Campomaiorense Luís Silveirinha apresenta duas exposições de desenho em simultâneo em Alverca e Lisboa

O artista plástico campomaiorense Luís Silveirinha está a apresentar, em simultâneo, duas exposições de desenho em espaços distintos, em Alverca e Lisboa, numa mostra do seu percurso artístico e da investigação que tem desenvolvido em torno da natureza.

No Centro Cultural do Bom Sucesso, em Alverca, pode ser visitada a exposição “Tumulto”, um projeto criado especificamente para aquele espaço, a convite do próprio Centro Cultural, numa iniciativa que conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

Inaugurada no passado sábado, 26 de setembro, a exposição reúne trabalhos recentes e inéditos realizados a guache sobre papel, técnica e suporte que fazem parte do percurso habitual do artista. “Tumulto” nasceu de uma investigação sobre plantas em vias de extinção em Portugal e, em particular, da procura de uma imagem de uma planta que Luís Silveirinha encontrou durante esse processo, mas que posteriormente nunca mais conseguiu localizar.

“É um trabalho de memória”, explica o artista, que descreve os trabalhos como uma procura dessa imagem perdida. A exposição é, assim, marcada pela tentativa de reconstruir, através da memória, pequenos detalhes e fragmentos visuais daquela planta.

“É uma luta contra a morte, contra a falta de memória”, refere Luís Silveirinha, sublinhando que os trabalhos funcionam quase como “flashes” de uma recordação que vai sendo recuperada através do desenho e da pintura.

A relação com a natureza tem sido uma constante no trabalho do artista, que tem desenvolvido uma pesquisa continuada sobre plantas, as suas formas e a representação do mundo natural. Em “Tumulto”, essa investigação assume uma dimensão particularmente ligada à memória e à ausência.

A exposição pode ser visitada até 1 de novembro, com entrada gratuita, no Centro Cultural do Bom Sucesso.

Uma retrospetiva em Lisboa

Em simultâneo, Luís Silveirinha apresenta uma exposição nas instalações da Abreu Advogados, em Lisboa, integrada no projeto cultural promovido pela sociedade de advogados.

O projeto cultural da Abreu Advogados convida regularmente artistas para apresentarem o seu trabalho nas instalações da instituição. A curadoria é assegurada por Lourenço Egreja, que selecionou, para esta ocasião, um conjunto de obras de Luís Silveirinha, realizadas entre 2020 e 2025.

A exposição percorre, desta forma, diferentes momentos do trabalho desenvolvido pelo artista ao longo dos últimos cinco anos. As obras estão distribuídas pelas várias salas e gabinetes das instalações da Abreu Advogados, permitindo que o trabalho artístico faça parte do quotidiano daquele espaço, até final do ano.

A ligação à natureza volta a estar presente nesta exposição, uma vez que, segundo Luís Silveirinha, os artistas convidados para este projeto cultural têm desenvolvido trabalhos relacionados com essa temática.

A mostra em Lisboa resulta de um convite de Lourenço Egreja e pode ser visitada mediante marcação. O projeto cultural da Abreu Advogados reúne no seu percurso trabalhos de vários artistas, estando disponível no respetivo site informação sobre as exposições já realizadas (aqui). “Eu só entrarei no site quando a exposição terminar”, esclarece Luís Silveirinha.

Dois momentos de um percurso artístico

Embora distintas, as duas exposições permitem acompanhar diferentes dimensões do trabalho de Luís Silveirinha. “Tumulto” apresenta uma produção recente, concebida especificamente para um espaço e centrada na procura de uma imagem através da memória, enquanto a exposição na Abreu Advogados propõe um percurso por trabalhos realizados entre 2020 e 2025.

“Ambas as exposições têm textos muito bons e muito elucidativos do meu trabalho e daquilo que realmente, enquanto artista, eu vou fazendo”, acrescenta Luís Silveirinha.

Para o artista campomaiorense, a realização simultânea das duas exposições representa também uma oportunidade de apresentar o seu trabalho em dois espaços “interessantes”, com projetos culturais “continuados”.

Assembleia Municipal de Elvas aprova 2.ª Revisão do PDM com um voto contra e duas abstenções

A Assembleia Municipal de Elvas aprovou a 2.ª Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), na segunda-feira, dia 28 de setembro, com um voto contra e duas abstenções. A decisão constitui uma etapa importante na atualização do instrumento que orienta o ordenamento do território e enquadra o desenvolvimento futuro do concelho.

A revisão do PDM permite adequar o planeamento municipal às necessidades atuais de Elvas, estabelecendo orientações para a utilização do solo e para a articulação entre a atividade económica, a habitação e a proteção do património e dos recursos naturais.

Antes da ordem do dia, os membros da Assembleia colocaram várias questões ao executivo municipal, às quais foram dadas respostas. Foi também aprovado um voto de pesar pelo falecimento de Maria José Silva C. de Carvalho Tello Barradas, antiga funcionária do Município de Elvas.

Tomou ainda posse, em substituição de Margarida Susano, na bancada do Chega, Luís Manuel Guerra Rasquilha.

Da ordem de trabalhos constaram ainda o Relatório de Atividades, apresentado para conhecimento, a aprovação da ata de 26 de junho de 2026, propostas da Comissão Municipal de Trânsito, a alteração ao Regulamento Municipal de Apoios Sociais relativa às Bolsas de Mérito e a proposta de adesão do Município à Associação de Municípios Portugueses do Vinho.

Foram igualmente apreciados pontos relativos à assunção prévia de compromissos plurianuais e tomado conhecimento dos compromissos plurianuais ao abrigo da autorização genérica.

Forte de Santa Luzia recebe aula gratuita de yoga no sábado

O Forte de Santa Luzia, em Elvas, recebe na tarde de sábado, 3 de outubro, às 17h30, a iniciativa “Yoga no Forte”.

A aula é gratuita e aberta ao público, proporcionando uma oportunidade para praticar ioga num dos espaços mais emblemáticos da cidade.

O Município de Elvas convida a população e os amantes da modalidade a participar nesta atividade, que alia o bem-estar à descoberta do património local.