A Casa-Museu Santa Beatriz da Silva comemora amanhã, dia 1 de setembro, o seu 13º aniversário. Inaugurado em 2013, o espaço museológico celebra o seu percurso na mesma data em que a Igreja assinala a festa litúrgica da primeira santa nascida em solo português, fundadora da Ordem da Imaculada Conceição.
A efeméride deste ano reveste-se de um significado ainda mais profundo, uma vez que coincide com as celebrações do Ano Jubilar de Santa Beatriz da Silva. Ao longo de 2026, a comunidade e a Igreja recordam o centenário da sua beatificação (1926) e o 50.º aniversário da sua canonização (1976), atraindo peregrinos e visitantes de vários pontos do mundo ao território de Campo Maior.
Localizada em pleno centro histórico da vila, a Casa-Museu funciona como um centro de reflexão e preservação da identidade cultural local, evocando detalhadamente a vida, a obra e o legado espiritual de Santa Beatriz. O espaço apresenta coleções que guiam o público pelos momentos mais marcantes da sua biografia e pela expansão global da ordem monástica por si criada.
O espaço estará de portas abertas no seu horário habitual, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, convidando residentes e turistas a redescobrir este marco patrimonial da região.
A Rede Expressos anunciou esta segunda-feira a integração da vizinha cidade espanhola de Badajoz na sua rede nacional de transportes. A nova operação, que entra em funcionamento a 11 de setembro, promete dar uma resposta concreta à crescente mobilidade laboral, comercial e turística entre a Estremadura e a região do Alentejo.
A nova linha faz a ligação direta entre Badajoz e Lisboa, passando por Elvas, Borba, Estremoz, Évora e Montemor-o-Novo, disponibilizando também ligação ao Aeroporto de Lisboa. A iniciativa visa reduzir a dependência do transporte individual numa região onde circulam diariamente milhares de viaturas entre os dois lados da fronteira — só pelo Caia passaram cerca de 358 mil veículos no verão transato.
“Badajoz já faz parte da oferta internacional da Rede Expressos, mas esta integração na nossa rede nacional representa uma evolução importante”, destaca Nelson Silva, diretor-geral da Rede Expressos. “Queremos facilitar as deslocações de quem se movimenta regularmente entre os dois lados da fronteira e, ao mesmo tempo, permitir que quem parte de Badajoz tenha acesso a uma rede mais ampla de destinos em Portugal e a tarifas mais económicas”, conclui.
Horários e Tarifas
A nova ligação contará com duas partidas diárias em cada sentido, com bilhetes online a partir dos 10€:
Badajoz – Lisboa: 07h15 e 13h30
Lisboa – Badajoz: 14h30 e 17h30
Os bilhetes e horários detalhados já se encontram disponíveis para consulta e reserva em todos os canais de venda habituais da Rede Expressos.
Termina esta segunda-feira, 31 de agosto, o prazo para cumprir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com o Governo a assegurar que o programa será concluído com 100% de execução.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, classifica o PRR como “o maior projeto, alguma vez, desenvolvido pela Administração Pública Portuguesa”, representando um investimento de 22 mil milhões de euros. “E vamos dá-lo por concluído, com sucesso, com 100% de execução”, afirmou o ministro este domingo à noite, enquanto participativa na cerimónia comemorativa dos cem anos da elevação de Estremoz a cidade.
Ao longo da sua implementação, o PRR aprovou “403 mil projetos”. Entre os investimentos mais visíveis estão diversas obras promovidas pelos municípios, nomeadamente escolas, centros de saúde, unidades de cuidados continuados e outras infraestruturas públicas.Castro Almeida destacou, por isso, o papel das autarquias na concretização do programa. “Eu sinto o dever de reconhecer aqui o papel determinante, decisivo, que tiveram os municípios na conclusão do PRR”, afirmou.
Apesar de ainda existirem obras em curso em vários concelhos, o ministro garante que estas situações não comprometem o cumprimento das metas do PRR. Segundo Castro Almeida, o Governo contratualizou 101% da execução prevista, criando uma margem para fazer face a eventuais atrasos.
“Eu bem sei que vocês conseguem identificar aqui e acolá, em muitos concelhos, obras que ainda não estão concluídas. Mas não se alarmem, porque são obras para além do PRR”, explicou.
O ministro deu como exemplo o investimento na habitação. A meta estabelecida pelo PRR era a construção de 26 mil casas, objetivo que, segundo Castro Almeida, já foi ultrapassado, com mais de 30 mil habitações construídas.
No entanto, existem ainda “milhares” de casas em construção. A explicação, segundo o Governo, está no facto de terem sido lançados concursos para quase 50 mil habitações, acima da meta inicialmente estabelecida pelo PRR. “Algumas delas vão estar ainda em construção, mas estão para além das metas do PRR”, esclareceu Castro Almeida.
Com o encerramento do prazo de execução, o Governo considera assim cumpridas as obrigações associadas ao Plano de Recuperação e Resiliência, enquanto alguns dos investimentos contratualizados acima das metas definidas continuarão a ser executados para além da data-limite do programa.
A proposta da 2.ª Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Elvas foi aprovada na passada quarta-feira, em reunião da Câmara Municipal, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O documento segue agora para apreciação e aprovação em Assembleia Municipal.
A revisão do PDM assume-se como um instrumento estratégico para o desenvolvimento e ordenamento do território concelhio, abrangendo áreas como o planeamento urbano, a habitação, a atividade económica, a proteção ambiental, a mobilidade e a valorização do património.
Na mesma reunião, o executivo aprovou a adesão do Município de Elvas à Associação de Municípios Portugueses do Vinho e a participação na FEHISPOR 2026, no âmbito da EUROBEC, reforçando a promoção conjunta e transfronteiriça do território.
Foi também aprovada, com três abstenções, a resposta à impugnação administrativa relativa ao concurso público para a cessão de exploração do Meeting Point — Bar da Expo São Mateus 2026. As diretrizes referentes aos pedidos de informação apresentados pelos eleitos do executivo foram aprovadas com três votos contra.
Entre os restantes assuntos analisados estiveram a integração do Município numa candidatura destinada à prevenção da floresta contra agentes bióticos e abióticos, o projeto «Alegria com Memória» e a proposta de requalificação integrada da Rua dos Lagares e da Muralha Fernandina da Avenida de São Domingos.
A Câmara Municipal deliberou ainda sobre a cedência de instalações desportivas municipais e transporte a clubes, associações e estabelecimentos de ensino para a época e ano letivo 2026/2027.
Na área social, cultural e formativa, foi aprovada a cedência de espaços na Biblioteca Municipal de Elvas Dr.ª Elsa Grilo para uma ação de formação certificada em literacia energética e para a realização do Encontro Local de Cidadania em Elvas. Foi igualmente apreciada a cedência do Auditório São Mateus para o VI Encontro Nacional de Integração de Cuidados e do Centro de Negócios Transfronteiriço ao Agrupamento n.º 189 dos Escuteiros de Vialonga.
A proposta para o Reforço da Boa Governação, da Prestação de Contas e da Participação dos Cidadãos foi reprovada, com três votos a favor e quatro contra.
A ordem de trabalhos incluiu ainda a atribuição de apoios, aprovada com três abstenções, à Diana — Associação de Pesca e Caça da Terrugem, à Associação de Caçadores de Santa Eulália, Maria Ribeiras e Outro, ao Rancho Folclórico de Elvas, à Associação de Jovens «Os Aldeolas» de Santa Eulália e à Confraria do Senhor Jesus da Piedade.
Antes da ordem do dia, foram aprovados um Voto de Pesar pelo falecimento da elvense Sónia Santos e um Voto de Louvor a Manuel Caldeira Fernandes, que se sagrou campeão no European Masters Aquatics Championships 2026.
Campo Maior prepara-se para receber, entre os dias 11 e 13 de setembro, o PORTSUGAR, encontro anual de colecionadores de pacotes de açúcar promovido pelo CLUPAC – Clube Português de Colecionadores de Pacotes de Açúcar.
De acordo com Adolfo Lopo, presidente da direção do CLUPAC, o encontro, que nesta sua 22ª edição conta com os apoios da Delta Cafés e da Câmara Municipal de Campo Maior, começa no dia 11, sexta-feira, com um programa pensado para proporcionar aos participantes momentos de convívio e, simultaneamente, dar a conhecer alguns dos principais espaços e atrações do concelho.
“Temos o hábito, porque muita gente vem de longe, de nos encontrarmos à noite num jantar informal, num petisco, aproveitando para conhecer a gastronomia local. É um momento de convívio, para mim um dos melhores momentos do PORTSUGAR”, explica.
Antes do jantar, estão previstas visitas às instalações fabris da Delta, ao Centro de Ciência do Café e à Adega Mayor, bem como um workshop de flores de papel, uma das tradições associadas às Festas do Povo de Campo Maior, no Museu Aberto.
Sábado é o dia principal
O sábado, 12 de setembro, será o dia central do PORTSUGAR. O Pavilhão Rui Nabeiro recebe, a partir das 9h00, os participantes, estando a abertura oficial marcada para as 10h30. Dez minutos depois terá início o período oficial de trocas de pacotes de açúcar, que constitui o principal motivo do encontro.
“Cada um leva os seus pacotes, trocamos e, para além do próprio convívio, temos também essa componente de coleção, que é aquilo que nos leva lá a todos”, refere Adolfo Lopo.
Durante o dia, os participantes terão dois períodos destinados à troca de pacotes, entre as 10h45 e as 12h30 e entre as 14h30 e as 18h00. O encontro termina com um jantar comemorativo do 25.º aniversário do CLUPAC, que decorrerá na Quinta dos Pavões.
Uma das particularidades desta edição será a produção de cerca de cem pacotes de açúcar alusivos a Campo Maior. Destes, 90 serão produzidos especificamente pelo CLUPAC e apresentarão diferentes aspetos e valências do concelho. A Delta Cafés, parceira do evento, produzirá ainda uma série de dez pacotes promocionais de Campo Maior, destinados a ser distribuídos a nível nacional.
A iniciativa pretende, desta forma, utilizar os próprios pacotes de açúcar como forma de divulgação do território, promovendo os seus valores culturais, patrimoniais e gastronómicos.
Cerca de 170 colecionadores inscritos
A edição deste ano deverá reunir, pelo menos, 170 colecionadores, para além dos familiares que os acompanham. Para Adolfo Lopo, a dimensão do encontro é também reflexo da importância do convívio entre colecionadores, muitos dos quais apenas se reencontram anualmente no PORTSUGAR
“Muitos colecionadores praticamente só vão ao PORTSUGAR. Vemo-nos de ano a ano com esses, mas há outros encontros que vamos tendo ao longo do ano, nos mais diversos locais, mas há muita gente que só vai a esse encontro”, explica.
O domingo, 13 de setembro, será dedicado à descoberta de Campo Maior. Os participantes vão percorrer vários locais de interesse patrimonial do concelho, numa iniciativa realizada com a colaboração da Câmara Municipal. O programa termina com um brinde de despedida e o encerramento oficial do PORTSUGAR 2026, no Museu Aberto.
Encontro muda de concelho todos os anos
Apesar de Campo Maior acolher este ano o PORTSUGAR, a iniciativa não tem como objetivo fixar-se no concelho. Segundo Adolfo Lopo, uma das características do encontro é precisamente a sua itinerância. “O encontro nunca se repete no mesmo concelho. Todos os anos fazemos o encontro num concelho diferente”, salienta.
O PORTSUGAR assume-se, não apenas como um encontro dedicado à coleção e troca de pacotes de açúcar, mas também como uma oportunidade de convívio e de promoção turística dos territórios que o recebem.
A organização deixa ainda o convite à população para visitar o encontro no sábado, 12 de setembro, entre as 10h00 e as 12h00 e entre as 15h00 e as 17h00, no Pavilhão Rui Nabeiro.
O projeto “Meet Elvas” é uma das 14 propostas submetidas à votação na edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. A iniciativa pretende criar uma plataforma digital interativa associada a um passaporte colecionável, com o objetivo de transformar a descoberta do património elvense numa experiência mais dinâmica, acessível e adaptada aos novos hábitos dos visitantes.
Um dos responsáveis pelo projeto é Cláudio Belo, informático de profissão, que integra uma equipa multidisciplinar composta por profissionais ligados a diferentes áreas.
Um guia turístico no telemóvel
Em traços gerais, o “Meet Elvas” pretende funcionar através de uma aplicação móvel e de um passaporte que os visitantes poderão adquirir em diferentes pontos da cidade. Ao longo do percurso, será possível visitar monumentos, recolher carimbos, responder a questionários e acumular pontos.
Através da aplicação, os utilizadores poderão “ver os monumentos em 3D, ter alguma informação visual e gráfica sobre os monumentos” e conhecer a sua história de uma forma mais interativa, explica Cláudio Belo.
A ideia passa também por responder a uma realidade cada vez mais comum no turismo: nem todos os visitantes têm disponibilidade ou vontade para ler grandes quantidades de informação durante uma visita. Com o “Meet Elvas”, “o guia seria o telemóvel”, resume o responsável.
História contada através de encenações
Uma das componentes diferenciadoras do projeto será a utilização de atores e conteúdos audiovisuais para recriar episódios e ambientes históricos associados aos monumentos. Os visitantes poderão assistir a “encenações históricas feitas por atores” e conhecer, através de personagens fictícias, “como era antigamente esse monumento”.
A componente de gamificação será igualmente importante. Cada monumento poderá representar uma etapa do percurso, com questionários associados e atribuição de pontos. A equipa pretende ainda criar prémios e estabelecer parcerias com entidades locais, permitindo eventualmente trocar pontos por descontos ou outras vantagens.
O objetivo é que o circuito não se limite aos locais mais conhecidos da cidade. “Queremos dinamizar todos os monumentos e não só o castelo ou só os fortes”, sublinha Cláudio Belo, defendendo uma maior divulgação do património existente nas diferentes freguesias do concelho.
Um projeto criado por elvenses que regressaram à cidade
A equipa responsável pelo “Meet Elvas” reúne profissionais de diferentes áreas, muitos deles com uma ligação pessoal à cidade. “Somos retornados a Elvas. Tivemos todos fora e voltámos para Elvas”, explica Cláudio Belo. Foi desse reencontro e da vontade de aplicar na cidade conhecimentos adquiridos noutras áreas que nasceu a ideia.
“Pensámos: por que não fazer algo que já existe fora de Elvas, mas cá em Elvas?”, conta. A intenção é juntar competências de informática, tecnologia, teatro, cinema, artes gráficas e 3D para criar um produto desenvolvido localmente e pensado especificamente para o património e a realidade elvense.
Uma experiência acessível e em vários idiomas
O projeto prevê que a aplicação possa ser disponibilizada em vários idiomas, entre os quais português, espanhol, inglês e francês, estando a equipa a considerar a inclusão de seis ou sete línguas.
A preocupação é tornar a experiência acessível ao maior número possível de visitantes, evitando que a barreira linguística prejudique a compreensão do património.
A aplicação deverá também adaptar-se a diferentes públicos. “O nosso objetivo é termos uma interface que seja adaptável para idosos, para mais novos, para todos conseguirem aproveitar a aplicação e desfrutar da experiência”, explica Cláudio Belo.
Atrair os mais jovens para o património
Outro dos objetivos passa por aproximar os públicos mais jovens da história e da cultura de Elvas, recorrendo a mecanismos de jogo e a uma componente social integrada na própria plataforma.
A equipa pretende criar uma experiência que incentive os utilizadores a explorar a cidade, completar desafios e partilhar os conteúdos nas redes sociais. “Vamos tentar atrair também o público mais jovem com esse joguito”, afirma o informático.
A estratégia poderá permitir que os próprios visitantes funcionem como promotores da cidade, através da partilha das experiências proporcionadas pela aplicação móvel nas redes sociais.
25 mil euros para desenvolver o projeto
A candidatura apresenta um orçamento de 25 mil euros, o valor máximo disponível no âmbito do Orçamento Participativo. A verba seria utilizada sobretudo no desenvolvimento da aplicação e da infraestrutura tecnológica, incluindo alojamento, servidores e outros recursos necessários.
Parte do investimento seria igualmente destinada à produção dos conteúdos, contratação de atores, figurinos, gravações e outros materiais. A equipa estima que o desenvolvimento envolva inicialmente cerca de quatro a cinco profissionais, entre programadores, designer, elementos ligados ao teatro e profissionais de cinema.
Cláudio Belo reconhece que a concretização do projeto exigirá vários meses de trabalho, incluindo uma fase de testes e aperfeiçoamento. A manutenção da plataforma deverá também ser contínua, permitindo corrigir erros e acrescentar novos conteúdos à medida que o património e a oferta cultural do concelho evoluem.
Apesar de considerar o financiamento essencial para concretizar a proposta na sua dimensão prevista, a equipa admite avançar com uma versão mais económica caso o projeto não seja o escolhido no Orçamento Participativo.
Para já, a decisão está nas mãos dos elvenses. Cláudio Belo apela à participação da população na votação do Orçamento Participativo, que decorre até 2 de outubro, esperando que o “Meet Elvas” consiga conquistar o apoio necessário para transformar a ideia numa nova forma de descobrir o património, a cultura e as histórias do concelho.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: