Livro assinala 50 anos do Hospital Doutor José Maria Grande e cinco séculos de assistência em Portalegre

O Centro de Congressos de Portalegre recebeu esta quarta-feira, 16 de setembro, a apresentação do livro “50 anos do Hospital Doutor José Maria Grande – 500 anos de Assistência Hospitalar em Portalegre”, de António Ventura, com design de Raul Ladeira, que percorre cinco séculos de história da assistência hospitalar em Portalegre.

A sessão contou com a presença do vice-presidente da CCDR-Alentejo para a Saúde, Marciano Lopes, do presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, do autor, do designer e da presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho.

A sessão foi promovida pela ULS do Alto Alentejo, como ocasião para celebrar a história, olhar para o futuro e homenagear tantos nomes que cuidaram e cuidam da saúde em Portalegre.

Presidente da Câmara de Estremoz distinguido pelo Exército no 319.º aniversário do RC3

O presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sádio, foi distinguido, na passada terça-feira, 15 de setembro, pelo Exército Português com a Medalha D. Afonso Henriques – Mérito do Exército, de 1.ª Classe.

A condecoração foi entregue pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Eduardo Ferrão, durante a cerimónia comemorativa do 319.º aniversário do Regimento de Cavalaria n.º 3 (RC3) e do Dia da Arma de Cavalaria, realizada em Estremoz.

Na ocasião, o General Eduardo Ferrão destacou a relação de proximidade, amizade e cooperação existente entre o Município de Estremoz e o RC3, reconhecendo o contributo de José Daniel Sádio para o reforço da ligação entre as duas instituições.

Dirigindo-se ao autarca, o Chefe do Estado-Maior do Exército classificou-o como “excelente autarca” e “amigo do Exército”, salientando ainda a sua determinação e espírito de compromisso. “Tal como nós, só tem uma palavra: Vamos em frente”, afirmou.

A distinção ocorreu num dia de particular significado para a cidade, que assinalou os 319 anos de história, serviço e lealdade do Regimento de Cavalaria n.º 3, numa cerimónia militar que reuniu militares e diversas entidades civis e militares.

Com mais de três séculos de serviço a Portugal, o RC3 mantém uma ligação histórica e profunda a Estremoz, fazendo parte da identidade e da memória coletiva da cidade. Ao assinalar o 319.º aniversário do Regimento, o Município de Estremoz presta também homenagem a todos os homens e mulheres que dele fazem ou fizeram parte, reconhecendo o seu espírito de serviço, dedicação e patriotismo.

Câmara de Elvas reúne com Infraestruturas de Portugal para avaliar projetos em curso

O presidente e o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, comendador José Rondão Almeida e Nuno Mocinha, respetivamente, receberam, no Gabinete da Presidência, o diretor regional das Infraestruturas de Portugal, Vítor Manuel Morais Sequeira, e o adjunto David Manuel Marques Vaz.

A reunião teve como objetivo a apresentação de cumprimentos institucionais e a realização de um balanço dos investimentos e projetos atualmente em curso no concelho de Elvas.

Durante o encontro, foram analisadas as principais intervenções em desenvolvimento, bem como o respetivo estado de execução, tendo sido igualmente abordadas matérias de interesse para o território e para o desenvolvimento do concelho.

A reunião permitiu ainda reforçar a cooperação institucional e a articulação entre as entidades.

Delta Cafés e Nãm inauguram nova fábrica de produção de cogumelos a partir de borras de café

A Delta Cafés e a Nãm inauguram, em Odivelas, na Grande Lisboa, uma fábrica que marca uma nova etapa de crescimento do projeto pioneiro de economia circular que transforma borras de café Delta em cogumelos.

A nova unidade, de maior dimensão, permite aumentar significativamente a capacidade de produção de cogumelos, dando continuidade ao projeto que nasceu de uma ideia simples — transformar um subproduto do café num recurso com valor — e que hoje se afirma como um exemplo de inovação e de economia circular em Portugal. Mais do que aumentar a capacidade de produção, a nova Nãm Fungi Factory pretende demonstrar que é possível produzir alimentos em escala dentro das cidades, através de um modelo circular e com menor impacto ambiental.

O projeto, que começou há sete anos numa cave em Lisboa, ambiciona tornar-se uma das maiores produções urbanas de cogumelos da Europa, demonstrando que aquilo que é visto como desperdício pode ser o ponto de partida para uma nova forma de produzir alimentos. Com uma área de 2.000 m², a Nãm Fungi Factory tem uma capacidade de produção projetada de cerca de 150 toneladas de cogumelos frescos por ano, face às cerca de 48 toneladas produzidas atualmente. Este crescimento permitirá triplicar a capacidade produtiva da Nãm e reaproveitar cerca de 150 toneladas de borras de café por ano, o equivalente a aproximadamente 15 milhões de expressos de café Delta. Está ainda prevista a criação de 20 postos de trabalho diretos.

Esta unidade foi pensada para produzir mais e melhor e com menos recursos. A Nãm Fungi Factory incorpora um conjunto de soluções que reforçam a eficiência dos processos: funciona com 100% de energia solar para autoconsumo e permite a reutilização e recirculação de cerca de 80% da água utilizada no processo produtivo. A Nãm é ainda uma empresa certificada B Corp, reconhecimento que reforça o seu compromisso com elevados padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade.

A ambição da Nãm é continuar a reduzir a pegada associada à produção alimentar e trabalhar para que os seus cogumelos estejam entre os alimentos produzidos com menor impacto ambiental, através de um sistema que valoriza recursos locais, reduz desperdício e devolve ao solo o substrato resultante do cultivo.

Com a nova fábrica, a Nãm reforça a visão que esteve na origem do projeto: criar um modelo de produção alimentar urbano, circular e replicável, capaz de aproximar a produção das cidades e demonstrar que economia e ecologia podem crescer lado a lado.

Recorde-se que a Nãm integra a Delta Ventures, a aceleradora e incubadora de startups do Grupo Nabeiro, criada em 2020. A evolução do projeto para uma unidade de maior dimensão demonstra o potencial da aposta do Grupo no empreendedorismo e na inovação, apoiando soluções capazes de transformar desafios ambientais em oportunidades de negócio e de criação de valor.

Para Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, “A Nãm é um exemplo concreto de como os princípios da economia circular podem estar integrados no negócio e criar valor. O que começou com a transformação das nossas borras de café numa nova matéria-prima é hoje um projeto de referência em Portugal e com ambição europeia. Esta nova fábrica representa um passo importante porque permite dar escala a uma solução que já demonstrou o seu impacto, tornando-a simultaneamente mais eficiente. Acreditamos que crescer implica uma visão de longo prazo e a capacidade de transformar desafios em oportunidades. Este projeto demonstra ainda que é possível conciliar crescimento económico, inovação e impacto positivo na sociedade e no ambiente”.

Para Natan Jacquemin, fundador da Nãm, “A Nãm nasceu de um sonho bastante simples: provar que aquilo a que chamamos desperdício pode ser o início de algo novo. Começámos numa cave

em Lisboa, a tentar perceber como transformar borras de café em cogumelos. Sete anos depois, estamos a inaugurar uma fábrica com capacidade para nos tornar numa das maiores produções urbanas de cogumelos da Europa. Mas o nosso sonho nunca foi simplesmente produzir mais cogumelos. Queremos ajudar a provar que é possível produzir alimentos de outra forma. Dentro das cidades, aproveitando recursos que já existem, utilizando menos água e energia e procurando ter o menor impacto carbónico possível. Esta fábrica dá-nos escala para continuar a perseguir essa visão. Se conseguirmos produzir mais cogumelos e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto de cada quilo que produzimos, então estamos no caminho certo. É um novo capítulo para a Nãm, mas a ideia continua exatamente a mesma: fazer crescer economia e ecologia lado a lado, um cogumelo de cada vez”.

A inauguração da Nãm Fungi Factory contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, do CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, do Chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, João Manuel Nabeiro, e do fundador da Nãm, Natan Jacquemin.

Os cogumelos Nãm podem ser adquiridos nas Nãm Urban Farm directamente ou em https://nammushroom.com/. São ainda comercializados no retalho e integram a ementa de vários restaurantes e cafetarias da Região de Lisboa.

Podem ser agendadas visitas à Nãm Fungi Factory através do email visits@nammushroom.com.

FECIEX abre em Badajoz com uma coleção centenária como grande novidade

A IFEBA, em Badajoz, acolheu na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a inauguração oficial da 35.ª edição da FECIEX, Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica. O evento, que decorre até ao próximo domingo, 20 de setembro, volta a reunir profissionais, empresas, associações e aficionados ligados  aos setores cinegético, piscícola e da natureza de Espanha e Portugal.

A cerimónia de abertura do certame contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera; do delegado do Governo na Extremadura, José Luis Quintana Álvarez; do  secretário de Estado da Agricultura do Governo de Portugal, João Moura; do conselheiro da Agricultura, Pecuária e Meio Natural da Junta da Extremadura, Juan José García García; da vereadora responsável pela IFEBA, Elena Salgado; da duquesa de Cardona, Casilda Fernández de Córdoba; e da diretora da FECIEX, Pepa Dueñas, acompanhados por representantes institucionais, associações setoriais, expositores e profissionais ligados à caça, à pesca e à natureza ibérica.

Entre os presentes encontravam-se também várias personalidades de destaque, entre as quais a ex-ministra María Dolores de Cospedal; Carmen Lomana; Rodrigo Moreno de Borbón, duque de Cardona; Fernando Martínez de Irujo, marquês de San Vicente del Barco; e Luis Medina, marquês de Villalba, acompanhado pela sua esposa, Clara Caruana.

O ato de inauguração ficou marcado por uma das principais novidades desta edição: a abertura ao público, pela primeira vez, da “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, pertencente à Fundação Casa Ducal de Cardona. A mostra integra uma programação com mais de uma centena de atividades que, ao longo de quatro dias, combinará a vertente profissional da FECIEX com competições, exibições, formação, gastronomia, divulgação e propostas dirigidas ao público em geral.

Durante a sua intervenção, Elena Salgado destacou a evolução da FECIEX ao longo das suas 35 edições e o trabalho desenvolvido para manter o interesse de profissionais e aficionados. “O facto de a FECIEX continuar a crescer e a consolidar-se após 35 edições não é fruto da inércia, mas sim de um trabalho constante, de ouvir o setor, de procurar melhorar a cada edição e de nunca dar por garantido que o público estará presente simplesmente porque sempre esteve”, afirmou.

Caça, pesca, natureza, conhecimento, gastronomia e lazer confluem ao longo de quatro dias numa programação que combina a atividade profissional e comercial com competições, exibições, jornadas técnicas, formação e propostas dirigidas ao público em  geral.

Uma coleção com 133 anos que se abre pela primeira vez ao público 

As exposições temáticas fazem parte da identidade da FECIEX desde as suas primeiras edições e tornaram-se um dos conteúdos característicos do certame. Nesta edição, a protagonista é a “Coleção Ducado de Cardona de Ciências Naturais”, cedida temporariamente pela Fundação Casa Ducal de Cardona e apresentada pela primeira vez ao público.

A coleção conta com 133 anos de história e reúne o legado de três gerações, com 204 dioramas, 228 espécies diferentes e um total de 493 aves naturalizadas, na sua maioria por Luis Benedito. Durante a inauguração, a duquesa de Cardona e proprietária da exposição, Casilda Fernández de Córdoba, explicou que, ao longo de todo este  tempo, a coleção apenas tinha «saído da sua localização em circunstâncias excecionais, primeiro durante a Guerra Civil e, posteriormente, para a sua transferência para Córdoba, mas nunca tinha sido exposta ao grande público».

O presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Ignacio Gragera, agradeceu à duquesa de Cardona a escolha da FECIEX para apresentar este património ao público. “Falamos de um património extraordinário, único e com um valor que vai muito além das próprias peças. Por detrás de cada uma delas há história, há conhecimento e uma forma de compreender e conservar um legado que passou de geração em geração”, afirmou.

Por sua vez, Elena Salgado referiu-se à importância da integração desta mostra na programação da feira: “Ter conseguido trazê-la para Badajoz e torná-la acessível ao público constitui um dos grandes marcos desta edição e, atrever-me-ia a dizer, da própria trajetória da feira”.

Com esta exposição, a FECIEX amplia a sua vertente cultural e de divulgação, aproximando o público de um património ligado à história, às ciências naturais e à conservação, a par dos conteúdos que tradicionalmente integram a programação do  certame.

Mais de uma centena de atividades até domingo 

A FECIEX desenvolverá, ao longo de quatro dias, uma programação dirigida tanto ao setor profissional como a aficionados e ao público em geral, com exibições, competições, jornadas técnicas, formação, atividades infantis e propostas relacionadas  com a conservação e a divulgação do meio natural.

Entre os principais encontros profissionais destaca-se o III Fórum Hispano-Luso ‘A Peste Suína Africana e os desafios para o mundo rural’, que reúne representantes dos  setores cinegético, pecuário, veterinário e científico, bem como da Administração, para  analisar os desafios associados a esta doença numa perspetiva multidisciplinar. A agenda inclui também a Mesa da Caça da Lonja da Extremadura, o Conselho Extremenho de Caça, o Conselho de Pesca e Aquicultura e a Comissão de Homologação  de Troféus de Caça.

A pesca voltará a levar a FECIEX até ao Guadiana com o XXIX Concurso Internacional de Pesca Desportiva FECIEX e o XV Troféu Ibérico Bass-FECIEX. No interior da  IFEBA, o aquário gigante acolherá demonstrações técnicas, apresentações e atividades  relacionadas com o setor.

A natureza terá também um papel de destaque com os safaris ornitológicos pela ZPE do rio Guadiana, enquanto a gastronomia cinegética estará presente através de Los Fogones de la Caza, com showcookings ao vivo, e da apresentação do novo Menu Gastronómico de Caça da Rede de Hospedarias da Extremadura.

A programação completa-se com competições e exibições cinegéticas, workshops,  atividades de educação ambiental e propostas especialmente dirigidas a crianças e  jovens, além do II Hunter Festival, que se realizará no sábado no terraço exterior  noturno da IFEBA.

Portugal, parte da identidade da FECIEX 

A dimensão ibérica volta a ser uma das marcas identitárias da FECIEX. Durante a sua intervenção, Ignacio Gragera destacou que “Portugal faz parte da nossa vida quotidiana, das nossas tradições e da forma como entendemos o nosso próprio espaço”, salientando ainda a capacidade da feira para reunir em Badajoz profissionais e aficionados de ambos os lados da fronteira.

Esta relação é reforçada este ano com a atribuição do Prémio Ibérico FECIEX 2026 à FENCAÇA, Federação Portuguesa de Caça, um reconhecimento pela sua trajetória e  pelo seu contributo para o reforço dos laços entre Espanha e Portugal no âmbito  cinegético.

A FECIEX permanecerá aberta esta quinta-feira, 17 de setembro, até às 21h00; na sexta-feira, dia 18, e no sábado, dia 19, das 10h00 às 21h00; e no domingo, dia 20, das 10h00 às 16h00. O bilhete geral tem o preço de quatro euros, com uma tarifa reduzida de dois euros para pessoas desempregadas e famílias numerosas de categoria geral.

A entrada é gratuita para crianças até aos 12 anos, inclusive, maiores de 65 anos, agentes comerciais abrangidos pelo acordo AFE e famílias numerosas de categoria especial.

Os bilhetes podem ser adquiridos tanto nas bilheteiras da IFEBA como através do seu site.

Estremoz recebe Taça Ibérica de Voleibol Feminino 2026

No próximo fim de semana, dias 19 e 20 de setembro, o Pavilhão Municipal de Estremoz será o grande palco da Taça Ibérica de Voleibol Feminino 2026. Após um ano de interrupção, a prestigiada prova regressa ao calendário oficial com a organização da vertente feminina sediada em solo português, contando com o forte apoio do Município de Estremoz e da Federação Portuguesa de Voleibol.

O torneio trará ao Alentejo um espetáculo desportivo de excelência, colocando frente a frente quatro das mais poderosas estruturas ibéricas: as campeãs nacionais do Futebol Clube do Porto, as “guerreiras” do Sporting Clube de Braga, e as prestigiadas representantes da Superliga Espanhola, o CAV Esquimo Dos Hermanas e o CV CD Heidelberg.

A competição arranca no sábado (dia 19) com as grandes decisões das meias-finais, reservando para o domingo (dia 20) os jogos de atribuição dos terceiro e quarto lugares e a grande finalíssima.

“Sunset de Leitura” leva “Tiempos de Ambición” ao Forte de Santa Luzia esta quinta-feira

O Forte de Santa Luzia, em Elvas, recebe, esta quinta-feira, 17 de setembro, às 19h00, um “Sunset de Leitura” e um passeio literário dedicado à obra “Tiempos de Ambición”, de Jorge Manuel Lucas Alves.

A iniciativa conjuga literatura, história e património, proporcionando aos participantes um percurso pelo monumento inspirado na obra do autor.

A atividade terá início com uma introdução histórica ao Forte de Santa Luzia, conduzida por Margarida Ribeiro, seguindo-se o passeio literário num ambiente marcado pela luz do pôr do sol.

Promovida no âmbito da Rede Intermunicipal de Bibliotecas do Alto Alentejo (RIBAA), a iniciativa convida o público a desfrutar de uma experiência cultural diferente num dos mais emblemáticos espaços patrimoniais de Elvas.

Castelo de Alegrete recebe “One Last Summer” esta sexta-feira

O Castelo de Alegrete recebe esta sexta-feira, 18 de setembro, o evento “Alegrete One Last Summer”, numa iniciativa que assinala o final do verão com música, dança e animação.

O programa começa às 19 horas, com a abertura do castelo, seguindo-se, às 19h30, uma atuação de dança contemporânea pelo “Espasso Dança Catarina Miranda” e, às 20h30, a atuação do grupo D’Aldeia.

A noite prossegue ao som de Hell, com música dos anos 80 e 90, às 21h30, seguindo-se Miguel Reis, à 00h30, e Sebastião Sequeira, às 03h30. O evento conta ainda com serviço de bar.

A entrada tem o custo de um euro, com a bilheteira a reverter para os Bombeiros Voluntários de Portalegre. A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia de Alegrete, com o apoio da Câmara Municipal de Portalegre.

Deputados do PS exigem esclarecimentos ao Governo sobre futuro da Pousada de Elvas

Os deputados do Partido Socialista (PS) querem saber que diligências foram realizadas pelo Governo para dar cumprimento à resolução aprovada pela Assembleia da República sobre a valorização e reintegração da Pousada de Elvas na Rede Nacional de Pousadas.

Num requerimento dirigido ao Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, os parlamentares socialistas pedem esclarecimentos sobre o futuro da unidade hoteleira e sobre a preparação da próxima concessão da Rede das Pousadas de Portugal.

A Assembleia da República aprovou, há mais de um ano e por ampla maioria, o Projeto de Resolução n.º 186/XVII, que recomendava ao Governo a adoção de várias medidas destinadas à valorização da Pousada de Elvas, tendo em conta o seu valor económico, histórico, patrimonial e simbólico.

Entre as medidas previstas estava a realização das diligências necessárias junto do atual concessionário para a reintegração da antiga Pousada de Elvas — Hotel Santa Luzia — na Rede Nacional de Pousadas. A resolução recomendava ainda a adoção de medidas de valorização e salvaguarda do património da unidade e a sua integração numa estratégia de desenvolvimento do turismo cultural no interior, articulada com a classificação de Elvas como Património Mundial da UNESCO.

Para os deputados socialistas, a proximidade do fim da atual concessão da Rede das Pousadas de Portugal representa uma oportunidade para definir o futuro daquele equipamento turístico e concretizar a sua reintegração na rede.

O processo ganha também relevância perante o interesse entretanto manifestado por empresários locais na exploração da Pousada de Elvas, diretamente ou através de subconcessão.

“A Pousada de Elvas não é apenas um equipamento hoteleiro. É a primeira Pousada de Portugal e possui um valor histórico, patrimonial e simbólico que importa preservar. O governo tem de esclarecer o que fez desde que a Assembleia da República aprovou esta resolução e, sobretudo, qual é a sua intenção para o futuro”, afirma o deputado Luís Moreira Testa.

Os socialistas questionam ainda o Governo sobre a possibilidade de encontrar uma solução que permita a reabertura da Pousada de Elvas no mais curto espaço de tempo, aproveitando o interesse demonstrado por empresários locais, mas salvaguardando a identidade e a matriz histórica e patrimonial do equipamento.

No requerimento, os deputados procuram também obter informações sobre o estado de preparação da nova concessão da Rede das Pousadas de Portugal. Entre as questões colocadas estão a eventual existência, ou preparação, do respetivo caderno de encargos, as orientações estratégicas previstas pelo Governo e o calendário para o lançamento do procedimento concursal.

“É fundamental que o futuro da Rede das Pousadas de Portugal seja pensado também a partir da valorização do interior e do nosso património. Elvas tem uma marca internacional associada ao seu património mundial e a Pousada de Santa Luzia deve fazer parte dessa estratégia”, acrescenta Luís Moreira Testa.

Os deputados do PS defendem, assim, que a definição do futuro da Pousada de Elvas deve conjugar a necessidade de assegurar a reabertura e exploração do equipamento com a preservação da sua identidade histórica e patrimonial.

Portalegre acolhe conferência dedicada a José Régio

A conferência “José Régio e a pluralidade de géneros literários” realiza-se esta quinta-feira, dia 17, às 17 horas, na Casa-Museu José Réio. O evento cultural, de entrada livre, pretende lançar um novo olhar sobre a extraordinária versatilidade de um dos nomes mais marcantes da literatura portuguesa do século XX.

Embora fortemente associado à poesia e ao movimento da revista presença, José Régio deixou uma marca indelével numa multiplicidade de formas de expressão. Ao longo da conferência, especialistas e investigadores convidados irão analisar a forma como o autor cruzou fronteiras literárias, destacando a sua produção no romance, no teatro, no ensaio crítico e na crónica jornalística.

A escolha de Portalegre para acolher este debate não é casual. A cidade alentejana, onde Régio viveu e lecionou durante mais de trinta anos, foi o cenário de grande parte da sua maturidade criativa e continua a ser o epicentro da preservação da sua memória viva.

Novo regulamento vai proibir cobranças da Aquaelvas, alerta Margarida Paiva

A conta da água pode ficar mais barata para os elvenses em situações que hoje obrigam a pagar dezenas de euros. Um novo regulamento da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), publicado em Diário da República a 10 de setembro, estabelece que as entidades gestoras, incluindo a Aquaelvas, deixam de poder cobrar determinadas tarifas associadas aos contratos de água e saneamento.

A mudança está a ser apontada pelo PSD de Elvas como uma oportunidade para acabar com cobranças que, segundo o partido, há anos são justificadas com as limitações do contrato de concessão da Aquaelvas.

De acordo com o tarifário da Aquaelvas em vigor em 2026, citado pelo PSD, a celebração de um novo contrato de água, bem como uma mudança de titutar, custa atualmente 72,21 euros.

O novo Regulamento Tarifário dos Serviços de Águas — Regulamento n.º 1160/2026 — estabelece regras vinculativas para as entidades gestoras e determina, nomeadamente, que não podem ser cobradas tarifas pela celebração, alteração ou denúncia de contratos de água e saneamento.

O mesmo regulamento abrange cobranças relacionadas com vistorias impostas pela entidade gestora e outros procedimentos inerentes à ligação à rede. Já outros serviços auxiliares ficam sujeitos a parecer prévio da ERSAR.

“Agora a lei obriga a mudar”

É neste ponto que o PSD coloca a pressão sobre o executivo municipal de Elvas. A vereadora Margarida Paiva acusa a Câmara de não ter, até ao momento, comunicado publicamente qualquer posição sobre o novo regulamento.

“Durante anos os elvenses ouviram que o contrato com a Aquaelvas não permitia alterar nada do que nos desagradava. Agora a lei obriga a mudar”, afirma a vereadora social-democrata.

Margarida Paiva defende que a Câmara deve avançar com as alterações sem esperar pelo limite máximo estabelecido pela ERSAR: 1 de janeiro de 2029. “O executivo socialista que fez e renovou esta concessão não tem outro remédio senão agir, e que trate de o fazer o mais rápido possível, em defesa dos elvenses, sem esconder-se atrás do prazo máximo de 2029”, acrescenta.

PSD quer respostas na Câmara

O assunto deverá ser levado pela vereadora à reunião da Câmara Municipal de Elvas da próxima quarta-feira, 23 de setembro.

Margarida Paiva pretende saber se o executivo municipal já conhece o novo regulamento, que medidas estão a ser preparadas e quando prevê que os elvenses deixem de suportar as cobranças abrangidas pelas novas regras.

“Os elvenses pagam a água todos os meses e têm direito a pagar menos e melhor. Desta vez não há desculpas, a lei manda e o executivo tem de agir”, afirma.

A questão coloca agora a Câmara de Elvas perante a necessidade de clarificar como pretende adaptar a concessão e o tarifário da Aquaelvas às novas regras estabelecidas pela entidade reguladora.

Já foi inaugurada a nova Casa Mortuária de Degolados

A nova Casa Mortuária de Degolados foi inaugurada na tarde desta quarta-feira, dia 16 de setembro.

Este novo espaço, há muito aguardado pelos degoladenses, vem proporcionar um local digno para as famílias nos seus momentos mais difíceis.

A cerimónia de inauguração, para além da intervenção do presidente da Câmara, Luís Rosinha, contou ainda com a do presidente da Junta de Freguesia de Degolados, Florival Cirilo.

Seguiu-se o descerrar de uma placa de inauguração, momento ao qual se juntou Amélia Nabeiro, e a bênção do equipamento pelo padre Fernando Farinha.

Esta obra foi totalmente projetada por técnicos municipais e pressupõe um investimento de cerca de 360 mil euros, suportados na sua totalidade pelo Município de Campo Maior.

Novo acesso pedonal e pavilhão desportivo projetados para o Centro Escolar de Arronches

A Câmara Municipal de Arronches está a avançar com um projeto que pretende melhorar as condições de acesso e a prática desportiva no Centro Escolar Nossa Senhora da Luz. A intervenção contempla a criação de um novo percurso pedonal para os alunos e a construção de um pavilhão gimnodesportivo municipal destinado à comunidade escolar.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, o projeto encontra-se ainda em fase de execução e prevê a construção do novo equipamento desportivo num terreno anexo ao Agrupamento de Escolas.

O autarca explica que a atual infraestrutura desportiva da escola é insuficiente para responder às necessidades existentes. “O agrupamento de escolas não tem um pavilhão” com as condições necessárias, dispondo atualmente de “um espaço que é muito pequenito” e de uma área exterior descoberta, situação que, considera, já não corresponde às exigências atuais.

A construção do novo pavilhão pretende, assim, proporcionar melhores condições para a prática desportiva dos alunos, funcionando simultaneamente como equipamento municipal e escolar.

A intervenção inclui também a criação de um percurso pedonal que permitirá aos alunos deslocarem-se a pé até ao estabelecimento de ensino com maior segurança. A medida pretende ainda contribuir para reduzir o congestionamento automóvel que se verifica, sobretudo durante o período da manhã, quando os pais levam os filhos à escola.

“É muito por aí, permitir, acima de tudo, que os alunos cheguem em segurança ao agrupamento”, sublinha João Crespo.

O projeto procura, desta forma, conjugar duas áreas consideradas prioritárias pelo município: a melhoria da mobilidade pedonal e da segurança no acesso ao Centro Escolar Nossa Senhora da Luz e o reforço das condições para a prática desportiva.

A autarquia pretende que a nova ligação pedonal facilite a chegada dos alunos à escola e, simultaneamente, ajude a retirar algum trânsito da zona envolvente, contribuindo para uma circulação mais segura e fluida nos períodos de maior movimento.

Com a construção do pavilhão gimnodesportivo, o município espera também dotar o Agrupamento de Escolas de Arronches de uma infraestrutura adequada às atuais necessidades educativas e desportivas, criando melhores condições para a comunidade escolar e para a utilização municipal.

Santuário do Senhor Jesus da Piedade com missas diárias e recolha de sangue no São Mateus

Após a abertura oficial da Feira de São Mateus e das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, no domingo, 20 de setembro, o Santuário volta a assumir um papel central no programa religioso das festividades, com a realização de missas durante todos os dias, de manhã e à noite.

Entre os momentos de maior destaque está a tradicional Missa dos Doentes e dos Idosos, marcada para o dia 24, às 11 horas. No dia seguinte, também às 11 horas, realiza-se a Eucaristia de Consagração do Ano Escolar e de Bênção dos Alunos, uma iniciativa que pretende aproximar as novas gerações da devoção ao Senhor Jesus da Piedade.

O reitor do Santuário, padre Ricardo Lameira, sublinha a importância destas duas celebrações, recordando a forte adesão registada no ano passado.

“Vamos ter, para além das missas, a que já estamos habituadíssimos, na quinta-feira das festas, como já vivemos o ano passado, a missa própria dos doentes e dos idosos. O ano passado trouxe doentes e idosos em tão grande número”, afirma.

Já na sexta-feira, o Santuário volta a receber alunos das escolas do concelho para uma celebração dedicada ao novo ano letivo. Segundo o reitor, a iniciativa pretende incentivar, desde cedo, a ligação dos mais jovens à tradição religiosa local.

“A devoção ao Senhor da Piedade só vai crescendo se começar de pequenino, porque senão vai morrendo”, destaca o padre Ricardo Lameira. A celebração destina-se a “miúdos e mais graúdos” das escolas, que são convidados a consagrar ao Senhor da Piedade o novo ano escolar.

Recolha de sangue no dia 21

A vertente solidária também estará presente. Na segunda-feira, dia 21, o Santuário do Senhor Jesus da Piedade volta a acolher uma recolha de sangue, numa ação que o padre Ricardo Lameira considera uma verdadeira expressão de caridade cristã.

“É preciso perceber o que é caridade fraterna, o que é caridade cristã. Não é dar orações, é dar perdão e dar conforto aos outros”, afirma o reitor, apelando à participação da população.

O sacerdote alerta ainda para a importância das dádivas de sangue e para as dificuldades que podem surgir perante a falta de reservas nos bancos de sangue. “Hoje os bancos de sangue não têm sangue. Se tivermos um problema no nosso país, muitas pessoas vão morrer. Porque não há sangue para fazer as transfusões”, alerta.

O apelo tem também uma dimensão pessoal para o reitor do Santuário, que recorda ter recebido sangue em momentos determinantes da sua vida. “Se não fosse a transfusão de sangue de três pessoas, uma delas eu sei porque foi o meu pai, que deu sangue pela primeira vez para mim, e depois outras duas pessoas, fazem-me com que esteja desperto a esta necessidade”, recorda.

Por isso, deixa um apelo à comunidade: “Os que pudermos, não deixemos de dar sangue. É isto a caridade cristã: fazer o bem sem olhar a quem, sem saber a quem.”

Ao longo das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade, o Santuário manterá assim uma programação religiosa diária, conjugando a tradição e a devoção com momentos dirigidos a diferentes gerações e iniciativas de solidariedade.

Do Ballet ao Teatro: Município de Campo Maior volta a dar palco à formação artística

O Município de Campo Maior volta a promover, no ano letivo 2026/2027, os Projetos de Formação Artística, uma iniciativa que há mais de uma década tem permitido a centenas de campomaiorenses, de diferentes idades, desenvolver competências em várias áreas das artes do palco.

As inscrições para a nova edição já se encontram abertas e são gratuitas. Os interessados podem inscrever-se online, através de formulário próprio (aqui), ou presencialmente no Centro Cultural de Campo Maior.

Para este novo ano letivo, a oferta formativa inclui quatro áreas: Ballet Clássico, Viola, Dança Oriental e Teatro (através do projeto ‘Entre Palcos’). A vereadora Paula Jangita confirma que se mantém, assim, a aposta nas áreas que têm integrado a programação dos últimos anos.

“Vamos continuar com o Ballet Clássico, com a Viola, a Dança Oriental e o Teatro. Essa é a oferta que nós temos disponível, tal como nos anos anteriores”, explica a autarca, acrescentando que a Dança Contemporânea continuará a ser lecionada no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro.

Com a iniciativa, a autarquia pretende continuar a aproximar a população das diferentes expressões artísticas, garantindo uma oferta diversificada e acessível. Segundo Paula Jangita, as diferentes formações procuram chegar a públicos distintos. A Dança Oriental, por exemplo, é dirigida a crianças, adultos e também seniores, enquanto o Teatro, a Viola e o Ballet Clássico “têm uma componente mais direcionada para crianças e jovens”.

As aulas ainda não têm uma data oficial de início. “Ainda se estão a definir os horários, mas será no início de outubro”, adianta a vereadora.

Apesar de as inscrições serem gratuitas, os participantes podem subscrever um seguro de acidentes pessoais, com um custo anual de cinco euros e uma franquia de 50 euros. A subscrição é opcional. Quem não optar pelo seguro terá, obrigatoriamente, de entregar um Termo de Responsabilidade, através do qual o próprio ou o respetivo encarregado de educação declara abdicar da cobertura.

Com mais de uma década de percurso, os Projetos de Formação Artística procuram, assim, manter o acesso da comunidade campomaiorense à formação artística, proporcionando oportunidades de aprendizagem e de contacto com diferentes disciplinas das artes do palco.

RUA levam música de raiz portuguesa ao palco principal do São Mateus

Os RUA regressam a Elvas no próximo domingo, dia 20 de setembro, para atuar no palco principal da Expo São Mateus, naquela que será uma noite particularmente especial para a elvense Inês Ramos (na imagem), um dos elementos do grupo musical.

Depois de uma passagem pelas “Noites de Verão” de Elvas, há cerca de dois anos, os RUA voltam agora à cidade para integrar o programa principal das Festas em honra do Senhor Jesus da Piedade e da Feira de São Mateus. O concerto será marcado pela apresentação dos temas originais do grupo, que cruza diferentes estilos e instrumentos, com uma forte ligação à música e às tradições portuguesas.

“Os RUA são um grupo constituído maioritariamente por elementos de Lisboa”, explica Inês Ramos, acrescentando que o projeto reúne também músicos, tal como ela, do Alentejo.

Musicalmente, o grupo procura “explorar instrumentos, ritmos e cancioneiros tradicionais”, numa proposta que Inês Ramos define como “um projeto musical humano, com uma raiz portuguesa muito, muito forte” e assente sobretudo em músicas originais.

A formação reúne músicos com diferentes origens e experiências, numa mistura que, segundo a artista elvense, contribui para a identidade dos RUA.

Concerto aposta nos temas originais

Para o concerto do São Mateus, os RUA vão apostar essencialmente no seu repertório original. O grupo lançou um EP no final do ano passado e tem apresentado vários singles ao longo deste ano, incluindo “Senhora de Si”, lançado no final da semana passada.

A proposta dos RUA assenta, assim, numa forte componente de música portuguesa, com influências dos cancioneiros e das sonoridades tradicionais. “Os nossos temas puxam muito também aqui à música alentejana”, sublinha Inês Ramos, que acredita que essa ligação poderá contribuir para uma boa receção por parte do público elvense.

Uma noite de contrastes musicais

A atuação dos RUA antecede a dos Némanus, proporcionando uma noite de contrastes musicais. Apesar das diferenças entre as duas propostas, Inês Ramos considera que os espetáculos acabam por se complementar. “Na música, e acima de tudo na cultura, tudo está um bocadinho ligado”, afirma.

De um lado, os RUA apresentam uma proposta marcada pelos instrumentos e pelas raízes tradicionais portuguesas; do outro, os Némanus levam ao palco uma música de cariz “mais divertido”. Para a artista, será precisamente essa diversidade que poderá tornar a noite de 20 de setembro tão especial.

Inês Ramos regressa a casa

Para Inês Ramos, contudo, o concerto dos RUA terá um significado ainda mais especial por acontecer na sua cidade natal. “É sempre um gosto voltar a Elvas, e acima de tudo ao palco principal do São Mateus”, confessa a artista, que recorda que a última vez que pisou o palco principal do São Mateus, com um projeto seu (os Alma), foi há já mais de dez anos.

O regresso ao palco principal é, por isso, vivido com grande entusiasmo, mas também com algum nervosismo. “Em Elvas, como há uma expectativa maior, e como eu também quero fazer um ótimo trabalho, fico sempre um bocadinho mais nervosa”, admite. Ainda assim, garante estar “super feliz” e “agradecida” pelo convite.

A aposta nos artistas da terra

Inês Ramos aproveita ainda para agradecer à Câmara Municipal de Elvas pela aposta em artistas da terra na abertura dos grandes concertos da Expo São Mateus.

Para a jovem elvense, esta é uma dinâmica que “não se vê em muitos sítios”, considerando que Elvas se destaca pela quantidade e qualidade dos seus artistas. “Não há muitos sítios como Elvas”, afirma, defendendo a importância de dar espaço aos artistas locais nos principais momentos culturais da cidade.

Um dia especial para a artista

O dia 20 de setembro terá, por outro lado, um significado acrescido para Inês Ramos, uma vez que há alguns anos que não consegue estar presente na tradicional Procissão dos Pendões, devido a compromissos profissionais.

A possibilidade de conciliar a celebração religiosa com a atuação no palco principal torna o regresso à cidade ainda mais especial.

A música como prioridade

Atualmente dedicada sobretudo à música, Inês Ramos integra os RUA há cerca de “cinco ou seis anos”. A artista considera ter tido “a sorte” de ter sido encontrada pelos RUA, uma vez que, vivendo em Lisboa, sentia falta da componente musical e artística que tinha desenvolvido anteriormente com projetos e amigos de Elvas.

Com ensaios semanais e momentos dedicados à composição, os RUA atravessam atualmente uma fase de forte atividade criativa.

Embora reconheça que grande parte dos temas é composta por Renato (outro dos elementos da banda), Inês Ramos destaca a importância do processo coletivo: “É muito gratificante saber que toda a construção é feita por nós e que nós nos juntamos e há toda uma explosão criativa quando estamos juntos.”

Televisão fica, para já, em segundo plano

Enquanto a música assume atualmente um papel central na vida de Inês Ramos, a televisão e a representação permanecem em segundo plano.

Inês Ramos continua ligada à área, fazendo alguns trabalhos de publicidade, mas admite não saber se regressará, no futuro, a um projeto televisivo. “Pode ser que sim, nunca se sabe”, afirma, deixando a porta aberta para novos desafios, depois de ter integrado o elenco da novela “A Teia”, da TVI, em 2018.

Para já, o foco está nos RUA e no concerto de 20 de setembro, no palco principal da Expo São Mateus, em Elvas: uma atuação que permitirá ao grupo apresentar a sua música ao público elvense e que será, para Inês Ramos, um regresso particularmente emotivo à sua terra natal.

A entrevista completa a Inês Ramos para ouvir no podcast abaixo: