A situação no plantel de O Elvas SAD agravou-se significativamente nos últimos dias, com os jogadores a acumularem a partir de agora já dois meses de salários em atraso e membros do staf técnico com três meses de atraso. O clima de instabilidade é cada vez mais evidente e está a afetar diretamente o rendimento e o foco da equipa numa fase decisiva da temporada.
Esta terça-feira, o cenário tornou-se ainda mais preocupante quando, ao regressarem às casas onde estão alojados, vários atletas se depararam com cortes de luz, situação que levou à perda de alimentos guardados nos frigoríficos. Desesperados com as condições, os jogadores admitem mesmo não voltar a treinar enquanto a situação não for regularizada e não jogar no sábado no campo Patalino.
No plano desportivo, o momento é crítico. A equipa encontra-se abaixo da linha de água, com 29 pontos, e poderá necessitar de somar até seis pontos para garantir a permanência. O calendário não dá margem para erros: o Elvas recebe o Serpa e o Moncarapachense, além de uma deslocação ao terreno do Comércio e Indústria, equipa que já confirmou a descida. O jogo deste sábado assume, assim, caráter decisivo num contexto de enorme incerteza.
A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo vai acolher, na quinta-feira, dia 2 de abril, a iniciativa cultural “A Breve História do Sonho Piu”, um evento que promete envolver o público mais jovem e famílias numa experiência criativa e sensorial.
A programação arranca às 10h00 com uma oficina de construção de adereços, pensada para estimular a imaginação e a participação ativa das crianças. Durante esta atividade, os participantes terão oportunidade de criar elementos inspirados na narrativa do “Sonho Piu”, promovendo a expressão artística e o trabalho manual.
Já durante a tarde, às 15h00, terá lugar uma leitura musicada, que conjuga a narração da história com componentes sonoras, proporcionando uma experiência imersiva e dinâmica. Esta sessão pretende aproximar o público da literatura através de uma abordagem criativa e interdisciplinar.
A iniciativa conta com o envolvimento de entidades locais e insere-se na programação cultural do município, reforçando o papel da biblioteca como espaço de encontro, aprendizagem e fruição artística.
Com entrada aberta ao público, “A Breve História do Sonho Piu” surge como uma proposta cultural inclusiva, destinada a promover o gosto pela leitura e pela criatividade junto da comunidade.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) participou na primeira reunião de projeto do INTEGRA, uma iniciativa estratégica convocada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que reuniu diversas entidades regionais com o objetivo de promover uma abordagem integrada ao desenvolvimento territorial.
O Projeto INTEGRA é uma iniciativa europeia financiada pelo Programa Interreg Europe 2021-2027, que visa melhorar a conceção e a gestão de instrumentos territoriais – ferramentas fundamentais para promover o desenvolvimento sustentável, a coesão territorial e a transição verde e digital nas regiões europeias. Reúne oito regiões europeias para melhorar a conceção e gestão de instrumentos territoriais que apoiam a transição verde e digital e promovem um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
A sessão inaugural decorreu num ambiente de cooperação institucional, tendo como principal propósito alinhar os parceiros em torno dos objetivos, metodologias e calendário de execução do projeto INTEGRA. Este projeto visa reforçar a articulação entre políticas públicas, promover a coesão territorial e fomentar soluções inovadoras para desafios comuns nas regiões envolvidas.
Em Portugal, a CCDR Alentejo trabalha em articulação com o seu Grupo Regional de Partes Interessadas, onde estão incluídas a Universidade de Évora, a ADRAL, o PACT, as CIMs do Alentejo, e outras associações de desenvolvimento local. Neste primeiro momento, a CCDR apresentou o enquadramento geral do INTEGRA, evidenciando o seu papel enquanto instrumento de apoio à governança multinível e à implementação de políticas regionais mais integradas e sustentáveis.
A participação da CIMAA nesta fase inicial reforça o seu posicionamento como agente dinamizador do desenvolvimento regional, evidenciando a relevância do trabalho em rede e da cooperação institucional para enfrentar os desafios atuais e futuros do território.
Os serviços municipais de higiene e limpeza de Elvas levaram a cabo, recentemente, um conjunto abrangente de intervenções com o objetivo de melhorar a qualidade do espaço público, reforçar as condições de salubridade e valorizar áreas de interesse urbano e patrimonial, informa a Câmara Municipal.
Entre as ações realizadas, destaca-se a limpeza da fonte localizada na rotunda junto ao Lidl, contribuindo para a melhoria estética e funcional daquele espaço de grande circulação. Também a fonte do Tribunal foi alvo de uma intervenção, encontrando-se já com a limpeza concluída.
No âmbito da gestão de resíduos, foram colocados contentores no Museu Militar, reforçando a capacidade de recolha naquela zona, e disponibilizados contentores de apoio aos campos de futebol, garantindo melhores condições para utilizadores e visitantes, que se encontram em Elvas para os eventos deste fim de semana.
As equipas procederam ainda à lavagem de viaturas de recolha de resíduos sólidos urbanos (RSU), assegurando a manutenção e higiene da frota municipal, essencial para a prestação de um serviço eficiente à população.
Em termos de requalificação de infraestruturas, foram recuperadas as plataformas subterrâneas na Avenida Garcia da Horta e nas Portas do Sol, intervenções que visam melhorar a funcionalidade e segurança destes espaços.
Outro destaque vai para a lavagem das escadas da Torre Fernandina, uma ação que contribui para a preservação e valorização de um importante elemento do património local.
Estas iniciativas refletem o empenho contínuo dos serviços municipais na promoção de um ambiente urbano mais limpo, cuidado e sustentável, reforçando o compromisso com o bem-estar da comunidade.
O primeiro satélite SAR da Constelação do Atlântico, designado CA‑01, foi lançado com sucesso na manhã desta segunda-feira, 30 de março, assinalando um marco histórico para Portugal e um passo decisivo no reforço das capacidades nacionais no domínio espacial.
O satélite foi colocado em órbita a bordo da missão Transporter‑16 da SpaceX, lançada a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia (EUA), através de um lançador Falcon 9.
Durante a cerimónia de lançamento, o Chefe do Estado‑Maior da Força Aérea (CEMFA), General Sérgio da Costa Pereira, sublinhou que este momento simboliza a afirmação de uma Força Aérea mais tecnológica, mais capaz e preparada para operar em todos os domínios operacionais, incluindo agora o espacial. Destacou ainda que este avanço representa “um salto tecnológico que coloca Portugal ao nível das nações que dominam as capacidades espaciais mais avançadas”, reforçando que a Instituição se encontra “mais pronta para enfrentar os desafios de um ambiente estratégico em rápida transformação”.
O CA‑01, adquirido pelo CTI Aeroespacial ao fabricante ICEYE, é o primeiro satélite da Constelação do Atlântico equipado com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR). Esta capacidade permite observar a superfície terrestre em quaisquer condições meteorológicas e independentemente da hora do dia. O satélite será integralmente operado pela Força Aérea, reforçando a vigilância e monitorização do território nacional – em terra, no mar e no ar – e contribuindo para a gestão de emergências, a sustentabilidade e a segurança.
Com este lançamento, Portugal entra numa nova dimensão operacional, passando a dispor de capacidade autónoma de observação da Terra a partir do espaço. Este avanço reforça a soberania nacional, a resiliência e a prontidão estratégica, num contexto internacional marcado por crescente complexidade e contestação.
A aposta da Força Aérea no domínio espacial integra‑se numa estratégia mais ampla de modernização e inovação tecnológica, desenvolvida em estreita articulação com parceiros industriais, académicos e científicos. Este percurso não só fortalece a capacidade operacional da Instituição, como também contribui para o desenvolvimento económico, científico e tecnológico do país, projetando Portugal como um ator relevante na nova economia do Espaço e consolidando a Força Aérea como a entidade nacional que lidera a integração do país no domínio espacial.
O Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3) continua a afirmar-se no contexto multinacional, destacando-se pela sua atuação na Roménia, onde integra a 8.ª Força Nacional Destacada. No terreno, merece especial destaque o Pelotão de Reconhecimento, que tem desenvolvido um trabalho de elevado nível operacional, contribuindo de forma decisiva para o sucesso da missão.
A par deste, toda a força nacional empenhada em teatro tem demonstrado elevados padrões de profissionalismo, resiliência e capacidade de integração com forças aliadas, reforçando a credibilidade de Portugal no flanco leste da NATO. Durante o exercício multinacional, os militares participaram em manobras de progressão em trincheiras, treino com múltiplos sistemas de armamento e ações de cross training de tiro. Estas atividades permitiram aprofundar a interoperabilidade com o Exército Romeno, promovendo a partilha de técnicas, táticas e procedimentos, essenciais para a eficácia operacional em ambiente multinacional.
Paralelamente, importa salientar o trabalho do pelotão que se encontra em aprontamento em Viseu, no Regimento de Infantaria n.º 14, que prepara a sua projeção para render as forças atualmente destacadas, em junho. Este processo assegura a continuidade da missão, evidenciando a capacidade de rotação sustentada e o elevado nível de prontidão das forças nacionais.
Este desempenho é o resultado direto do exigente e contínuo trabalho de preparação conduzido pelo Exército Português, pela Brigada de Reação Rápida e pelo Regimento de Cavalaria n.º 3, que garantem a formação, treino e aprontamento dos militares para responderem com eficácia a todos os cenários operacionais, com particular enfoque na missão na Roménia.
O Comandante do RC3, Coronel de Cavalaria Luís Pimenta, sublinhou: “Com forças já empenhadas na Roménia e outras em fase de aprontamento para garantir a sua rendição, demonstramos a nossa capacidade contínua de projeção e de atuação ao lado dos nossos aliados, assegurando o cumprimento das missões com elevados padrões de exigência.”
A atuação do RC3 confirma, assim, o seu papel de excelência na defesa coletiva da NATO, evidenciando um Exército Português moderno, preparado e plenamente integrado nas missões internacionais
Os prazos para a gestão de combustível na rede secundária são anuais e têm por objetivo contribuir para “a redução da propagação de incêndios rurais, a mitigação de riscos associados a fenómenos extremos e o reforço da resiliência territorial”.
Num despacho conjunto, o Governo considerou justificada a extensão do prazo de execução dos trabalhos associados à instalação ou manutenção da rede secundária, tendo em atenção as distintas realidades vividas nas várias regiões do continente.
Os trabalhos na rede secundária de faixas de gestão de combustível podem decorrer até 31 de maio de 2026 nos municípios do continente. No entanto, é estabelecida uma exceção para os concelhos abrangidos por declaração de calamidade devido ao mau tempo em 2026, onde aqueles trabalhos podem decorrer até 30 de junho.
Os proprietários com terrenos a menos de 50 metros de edifícios de habitação ou atividades económicas terão de proceder à gestão de combustível numa faixa com largura de 50 metros em territórios florestais ou de 10 metros em territórios agrícolas.
Após estes prazos, em caso de incumprimento, os proprietários estão sujeitos a fiscalização e eventuais coimas.
No âmbito do Festival Património Sonoro, promovido pelo Hotel Vila Galé de Elvas, o grupo Roncas D’Elvas, da associação juvenil Arkus, foi um dos destaques ao partilhar com o público um pouco da cultura e tradição alentejana.
Durante a iniciativa, o grupo proporcionou momentos de grande animação, interpretando diversas cantigas tradicionais que encantaram os ouvintes. Para além da componente musical, houve também espaço para dar a conhecer o instrumento que os distingue — a ronca — explicando a sua origem, características e importância no contexto cultural da região.
O evento contou ainda com uma visita guiada teatralizada promovida pela Arkus. Nesta atividade, os participantes foram conduzidos por uma “princesa”, personagem que trouxe à vida algumas das mais belas histórias da cidade, proporcionando uma experiência envolvente e educativa.
A iniciativa reforçou a importância da valorização do património imaterial, promovendo a identidade cultural local através da música, da tradição e da história de Elvas.
O Comando Distrital de Portalegre da Polícia de Segurança Pública deteve, entre 23 e 29 de março, oito homens e uma mulher com idades compreendidas entre os 21 e 63 anos, sendo cinco homens por condução de veículo automóvel em estado de embriaguez (TAS de 1,21 g/l; 1,32 g/l; 1.47 g/l; 1,58 g/l e 1,82 g/l); dois homens por condução de veiculo automóvel sem habilitação legal para o efeito; homem por desobediência (recusa em realizar o teste de alcoolemia) e uma mulher por cumprimento de um mandado de condução e detenção, emitido pela autoridade judiciária competente.
No mesmo período foram ainda realizadas sete operações de fiscalização rodoviária (1.291 veículos controlados), destacando-se as seguintes infrações rodoviárias: 10 por excesso de velocidade, uma por condução de veiculo automóvel sob efeito de álcool, uma por falta de seguro obrigatório e três por falta de inspeção periódica); cinco operações de visibilidade em zonas de maior aglomeração de pessoas; duas ação de fiscalização de âmbito ambiental e duas operações de fiscalização no âmbito da segurança privada.
Registaram-se ainda seis acidentes de viação, dos quais resultaram danos materiais nas viaturas intervenientes.
Na Páscoa, a Adega Mayor apresenta uma proposta única para celebrar os momentos mais especiais: o Adega Mayor Orionte, edição 2025. Mais do que um vinho, Orionte afirma-se como uma verdadeira experiência sensorial, pensada para consumidores que procuram singularidade, sofisticação e peças exclusivas para a sua garrafeira.
Inspirado na constelação de Órion, este vinho licoroso distingue-se não só pelo seu perfil envolvente e elegante, mas também pela narrativa que o acompanha, que convida a abrandar, contemplar e saborear cada instante com intensidade.
Produzido a partir de 100% Alicante Bouschet, na sua expressão mais intensa, combina intensidade, frescura e elegância. Fortificado com aguardente vínica — processo que interrompe a fermentação e preserva a doçura natural da uva — resulta num vinho aromático, encorpado e de final longo. Este equilíbrio raro entre frescura, doçura e profundidade aromática torna-o especialmente versátil: harmoniza na perfeição com clássicos da Páscoa, como chocolates com elevado teor de cacau, os tradicionais folares ou queijos de sabor intenso, criando uma experiência sensorial única.
O Adega Mayor Orionte é o complemento ideal para a época pascal e para os momentos de convívio em família que pedem um toque de requinte. Cada garrafa representa uma viagem sensorial que desperta emoções e cria memórias duradouras.
Este é um convite a abrir os sentidos aos instantes e celebrar a Páscoa com um vinho licoroso de edição limitada que transforma ocasiões em experiências verdadeiramente inesquecíveis. Porque sempre que se abre um Orionte, algo de novo começa.
O Adega Mayor Orionte encontra-se disponível na loja online e em deltahouse.com, numa edição limitada de 2.600 garrafas de 375ml, com P.V.P. de 19.90€.
O Regimento de Cavalaria nº 3 (RC3) de Estremoz promoveu no sábado, dia 28 de março, um curso de condução de motociclos, destinado aos seus militares e à família militar, reforçando o compromisso da unidade com a segurança e o bem-estar dos seus efetivos.
A formação, ministrada pela Academia de Condução de Motos, teve como principal objetivo sensibilizar os participantes para a prevenção rodoviária, dotando-os de competências essenciais para uma condução mais segura, responsável e consciente.
Ao longo da ação, os formandos tiveram a oportunidade de desenvolver técnicas de condução defensiva, aperfeiçoar o controlo do veículo em diferentes situações e adquirir conhecimentos fundamentais para a antecipação de riscos na estrada.
Esta iniciativa reflete a preocupação do RC3 em promover não apenas a preparação operacional dos seus militares, mas também a sua segurança no dia a dia, estendendo esse cuidado às suas famílias.
Mais do que uma formação técnica, este curso assumiu-se como um importante contributo para a criação de uma cultura de segurança rodoviária, onde a prevenção é a primeira linha de defesa.
Margarida Paiva, vereadora do PSD na Câmara Municipal de Elvas, apresentou, em reunião do executivo, uma proposta para a realização de uma consulta pública formal sobre a variante de Santa Eulália, acompanhada de sessões de esclarecimento.
O objetivo “é garantir um processo estruturado, com informação acessível, tempo para participação e análise efetiva dos contributos da população”.
Assegurando que a auscultação realizada no passado sábado, dia 28 de março, “revelou-se insuficiente para assegurar uma participação informada e com impacto real nas decisões”, Margarida Paiva diz ser “importante avançar com soluções para o território”.
A proposta apresentada, “sem descurar as populações afetadas”, prevê o envolvimento “não apenas da freguesia de Santa Eulália, mas também de São Vicente e Ventosa, territórios igualmente abrangidos pelos impactos da intervenção, sendo de assinalar que São Vicente tem sido, até ao momento, pouco considerada neste processo”.
A proposta inclui: “consulta pública com duração mínima de 30 dias; recolha formal de contributos e propostas de alteração; discussão pública desses contributos, com fundamentação; e sessões de esclarecimento descentralizadas”.
“Decidir bem exige ouvir melhor. E é isso que esta proposta pretende assegurar”, diz ainda Margarida Paiva em comunicado.
A recente requalificação do Cineteatro Florbela Espanca criou um conjunto de oportunidades em termos da dinamização cultural em Vila Viçosa, como é o caso da Oficina de Teatro.
A Oficina de Teatro visa promover a formação e aperfeiçoamento nas artes teatrais, captar novos atores e atrizes, desenvolver técnicas de representação, realização de workshops formativas e criar e planificar novas peças teatrais, em diferentes modalidades, a serem apresentadas ao público em diferentes momentos, ao longo do calendário anual.
A iniciativa está aberta a todos os interessados, sem limite de idade, às associações e coletividades, que se identifiquem com a magia do teatro.
Este projeto abrange vários objetivos para a dinamização cultural da comunidade, que incluem a formação de jovens adultos e adultos nas áreas do conhecimento teatral e dos resultados de formação específica para toda a população interessada nesta área, bem como para crianças e jovens em idade escolar.
A Oficina de Teatro funciona às segunda-feiras, para adultos, entre as 15 e as 17 horas; às quartas-feira, para jovens, das 15h30 às 17h30; e às quintas-feiras, para adultos, entre as 17 e as 19 horas.
O Município de Elvas vai dinamizar um conjunto de três visitas guiadas especiais, entre os dias 2 e 4 de abril, numa iniciativa dedicada à temática “Tradição, Cultura e Família”, inserida nas celebrações da Semana Santa e da Páscoa.
Com ponto de partida marcado no Posto de Turismo, sempre às 10h30, o programa propõe três experiências distintas que convidam residentes e visitantes a descobrir o património histórico e religioso da cidade.
A programação arranca no dia 2 de abril (quinta-feira) com a visita “Fé, Silêncio e Tradições da Semana Santa”, um percurso que pretende dar a conhecer os rituais e vivências associados a este período marcante do calendário cristão.
No dia 3 de abril (sexta-feira), realiza-se uma visita guiada especial de Páscoa subordinada ao tema “As Igrejas de Elvas”, proporcionando uma viagem pelo rico património religioso da cidade. A iniciativa repete-se no dia 4 de abril (sábado), permitindo a mais participantes usufruir desta experiência.
Estas visitas pretendem valorizar a identidade cultural de Elvas, promovendo o seu património histórico e religioso, ao mesmo tempo que incentivam momentos de partilha em família durante a quadra pascal.
A participação nas atividades constitui uma oportunidade para conhecer melhor a cidade, num ambiente que conjuga tradição, história e espiritualidade.
O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação hoteleira “superior a 75%” neste período da Páscoa: pelo menos é essa a perspetiva do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.
Lembrando que a região “tem operações hoteleiras muito diferentes”, com locais onde “praticamente a hotelaria estará esgotada” e noutros em que a ocupação rondará os 60 ou 65%, José Manuel Santos espera uma “Páscoa boa”.
Para os resultados, que espera que sejam muito positivos, o presidente da ERT diz contribuírem os “eventos muito bonitos” promovidos na região, como a Semana Santa no Crato e a Páscoa em Castelo de Vide. “Temos de mostrar ao país que no Alentejo há excelentes eventos pascais, porque também para muito público isso atrai mais fluxos turísticos”, garante.
Por outro lado, e com o objetivo de captar procura turística para a Páscoa e incentivar viagens de curta duração, a ERT lançou, pela primeira vez, uma campanha de publicidade em Espanha dirigida às regiões fronteiriças da Extremadura (Badajoz, Cáceres e Mérida) e da Andaluzia (Sevilha e Huelva). Trata-se de uma campanha “multimeios”, com presença em centros comerciais e com “uma forte componente digital e de rádio”.
A campanha, que tem como conceito criativo “Mais além, sem ir mais longe”, tem em vista um “mercado de proximidade”. “É um mercado onde o Alentejo está a construir um posicionamento muito forte, mas ainda há milhares e milhares de espanhóis que não conhecem o Alentejo. Está aqui mesmo ao pé, os espanhóis vêm muito ao Alentejo neste período pascal, mas queremos que venham mais”, diz José Manuel Santos.
Entretanto, e já a pensar no verão, a ERT irá avançar em maio com uma campanha destinada ao mercado nacional. “O verão não é garantido e temos também de promover o Alentejo no verão e, portanto, temos pela frente um ano exigente”, remata o responsável.
Os campomaiorenses voltam a mudar-se de “armas e bagagens” para o campo, durante os próximos dias, para cumprir, um ano mais, a tradição pascal da romaria de Nossa Senhora da Enxara.
A previsão é de que a grande maioria das pessoas se comece a reunir junto à ermida a partir de quinta-feira, na véspera da Sexta-Feira Santa, para ali permanecer até segunda-feira, feriado municipal em Campo Maior, fazendo da Enxara uma verdadeira “segunda habitação”, assegura João Pedro Carrilho, da comissão de festas.
“Nesses três ou quatro dias, a Enxara é uma segunda casa. As pessoas levam fogões, levam micro-ondas, tudo o que se possa imaginar. É uma casa autêntica: desde tendas, há pessoas que têm autotendas, é uma segunda casa mudada”, confirma.
E porque sem tradições “a vida não é nada”, defende João Pedro Carrilho, é importante que os jovens possam dar continuidade à romaria, com os mais novos, até ao momento, a juntarem-se sempre à festa. “Nós tentamos puxar alguma juventude para que a tradição da Páscoa e da festa de Nossa Senhora de Enxara se mantenham por muitos e longos anos, para que as tradições não morram, porque se não se faz, acaba por morrer tudo. E é uma maneira de darmos algum ânimo e vida à Eremida”, diz ainda o responsável, que assegura que cabe aos campomaiorenses dar continuidade à festividade criada pelos seus antepassados. “Cabe-nos a nós agora mantê-la viva e tentar passar, e tentamos passar para a malta mais jovem, para se poderem divertir, para poderem coabitar na Ermida da Enxara”, remata.
De recordar que as festas em Honra de Nossa Senhora da Enxara tiveram o seu início oficial na noite do passado sábado, com a tradicional procissão entre a Igreja de Ouguela e a Ermida.
No próximo sábado, 4 de abril, haverá garraiada com música ao vivo, pelas 21 horas. No domingo de Páscoa, dia 5, às 16 horas, realiza-se a Missa da Ressurreição. Duas horas mais tarde haverá garraiada e às 22 horas baile com os Bellota Trompetera. Na Segunda-Feira de Páscoa, feriado municipal em Campo Maior, realiza-se uma Missa de Ação de Graças, pelas 16 horas, seguida de procissão, em honra de Nossa Senhora da Enxara.
Depois da estria no domingo, no encerramento da programação do Mês do Teatro de Campo Maior, a “A Menina do Mar”, uma produção do grupo de teatro do Município “EntrePalcos”, liderado por Ana Diabinho, voltou a estar em cena no auditório do Centro Cultural da vila, esta segunda-feira, 30 de março, no âmbito do “Mês da Leitura”.
Dirigido aos alunos do pré-escolar do concelho e baseado no livro infantil homónimo de Sophia de Mello Breyner Andresen, o espetáculo conta a história de uma menina que vive no mar e tem curiosidade sobre o mundo da terra. Um dia, conhece uma rapariga e nasce uma amizade entre elas que, apesar de pertencerem a mundos diferentes, aprendem a importância da descoberta, da saudade e da amizade.
As celebrações do Domingo de Ramos decorreram com grande adesão nas várias comunidades paroquiais de Elvas, assinalando o início da Semana Santa com momentos de fé, tradição e envolvimento das crianças da catequese, de acordo com a Unidade Pastoral de Elvas.
Na Igreja do Salvador, as crianças da catequese foram protagonistas na bênção dos ramos, realizada no Adro da Sé. Após este momento simbólico, teve lugar a habitual procissão até à Igreja do Salvador, recriando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e envolvendo a comunidade num ambiente de recolhimento e devoção.
Também em Santa Luzia, a data foi vivida de forma intensa, com a realização de uma Via-Sacra pelas ruas do bairro. A iniciativa reuniu fiéis de várias idades e culminou com a eucaristia vespertina do Domingo de Ramos, reforçando o espírito comunitário e a reflexão própria deste tempo litúrgico.
Destaque ainda para a participação ativa das crianças da catequese nos dias que antecederam a celebração. No sábado anterior, os meninos do 3.º ano dinamizaram uma Via-Sacra muito especial, cujos textos foram integralmente escritos pelos próprios, num exercício de fé, criatividade e envolvimento pessoal com a mensagem da Paixão de Cristo.
Na Boa-Fé, os mais novos também tiveram um papel central nas celebrações. As crianças da catequese participaram na bênção dos ramos e integraram a procissão que percorreu as imediações da Igreja do Senhor da Boa-Fé. A jornada terminou com a eucaristia dominical, vivida com grande participação da comunidade.
Estas celebrações evidenciam “o papel fundamental das crianças e jovens na vivência da fé e na dinamização das tradições religiosas, reforçando os laços entre gerações e mantendo viva a identidade espiritual das comunidades locais”, assegura a Unidade Pastoral de Elvas.
A primeira edição da Feira da Páscoa de Elvas prossegue até à próxima segunda-feira, 6 de abril, na Praça da República.
A uma semana de distância do final do certame, nesta segunda-feira, 30 de março, a programação do evento ficou marcada pelas atuações do Grupo de Cantares da Universidade Sénior de Elvas e pelo projeto Danç’Arte da associação Gota d’Arte.
O Município de Elvas, através dos seus serviços educativos, promoveu o atelier infantil “Uma História, Mil Criações”, integrado na programação da Feira da Páscoa, na Casa da Cultura. A iniciativa foi pensada para proporcionar às crianças uma experiência simultaneamente lúdica e pedagógica, centrada na narração de uma história envolvente.
Durante a atividade, os mais pequenos participaram de forma ativa, sendo incentivados a interagir ao longo do desenvolvimento da narrativa. Este momento revelou-se importante para estimular a imaginação, a capacidade de escuta e a expressão criativa das crianças, promovendo um ambiente participativo e dinâmico.
Após a história, os participantes criaram o seu próprio coelho de Páscoa, num clima de entusiasmo e criatividade, recebendo ainda um doce simbólico alusivo à época. Com esta ação, o Município de Elvas reforça o seu compromisso com a promoção de iniciativas educativas de qualidade e com a valorização das tradições pascais junto do público infantil.
O Município de Elvas aprovou os projetos de execução e a abertura do procedimento para a substituição dos relvados sintéticos nos campos Pedro Barrena e António Semedo, bem como a abertura de procedimento para a empreitada de requalificação do espaço exterior da Escola Básica nº1 de Santa Luzia. Um investimento de mais de meio milhão de euros.
Foi igualmente aprovado o estudo prévio para a reconstrução da guarita no Forte da Graça e para a reabilitação da Escola do 1.º Ciclo na freguesia rural de São Vicente e Ventosa, reforçando o investimento municipal em equipamentos educativos e património histórico.
No domínio da manutenção urbana, o executivo deu luz verde ao projeto de conservação da rede viária, incluindo ações de corte de ervas para 2026, e autorizou a abertura de procedimentos para diferentes empreitadas nesta área.
De acordo com a autarquia, “estas intervenções refletem a continuidade do investimento municipal em infraestruturas, manutenção urbana e qualificação do espaço público, com impacto direto na melhoria das condições de vida da população e na valorização do território”.
Após o seu início no Domingo de Ramos, as celebrações da Semana Santa, em Elvas, prosseguem na noite desta quarta-feira, 1 de abril, com a já tradicional Via-Sacra pública, entre o Pelourinho, junto à Igreja das Domínicas, e o Santuário do Senhor Jesus da Piedade.
Este, que é um dos principais eventos que antecedem o Tríduo Pascal, lembra a irmã Maria de Fátima Magalhães, celebra-se há já muitos anos na cidade: “começou com um pequenino grupo de jovens, nos anos 80, à volta da Igreja da Nazaré; depois foi subindo da Igreja da Sé para a Nazaré; depois da Igreja da Sé para a Piedade e, já há muitos anos a esta parte, desde o Pelourinho, ou da Igreja das Domínicas, como se costuma dizer, até à Igreja do Senhor Jesus da Piedade”.
Esta Via-Sacra, com um “grande significado” para a irmã, tem início num local onde “se castigavam e enforcavam as pessoas”. “Para mim, o Pelourinho, por muito bonito e clássico que seja, é um lugar de morte, de sofrimento, de castigo”, assegura Maria de Fátima Magalhães. Por outro lado, o Santuário da Piedade é um “lugar de salvação”. “Temos a imagem do Senhor Jesus da Piedade à nossa espera, num lugar que não é de sofrimento, de castigo, nem de morte, mas um lugar de vida e que gera vida quando nos ajoelhamos e pedimos ao Senhor Jesus da Piedade que nos dê um pouco da sua bondade, um pouco do seu amor, um pouco da sua ternura e um pouco da sua vida para sermos vida junto dos outros”, assegura a irmã.
Com o mundo em guerra, o grande propósito desta Via-Sacra será rezar pela paz. “Basta lembrar o Teerão, a Palestina, Israel, o Líbano, basta lembrar tantas situações de conflito em tantos países. Quando Cristo vem anunciar a paz e o amor, os homens, passados tantos anos, continuam a fazer guerra e cada vez mais com métodos mais sofisticados. É uma ocasião para nós nos perguntarmos se realmente Cristo está a encher a nossa vida, porque se Cristo estivesse a encher a nossa vida e fosse a sede onde iríamos beber todos os nossos valores, o homem hoje não faria guerra: sentar-se-ia à mesa e, pelo diálogo, pela democracia, pela cidadania, haveria de encontrar soluções para resolver as grandes questões mundiais”, garante a irmã.
Durante a via-sacra, refere ainda Maria de Fátima Magalhães, pretende-se rezar, não só pela paz nos territórios em guerra, mas também pela “paz nas famílias e no coração” de cada um. “Se os homens tivessem sentimentos de paz, sentimentos de perdão, não fariam a guerra. Portanto, pedimos sobretudo ao Senhor Jesus da Piedade, a Jesus morto e crucificado numa cruz, que ressuscitou por nosso amor, que nos conceda o dom da paz. ”Portanto, a grande intenção desta nossa caminhada noturna será rezar pela paz”, acrescenta.
Ao longo da caminhada, aqueles que se juntarem a esta Via-Sacra também terão oportunidade de refletir, nas 14 paragens, sobre os momentos “em que Jesus levou a sua cruz desde o Pretório de Pilatos até ao Monte Calvário”.
A Via-Sacra, esta quarta-feira, tem início às 21h30, na Igreja das Domínicas.
António Candeias, Professor Catedrático do Departamento de Química e Bioquímica e Diretor do Laboratório HERCULES, foi eleito Reitor da Universidade de Évora para o próximo mandato 2026-2030, após reunião deliberativa do Conselho Geral da Universidade de Évora, órgão a quem compete estatutariamente a eleição do Reitor.
A reunião decorreu esta segunda-feira, dia 30 de março, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora (UÉ), juntando um colégio eleitoral composto por 24 membros que procedeu à votação nos dois candidatos ao cargo: Hermínia Vasconcelos Vilar, atual Reitora, e António Candeias, Professor Catedrático do Departamento de Química e Bioquímica e Diretor do Laboratório HERCULES. O Colégio elegeu, à primeira volta, como Reitor da Universidade de Évora, António Candeias, com 17 votos. Já Hermínia Vasconcelos Vilar obteve 7 votos, não se registando qualquer voto nulo ou em branco. A tomada de posse da nova equipa reitoral está agendada para o dia 11 de maio de 2026.
Na sessão pública para anúncio dos resultados do processo eleitoral, António Candeias, que assume pela primeira vez a Reitoria da Academia alentejana, dirigiu-se a todos os presentes agradecendo o “voto de confiança”. “É para mim, obviamente, uma grande responsabilidade e uma grande satisfação”. O Reitor eleito começou por agradecer “à Senhora Reitora, Professora Hermínia Vasconcelos Vilar, e a toda a Reitoria, todo o trabalho que têm feito no desenvolvimento da nossa Universidade. Sei que tudo o que têm feito tem sido para bem da própria Universidade”, dirigindo-se, depois, aos estudantes, funcionários, docentes e investigadores “para que o meu projeto, que a partir de agora, é o nosso projeto, seja uma realidade, é preciso que todos se sintam envolvidos nele”.
O programa de ação de António Candeias, intitulado “+UÉ I mais Universidade de Évora (2026-2030)”, traduz-se numa visão concreta: “uma UÉ global, reconhecida pela qualidade pedagógica, científica e cultural; mais simples, ágil, participada e orientada para as pessoas; sustentável e exemplar; e profundamente ligada à cidade e ao território”. E apresenta um “modo fazer” com proximidade, participação e transparência.
O programa estrutura-se em dez eixos estratégicos, que cobrem as missões centrais da Universidade e os fatores críticos de sucesso institucional. Estes eixos assumem compromissos concretos: reforçar a qualidade e a escala da investigação e da inovação; melhorar o sucesso académico e modernizar o ensino; afirmar o impacto social, cultural e territorial da Universidade; aprofundar a internacionalização com propósito; colocar inclusão, bem-estar e saúde mental no centro da vida académica; modernizar serviços e governação digital, reduzindo burocracia; acelerar a transição sustentável; investir de forma planeada em infraestruturas e na relação entre a Universidade e a Cidade; valorizar pessoas, carreiras e talento; e construir uma comunicação institucional forte, coerente e baseada em impacto real.
António Candeias pretende que a “UÉ se assuma como pilar do desenvolvimento, como referência de qualidade, como comunidade viva e como instituição global”. “A Universidade de Évora tem todas as condições para ser uma referência na Ciência, na Cultura e na Formação e um pilar no desenvolvimento do Alentejo e de Portugal – e para o fazer com uma identidade própria, europeia e contemporânea”, afiança.