O emblemático Museu Berardo, em Estremoz, volta este sábado, 14 de março, a ser palco do Cultourwine, evento que se tem vindo a afirmar como uma montra de excelência da identidade vitivinícola local.
Desta vez, são 13 as adegas do concelho que participam no certame, que se realiza mais cedo do que aquilo que tem vindo a ser habitual, tendo em conta “a avaliação feita pelas adegas e pelos produtores”. Até então, o Cultourwine ocorria entre junho e julho, meses quentes de verão, o que se traduzia em “maiores dificuldades nas provas de vinhos e em menos apetência para vinhos mais quentes”, explica o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio.
Cada adega representada no evento terá o seu próprio espaço, estando as 13 no certame para promover aquilo que é a “excelência das suas produções”. Participam no Cultourwine a Adega ao Gil – Casa Rainha Santa Isabel, Adega do Monte Branco, Aliestre Vineyards, Dona Maria Vinhos, Herdade do Pombal, Herdade dos Casarões, Herdade dos Outeiros Altos: Vinhos Biológicos, Howard’s Folly Wine, João Portugal Ramos, Quinta do Carmo – Bacalhôa Vinhos de Portugal, Quinta do Mouro, Tiago Cabaço Winery e Vinhos Rosa Santos.
Nesta edição do evento, avança José Daniel Sádio, uma das novidades é uma “Tour Comentada por Escanção”, acompanhada por Fábio Nico, vice-presidente da Associação de Escanções de Portugal. A iniciativa, que conta com sessões às 11h30 e às 16h00, consiste numa visita guiada aos expositores das adegas presentes, levando os participantes a aprofundar conhecimentos, descobrir histórias e compreender melhor os vinhos em prova, através do olhar especializado de um profissional da área. A participação é gratuita, mas carece de marcação prévia, que pode ser feita através do número 268 080 281 ou na receção do Museu Berardo Estremoz.
Pelas 15 horas, realiza-se a palestra “Os últimos 100 anos da Vitivinicultura em Estremoz – Perspetiva Histórica”, por José Calado. Esta palestra está inserida nas comemorações do Centenário da Cidade de Estremoz.
O evento contará, um ano mais, com a participação da Autenticidade Alentejana e da SEL, que estarão presentes com degustações que convidam à descoberta dos seus produtos.
O Cultourwine inclui também o espaço Cultourkids, destinado a crianças, onde serão dinamizadas atividades acompanhadas por um funcionário do museu enquanto os pais visitam o evento.
Ao longo do dia, a animação do Cultourwine estará a cargo do Grupo de Cantares “Os da Boina”, celebrando a tradição e a identidade cultural alentejana, numa harmonia perfeita entre vinho, música e património.
O evento decorre das 11h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. A entrada tem um custo de 3,50 euros, com direito a copo e respetiva bolsa.
O jogo online tem sofrido um crescimento substancial nas últimas décadas e muito se deve à influência da UE no mercado.
A União Europeia apresenta-se como um protetor de consumidores, moldador de regulação e, sobretudo, um mediador de concorrência entre as diferentes existentes no mercado, já que muitas destas operações são transfronteiriças.
Este é um mercado em franca expansão e a influência da UE é cada vez mais notória, por isso, é importante que compreenda esta visão mais abrangente sobre esta temática.
O mercado português e a sua compatibilidade
O mercado do jogo online em Portugal e toda a sua regulamentação foram implementados em 2015, cobrindo assim um “vazio legal” existente neste setor e onde toda a atividade não era uniformizada entre os diferentes competidores.
Apesar da União Europeia não possuir uma lei uniforme para regulamentar diretamente os jogos de azar online, existem algumas diretrizes que são aconselhadas, nas quais cada Estado-Membro acaba por criar a sua própria legislação.
Portugal, como acontece com os restantes países inseridos na UE, deve respeitar o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que tem como base principal a liberdade na prestação de serviços.
Esta “autonomia” dos países-membros fez com que Portugal pudesse criar as suas formas próprias de licenciamento e, sobretudo, de regras de jogo online (onde se encaixam os regimes de licenças), desde que estas não violem questões europeias fundamentais.
Possibilidade de normas complementares, sem legislação específica
A regulamentação do jogo online, apesar de possuir uma legislação própria em cada país, acaba por ser indiretamente influenciada por alguns dos valores principais estabelecidos pela União Europeia.
Existem, assim, três diretrizes extremamente importantes, que são consideradas “normas complementares”, que podem/devem ser associadas à legislação específica de cada Estado-Membro.
Os direitos do consumidor e a proteção de dados (GDPR) têm como base a proteção total e o tratamento correto de todas as informações fornecidas pelos utilizadores às plataformas, existindo assim uma maior confiança dos apostadores nesta atividade.
As diretivas contra o branqueamento de capitais (AMLD) contam com um impacto significativo na manutenção da integridade do mercado, garantindo que todas as plataformas adotem procedimentos de verificação (por exemplo, KYC) para todos os utilizadores.
Por último, e não menos importante, os regulamentos estabelecidos para leis digitais mais amplas (DSA), em que todas as plataformas com serviços digitais têm de manter a transparência e regras sobre a promoção de conteúdos.
A relação entre a União Europeia e o jogo online tem como ponto fulcral as boas práticas de toda a atividade e, tendo essa sustentabilidade em conta, existem inúmeras organizações/ações com influência neste setor.
Na promoção de padrões de segurança, proteção e jogo responsável, os operadores licenciados pela União Europeia contam com um suporte intenso por parte da European Gaming and Betting Association.
Esta associação influencia positivamente debates entre diferentes mercados, mas, sobretudo, mantém uma cooperação ativa entre estas entidades à procura de manter as melhores práticas.
O “incessante combate” contra o jogo ilegal é também uma prioridade, sendo que os reguladores nacionais têm assinado inúmeras declarações conjuntas para alinhar estratégias e, sobretudo, batalhar contra operadores não-licenciados.
Este é considerado por muitos um “trabalho de sombra”; no entanto, possui uma importância máxima na manutenção da atividade, ainda mais num contexto de inovação digital constante em que vivemos atualmente.
Impacto entre operadores e a sua concorrência
Este é, sem dúvida alguma, um dos setores com maior concorrência entre operadores atualmente, sendo o mesmo evidente pelas campanhas de marketing agressivas que podem ser vistas em diferentes contextos (TV, redes sociais, outdoors, etc.)
Tendo esse aspeto em consideração, é assim importante que exista um incentivo à concorrência regulamentada e ao jogo responsável, seguindo, sempre, o modelo europeu de licenciamento.
Apesar de a maioria dos operadores atuar privadamente, estes têm de cumprir requisitos, sendo que os mesmos têm um enorme impacto no desenvolvimento dentro de um espaço regulamentado, com investimentos seguros e linhas assentes na proteção do jogador.
No entanto, existem alguns entraves em toda a atividade, sobretudo quando estas plataformas pretendem estabelecer-se noutros mercados internacionais, onde acabam por enfrentar custos extensos (sempre diferentes) e regimes fiscais, muitas das vezes, completamente distintos.
Proteção do jogador e jogo responsável
Em Portugal, em particular, o Serviço de Regulação e Inspeção do Jogo (SRIJ) é a entidade que controla toda a atividade de jogo, não só nas plataformas online, como também nos espaços físicos que existem em solo nacional.
A evolução do jogo em Portugal é evidente e muito se deve às inúmeras campanhas realizadas por este setor para manter o jogo responsável e, sobretudo, criar uma maior confiança em todos os jogadores.
Tem sido notória a maior estabilidade do setor nos últimos anos, em que os jogadores parecem sentir-se mais protegidos com todas as dinâmicas criadas pelas plataformas e entidades regulatórias.
A proteção de grupos de jogadores mais vulneráveis através de ferramentas como autoexclusão ou limitação de tempo e apostas é um passo interessante para a integração de boas práticas regulatórias, no entanto, ainda existe muito por onde evoluir.
Os resultados no mercado português têm apresentado um crescimento contínuo nas suas receitas, muito devido à regulação interna compatível com os princípios existentes em toda a Europa, criando assim um ambiente de melhor projeção futura.
Portugal conta com princípios bem estabelecidos e em que a diversidade de plataformas contribui positivamente para a evolução sustentada desde 2015, sendo que não existem indicações para uma possível estagnação a curto/médio prazo.
A DECO avaliou, recentemente, os sistemas digitais de apoio ao cliente de 24 empresas de oito setores essenciais da economia, desde as comunicações eletrónicas à energia, passando pela banca, mobilidade, saúde, comércio eletrónico, serviços digitais e turismo.
Os resultados desta avaliação, revela a DECO em nota de imprensa, não são animadores: “numa escala entre o Muito Mau e o Muito Bom, a maioria das empresas situa-se entre o Mau e o Razoável”.
A avaliação da DECO incidiu sobretudo sobre os chatbots e formulários online, os dois mecanismos que hoje dominam os sistemas de contacto das empresas. O formulário digital tornou-se o principal canal e os assistentes virtuais estão presentes em mais de metade das empresas analisadas. “Contudo, a existência formal destes canais não significa que o consumidor tenha um melhor apoio das empresas”.
Pelo contrário, “a experiência de contacto revelou percursos complexos, menus sucessivos e sistemas que limitam a exposição livre do problema”. Em vários casos, os chatbots funcionam essencialmente “como instrumentos de triagem, encaminhando o consumidor para perguntas frequentes ou para novos formulários, sem permitir que a reclamação seja formalmente registada no próprio fluxo da conversa”.
A investigação da DECO revelou também “uma tendência preocupante”: o próprio conceito de “apoio ao cliente” está a desaparecer dos websites das empresas. Em muitos casos, é substituído por expressões mais neutras como “ajuda”, “opiniões” ou “dúvidas”, “diluindo a identificação clara do canal de apoio e tornando menos evidente o exercício dos direitos do consumidor”.
À autoajuda das perguntas frequentes juntou -se, agora, o “autoatendimento”, diz a DECO, que identificou ainda situações em que “os clientes registados ou com estatuto premium obtêm uma resolução mais rápida ou facilitada dos seus problemas, criando um tratamento diferenciado entre os consumidores”.
Perante estes resultados, a Associação “alerta para um risco crescente”: a digitalização do atendimento ao cliente está a transformar-se “num sistema cada vez mais difícil de utilizar”. A DECO defende, por isso, “que o acesso a um interlocutor humano – nesta fase em que a IA revela ainda uma capacidade limitada – deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual”.
Entratanto, a DECO apresentou um conjunto de recomendações dirigidas ao Governo e às empresas. Entre as principais propostas estão: “a consagração legal do direito do consumidor a contactar um interlocutor humano quando o solicite; a proibição de práticas que criem entraves ou discriminação no acesso à reclamação, incluindo situações em que consumidores premium obtêm tratamento preferencial; a obrigatoriedade de disponibilizar um contacto por email e telefone claramente identificável; a garantia de que os chatbots permitem sempre o acesso imediato a um operador humano; a obrigação de informar previamente o consumidor quando está a interagir com um assistente virtual; e a definição de prazos máximos de resposta e limites de espera nos chats e linhas telefónicas”.
Para assinalar o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, celebrado a 15 de março, a mensagem da DECO é clara: “o apoio ao cliente das empresas deve servir para resolver os problemas dos consumidores e não para os deixar a falar pró boneco”.
Cerca de 800 alunos participarão no XX Mega Sprinter – Final Nacional, que decorrerá em Elvas, nos dias 20 e 21 de março, sexta-feira e sábado.
O Mega Sprinter Nacional é uma importante prova do calendário desportivo anual do Programa Nacional do Desporto Escolar, desenvolvida em parceria com a Federação Portuguesa de Atletismo, com o objetivo de promover a prática do Atletismo, nas disciplinas de velocidade (40 m), lançamento do Vortex e Vortex adaptado (de precisão), salto em comprimento e resistência (1 km).
Na edição de 2026, na fase de escola participaram mais de 100.000 alunos, dos quais cerca de 10.000 competiram nas fases local e regional. Deste modo, em Elvas estarão alunos oriundos de todas as regiões do país, incluindo das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
Para além dos jovens atletas finalistas, juntam-se cerca de 200 professores (que acompanham as delegações e participam na organização das provas), aproximadamente 140 alunos voluntários, mais de seis dezenas de assistentes operacionais das diversas escolas envolvidas e, ainda, um universo alargado de pessoas oriundas da autarquia, forças de segurança e proteção civil e da Federação Portuguesa de Atletismo, que asseguram o apoio especializado nos diferentes âmbitos de intervenção.
As provas decorrem no Estádio Municipal de Atletismo de Elvas. No dia 20 de março, para além da receção das comitivas, realiza-se pelas 17h00 a cerimónia de abertura, seguindo-se a primeira jornada da competição, a partir das 18h00. No dia 21 de março, a partir das 8h30, a competição será retomada com a segunda jornada, esperando-se assim uma manhã muito animada e de elevada competitividade.
Este ano, esta prova assume ainda um significado especial, por assinalar a 20.ª edição do Mega Sprinter, marco simbólico de um projeto que tem promovido ao longo de duas décadas a prática do Atletismo no âmbito do Desporto Escolar. No decurso do evento serão também homenageadas várias personalidades que se destacaram pelo seu contributo e dedicação ao desenvolvimento e consolidação deste projeto.
Será ainda promovida, pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), uma atividade de sensibilização, visando a promoção de valores desportivos limpos e a educação antidopagem em todos os níveis do desporto e de forma inclusiva.
Esta competição resulta de uma organização conjunta entre a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (através da Unidade de Desporto Escolar), a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (com o envolvimento direto da Coordenação Regional do Desporto Escolar do Alentejo e da Coordenação Local do Desporto Escolar do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral) e a Federação Portuguesa de Atletismo, contando ainda com o importante apoio da Câmara Municipal de Elvas.
Os Jogos do Alto Alentejo arrancam este sábado, dia 14 de março, com a cerimónia oficial de abertura agendada para as 15h00, no Museu Aberto, Casa das Flores, em Campo Maior.
Promovidos pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), os Jogos envolvem pela primeira vez os 15 municípios do distrito de Portalegre e mobilizam milhares de participantes de diferentes faixas etárias, ao longo de um programa desportivo e recreativo que decorre até 21 de junho.
A sessão inaugural contará com intervenções institucionais e momentos simbólicos que assinalam o arranque formal da 24.ª edição. De seguida realiza-se uma caminhada, de aproximadamente seis quilómetros, com início no Largo do Barata.
Para Joaquim Diogo, presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, “os Jogos do Alto Alentejo são muito mais do que um evento desportivo. São um instrumento de coesão territorial que aproxima os 15 municípios, promove o convívio entre gerações e reforça o sentimento de pertença a um território que se afirma pela união, pela participação e pelo trabalho em rede.”
No domingo, dia 15 de março, realiza-se em todos os municípios aderentes uma caminhada de sete quilómetros, numa parceria entre a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo e a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo. A iniciativa “50 Anos, 15 Caminhadas” integra o programa dos XXIV Jogos do Alto Alentejo e as comemorações dos 50 anos do Hospital Dr. José Maria Grande. Aberta à comunidade, pretende afirmar-se como um momento representativo do espírito inclusivo, intergeracional e de promoção de estilos de vida ativos que caracteriza esta iniciativa regional.
Ao longo dos meses seguintes, o calendário contemplará diversas modalidades desportivas e atividades recreativas, incluindo iniciativas adaptadas, reforçando o convívio e o bem-estar das populações do Alto Alentejo.
A reunião plenária do Conselho Local de Ação Social (CLAS) de Elvas, que reuniu diversas entidades parceiras da Rede Social para analisar e planear iniciativas de intervenção social no território, realizou-se esta quinta-feira, 12 de março, no Auditório do Centro de Negócios Transfronteiriços (CNT).
Entre os principais pontos em discussão esteve o Plano de Ação da Rede Social para 2026, documento estratégico que orienta as prioridades de atuação para o próximo ano. Durante a sessão foi igualmente aprovado o Plano de Atividades do Núcleo Local de Inserção (NLI), reforçando o trabalho de acompanhamento e integração social.
A reunião incluiu também a apresentação da Plataforma para a Promoção da Qualificação dos Recursos Humanos Regionais – PlaQuar, iniciativa da Universidade de Évora e da Fundação Alentejo, bem como a apresentação da Liga dos Combatentes da Grande Guerra como entidade a integrar o CLAS.
No decorrer da sessão foi ainda divulgada a realização das III Olimpíadas Inter-Centros para Seniores – Silver Games, que terão lugar em Badajoz em 2026, e apresentado o balanço do CLAIM – Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes de Elvas, destacando o trabalho desenvolvido no apoio à população migrante.
Os Alcoólicos Anónimos (AA) vão estar em Elvas, no próximo dia 20 de março (sexta-feira), para uma sessão de informação pública, a ter lugar no Auditório São Mateus, pelas 11 horas.
Levar a mensagem ao alcoólico ainda em sofrimento, para uma mudança da sua condição de vida, tem sido o grande objetivo da organização mundial, já com 90 anos de existência. “O fator primordial da organização, dos grupos, das pessoas, é procurarem manter-se limpos, sóbrios, manterem-se afastados do consumo de álcool”, explica o presidente dos AA Portugal, o psicólogo Celestino Cunha, que avança que, atualmente, a organização envolve “mais ou menos três milhões de pessoas em mais de 60 países”.
Nos AA, o alcoólico que alcançou “um despertar espiritual” e que consegue manter a sua abstinência, procura depois “levar a mensagem a pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade”, com a organização a tentar chegar à comunidade com sessões como aquela que acontece em Elvas.
“Há um grupo de pessoas, dentro dos AA, que faz esse serviço de informação pública. Convida-se, muitas vezes, as instituições de saúde, as autarquias, as escolas e promovem-se esses encontros de modo a levar a mensagem, no fundo, para que a comunidade saiba que estes grupos existem, que têm uma forma muito particular de trabalhar dentro do seu anonimato e é também uma forma de a comunidade, em geral, poder encaminhar pessoas, de poder dizer que está ali uma porta, que está ali um grupo de pessoas que ajuda”, adianta o responsável.
Ao longo dos anos, a organização tem vindo a procurar ser “um suporte” na comunidade, garante Celestino Cunha, com vista a dar resposta a um problema efetivo que se vive em Portugal. “O nosso país, pela nossa história, pela nossa cultura, tem uma relação com o álcool que é bastante problemática. Promovemos, toleramos e, por isso, os AA são uma maneira de responder ao problema que se vive no nosso país. Há muitas pessoas que padecem de problemas ligados ao álcool, que padecem da doença do alcoolismo, e os AA são o suporte na comunidade ligado, por exemplo, às organizações, aos centros de saúde, às autarquias, às escolas e até ao sistema de justiça e podem ser um grande recurso na comunidade para que as pessoas possam encontrar forma de se recuperarem”.
Nestes eventos, participam não só alcoólicos em recuperação, que partilham a sua experiência, mas também as famílias, sendo que para os familiares existem também grupos de ajuda: “existem grupos de AA, existem grupos de Al-Anon, que são as famílias que se unem também para lidar com o problema que as atinge, e há a possibilidade de encaminhar – existe uma linha, existe um site, existe informação para as pessoas poderem conhecer”. “Quanto mais conhecemos, seremos sempre mais capazes de lidar com os problemas”, garante o presidente dos AA Portugal.
Na falta de grupos presenciais de AA no interior do país, os grupos online têm-se revelado uma boa alternativa. “No interior existem menos grupos, mas com a chegada dos grupos online, de facto, qualquer pessoa, em qualquer local, pode frequentar grupos e pode ter acesso a este tipo de ajuda”.
“O álcool é um problema da nossa sociedade e os AA têm provas dadas para lidar, de forma saudável e adequada, com o problema, de modo a que ele se resolva, pela recuperação das pessoas que têm essa doença”, remata Celestino Cunha.
O único requisito para ser membro dos AA “é o desejo de parar de beber”. Para ser membro dos AA não é necessário pagar taxas de admissão nem quotas, sendo a organização autossuficiente. Os AA “não estão ligados a nenhuma seita, religião, instituição política ou organização, não se envolvem em qualquer controvérsia, não subscrevem nem combatem quaisquer causas”.
Partilhando entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum, o propósito primordial dos AA é manterem-se sóbrios e ajudarem outros a alcançar a sobriedade.