
A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer dar uma nova dinâmica à instituição, com vários projetos em preparação e uma aposta particular na aproximação entre diferentes gerações.
O provedor, José Jorge Pereira, revela que existe “o sonho” de juntar as várias valências da instituição no espaço da quinta da Misericórdia, criando condições para que idosos e crianças possam partilhar experiências e atividades.
A ideia está já a ser desenvolvida através de um projeto que envolve a área de gerontologia e os infantários. O objetivo passa por criar uma espécie de encontro entre “avós” e “netos” que não têm essa ligação familiar, promovendo momentos de convívio e aprendizagem entre as diferentes gerações.
Considerando que as experiências realizadas até agora têm sido “muito bonitas”, o provedor defende que a distância entre os infantários e o restante núcleo da instituição não deve impedir a concretização do projeto. “Nada é impossível se nós não quisermos. Temos que trabalhar e, de facto, temos muito espaço lá em cima”, assegura.
José Jorge Pereira destaca ainda as condições existentes na quinta da Misericórdia, que considera um espaço com grande potencial para acolher este projeto.
Paralelamente, a Santa Casa tem vindo a investir na modernização das suas infraestruturas e na eficiência energética. Recentemente, foram instalados painéis solares e foi melhorada a estrutura de aquecimento de águas, com o objetivo de permitir uma gestão mais eficiente dos consumos de gás e eletricidade.
José Jorge Pereira garante que a instituição está agora preparada para avançar para uma nova fase e revela que existem outros projetos em carteira.
Entre as novidades está o centro de cuidados continuados, uma resposta sobre a qual o provedor promete prestar esclarecimentos à população: “Temos projetos agora em carteira, há de haver novidades, vamos esclarecer a população também com a questão do centro de cuidados continuados, que muito se fala.”
A Misericórdia de Campo Maior pretende, assim, continuar a adaptar a sua estrutura às necessidades atuais, conjugando o investimento nas instalações com novas respostas sociais e projetos que promovam uma maior ligação entre a comunidade e as diferentes gerações.















