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Centenas de artesãos dão voz ao Manifesto pelo Futuro do Artesanato em Portugal  

Foi lançado, recentemente, um Manifesto pelo Futuro do Artesanato em Portugal, uma iniciativa da sociedade civil, construída a partir dos contributos de cerca de 400 artesãos e artesãs de todo o país.

Trata‑se de um documento coletivo e inédito, coordenado por um grupo independente de cinco artesãs nas áreas do têxtil, couro e cerâmica, que alia prática profissional e competências de investigação para propor medidas concretas para o futuro das artes e ofícios em Portugal. O Manifesto aborda temas como reconhecimento profissional, educação e formação, proteção social, enquadramento fiscal e visibilidade do setor.

O objetivo do Manifesto “não é mais do que dar voz aos artesãos, sistematizar problemas e apontar soluções, que passarão pela concertação e pelo trabalho conjunto entre profissionais e as entidades que já têm na sua tutela parte do setor”, assegura Ana Marta Clemente, uma das artesãs promotoras da iniciativa.

“Nós propomos que se olhe de novo para o que tem sido feito, que se analisem os procedimentos, que se analisem os textos, as estratégias e os documentos que já existem para que, em conjunto, se encontrem formas de os aplicar de uma forma mais equitativa, que se restaurem alguns documentos que estão realizados e que não foram implementados”, avança a artesã.

A publicação, em formato de petição, está online (aqui), sendo essa uma forma “de dar a conhecer o texto do manifesto, que foi o resultado de um inquérito e da contribuição de cerca de 400 artesãos do país inteiro, incluindo ilhas”.  

Com a petição, procura-se agora “reunir o maior número possível de assinaturas para que, com esse consenso, com a força da comunidade alargada, se possam ter mais ferramentas para, junto das instituições, se poder implementar e avançar com algumas mudanças”.

Neste âmbito, estão previstas sessões de sensibilização e de recolha conjunta regionais”, ainda a serem agendadas. “Mas neste momento, a fase mais importante é esta de chegar ao maior número possível de pessoas”, remata Ana Marta Clemente.

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