UmColetivo quer dar vida aos contos distinguidos no Prémio Literário LUZIA

O UmColetivo está a estudar a possibilidade de criar uma leitura encenada a partir dos três contos distinguidos pelo Prémio Literário LUZIA, instituído pela Câmara Municipal de Portalegre, cujo vencedor foi o autor brasileiro Bruno Belotti, com a obra “O Lugar do Vazio”.

A iniciativa pretende valorizar, não só o texto vencedor, como os outros dois que receberam menções honrosas (“Entre o Amor e o Claustro” de Cláudia Gigante e “O gato que tropeçava na vida” de Mariana Vaz-Freire) e o livro enquanto objeto artístico, estando ainda em aberto o formato final da apresentação.

Segundo o diretora artística do UmColetivo, Cátia Terrinca, o objetivo não passa necessariamente pela criação de um espetáculo teatral convencional, mas antes por uma leitura encenada que permita explorar os textos e a sua dimensão literária.

“Agora temos um desafio pela frente que é tentar perceber se fazemos uma leitura encenada com os três contos ou se são três coisas mais pequeninas, cada uma sobre um conto”, afirma, sublinhando que o UmColetivo ainda se encontra numa fase de reflexão sobre as possibilidades de concretização do projeto.

Os textos serão publicados no âmbito do prémio, incluindo o conto vencedor e as duas menções honrosas. Esta publicação constitui, segundo Cátia Terrinca, uma oportunidade para reforçar a importância do livro enquanto objeto e dar visibilidade aos autores distinguidos.

A diretora artística destaca também a satisfação do UmColetivo por participar numa iniciativa que considera particularmente significativa. “Este prémio foi também muito sonhado por nós”, afirma, referindo-se à criação de um prémio literário dedicado à valorização da obra de Luzia e de outras mulheres que escreveram em língua portuguesa no século XX.

A adesão à iniciativa é outro dos aspetos salientados por Cátia Terrinca. O prémio recebeu perto de 50 candidaturas, envolvendo participantes que procuraram aprofundar os seus conhecimentos sobre o Alentejo, a figura de Luzia e o território de Portalegre, onde esta cresceu e com o qual mantinha uma ligação identitária.

Para a responsável, esta mobilização demonstrou a capacidade do prémio para despertar o interesse pela história, pela literatura e pelo território. “Foi muito gratificante para nós poder participar e ser impulsionadores, de certa maneira, também deste prémio literário”, conclui.

Com a publicação dos textos distinguidos e a preparação de uma possível leitura encenada, o UmColetivo pretende prolongar o alcance do Prémio Literário Luzia, cruzando a criação literária com a interpretação artística e contribuindo para a divulgação da obra associada à escritora.

Depois do segundo lugar na Baja Portalegre, Tiago Sena luta pela vitória no Campeonato Nacional de Enduro Maxi Trail

O campomaiorense Tiago Sena conquistou, no passado fim de semana, o segundo lugar na categoria Moto TT4 (Trail) na 40.ª edição da Baja Portalegre 500, numa prova marcada por muito pó, dificuldades mecânicas e vários contratempos que não impediram o piloto de alcançar um lugar de destaque.

A competição, disputada ao longo de quase 300 quilómetros, colocou à prova a resistência e a capacidade de recuperação do piloto, que enfrentou problemas nos dois dias de corrida, mas conseguiu recuperar posições e assegurar a segunda posição da sua categoria.

Apesar do resultado positivo, Tiago Sena admite que partiu para a prova com ambições de vitória, lamentando sobretudo o tempo perdido devido a problemas mecânicos e à falta de combustível. “Quando vou para uma corrida, vou sempre com o objetivo de ganhar. É claro que um segundo lugar na classe, e sendo quem foi que ganhou a categoria, é muito bom. Gostava de mais, principalmente na geral”, afirma.

O piloto explica que começou da melhor forma, ao conquistar o primeiro lugar da classe no prólogo. No entanto, os contratempos acabaram por condicionar a sua prestação ao longo dos dois dias de competição.

“No primeiro dia eu estava em primeiro, no prólogo, ganhei a classe. Depois, à tarde, fiquei sem gasolina, faltavam dez quilómetros para o final, e perdi aí algum tempo”, conta.

No dia seguinte, as dificuldades continuaram, desta vez com um problema mecânico que obrigou o piloto a perder ainda mais tempo. “O pedal das mudanças partiu. Não sabemos, penso que tenha sido desgaste, não foi nenhuma queda nem nada, simplesmente partiu. Fez-nos perder muito tempo e, depois, como estava muito pó, para recuperar lugares foi difícil”, explica ainda.

Ainda assim, Tiago Sena conseguiu recuperar posições ao longo dos quilómetros restantes e terminar no segundo lugar da categoria Moto TT4 (Trail), considerando o resultado positivo perante todas as adversidades. “Conseguimos recuperar até ao segundo lugar da classe e foi bom. Depois de tudo o que aconteceu, foi positivo”, sublinha.

Depois desta prestação na Baja Portalegre, Tiago Sena prepara-se agora para mais um desafio desportivo. O piloto entra em ação este fim de semana, dias 24 e 25 de outubro, na Lousã, para disputar mais uma jornada do Campeonato Nacional de Enduro Maxi Trail.

A competição assume particular importância para o campomaiorense, que está empatado com o primeiro classificado e mantém a ambição de conquistar o título nacional. Com três corridas ainda por disputar, o piloto espera que a sorte esteja do seu lado nesta fase decisiva do campeonato.

“Estamos a discutir o Campeonato Nacional de Enduro, de Maxi Trail, que é já este fim de semana. Estou empatado com o primeiro lugar. Vamos ver, faltam três corridas. Espero conseguir trazer a taça para casa, mas vamos ver como é que vai correr. Espero que com menos azar do que na Baja Portalegre”, afirma Tiago Sena.

Depois de demonstrar capacidade de superação numa das provas mais exigentes do calendário nacional, o piloto de Campo Maior centra agora atenções no Campeonato Nacional de Enduro Maxi Trail, onde vai procurar transformar a atual igualdade pontual numa vitória e lutar pela conquista do título.

Elvas recebe estreia absoluta de “Tocando Portugal II” no encerramento do Mês da Música

O Auditório São Mateus, em Elvas, recebe este sábado, 24 de outubro, às 21h30, o concerto “Tocando Portugal II”, pelo Rumos Ensemble.

O espetáculo, que assinala o encerramento da 21.ª edição do Mês da Música, terá estreia absoluta na cidade, antes de iniciar uma nova digressão nacional e internacional.

De acordo com Luís Zagalo, diretor artístico do evento, o concerto representa um momento particularmente significativo para a programação cultural de Elvas, uma vez que o novo projeto do trio português será apresentado pela primeira vez ao público precisamente na cidade alentejana.

O responsável destaca o percurso internacional do Rumos Ensemble, que, na última década, se afirmou no panorama artístico, sobretudo através do projeto “Tocando Portugal”. A primeira edição levou o grupo a 22 países, em quatro continentes, num total de cerca de uma centena de concertos.

Perante o sucesso alcançado, o grupo desenvolveu, ao longo do último ano, um segundo volume do projeto, que dá continuidade à exploração da identidade musical e cultural portuguesa, através de uma abordagem artística que cruza tradição e contemporaneidade.

Em “Tocando Portugal II”, o Rumos Ensemble propõe uma nova viagem pelo património natural, arquitetónico e musical do país, recorrendo a novos arranjos de música regional portuguesa e a imagens captadas em diferentes pontos do território nacional.

A componente musical será acompanhada por uma videoprojeção dinâmica, na qual são integrados excertos de gravações históricas, documentos visuais e arquivos etnológicos antes de cada interpretação. Esta articulação procura estabelecer um diálogo entre a criação musical contemporânea de raiz tradicional e o património material e imaterial português.

O resultado é um concerto multimédia que convida o público a redescobrir Portugal através dos sons, das imagens e das memórias que integram a sua identidade cultural.

Para Luís Zagalo, a escolha de Elvas para acolher a estreia absoluta do espetáculo constitui uma oportunidade para valorizar o trabalho cultural desenvolvido na cidade e dar visibilidade às iniciativas que contribuem para a sua afirmação artística.

O diretor artístico salienta ainda que, após a apresentação em Elvas, o projeto seguirá para várias cidades portuguesas e contará também com atuações internacionais, nomeadamente em Itália e na Coreia do Sul.

Criado em 2015, Rumos Ensemble é formado pela violinista Anne Victorino d’Almeida, pelo pianista João Vasco e pelo clarinetista Luís Gomes

Os bilhetes para o espetáculo estão disponíveis através da plataforma Ticketline e na bilheteira do Auditório São Mateus, uma hora antes do início do espetáculo.