
O ano de 2025 consolidou-se como o melhor ano turístico de sempre para o Alentejo, com a região a destacar-se nacionalmente no crescimento de dormidas e proveitos.
“O turismo tem ganho, nos últimos anos, uma relevância gradual, uma relevância crescente”, começa por dizer o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, que destaca os municípios enquanto “atores fundamentais nessa dinâmica”, que têm, “de um modo geral, apostado muito nessa atividade”.
Lembrando que o turismo tem “mais importância nuns territórios do que noutros”, porque “há mais economia para além do turismo”, José Manuel Santos assegura que este é um “setor catalisador”. “No turismo, nós conseguimos ter cultura, conseguimos ter ambiente, conseguimos ter sustentabilidade, conseguimos ter vitivinicultura, gastronomia, restauração. Portanto, o turismo assume-se de facto como um elo grande de ligação entre todos estes setores e os resultados estão à vista”, garante.
Para o sucesso dos resultados obtidos, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo diz que tem contribuído, para além das autarquias, o “trabalho muito importante de todas as empresas e dos trabalhadores do turismo”. “A nós, como ERT e Agência de Promoção Turística, que fazemos a promoção dos mercados externos, compete-nos liderar e dinamizar esses processos e é o que temos feito”, acrescenta.
“O ano de 2025 foi um ano extraordinário para o turismo no Alentejo, o ano em que o Alentejo liderou o crescimento turístico no país, em termos de crescimento de dormidas, 6,3%, e fomos a região que mais cresceu no mercado externo. É muito importante, porque nós temos ainda muito, muito, muito trabalho para fazer nos mercados internacionais”, avança José Manuel Santos.
No mercado nacional, a região “cresceu 6,9%”, só com a Madeira a ultrapassar esse valor. “Crescemos 11% nos proveitos e depois crescemos em todos os outros indicadores económicos”, adianta o responsável. “Há dois indicadores que são muito influentes para a hotelaria: o rendimento de quartos disponíveis e o rendimento por quarto vendido (ADR), em que crescemos mais de 3%”, revela o presidente da ERT.
No que toca ao ADR, o Alentejo só surge atrás de Algarve e Lisboa. “A seguira o Algarve e Lisboa é a região em que se consegue vender a um preço mais alto. Ou seja, tivemos um destino que vendeu mais noites a um preço mais alto para mais turistas nacionais e internacionais. Isto tem muito a ver com a grande qualidade e com a perceção de um destino diferenciador e de grande qualidade como o Alentejo. E até o indicador que teimosamente nos persegue, que é a estadia média, conseguimos finalmente chegar às duas noites como média de estadia do turista na região”, remata José Manuel Santos.















