como a entidade nacional que lidera a integração do país no domínio espacial.

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