Alexis Guérin é, a partir deste domingo, o alvo a abater na luta pela Camisola Amarela da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, depois do primeiro grande dia de Geral na 87.ª edição da Grandíssima.
O corredor francês foi o mais forte na Etapa Rainha da Volta de 2026, que contou com a mítica subida à Torre, e passa a ser o líder da Geral, depois de quatro dias de prova mais dedicados aos homens rápidos.
“Estou muito contente, é uma vitória impressionante para a minha carreira e para a equipa.
Trabalhámos muito para este tipo de montanha. Estou muito contente, a tática da equipa
funcionou. Foi muito duro, mas estou muito contente porque a minha mulher e a minha filha estão aqui”, afirmou Guérin, após a etapa.
Fuga: demorou… mas foi
A tirada começou em Figueiró dos Vinhos, e cedo se percebeu que estávamos perante o primeiro grande teste pela contenda à Amarela. Ao contrário das etapas anteriores, foi preciso algum tempo e várias tentativas para se formar a fuga do dia.
Foi já depois da primeira meta volante bonificada do dia, ganha pelo então Camisola Amarela
Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), que se conseguiu estabelecer um grupo na frente.
Foi já bem dentro da tarde, e após alguns quilómetros de perseguição de alguns elementos, que os 11 que iniciaram a subida final à Torre na frente se juntaram em definitivo: o nome de maior destaque foi mesmo o de Rui Oliveira, mas havia outras duas camisolas: Oscar Rota (Feira dos Sofás-Boavista) com a Camisola Azul Continente da montanha e Daniel Cavia (Burgos-Burpellet-BH) com a Camisola Laranja Galp, dos pontos.
O grupo tinha ainda Bruno Lemes (Localiza Meoo / Swift Pro Cycling), Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé), João Medeiros e Diogo Narciso (Credibom / LA Alumínios / Marcos Car), Francisco Pereira e Pedro Andrade (Feirense-Beeceler), Andrey André (GI Group Holding-Simoldes-UDO) e Jorge Lopez (Aviludo-Louletano-Loulé).
Rui Oliveira, vencedor do Prémio da Combatividade EBRO na despedida da Amarela, voltou a passar à frente no bónus sprint de Silvares, enquanto que na Pampilhosa da Serra, foi Cavia a somar a pontuação máxima.
As Festas do Povo de Campo Maior prosseguem esta segunda-feira, 10 de agosto, com um programa que reúne música tradicional, cante alentejano, flamenco e baile, tendo como um dos destaques a atuação de João Mendonza.
A programação tem início às 19h30, no Palco do Largo do Barata, com o Grupo de Cantares “Abelterium” .
Às 21h00, João Mendonza sobe ao palco na Igreja Matriz. Meia hora depois, às 21h30, o grupo À Capelas atua no Palco do Jardim Municipal, enquanto o grupo “Trigueirão no Relheio” se apresenta no Palco do Largo do Barata.
O baile com Tiago Afonso começa às 22h30 no Largo do Barata e pelas 22h45 os Onda Flamenco atuam no Palco do Jardim Municipal.
À meia-noite, os Cromos da Noite animam o Jardim Municipal, encerrando a programação do dia até às 02h00.
As Festas do Povo decorrem até domingo, dia 16 de agosto.
A freguesia de São Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, prepara-se para receber mais uma edição das tradicionais Festas de Verão em honra de Nossa Senhora do Rosário, que decorrem entre os dias 12 e 17 de agosto.
A organização está, este ano, a cargo da Associação de Festas e Animação de São Vicente e Ventosa, que promete um programa diversificado, pensado para todas as idades.
Em entrevista à Rádio ELVAS, o presidente da associação, Rúben Ameixa, revela que a preparação das festividades começou logo após a passagem do pendão da anterior comissão de festas, a 15 de agosto do ano passado. “Em outubro ou novembro o cartaz estava praticamente fechado”, assegura.
O objetivo, segundo o responsável, foi manter o modelo de sucesso das edições organizadas pela mesma equipa, entre 2015 e 2019, oferecendo animação para diferentes públicos. O cartaz inclui bailes, concertos, animação com DJs, atividades tauromáquicas e momentos religiosos, procurando agradar tanto aos mais jovens como aos visitantes habituais.
Doya, Deixa Rolá e DJ Avô das Batidas como principais apostas
Nas duas primeiras noites – quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de agosto – a festa é feita com largadas de touros, na Rua Nova do Poente. Rúben Ameixa sublinha que a componente tauromáquica continua a ter grande importância em São Vicente e Ventosa, uma “das imagens de marca” da freguesia, o que justifica a abertura do programa com estas iniciativas.
A partir de sexta-feira, dia 14, inicia-se a programação musical, com baile animado por David Melão, seguido do concerto da dupla Doya, já “muito solicitada”, que mistura flamenco com sonoridades mais atuais. A noite termina com atuações dos DJs Miguel Morais e Boss Dici.
O feriado de 15 de agosto, sábado, dia dedicado a Nossa Senhora do Rosário, será o ponto alto das festividades. O programa inclui, a partir das 9 horas, o tradicional Peditório da Colcha, acompanhado pela Banda 1.º de Dezembro de Campo Maior, missa solene e procissão. Após as celebrações religiosas realiza-se a cerimónia de entrega do pendão, momento simbólico que assinala a passagem da organização das festas para uma futura comissão – caso exista -, tendo em conta o regulamento em vigor.
Durante a tarde realiza-se uma garraiada popular e, à noite, sobem ao palco Helena Brita e Victor Noruegas, seguindo-se a atuação da “banda do momento”, que animou os bairros de Lisboa por ocasião da celebração dos Santos Populares: Deixa Rolá. Pela madrugada fora a animação estará a cargo do DJ Avô das Batidas, que passou por um dos palcos da última edição do Rock in Rio, e Genzi.
No domingo, dia 16, haverá, durante a tarde, na Praça de Touros, nova tourada à vara larga. À noite, o recinto dos espetáculos recebe uma demonstração de zumba pela Gota d’Arte e a atuação da banda Pack 7, que abrange um vasto leque de estilos musicais, terminando a noite ao som do DJ Cuba.
As festas encerram na segunda-feira, dia 17, com uma largada de touros ao final da tarde, baile com Jorge Gomes, concerto da banda Os Contramão e atuação do DJ Manja.
Street food, restaurante, artesanato e atividades para os mais novos
O recinto das festas volta a instalar-se no Bairro Engenheiro António Gonçalves, onde, além dos espetáculos, no polidesportivo, o público encontrará, junto ao jardim, uma zona de street food, restaurante, mostra de artesanato, quermesse, insufláveis e outras diversões para crianças.
As entradas no recinto dos espetáculos são pagas. Na sexta e no sábado o bilhete custa três euros, enquanto no domingo e na segunda-feira a entrada terá o valor de dois euros.
Investimento superior a 25 mil euros
Para concretizar um investimento que “ronda os 25 a 30 mil euros”, a associação promoveu ao longo do ano diversas iniciativas de angariação de fundos, como o tradicional Baile da Pinha, o jantar de celebração do Dia da Mulher, a Romaria de Nossa Senhora da Ventosa, um arraial de Santos Populares e rifas, contando igualmente com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa e de patrocinadores.
Apesar do entusiasmo, Rúben Ameixa alerta para as crescentes dificuldades enfrentadas pelas comissões de festas, apontando o aumento da burocracia e dos custos com licenças, seguros e restantes exigências legais como um dos principais desafios à continuidade deste tipo de eventos.
Ainda assim, as expectativas da organização são positivas. A venda antecipada de pulseiras esgotou e o presidente da associação acredita que as festas poderão beneficiar da dinâmica criada por outros eventos, como as Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem na região durante o mesmo período.
Questionado ainda sobre a hipótese de não surgir uma nova comissão que queira organizar as festas de verão de São Vicente em 2027, Rúben Ameixa garante: “Sem festas não ficamos”.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: