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Theatron dá nova “roupagem” ao espetáculo “Traições” e apresenta-o ao público de Montemor

A Theatron – Associação Cultural regressa à Blackbox d’O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, para apresentar o espetáculo “Traições”, esta sexta-feira e sábado, dias 30 e 31 de janeiro, pelas 21h30.

“Traições” tem por base um texto de Harold Pinter com o mesmo nome. “Harold Pinter é um conceituado dramaturgo, que foi Prémio Nobel da Literatura em 2005 e por quem a Theatron nutre um particular apreço. Nós já havíamos estreado este texto em 2019, sob a encenação de Paulo Quedas, numa apresentação que, entretanto, foi subitamente interrompida pela pandemia”, começa por recordar a atriz Rosa Souto Armas.

Sete anos depois, a Theatron resolveu voltar a pegar no texto, dando-lhe agora uma outra roupagem. Ao público é apresentada uma “complexa história de amor e de amizade, contada pelas vozes de três personagens: Jerry, Emma e Robert”.

A história, sobre “aquilo que é a fragilidade do amor e das relações humanas”, é apresentada ao espectador de uma forma particular, uma vez que “é contada desde o seu final até ao seu princípio”. “Acreditamos que Pinter, quando assim a escreveu, teve esta intenção de abordar também o que é a complexidade da passagem do tempo, a forma como construímos as memórias e como as nossas escolhas para comunicarmos nem sempre são lineares e objetivas”, revela a atriz

Ainda que escrita na década de 60, esta é uma história que “transporta em si toda uma contemporaneidade”. “Foi também esta atualidade que nos fez considerar a apresentação, de novo, deste texto”, assegura Rosa Souto Armas.

Para maiores de 16 anos, o espetáculo conta com as interpretações de Bernardinho Sabino, Filipe Fernandes e Rosa Souto Armas. A encenação é da responsabilidade da Theatron, a produção executiva de Todinha Santos, a direção técnica de Tiago Coelho e a conceção da imagem gráfica de Helena Barreiras.

Sinopse de “Traições”:

Um homem e uma mulher encontram-se à mesa de um café e relambram o passado … Este é o ponto de partida de uma história de amor e amizade que nos chega pelas vozes de Jerry, Emma e Robert, concebida por Harold Pinter através de uma linha temporal inversa, desfeita. Esse ato pode ser a forma clara de abordar a complexidade da passagem do tempo, como construímos memórias e como as nossas escolhas para comunicar não são lineares e objetivas. Talvez seja mesmo o espaço entre o ato e a palavra, a “PAUSA” de Pinter, que carrega toda a tensão e toda a verdade de um diálogo que pode parecer, à partida, inconsequente.

Há momentos em que a traição está implícita meramente numa falta de diálogo, numa pausa ou troca de olhares, numa evocação do passado, numa promessa não cumprida. Uma inquietante história sobre a fragilidade do amor e das relações humanas.

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