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Rondão Almeida exige ao Governo solução para património abandonado em Vila Fernando e no Caia

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, voltou a defender a recuperação do antigo centro educativo de Vila Fernando, considerando que o complexo, atualmente devoluto, poderia ser aproveitado para responder às necessidades habitacionais existentes no concelho.

Ainda antes de uma reunião realizada na passada segunda-feira, 15 de junho, em Vila Fernando, com os presidentes das juntas de freguesia, num vídeo publicado nas redes sociais, o autarca criticou o estado de abandono do património público e questionou a falta de intervenção do Governo.

“Com tanta gente a necessitar de uma habitação, temos aqui excelentes prédios que entram numa fase de degradação nunca vista. Eu pergunto: por que razão o Poder Central não coloca esta propriedade nas mãos da Câmara Municipal de Elvas?”, questiona-se.

Rondão Almeida defende que os edifícios do antigo centro educativo poderiam beneficiar de financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), permitindo a sua requalificação para habitação.

“Estou convencido de que a maioria das pessoas que hoje têm carências habitacionais e que vivem na nossa cidade em condições precárias não se importariam de vir ocupar estas casas”, refere, acrescentando que o município poderia assegurar meios de transporte para facilitar as deslocações dos futuros moradores para os seus locais de trabalho.

Da reunião realizada em Vila Fernando, refere ainda Rondão Almeida, terá resultado uma moção dirigida ao Governo, exigindo uma solução para o antigo centro educativo. O autarca adianta que o património se encontra abandonado há mais de 25 anos e classifica a situação como “uma vergonha”.

Rondão Almeida aproveitou ainda para alertar para o estado de outros imóveis públicos no concelho, nomeadamente as habitações localizadas na zona do Caia. Do seu ponto de vista, com um investimento reduzido, seria possível recuperar esses edifícios e disponibilizá-los para novas famílias. “As casas que estão no Caia, à entrada de Portugal, com simples euros, podiam ser requalificadas e mais outras tantas famílias poderiam ali encontrar a sua habitação”, afirma.

O presidente da Câmara de Elvas garante que o município continuará a chamar a atenção para o problema, defendendo que o património público não deve permanecer ao abandono quando pode contribuir para minimizar as dificuldades habitacionais existentes no concelho.

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