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Vereadores do CHEGA repudiam ato do Presidente da Câmara de Elvas: “desrespeito flagrante pelos elvenses”

Os Vereadores eleitos pelo CHEGA na Câmara Municipal de Elvas emitiram uma nota de repúdio em resposta às recentes declarações do Presidente da Autarquia, que afirmou sentir-se “envergonhado” com a vitória do partido no concelho. Para os eleitos do CHEGA, estas afirmações constituem uma falta de elevação institucional e um desrespeito flagrante pelos cidadãos elvenses que exerceram o seu direito de voto livre e soberano. Relembram que a democracia exige o respeito por todos os resultados eleitorais e não apenas por aqueles que agradam a quem governa, sublinhando que nenhum eleitor deve ser motivo de vergonha por expressar a sua vontade nas urnas.

No mesmo comunicado, os Vereadores reafirmam o seu compromisso inabalável com o concelho e com a pluralidade democrática, garantindo que continuarão a trabalhar com legitimidade para representar todos os que neles confiaram. Defendem que a política deve ser pautada pelo respeito institucional e que desvalorizar a escolha de uma parte significativa da população não dignifica o cargo da presidência. O documento termina com um apelo à responsabilidade, reforçando que a democracia não pode ser seletiva e que tanto Elvas como os seus habitantes merecem ser tratados com a máxima consideração, independentemente das suas opções políticas.

Apresentamos os dois comunicados do CHEGA de Elvas

“Comunicado sobre declarações do Presidente da Câmara Municipal de Elvas

As recentes declarações do Presidente da Câmara Municipal de Elvas, afirmando sentir-se “envergonhado” com a vitória do CHEGA no concelho, merecem uma resposta clara e firme.
A verdadeira democracia não se celebra, apenas, quando os resultados agradam!
Respeita-se sempe, sobretudo, quando expressa a vontade livre e soberana do povo. Os Elvenses que votaram no CHEGA não são motivo de vergonha! São cidadãos livres que exerceram um direito constitucional. Desvalorizar essa escolha é desrespeitar uma parte significativa da população do nosso concelho. A política exige elevação, sentido institucional e respeito pela pluralidade democrática. Divergir faz parte do debate político. Envergonhar-se da decisão dos eleitores não dignifica o cargo que se ocupa!
Enquanto, Vereadores eleitos pelo CHEGA, reafirmamos o nosso compromisso com todos os Elvenses, sem excepções!
Continuaremos a trabalhar com determinação, responsabilidade e legitimidade democrática, representando aqueles que confiaram em nós e defendendo os interesses do concelho. A democracia não é selectiva, ou se respeita por inteiro, ou não se respeita.
Elvas merece respeito e os Elvenses também!”

“ELVAS PRECISA DE PESSOAS!

Esta proposta (Estratégia Municipal para a Demografia e Coesão Territorial (2026-2028) foi enviada três vezes para integrar a Ordem de Trabalhos da Câmara Municipal.
A primeira vez, a 5 de janeiro. Foram rejeitadas com o argumento de que se trataria de uma “recomendação”.
A terceira nem sequer mereceu resposta — e, naturalmente, não foi incluída na Ordem de Trabalhos de 25 de fevereiro.
Quando uma estratégia para travar o declínio demográfico de Elvas não encontra espaço para ser debatida, algo está profundamente errado.
Os números não mentem e o diagnóstico é claro: o nosso concelho está a perder fôlego. Entre 2011 e 2021, perdemos mais de 10% da população e a tendência não se inverteu, só nos últimos quatro anos, perdemos 308 habitantes. Apresentámos uma Estratégia Municipal para a Demografia e Coesão Territorial porque, acreditamos que Elvas não pode continuar a assistir,passivamente, ao seu próprio declínio.
Propomos medidas concretas:Freguesias vivas — Combate ao isolamento dos nossos seniores com reforço de unidades de saúde e promoção da literacia. Não queremos promessas vagas, queremos metas objectivas e avaliação anual de resultados. Queremos uma Elvas com futuro. Com crianças nas escolas. Com jovens a construir a sua vida na sua terra.
Porque ignorar o problema não o resolve. Enfrentá-lo é uma escolha política. Apoio real à natalidade — Creches a custo zero para as famílias residentes. Fixação de jovens — Incentivos diretos ao emprego e à primeira habitação.”

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