Uma configuração atmosférica pouco habitual para esta altura do ano poderá trazer alterações ao estado do tempo em Portugal nos próximos dias.
De acordo com a informação divulgada pela página “Meteo Trás os Montes”, os mapas de previsão apontam para a presença de uma depressão no Atlântico, a oeste da Península Ibérica, acompanhada por uma circulação ciclónica e por uma frente associada que poderá aproximar-se do território português.
Este cenário poderá favorecer a entrada de ar mais instável e fresco, com possibilidade de períodos de chuva, aguaceiros e trovoadas, além de uma descida das temperaturas em algumas regiões.
A situação contrasta com o padrão habitualmente associado ao mês de agosto em Portugal, marcado por tempo seco, estável e temperaturas elevadas, influenciado pelo anticiclone dos Açores.
Ainda assim, a evolução da depressão e a trajetória das frentes poderão sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos, pelo que o cenário previsto não é, para já, uma garantia de que estes fenómenos se irão verificar exatamente desta forma.
O Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro, participou, em Alcácer do Sal, na assinatura do contrato interadministrativo que assegura um apoio até 900 mil euros destinado ao realojamento provisório de 17 agregados familiares da Herdade da Barrosinha, afetados pelas cheias registadas no início de 2026.
O contrato, celebrado entre a CCDR Alentejo, IP e o Município de Alcácer do Sal, permitirá financiar a aquisição dos módulos habitacionais provisórios, bem como as respetivas ligações às redes de abastecimento de água e saneamento, garantindo condições de alojamento às famílias enquanto decorre a recuperação das suas habitações.
Na sua intervenção, Ricardo Pinheiro sublinhou a importância da resposta institucional desenvolvida desde os primeiros momentos após o fenómeno climático extremo que afetou o concelho, destacando o papel da cooperação entre a Administração Central, a CCDR Alentejo, IP e o poder local.
“Respondermos e adaptarmos o território às alterações climáticas é hoje um desafio fundamental. O que aconteceu entre janeiro e fevereiro de 2026 exigiu uma enorme capacidade de resiliência e uma resposta célere das instituições”, afirmou.
O Presidente da CCDR Alentejo destacou ainda que o processo de recuperação permitiu comprovar a eficácia do novo modelo de governação territorial das CCDR, evidenciando o trabalho desenvolvido em conjunto com os municípios e com o Governo.
“Este foi um exercício onde o novo modelo funcionou bem. Houve uma forte articulação entre a CCDR, o Município, os membros do Governo e as equipas técnicas, permitindo encontrar soluções para responder às necessidades das populações”, referiu.
Ricardo Pinheiro recordou igualmente que, na sequência das intempéries, foram aprovados mais de 90 processos de apoio a habitações particulares, correspondendo a mais de 700 mil euros de investimento, e reiterou o compromisso da CCDR em continuar a acompanhar os municípios da região.
“Vamos continuar a manter uma enorme proximidade com as autarquias e com todos aqueles que têm responsabilidades na governação do território do Alentejo, garantindo que as respostas chegam às populações e contribuem para territórios mais resilientes.”
A Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, considerou a assinatura do contrato um momento determinante para o concelho, permitindo resolver uma questão pendente desde as cheias.
“Finalmente temos o contrato interadministrativo assinado. Foi uma solução fundamental para garantir alojamento às 17 famílias desalojadas da Barrosinha e representa um passo muito importante na recuperação do concelho.”
A autarca agradeceu o acompanhamento permanente da CCDR Alentejo, do Governo e das equipas técnicas envolvidas, sublinhando que o Município continuará a trabalhar na recuperação dos equipamentos e infraestruturas afetados pelas inundações.
Presente na cerimónia, o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, destacou a capacidade de resposta das instituições perante um dos mais severos fenómenos climáticos registados no país.
O governante salientou que já foram mobilizados mais de 20 milhões de euros em apoios para Alcácer do Sal, abrangendo famílias, empresas e infraestruturas públicas, e reforçou a necessidade de preparar os territórios para os desafios colocados pelas alterações climáticas, promovendo soluções que reforcem a sua resiliência futura.
A cerimónia decorreu na Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal, também afetada pelas cheias, simbolizando o caminho de recuperação que continua em curso no concelho, com o apoio articulado da Administração Central, da CCDR Alentejo e do Município.
Com a assinatura deste contrato, a CCDR Alentejo reforça o seu compromisso com a coesão territorial, a proteção das populações e a construção de territórios mais preparados para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas.
Depois de um interregno de dois anos, o Norte Alentejano O’ Meeting (NAOM) regressa ao Alto Alentejo na sua XVIII edição. Realiza-se de 15 a 17 de Janeiro em Castelo de Vide e organização é da responsabilidade do Grupo Desportivo dos 4 Caminhos em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação e do Município de Castelo de Vide.
O NAOM é um evento Internacional de Orientação pedestre que fará a abertura da época internacional em Portugal. Faz parte do ranking mundial da Federação Internacional e da taça de Portugal da federação Portuguesa de Orientação e é uma excelente forma de promover o turismo desportivo na região. Apesar de acolher a alta competição também é desporto para todos através dos percursos abertos.
Pela primeira vez o NAOM terá uma vertente inclusiva, através de uma atividade de orientação adaptada, vocacionada para pessoas com deficiência Intelectual. Esta vertente é pioneira a nível mundial e também e poderá incluir crianças em idade pré-escolar e idosos dos centros de dia de lares de idosos.
Pese embora se encontrem em período de férias letivas, as crianças que frequentam o Programa de Apoio ao Estudo e Ocupação de Tempos Livres do Município de Arronches não deixam de adquirir conhecimento, ainda que seja de forma mais lúdica do que aquilo que acontece na sala de aula.
Depois de diversas atividades já desenvolvidas no Educ’arte, fruto da colaboração de parceiros de variadas áreas, desta feita foi abordada a importância da reciclagem através da iniciativa ‘O Reciclete Vai à Escola’, da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, através de um trabalho de promoção da sustentabilidade e da literacia ambiental na região.
Num jogo dinâmico que teve a temática do ambiente como pano de fundo, foi com grande envolvimento de todo o grupo que as crianças testaram os seus conhecimentos e aprenderam que medidas podem ser adotadas no seu dia-a-dia, uma mensagem que seguramente chegará aos encarregados de educação.
Desta forma, foi cumprido o objetivo desta ação, que passa pela promoção da literacia ambiental desde tenra idade, garantido que as gerações futuras da região crescem com a consciência e as ferramentas necessárias para proteger o nosso património natural, aproximando assim os alunos de conceitos como a economia circular, a preservação dos recursos naturais e a correta gestão de resíduos.
A edição de 2026 das Noites de Verão, promovidas pelo Município de Elvas, chega este fim de semana aos dois últimos espetáculos, na Praça da República.
Este sábado, 22 de agosto, a partir das 21h30, sobe ao palco o grupo Lyberic, com o espetáculo “Homenaje a Il Divo”, dedicado ao conhecido grupo vocal internacional.
Já no domingo, 23 de agosto, também às 21h30, a programação encerra com a atuação de “De Moda em Moda”, grupo de música tradicional e popular alentejana.
Os resultados da 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) registam uma subida clara no número de colocações nas Universidades Politécnicas. O número de colocados neste subsistema cresceu em todas as instituições quando em comparação com período homólogo do ano passado e acima da média de colocações no todo do Ensino Superior. Um crescimento que superou os 20 por cento.
Luís Loures, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), atribui esta melhoria a dois fatores principais: a recente alteração da denominação de ‘Institutos’ para ‘Universidades Politécnicas’ e a mudança nas regras do modelo de acesso, com o abandono da exigência obrigatória de duas provas de ingresso.
Congratulando-se com os resultados e sublinhando o crescimento das Universidades Politécnicas acima da mediana do Ensino Superior, Luís Loures lembra que embora a transição para Universidades Politécnicas apenas tenha acontecido a 01 de agosto esta “alteração contribuiu para aumentar o reconhecimento da qualidade e da capacidade instalada destas instituições junto dos candidatos, porque «Universidade» é o termo que associamos mais diretamente ao Ensino Superior”, acrescentando que esta mudança “promove uma maior equidade entre subsistemas, faltando agora a equiparação ao nível do financiamento para que as Universidade Politécnicas possam ser ainda mais competitivas, ganhem cada vez mais maturidade científica e possam continuar a afirmar-se e a desenvolver trabalho de excelência em áreas de investigação emergentes”.
Esta foi uma mudança que o CCISP reclamou com insistência, tal como a alteração legislativa também exigida pelo Conselho, visando a redução do número de provas obrigatórias para a esmagadora maioria dos cursos do Ensino Superior.
“Não fazia sentido nenhum reduzir todo percurso académico do secundário a um conjunto de provas feitas em algumas horas. Os resultados no ano passado foram muito impactados pelo modelo vigente e a alteração das regras por nós propostas ajudou a alcançar estes resultados muito mais positivos para o país e para os nossos jovens”, reforça o presidente do CCISP.
O Conselho Coordenador olha com satisfação para os resultados agora publicados, mas aguarda pelos números das segunda e terceira fases, bem como dos contingentes especiais (alunos internacionais, titulares de outros cursos, detentores de cursos técnicos superiores, entre outros) para fazer uma avaliação definitiva dos resultados do acesso ao ensino superior.
Sobre o CCISP
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos é um órgão colegial, com várias competências, de representação conjunta dos estabelecimentos públicos de ensino superior politécnico. Integram-no todos os institutos superiores politécnicos públicos, bem como escolas superiores não integradas. Têm também assento no CCISP as universidades dos Açores, Algarve, Aveiro, Évora e Madeira. Além da representação conjunta dos seus membros, o CCISP tem como principais competências colaborar na formulação de políticas nacionais de educação, ciência e a emissão de pareceres e posições sobre assuntos que digam respeito a matérias relacionadas com o ensino superior.
O futebolista pacense Alexis Ciria, de 18 anos, integra a primeira convocatória oficial de José Mourinho no regresso ao comando do Real Madrid. O jovem formado nas camadas jovens de Badajoz e do Sevilha, antes de rumar ao Real Madrid foi chamado para o encontro deste sábado frente ao Espanyol, depois de ter participado nos quatro jogos de preparação, com um golo e uma assistência.
A convocatória representa um momento marcante para Alexis Ciria e para o futebol de Badajoz. O jovem atacante convenceu Mourinho na pré-epoca onde marcou um golo e poderá agora viver, pela primeira vez, um jogo oficial junto da equipa principal do Real Madrid. O encontro realiza-se às 20h30, em Barcelona ficando por saber se o treinador português lhe dará minutos.
O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, recebe duas novas exposições, dedicadas ao artesanato tradicional e à pintura, numa iniciativa que pretende reforçar aquele espaço enquanto centro da dinamização cultural.
As mostras foram inauguradas no passado sábado, dia 15 de agosto, e apresentam peças do artesão arronchense Belmiro Gonçalves e obras de pintura de Alfredo Martins, apresentadas pelo galerista Jorge Garção, da Galeria 2615, de Alverca.
A exposição de artesanato reúne peças tradicionais, como cabrestos, chocalhos, carroças em miniatura, tendo Belmiro Gonçalves explicado durante a inauguração o processo de elaboração e a utilização destas peças no quotidiano agrícola.
Já a exposição de pintura, intitulada “Simplicitude”, apresenta obras de Alfredo Martins inspiradas em momentos do quotidiano e na valorização das coisas simples da vida.
Ambas as exposições poderão ser visitadas no Convento de Nossa Senhora da Luz, até 6 de setembro, no caso das peças de artesanato, e até 30 de setembro, relativamente à exposição de pintura.
O espaço está aberto de terça-feira a domingo, das 09H30 às 13H00 e das 14H00 às 17H30.
Borba recebe, pela primeira vez, as Festas em Honra de São Bartolomeu, num programa arrancou esta sexta-feira e que prolonga até segunda, 24 de agosto, dia em que se assinala o santo padroeiro daquela freguesia.
A iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia de São Bartolomeu, pretende celebrar o patrono da comunidade e, simultaneamente, proporcionar aos fregueses “o ambiente festivo e cultural” associado a este tipo de celebrações. Segundo o presidente da Junta de Freguesia, João Paulo Cabaço, outro dos objetivos passa por reforçar a proximidade entre a autarquia e a comunidade.
“São quatro dias de festa onde temos espaço para diversas atividades para vários gostos”, sublinha o autarca, destacando a preocupação em criar um programa dirigido a toda a população.
A música assume um papel de destaque nas festividades, mas o programa inclui também atividades de ginástica, gastronomia e momentos de caráter religioso. É precisamente a componente religiosa que marcará o encerramento das festas, na segunda-feira, dia 24 de agosto, com a missa e a oração do terço em honra de São Bartolomeu.
Para João Paulo Cabaço, a colaboração da comunidade foi um dos aspetos mais marcantes de todo o processo de preparação desta primeira edição da festa. O presidente da Junta salienta o envolvimento de várias entidades, associações e particulares, que contribuíram com ideias, trabalho e disponibilidade para ajudar na organização.
“Aquilo que mais me sensibilizou foi, de facto, tanta gente a querer ajudar, tanta gente que desinteressadamente dava as suas ideias e quis estar presente na solução dos problemas”, afirma, agradecendo a todos os que participaram na preparação do evento, “muitas vezes até a título gratuito”.
Sendo a primeira edição, as expectativas da organização são elevadas. O objetivo, explica o autarca, é proporcionar uma festa “digna”, onde a população possa divertir-se, conviver e aproveitar os momentos de encontro.
Apesar da previsão de noites mais frescas durante o fim de semana, João Paulo Cabaço espera que as condições meteorológicas não condicionem a participação popular. “A intenção final é principalmente estarmos todos juntos e aproveitarmos para sairmos e para convivermos”, resume.
As Festas em Honra de São Bartolomeu, a decorrerem no Largo das Servas, assumem, assim, uma nova dimensão no calendário festivo de Borba, juntando animação, gastronomia, atividade comunitária e tradição religiosa.
A Escola Superior de Biociências de Elvas, do Instituto Politécnico de Portalegre, colocou 40 estudantes na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, com os cursos de Desporto e Enfermagem Veterinária a registarem a maior procura.
A licenciatura em Desporto foi uma das que mais se destacou, com 19 alunos colocados para 23 vagas, o que significa que cerca de 83% das vagas foram preenchidas logo na primeira fase. Ficam apenas quatro vagas disponíveis para a segunda fase.
Também Enfermagem Veterinária registou uma procura elevada, com 19 colocados em 32 vagas, ficando 11 vagas por preencher para a segunda fase. Foram ainda registados dois candidatos colocados sem classificação final.
Em sentido contrário, Agronomia teve apenas um colocado para 15 vagas, ficando 14 disponíveis para a segunda fase.
Na licenciatura em Equinicultura, foi igualmente registado um colocado para 15 vagas, permanecendo 14 vagas disponíveis. A nota do último colocado foi de 145,50valores, a mais elevada entre os cursos da escola.
No total, dos 85 lugares inicialmente disponíveis, 40 foram preenchidos na primeira fase. Os resultados mostram uma procura particularmente forte por Desporto, que ficou muito próximo de preencher a totalidade das vagas, e por Enfermagem Veterinária, enquanto Agronomia e Equinicultura apresentam vagas ainda para a segunda fase.
O cavaleiro português João Moura está a ser homenageado em Madrid, no âmbito das comemorações dos 50 anos da sua estreia na praça de touros de Las Ventas.
A homenagem inclui uma exposição fotográfica dedicada à carreira do cavaleiro português, inaugurada esta semana na Sala Antonio Bienvenida, em Las Ventas. A mostra reúne imagens históricas do arquivo Botán, que recordam alguns dos momentos mais marcantes de João Moura na principal praça de touros de Madrid.
João Moura estreou-se em Las Ventas em 1976, iniciando uma relação de grande importância com o público madrileno e com uma das praças mais emblemáticas do mundo taurino.
A exposição integra a programação cultural associada à corrida de rejoneio de agosto e pode ser visitada nos dias 20 e 27 de agosto.
A iniciativa assinala assim meio século sobre a estreia de João Moura em Las Ventas e presta homenagem a uma das figuras mais marcantes do toureio a cavalo português e internacional.
Estremoz vai assinalar o centenário da sua elevação a cidade com uma cerimónia comemorativa marcada para o próximo dia 30 de agosto, domingo, véspera da data oficial do aniversário. A iniciativa pretende reunir a população numa noite de celebração e homenagem à história e às instituições do concelho.
Segundo a vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, a escolha do dia 30 pretende permitir uma maior participação dos estremocenses.
As comemorações terão início pelas 21 horas, com a deposição de uma coroa de flores junto ao busto de José Lourenço Marques Crespo. O momento contará com a participação da Banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense, que interpretará o hino de Estremoz.
Seguir-se-á uma arruada até aos Paços do Concelho, onde será descerrada uma placa comemorativa dos 100 anos da elevação de Estremoz a cidade e terá lugar a assinatura do livro de honra.
A cerimónia contará ainda com um momento musical protagonizado pelo Orfeão Tomaz Alcaide, bem como com discursos institucionais e a homenagem às entidades centenárias do concelho.
De acordo com Sónia Caldeira, o município realizou um levantamento das instituições desportivas, culturais e de solidariedade social que contam já com um século de existência ou mais. Todas as entidades identificadas serão distinguidas com uma placa comemorativa.
O programa inclui também a apresentação de um vídeo alusivo ao centenário da cidade. No encerramento, a Banda da Sociedade Filarmónica Artística Estremocense interpretará o Hino Nacional, seguindo-se um espetáculo de fogo de artifício.
Presidente da República ainda sem presença confirmada
A Câmara Municipal de Estremoz convidou o Presidente da República para participar nas comemorações. Sónia Caldeira revelou, contudo, que a presença de António José Seguro ainda não está confirmada.
“Gostávamos muito que pudesse estar presente nesta cerimónia”, afirmou a vice-presidente, explicando que o Presidente da República estará a tentar conciliar a sua agenda para poder juntar-se às celebrações.
A autarquia mantém, assim, a expectativa de contar com a presença do chefe de Estado, embora aguarde ainda uma confirmação oficial.
As comemorações pretendem marcar simbolicamente os 100 anos da elevação de Estremoz a cidade e, ao mesmo tempo, homenagear a comunidade e as instituições que contribuíram para a história e identidade do concelho.
Sónia Caldeira deixou o convite aos estremocenses e a todos os que se queiram associar à iniciativa, sublinhando a importância de celebrar “esta marca, que é a marca dos 100 anos”, e de honrar o nome da cidade.
A Associação Cultural e Recreio Musical 1º. de Dezembro de Campo Maior conta atualmente com cerca de 22 elementos e continua a apostar na formação de novos músicos, apesar das dificuldades que afetam muitas bandas filarmónicas do país.
O presidente da associação, José Romudas, considera que, tendo em conta a realidade atual, a banda campomaiorense apresenta uma situação positiva. Para garantir a presença de músicos suficiente nos serviços, a coletividade mantém parcerias com outras bandas, permitindo uma colaboração mútua entre os diferentes agrupamentos.
“Hoje não é fácil”, reconhece José Romudas, explicando que a banda ajuda outras formações e também recebe elementos de outras bandas quando necessário. Ainda assim, sublinha, conseguir reunir entre 20 e 22 músicos “já não é mau”.
Escola de música gratuita procura captar novos talentos
A formação é uma das principais apostas da Banda 1.º de Dezembro. A escola de música conta atualmente com “oito ou nove alunos” e funciona através do trabalho dos próprios músicos da banda, sobretudo dos mais experientes, que assumem o papel de formadores.
“Passam o testemunho” e procuram transmitir aos mais jovens “a dinâmica e a vontade de ser músicos”, explica o dirigente.
Uma das características que distingue a escola é a gratuitidade. Em Campo Maior, os alunos não pagam pela aprendizagem e, quando terminam a formação e ingressam na banda, têm também acesso a um instrumento disponibilizado pela própria associação.
Para José Romudas, trata-se de uma mais-valia significativa, sobretudo quando comparada com os custos associados a outras formas de ensino musical. “Um miúdo hoje vai à escola de música, não paga nada, e quando sair músico tem um instrumento à sua espera também por conta da banda”, salienta.
O responsável lamenta, contudo, que seja cada vez mais difícil captar crianças e jovens para a música. A associação tem procurado estabelecer contactos e desenvolver atividades junto das escolas, numa tentativa de despertar nos mais novos o interesse pela aprendizagem musical.
“Da nossa banda já saíram bons profissionais”
A formação proporcionada pela banda tem também dado frutos ao longo dos anos. José Romudas destaca que vários músicos que passaram pela 1.º de Dezembro acabaram por seguir profissionalmente a carreira musical.
“Da nossa banda já saíram bons profissionais e alguns ainda estão no ativo como profissionais músicos”, refere, defendendo que aprender música continua a ser uma oportunidade importante para os jovens.
O dirigente reconhece, porém, que atualmente as crianças têm cada vez mais atividades e interesses para conciliar. Entre o desporto e outras ocupações, o tempo disponível é reduzido, tornando essencial que exista uma verdadeira paixão pela música para que um jovem permaneça ligado à banda.
“A música é uma arte muito bonita”, afirma José Romudas, que, apesar de não ser músico, mantém uma forte ligação à associação. Depois de ter estado ligado à banda durante cerca de quatro décadas, regressou há alguns anos à direção, onde procura continuar a apoiar os músicos e a coletividade.
Um setor em declínio
O futuro das bandas filarmónicas é uma das preocupações do presidente da Associação 1.º de Dezembro. José Romudas considera que “hoje a música e as bandas estão em declínio”, apontando para a existência de vilas e cidades onde já não existem formações musicais deste género.
Mesmo entre as bandas que continuam ativas, a falta de elementos é uma realidade. Há agrupamentos que, segundo o responsável, não conseguem reunir 22 músicos para assegurar um serviço.
“Dentro do mal, nós não estamos mal”, admite, destacando a capacidade da banda de Campo Maior para continuar a funcionar e assegurar as suas atuações.
A associação já foi, inclusive, contactada por outras localidades interessadas em criar ou recuperar bandas, mas José Romudas reconhece que formar e manter uma filarmónica “não é fácil”.
Escola está de férias, mas a banda continua ativa
Durante o mês de agosto, a escola de música encontra-se parada, acompanhando o período de férias. A atividade musical da associação, contudo, não está suspensa.
Com as festas e os serviços a decorrerem durante este período, a banda continua a assegurar atuações. José Romudas confirma que, a 15 de agosto, o agrupamento já tinha realizado o terceiro serviço do mês.
Assim, enquanto os alunos aguardam pelo regresso das aulas de música em setembro, os músicos da Associação Cultural e Recreio Musical 1º. de Dezembro continuam a levar o nome de Campo Maior às diferentes atuações, mantendo viva uma tradição que enfrenta, em todo o país, desafios cada vez maiores.
O Núcleo de Urgência de Elvas, com o apoio da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove, no dia 6 de novembro, o I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense, no auditório da Escola Superior de Biociências de Elvas.
A iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde, investigadores, docentes e estudantes para debater os desafios atuais da Enfermagem Forense e o papel cada vez mais relevante desta área na articulação entre a saúde, a justiça e a proteção das vítimas.
Segundo a enfermeira Ana Sofia Alves, membro da comissão científica do simpósio, a Enfermagem Forense assume uma função essencial no acompanhamento das vítimas de crime, trauma e abuso, conjugando a prestação de cuidados de saúde com procedimentos de natureza forense.
“A enfermagem forense trata-se de uma especialidade que une os cuidados de saúde às ciências forenses e ao sistema judicial, tornando as coisas muito mais fáceis para a vítima”, explica.
A profissional destaca ainda o papel do enfermeiro forense na recolha e preservação de vestígios, bem como na documentação rigorosa das lesões, através de registos e documentação fotográfica, elementos que podem vir a assumir relevância em contexto judicial.
O simpósio pretende, assim, contribuir para uma maior divulgação desta área junto da população e dos profissionais, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes áreas de intervenção.
A adesão à iniciativa tem superado as expectativas da organização. De acordo com Ana Sofia Alves, as inscrições presenciais encontravam-se já esgotadas antes do final de julho, tendo sido posteriormente alargada a possibilidade de participação online, que continua a registar uma forte procura.
Ao longo do encontro serão realizadas conferências, mesas-redondas e momentos de discussão científica, com a abordagem de temáticas atuais e emergentes relacionadas com a Enfermagem Forense e a sua crescente importância nos sistemas de saúde contemporâneos.
A organização espera ainda que a participação de especialistas internacionais permita aprofundar o debate sobre as ciências forenses e os desafios de uma área em expansão e desenvolvimento, reforçando a necessidade de uma intervenção articulada entre profissionais de diferentes setores.