
Representantes da Extremadura e de Portugal defenderam esta segunda-feira a construção da ligação por autoestrada entre Moraleja e Castelo Branco, considerando a obra uma “emergência regional” para travar a perda de população e impulsionar o desenvolvimento económico da região raiana. A reivindicação foi apresentada numa reunião realizada na Diputación de Cáceres, que juntou autarcas, empresários, associações e entidades portuguesas e espanholas.
A Aliança Territorial Europeia (ATE) voltou a exigir o desbloqueio dos 72 quilómetros ainda em falta da ligação internacional Madrid-Lisboa pelo norte da Extremadura, uma obra reclamada há mais de 25 anos. Segundo os promotores, a conclusão do corredor rodoviário permitiria ligar a via rápida já existente entre Madrid e Moraleja à ligação portuguesa entre Castelo Branco e Lisboa, reforçando a mobilidade, o turismo e a atração de investimento.
O presidente da Diputación de Cáceres, Miguel Ángel Morales, afirmou que a infraestrutura poderá “mudar completamente a dinâmica da província”, defendendo uma maior cooperação entre Espanha, Portugal e a União Europeia. Também João Lobo, presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, sublinhou que “a fronteira não pode ser um abismo” e que a nova ligação terá impacto direto na economia, educação, saúde e transportes dos dois lados da fronteira.
Os responsáveis da plataforma alertaram ainda para os efeitos da falta desta ligação na desertificação do território, apontando que a província de Cáceres perdeu cerca de 34 mil habitantes e que a região estará a desperdiçar mais de um milhão de turistas internacionais por não dispor de uma ligação rápida com Portugal. Uma concentração transfronteiriça está já marcada para 20 de maio, em Monfortinho, para reforçar a pressão junto dos governos de Espanha e Portugal.














