Investimentos do PRR vão permitir “mudar paradigma industrial” de Campo Maior

Esta segunda-feira, 13 de novembro, foi “um dia muito importante” para o concelho de Campo Maior, começa por dizer o presidente da Câmara, Luís Rosinha, após a assinatura do auto de consignação da empreitada para a melhoria das acessibilidades à zona industrial da vila (ver aqui).

“Se olharmos para trás, (o projeto) inicia-se em 2018, com uma apresentação e um acordo de colaboração, feito àquela data, e que hoje, passados os concursos públicos e a execução do projeto, já está no terreno”, recorda o autarca.

Esta, que é uma obra muito “ansiada e desejada”, irá ditar uma “nova abordagem” ao concelho: “uma abordagem externa, do ponto de vista rodoviário, que nos irá dar mais segurança, sobretudo, na zona de confluência entre a Nacional 373 e a 371, que evitará o trânsito pesado, dentro da malha urbana, que passará a ser externo”.

Por outro lado, Rosinha não tem dúvidas que esta irá ser uma obra que vai permitir uma aproximação de Campo Maior à fronteira espanhola e à Plataforma Logística do Sudoeste Europeu.

O autarca acredita que, com os investimentos a serem feitos, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com 6,7 milhões nesta variante de acesso à zona industrial, e com os 15,2 milhões destinados á Área de Acolhimento Empresarial, será possível “mudar o paradigma industrial” de Campo Maior.

“Esta (a obra da variante) será a parte estruturante e, depois, cabe-nos a nós dotá-la da melhor tecnologia e da componente energética, para todos os empresários instalados e aqueles que se venham a instalar na nossa zona industrial”, assegura o presidente.

Os trabalhos relativos à obra da variante irão arrancar “a curto prazo”. A empresa está, neste momento, “a proceder aos trabalhos de instalação, de criação do próprio estaleiro de obra”. “Temos uma obra para 15 meses, com 6,7 milhões de euros, que irá melhorar também aquilo que é uma questão muito importante, relativa aos problemas que, constantemente, surgem na estrada entre Elvas e Campo Maior”, diz ainda Luís Rosinha.