Noite das Sopas regressa a Arronches a 31 de outubro para celebrar a décima edição

A Associação Freestyle Iceshow de Arronches promove, no próximo dia 31 de outubro, sábado, a décima edição da Noite das Sopas, um evento que tem vindo a afirmar-se no concelho e na região, reunindo anualmente centenas de participantes em torno da gastronomia e do convívio.

De acordo com Marco Vitória, presidente da associação, a iniciativa tem vindo, ao longo dos anos, a registar uma adesão significativa, com uma participação habitual “entre as 600 e as 700 pessoas”. “Já são dez anos de uma organização de um evento que tem dado muito que falar pelo nosso distrito”, afirma o responsável, manifestando a expectativa de que esta edição volte a ser um sucesso.

A iniciativa terá lugar, como habitualmente, no edifício “O Celeiro”, em Arronches, e contará com uma oferta de cinco sopas diferentes, que os participantes poderão degustar ao longo da noite. A animação musical estará, desta vez, a cargo de Vítor Realinho, contribuindo para um ambiente de festa e convívio.

O acesso ao evento tem um custo de sete euros, valor que inclui uma taça, que os participantes poderão levar para casa, e um copo reutilizável para a aquisição de bebidas. Crianças até aos 12 anos não pagam entrada.

As pulseiras de acesso encontram-se disponíveis antecipadamente em dois estabelecimentos de Arronches: a Pastelaria do Sonho da Lena e a loja do Caixinhas. Para o efeito, a organização disponibiliza ainda dois contactos telefónicos: 926399009 e 960260587.

Segundo Marco Vitória, a venda antecipada permite agilizar a entrada dos participantes no dia do evento e facilita a organização, ao proporcionar uma estimativa do número de pessoas esperadas.

O serviço de sopas estará disponível entre as 19h00 e as 22h00, período durante o qual a organização garante que as sopas serão servidas quentes. Depois desse horário, a componente gastronómica continuará com a venda de bifanas e sobremesas, mantendo-se também o serviço de bar e a animação musical. A organização assegura, assim, uma alternativa para quem não aprecia sopas, permitindo que todos possam participar na iniciativa e desfrutar do ambiente festivo.

A partir das 22 horas, a entrada no evento é gratuita.

Bombeiros Voluntários de Campo Maior celebram 77 anos de história e serviço à comunidade

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior assinala esta quinta-feira, 22 de outubro, o seu 77.º aniversário, celebrando mais de sete décadas de dedicação, coragem e serviço à população do concelho.

Para assinalar a data, a corporação destacou, numa publicação nas redes sociais, os 77 anos de história marcados pela entrega, pelo sacrifício e pelo espírito de missão, agradecendo a todos os que, ao longo das décadas, contribuíram para o percurso da instituição.

“Aos que estiveram, aos que estão e àqueles que já partiram, o nosso respeito, reconhecimento e eterna gratidão”, refere a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, numa mensagem de homenagem a todos os que fizeram e fazem parte da história da corporação.

Também a Câmara Municipal de Campo Maior assinalou o aniversário, deixando uma palavra de reconhecimento aos bombeiros pelo trabalho desenvolvido diariamente em prol da comunidade.

“São 77 anos de entrega incondicional à nossa comunidade”, sublinha o município, que agradece a todos os elementos da corporação por estarem “sempre na linha da frente” na proteção e no socorro da população.

No âmbito das comemorações, realiza-se esta quinta-feira, pelas 19 horas, uma missa na Igreja Matriz de Campo Maior, em memória dos sócios, dirigentes e bombeiros falecidos.

Ao celebrar 77 anos de existência, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior presta homenagem a todos aqueles que contribuíram para o seu percurso e reafirma a continuidade de uma missão dedicada à proteção e ao serviço da comunidade, sob o lema “Vida por Vida!”.

Novo livro de António Beijoca alerta para a perda de pensamento crítico na era da IA

António Beijoca apresenta o livro “GIA – Tudo Está Operacional!” no próximo sábado, 24 de outubro, pelas 10h30, na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior. A obra aborda o impacto da inteligência artificial (IA) na sociedade e deixa um alerta para a importância de preservar o pensamento crítico perante a crescente utilização destas ferramentas.

Ligado à área da tecnologia, nomeadamente às redes e comunicações, António Beijoca explica que a ideia para o livro, um thriller empresarial, surgiu da observação de comportamentos cada vez mais comuns no quotidiano, marcados pela aceitação quase automática da informação produzida pela inteligência artificial.

“O livro acaba por ser uma forma de dizer às pessoas: não deixem de usar, porque é uma ferramenta útil, mas continuem a ter um pensamento crítico e analítico em relação à informação que recebem”, sublinha o autor.

António Beijoca considera que a facilidade de acesso à informação e a crescente utilização da inteligência artificial para realizar tarefas do dia a dia podem contribuir para uma perda progressiva da capacidade de análise. Como exemplo, aponta a utilização destas ferramentas para elaborar textos e e-mails, alertando para o risco de, no futuro, as pessoas perderem autonomia na realização de tarefas caso fiquem privadas desta tecnologia.

“Estas ferramentas vieram para nos facilitar muito trabalho. Agora, não se perca o sentido crítico e não deixemos que a inteligência artificial passe a fazer tudo por nós”, defende.

O autor revela ainda que o processo criativo de produção da obra decorreu por etapas, através da construção de diferentes situações que acabaram por ser reunidas numa única história. Curiosamente, o desenvolvimento da obra antecedeu o recente destaque mediático em torno da inteligência artificial, coincidindo o lançamento do livro com o crescimento do debate público sobre o tema.

A escolha da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior para a apresentação tem também uma motivação pessoal. Apesar de a Câmara Municipal de Campo Maior ter disponibilizado o Centro Cultural para acolher a iniciativa, António Beijoca optou por realizar o lançamento na instituição onde se encontra o pai, que tem problemas de mobilidade. “Sendo ele a pessoa mais importante da minha vida, é condição que o meu pai esteja presente no lançamento deste livro”, explica o escritor, destacando a importância do apoio e dos ensinamentos do pai ao longo da sua vida, nomeadamente na concretização dos seus sonhos.

O livro “GIA – Tudo Está Operacional!” encontra-se disponível para compra online através das plataformas digitais da editora Bookmundo e da FNAC. O autor terá também exemplares para disponibilizar no dia da apresentação, em Campo Maior.

Sinopse da obra: “Alexandre garante que tudo funciona, sem falhas, sem ninguém dar por isso. É administrador de sistemas e a GIA, a inteligência artificial que gere as decisões técnicas da sua empresa, torna esse trabalho ainda mais fácil. Até ao dia em que encontra um erro impossível de explicar. Uma regra de segurança, escrita de forma perfeita, mas com a lógica silenciosamente invertida. Corrige-o sem alarme. Até o mesmo erro, com a mesma assinatura exacta, voltar a aparecer numa empresa completamente diferente, sem qualquer ligação à primeira. Quanto mais Alexandre insiste em perguntar, mais isolado fica dentro da própria empresa que devia querer saber a verdade. Porque o padrão está a espalhar-se por sistemas, sectores e vidas sem nada em comum excepto confiarem todos no mesmo tipo de inteligência artificial. GIA não é uma história sobre máquinas que se revoltam. É uma história sobre o momento em que deixamos de poder confiar cegamente no consenso e sobre o preço de continuar a olhar, mesmo assim.”

Biblioteca Municipal de Elvas representada no Encontro Nacional do Livro Antigo

A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo participou, na passada segunda-feira, dia 19 de outubro, no Encontro Nacional do Livro Antigo, iniciativa promovida pela Biblioteca Passos Manuel (Assembleia da República).

Ao longo do dia estiveram em debate as bibliotecas patrimoniais, o acesso às coleções de livro antigo e os desafios da sua valorização, mas também os caminhos para uma maior cooperação entre instituições.

Foi realizada uma intervenção pública pela responsável técnica da Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, Tânia Rico, onde foi feita a apresentação da coleção patrimonial de livro antigo que esta instituição possui.

A pensar no futuro, Câmara Municipal de Elvas aposta no alargamento da zona industrial

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, defende o alargamento da zona industrial da cidade como uma forma de preparar o território para a eventual instalação de grandes empresas que necessitem de áreas superiores às atualmente disponíveis.

O autarca reconhece que ainda existem lotes por ocupar na zona industrial antiga, incluindo terrenos com cerca de seis mil metros quadrados, onde está provisoriamente instalado o estaleiro municipal, além de outros espaços com diferentes dimensões.

Apesar da existência de lotes disponíveis, Rondão Almeida considera que o alargamento deve avançar numa perspetiva de preparação para futuras oportunidades de investimento.

“É um investimento, como se costuma dizer, para estarmos preparados no caso de algum dia surgir alguma grande empresa, de grandes dimensões, que necessite de um lote não de cinco mil metros quadrados, mas talvez de cinco hectares”, afirma.

A estratégia passa, assim, por dotar Elvas de condições para acolher projetos empresariais que exijam áreas significativamente maiores, mesmo que a procura por esse tipo de terrenos não se verifique de imediato.

Falta de mão de obra em vários setores

Em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da Câmara abordou também a realidade do mercado de trabalho no concelho, sublinhando que a falta de emprego não afeta todas as áreas profissionais da mesma forma.

Segundo Rondão Almeida, Elvas enfrenta carências de trabalhadores em diversos setores. “Há falta de mão de obra. Elvas não tem pedreiros, não tem carpinteiros, não tem soldadores, não tem pintores, não tem eletricistas”, referiu, acrescentando que também existe falta de pessoal para a restauração, a hotelaria e os contact centers.

Para o autarca, esta realidade contrasta com as dificuldades sentidas por trabalhadores com qualificações superiores, sobretudo por aqueles que concluem cursos universitários e não encontram oportunidades profissionais compatíveis com a sua formação.

Rondão Almeida considera que este problema ultrapassa a realidade de Elvas e afeta todo o interior do país, relacionando-o com a falta de projetos estruturantes e científicos capazes de criar emprego qualificado.

Autarca pede medidas para valorizar o interior

Na perspetiva do presidente da Câmara de Elvas, a fixação de população e a criação de oportunidades de emprego qualificado no interior exigem uma estratégia nacional que vá além da atuação dos municípios.

Rondão Almeida defende que parte dos serviços da administração central atualmente concentrados em Lisboa seja transferida para territórios do interior, incluindo direções-gerais e direções de serviços, criando oportunidades para profissionais com qualificações nas áreas administrativa e técnica.

O autarca apela ainda à criação de zonas de localização prioritária, com incentivos destinados a atrair grandes empresas para o interior do país.

“Não criem só esses incentivos para que elas se fixem sempre no litoral”, afirmou, defendendo uma distribuição territorial mais equilibrada do investimento e das oportunidades de emprego.