
A Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) colocou 446 novos estudantes na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), registando um crescimento de 21,6% face ao ano letivo anterior. Com 643 vagas disponibilizadas, a instituição alcança uma taxa de colocação de 69,4%, o melhor resultado entre as universidades politécnicas localizadas no interior do país.
Para o reitor da UPP, Luís Loures, os resultados refletem um trabalho continuado de afirmação da instituição e conjugam vários fatores, entre os quais a alteração da designação para Universidade Politécnica de Portalegre (antes Instituto Politécnico de Portalegre) e as mudanças introduzidas no acesso ao Ensino Superior.
“Eu acho que é o resultado do trabalho continuado que temos vindo a fazer ao longo dos últimos anos”, afirma o reitor, que considera que a nova designação “acaba por ter impacto”, a par do aumento do número de estudantes em condições de concorrer ao Ensino Superior na sequência das alterações ao modelo de acesso.
Luís Loures sublinha, contudo, que o crescimento não pode ser dissociado do reconhecimento que a instituição tem vindo a conquistar. “Felizmente, o Politécnico tem vindo, ao longo dos últimos anos, a garantir, efetivamente, esse reconhecimento pela qualidade da formação que apresenta e também por aquilo que é, depois, a resposta do mercado, através da elevada empregabilidade que os nossos estudantes têm”, salienta.
Na opinião do reitor, a transformação institucional contribui também para reforçar a perceção da qualidade da UPP. “É um reconhecimento que vem associado ao mérito, à qualidade, à excelência”, afirma, defendendo que os estudantes passam agora a perceber “de uma forma mais direta e mais cabal” que a Universidade Politécnica de Portalegre pode competir com as restantes instituições nacionais “em termos de qualidade, de taxa de empregabilidade e qualidade da sua formação”.
Melhor resultado entre as instituições do interior
A taxa de colocação de 69,4% coloca a UPP no primeiro lugar entre as universidades politécnicas do interior nesta primeira fase. Luís Loures considera que os números confirmam uma trajetória de crescimento sustentado e de reforço da capacidade da instituição.
“Efetivamente é isso que os números mostram”, afirma o reitor, que defende que o desempenho é consequência de um investimento continuado no aumento da oferta formativa e da capacidade instalada, mas também nas condições proporcionadas aos estudantes. A UPP tem vindo a reforçar as residências universitárias, a oferta de cursos e a qualificação do corpo docente.
No ano letivo de 2026/2027, a instituição disponibilizará 760 camas em residências universitárias, com condições destinadas ao estudo, convívio e bem-estar. A Universidade criou ainda incentivos à excelência e à atração e fixação de talento, incluindo bolsas correspondentes ao valor da propina e apoios ao alojamento para estudantes colocados através do CNAES que tenham escolhido Portalegre como primeira opção e cumpram os critérios de mérito definidos.
Licenciatura em Desporto destaca-se em Elvas
Entre os resultados desta primeira fase, Luís Loures destaca ainda o desempenho da nova licenciatura em Desporto, lecionada na Escola Superior de Biociências de Elvas, que registou a melhor taxa de ocupação entre os cursos da escola.
A criação da formação resultou, segundo o reitor, de uma aposta orientada para as necessidades do território. “Nós fizemos essa aposta porque era uma necessidade da região e obviamente estão aí os resultados”, afirma.
Luís Loures considera que o desempenho da licenciatura confirma a estratégia da instituição de adequar a sua oferta às necessidades regionais. “Nós estamos aqui para responder àquilo que são as necessidades da região”, sublinha, apontando a alteração da designação da escola e a possibilidade de criação de nova oferta formativa como parte do caminho que a Universidade pretende continuar a percorrer.
199 vagas ainda disponíveis na segunda fase
Depois da primeira fase do CNAES, permanecem 199 vagas disponíveis para a segunda fase, distribuídas por diferentes áreas de formação das quatro escolas da Universidade. A estas colocações vão juntar-se os estudantes admitidos através de concursos especiais e do concurso para estudantes internacionais, bem como os novos estudantes de CTeSP, pós-graduações, mestrados e doutoramentos, cujos processos de ingresso ainda decorrem.
O reitor mostra-se confiante quanto à evolução da procura. “Mesmo que nós não tivéssemos nenhum candidato nas fases seguintes, o que não vai acontecer seguramente, nós já temos a quase totalidade das vagas preenchidas através dos outros regimes”, afirma.
Luís Loures explica que, em alguns cursos, a existência de vagas na segunda fase resulta sobretudo das regras de acesso, uma vez que “a maior parte” da oferta formativa da UPP “está com taxas de ocupação já de 100%”.
O responsável destaca ainda a procura registada através de outros regimes de acesso: “Eu posso dizer que há regimes onde nós já temos mais de 300 alunos à espera de ter uma vaga.”
A avaliação da capacidade de atração da instituição deve, por isso, ser feita considerando o conjunto dos diferentes mecanismos de ingresso e não apenas os resultados da primeira fase do concurso nacional. “O que interessa verdadeiramente às instituições são a sua taxa de ocupação de vagas passadas todas as fases de candidatura”, sublinha.
UPP prevê mais de mil novos estudantes pelo sétimo ano consecutivo
No conjunto dos diferentes regimes de acesso, a Universidade Politécnica de Portalegre deverá integrar mais de mil novos estudantes pelo sétimo ano consecutivo. Luís Loures estima que o número possa atingir entre 1.200 e 1.300 novos alunos no novo ano letivo.
“É efetivamente um fator muito positivo para a região”, considera o reitor, salientando que uma parte significativa dos estudantes é proveniente de fora do território.
“Mais uma vez aqui a Universidade Politécnica demonstra a sua capacidade de atrair jovens para a região e isso é algo que nos interessa a nós, mas que deve ser devidamente valorizado pelo ecossistema”, defende.
Os resultados da primeira fase do CNAES surgem assim num momento de mudança institucional para a UPP, que inicia esta nova etapa com um crescimento expressivo da procura e da colocação de estudantes. Para a instituição, os números reforçam a capacidade do ensino superior público no interior para atrair estudantes e talento, gerar conhecimento e contribuir para a coesão e o desenvolvimento do país.















