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GNR detém em Portalegre último líder de rede de narcotráfico em fuga

A Guarda Nacional Republicana (GNR), através do Grupo de Intervenção de Operações Especiais (GIOE) da Unidade de Intervenção, deteve, no dia 13 de agosto, no distrito de Portalegre, o principal líder de uma organização criminosa transnacional dedicada ao tráfico de estupefacientes, que se encontrava foragido à justiça há cerca de 13 meses.

A detenção representa um novo avanço numa investigação criminal complexa, conduzida pelo GIOE ao longo de 38 meses, em estreita cooperação com a Guardia Civil de Espanha. O suspeito agora detido era considerado um dos elementos centrais da organização, tendo responsabilidades na coordenação, organização e implementação de redes criminosas ligadas ao narcotráfico internacional com operações em Portugal.

A investigação já tinha conduzido, entre 7 e 11 de julho de 2025, a uma megaoperação realizada em oito distritos de Portugal continental e no sul de Espanha, que permitiu desmantelar parte significativa da estrutura logística da organização. Na operação foram detidas 49 pessoas — 32 em território português, uma em Espanha e outras 16 ao longo dos 38 meses de investigação — por suspeitas dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e detenção de arma proibida.

Em Portugal foram cumpridos 32 mandados de busca domiciliária, 21 mandados de busca não domiciliária e 35 mandados de busca e apreensão de veículos. Em Espanha foram ainda executados seis mandados de busca domiciliária.

Entre o material apreendido pelas autoridades destacam-se cerca de sete toneladas de haxixe, 650 quilos de cocaína, 18 embarcações de alta velocidade, avaliadas em cerca de oito milhões de euros, e 40 motores de alta potência, com um valor estimado de 2,5 milhões de euros. Foram igualmente apreendidos 780 mil euros em numerário, 11 armas de fogo e 24 veículos automóveis.

A operação teve como principal objetivo atingir a cadeia logística dos grupos envolvidos no tráfico de estupefacientes e reduzir significativamente a sua capacidade de distribuição em Portugal e Espanha, afetando a atividade da organização criminosa em toda a Península Ibérica.

A investigação contou com a cooperação da Guardia Civil, ao abrigo da Cooperação Policial Internacional, depois de terem sido identificados vários suspeitos de nacionalidade espanhola. A operação contou ainda com o reforço de militares da Unidade de Emergência, Proteção e Socorro, da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, da Unidade de Ação Fiscal e de oito Comandos Territoriais da GNR, além do apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica.

O líder da organização, que permaneceu cerca de 13 meses foragido, acabou por ser localizado e detido no distrito de Portalegre na sequência de um trabalho continuado de vigilância e análise de informação desenvolvido pelos investigadores.

Após a detenção, o suspeito foi presente ao Tribunal Judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Com esta detenção, a GNR considera ter conseguido neutralizar integralmente a cadeia de comando da rede, destacando a persistência e a determinação dos militares envolvidos numa investigação que se prolongou por mais de três anos.

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