O Município de Estremoz vai voltar a oferecer os cadernos de atividades aos alunos das escolas do concelho no ano letivo 2026/2027.
A medida abrange os alunos do 1º ciclo, nas disciplinas de Português, Matemática, Estudo do Meio e Inglês Curricular, do 2º ciclo, Português e Matemática, e do 3º ciclo, em Português e Matemática para os estudantes do 7º e 8º anos da Escola Básica Sebastião da Gama e da Escola Secundária Rainha Santa Isabel.
A autarquia informa que os encarregados de educação não devem proceder à encomenda destes cadernos, uma vez que a sua aquisição será assegurada pelo Município.
Os cadernos de atividades serão entregues aos alunos no início do ano letivo, nas respetivas escolas, não sendo necessária qualquer inscrição nem a sua devolução no final do ano.
Foi lançada ontem, dia 30 de julho de 2026, a “1.ª Pedra” da empreitada de requalificação urbanística da Rua 1.º de Maio e da Rua Salvador Marques, em Bencatel, uma intervenção que resulta de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Viçosa e a SOLUBEMA – Sociedade Luso-Belga de Mármores S.A.
O projeto, desenvolvido pelo atual Executivo Municipal, prevê a criação de um novo espaço público de qualidade, transformando uma área até agora utilizada para estacionamento numa zona de lazer, equipada com instalações sanitárias, áreas de sombra e mobiliário urbano em mármore, valorizando a identidade e a tradição do concelho.
A concretização desta obra integra um acordo de permuta com a SOLUBEMA, no âmbito da reorganização dos caminhos municipais nas zonas das pedreiras.
Com um investimento global superior a 130 mil euros (cerca de 90 mil euros referentes à empreitada e o restante correspondente ao fornecimento de mobiliário urbano em mármore) esta intervenção representa mais um passo na melhoria do espaço público e na valorização de Bencatel, proporcionando melhores condições de usufruto para residentes e visitantes.
A Câmara Municipal de Arronches condenou o depósito ilegal de resíduos e entulho na via pública, registado na quinta-feira, 30 de julho, na zona das Hortas de Baixo, na freguesia de Esperança.
Em comunicado a autarquia lamenta a situação e relembra que os resíduos devem ser colocados nos respetivos contentores, alertando que o despejo de entulho na via pública constitui uma prática ilegal.
O município informa ainda que disponibiliza um serviço de recolha ao domicilio para materiais de grandes dimensões, de forma a evitar que este tipo de resíduos seja abandonado em espaços públicos.
A Câmara Municipal de Arronches apela ao sentido de responsabilidade da população para que os resíduos sejam corretamente encaminhados, contribuindo para a preservação da limpeza urbana e da qualidade de vida no concelho.
Um helicóptero do INEM aterrou, cerca das 16 horas desta sexta-feira, 31 de julho, no Estádio Municipal de Atletismo, em Elvas, para realizar a transferência de um doente do Hospital de Santa Luzia para outra unidade hospitalar.
A operação decorreu com o apoio dos meios de emergência envolvidos no transporte do paciente.
As forças de segurança registaram 14.533 ocorrências de violência doméstica em Portugal durante o primeiro semestre de 2026, uma média de cerca de 80 casos por dia, segundo dados provisórios da PSP e da GNR divulgados pelo Expresso. No mesmo período, foram detidas 1.455 pessoas, mais 125 do que nos primeiros seis meses de 2025. A violência doméstica provocou ainda, pelo menos, 13 vítimas mortais.
De acordo com os dados, a PSP registou 7.594 ocorrências e a GNR 6.939, representando um aumento global de 92 casos face ao primeiro semestre do ano passado. Junho foi o mês com maior número de participações, com cerca de 2.800 ocorrências. A PSP efetuou 690 detenções e a GNR 765. Entre abril e junho foram registadas sete vítimas mortais — cinco mulheres, uma criança e um homem — e as autoridades admitem que os casos possam aumentar durante o verão, período em que, tradicionalmente, cresce o tempo de convivência entre vítimas e agressores. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) alertou ainda para a crescente banalização deste crime, enquanto a Rede Nacional de Apoio às Vítimas contabilizou, no primeiro trimestre, 1.383 pessoas acolhidas, entre as quais 684 crianças, número que ultrapassou, pela primeira vez, o de mulheres acolhidas.
A Câmara Municipal de Elvas realiza na próxima segunda-feira, dia 3, o sorteio da iniciativa “Elvas: Comprar é Ganhar!”, numa sessão marcada para as 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A autarquia convida a população e os comerciantes aderentes a acompanhar o momento em que serão sorteados 150 cupões, correspondentes a um total de 37.500 euros em prémios, através de vales de compras no valor de 20 euros cada.
Os consumidores que ainda tenham cupões por colocar na tômbola podem fazê-lo até às 15h00 do próprio dia do sorteio. Às 17h00, a tômbola será aberta na presença do notário, procedendo-se então à extração dos 150 cupões vencedores.
A iniciativa “Elvas: Comprar é Ganhar!” pretende incentivar o comércio local e premiar os consumidores que escolhem realizar as suas compras no concelho de Elvas.
Com esta ação, o Município procura também reforçar a dinâmica do comércio tradicional, convidando a população a participar no sorteio e a continuar a apoiar os estabelecimentos comerciais aderentes.
O Município de Arronches concluiu as operações de silvicultura preventiva e de manutenção de faixas de gestão de combustível programadas para este ano, numa intervenção que abrangeu toda a rede viária da área do concelho sob responsabilidade da autarquia.
Os trabalhos decorreram nas freguesias de Assunção, Esperança e Mosteiros, tendo sido realizados pelos serviços operacionais do Município e pela equipa de sapadores florestais da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.
Segundo a autarquia, a intervenção teve como principal objetivo reduzir o risco de ignição e propragação de incêndios rurais, contribuindo também para reforçar a segurança e a visibilidade nas estradas e caminhos municipais.
As Festas da Cidade de Estremoz e da Exaltação da Santa Cruz regressam, entre os dias 4 e 6 de setembro, ao Rossio Marquês de Pombal, com um programa que alia música, tradição e celebrações religiosas.
Com entrada livre, o certame volta a reunir milhares de visitantes e estremocenses, contando como principais atrações musicais Os Vouguinhas, no dia 4 de setembro, José Cid no dia 5, e os Átoa, no dia 6.
O programa inclui ainda as tradicionais cerimónias religiosas, quermesse, animação de rua e um espetáculo de fogo de artifício.
As festas são organizadas pela Câmara Municipal de Estremoz, em parceria com a Paróquia de Santo André.
Alteração de denominação não interfere com a natureza do ensino, que manterá a vertente prática e aplicada, e de forte ligação aos territórios e às necessidades do tecido económico e empresarial. Alteração de nomenclatura para universidade, o termo que melhor define o Ensino Superior, “reforça a imagem corporativa junto dos jovens e representa um compromisso com o futuro”, considera o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
Agosto de 2026 representa um marco histórico na vida das Instituições de Ensino Politécnico. Treze Institutos Politécnicos (Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu) passam a Universidades Politécnicas na sequência da revisão do diploma do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Uma mudança aplicada apenas às instituições que apresentam padrões de excelência e qualidade, verificados através de uma avaliação independente, exigente e meticulosa efetuada pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES).
O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e presidente do IPPortalegre, Luís Loures, acredita que esta mudança “além do reconhecimento pelo trabalho de excelência realizado pelas instituições politécnicas, reflete ainda a grande maturidade científica e pedagógica das instituições, a sua elevada capacidade de investigação, especialmente na área da investigação aplicada, a excelência do corpo docente e a importância do trabalho que desenvolvem ao nível da coesão territorial e do fortalecimento do ecossistema socioeconómico e cultural das regiões”.
Esta alteração de terminologia não terá impacto na matriz do ensino ministrado, isto é, pese embora as novas universidades politécnicas possam integrar cursos e unidades orgânicas anteriormente reservados às universidades clássicas, o objetivo passa por continuar a privilegiar a aprendizagem prática e aplicada, centrada no desenvolvimento tecnológico e na transferência e valorização do conhecimento.
Para Luís Loures, esta “é uma alteração que apenas peca por tardia e que não belisca em nada o sistema binário do Ensino Superior”, colocando a tónica noutras questões que são mais impactadas pela nova nomenclatura, como sejam “o reconhecimento e a competitividade do ensino politécnico à escala internacional, uma maior equidade entre subsistemas, que levará seguramente à revisão das diferenças de financiamento entre instituições, ou, ainda, o aumento da visibilidade e reconhecimento das regiões de baixa densidade, que têm nas suas instituições de ensino superior o grande fator de coesão territorial”.
A conversão dos institutos politécnicos em universidades politécnicas traz ainda outra alteração no que respeita à liderança das instituições. Os presidentes dos politécnicos assumirão a designação de reitores das universidades politécnicas, passando a ser eleitos diretamente pela comunidade académica.
O novo RJIES preconiza, também, o reforço da autonomia orçamental, patrimonial e de gestão das instituições. Neste particular, o CCISP, saudando o reforço da autonomia, alerta para a necessidade de se corrigir o subfinanciamento crónico do Ensino Superior.
Segundo Luís Loures, “dificilmente poderemos ser verdadeiramente competitivos a nível internacional, se a tutela e o governo continuarem a apostar num modelo de financiamento que nos coloca na cauda da Europa e cada vez mais distantes da média da OCDE, sendo atualmente o financiamento do ensino superior em Portugal 48% inferior à média da OCDE”.
As Piscinas Municipais de Alandroal, encerradas desde o passado dia 25 de julho, depois da deteção de bactérias na água, reabrem ao público este sábado, 1 de agosto.
As mais recentes análises à qualidade da água, assegura a Câmara Municipal em comunicado, confirmam que estão reunidas todas as condições de segurança para a utilização do equipamento.
O Município de Alandroal informa que continuará a assegurar um rigoroso controlo da qualidade da água, garantindo a manutenção dos padrões de segurança e qualidade nas instalações.
A autarquia apela ainda à colaboração dos utilizadores no cumprimento das regras de higiene e utilização das piscinas, lembrando a obrigatoriedade de tomar duche antes de entrar nos tanques, bem como o respeito pelas restantes normas e pelas orientações dos funcionários, de forma a preservar a qualidade da água e garantir um ambiente seguro para todos.
Entrou em vigor, a 1 de julho, uma nova taxa aduaneira fixa de três euros por categoria de artigo para todas as mercadorias importadas de fora da União Europeia, eliminando a antiga isenção para encomendas inferiores a 150 euros.
De acordo com a DECO, esta medida é um passo fundamental para aumentar a segurança dos produtos no mercado europeu, restabelecendo a fiscalização sobre os cerca de 5,9 mil milhões de artigos de baixo valor que entraram no espaço comunitário só no último ano, muitos dos quais sem controlo efetivo das autoridades.
Embora a taxa seja da responsabilidade dos importadores comerciais e das plataformas de comércio eletrónico, estes operadores podem optar por repercutir o custo no cliente.
Contudo, a DECO alerta que qualquer encargo tem de ser comunicado de forma clara e transparente antes da conclusão da compra, estando os consumidores totalmente protegidos contra cobranças inesperadas ou tentativas de exigir o pagamento da taxa no momento da entrega.
Este é o tema em destaque, esta semana, na rubrica da DECO, com Helena Guerra do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
O Comando Territorial de Évora da GNR, através do Posto Territorial de Reguengos de Monsaraz, deteve, na passada quarta-feira, dia 29 de julho, no concelho de Reguengos de Monsaraz, um homem de 44 anos por violência doméstica e resistência e coação sobre funcionário.
No âmbito de uma denúncia de um crime de violência doméstica, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato à residência do casal. Já na presença da vítima, o suspeito ameaçou e injuriou aquela, tendo, igualmente, proferido ameaças aos militares da Guarda presentes no local, levando estes factos, à detenção do suspeito.
Durante as diligências subsequentes, apurou-se que, que no passado, o suspeito já teria exercido violência física e psicológica, contra a vítima.
Da ação operacional, resultou a apreensão de uma arma de ar comprimido, um bastão extensível, um taco de basebol e um telemóvel.
O detido foi presente a primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.
A violência doméstica é um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.
Durante o verão, os alunos da Universidade Sénior de Vila Viçosa continuam a participar em atividades de aprendizagem e convívio, nomeadamente nas aulas de Canto e no Curso de Verão de Cavaquinho, dinamizado pelos CLDS 5G “Laços de Sabedoria”, da Fundação UNITATE, parceiros deste projeto.
Por ocasião do Dia dos Avós, no dia 27 de julho, o Coro da Universidade Sénior participou ainda numa breve atuação e entrevista, junto ao Cineteatro Florbela Espanca, para o programa Praça da Alegria, da RTP.
Um verão marcado pela música, pela partilha e pelo espírito de participação da nossa comunidade sénior.
O plano de atividades para o próximo ano letivo já está a ser preparado, com novidades e muitos momentos de aprendizagem, convívio e partilha.
As Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios e São João Batista arrancam esta sexta-feira, 31 de julho, em Vila Boim, com um programa que alia tradição, animação e música. O principal destaque da primeira noite vai para o concerto de Os Relíquia, marcado para a meia-noite, no Palco Principal.
O programa tem início às 18h00, com uma garraiada na Praça de Touros, seguindo-se, às 18h30, a Missa de Abertura, na Igreja de São Francisco. Às 20h30, a Universidade Sénior de Vila Boim sobe ao Palco Coreto para uma atuação, antecedendo o baile com Jorge e Célia, às 22h00.
Depois do concerto dos Os Relíquia, a animação prossegue, com o regresso de Jorge e Célia ao palco, às 1h30. A noite termina ao som do DJ Gama, com um set especial dedicado aos anos 80, a partir das 02h30.
A Rua 1.º de Maio, em Campo Maior, prepara-se para voltar a ser um dos cartões de visita das Festas do Povo. Com três troços trabalhados em conjunto, um pequeno grupo de moradores tem dedicado, desde o final de janeiro, centenas de horas à construção de um projeto que promete encher de cor a entrada da vila.
À frente da organização está Isélia Militão, que assumiu a responsabilidade de forma inesperada. A inscrição da rua foi inicialmente feita por João Manuel Grazina e por Lisete, mas ambos tiveram de abandonar o projeto por motivos de saúde. “Acabei por ficar eu à frente. Não tive escolha”, conta, fazendo questão de sublinhar que o trabalho nunca foi individual: “Temos ido fazendo tudo em conjunto”.
Um pequeno grupo para um grande desafio
Ao longo de vários meses, cerca de sete pessoas participaram regularmente na preparação das flores de papel e dos restantes elementos decorativos. Enquanto algumas trabalhavam nos serões organizados na rua, outras davam o seu contributo a partir de casa, cortando e colando materiais.
“Desde o final de janeiro começámos por fazer os serões. Uns faziam aqui, outros trabalhavam em casa. Depois juntávamos tudo na montagem”, explica Isélia.
A escassez de voluntários foi o maior obstáculo. Com uma rua extensa, muitas casas desabitadas e uma população envelhecida, o grupo viu-se obrigado a multiplicar esforços. “Foi muito complicado este ano. Chegámos a fazer dois serões por dia, um à tarde e outro à noite”, revela.
Apesar das dificuldades, a reta final é vivida com entusiasmo e algum alívio. “Estamos a começar a ficar felizes, porque andávamos um bocadinho stressadas. Agora queremos ver o projeto montado na rua. Achamos que vai ficar muito bonito”.
Um projeto pensado em conjunto
A escolha do tema nasceu do diálogo entre todas as participantes. Cada uma apresentou ideias até que se chegou a um consenso. O mesmo aconteceu com as flores e as cores. Inicialmente, a intenção era utilizar apenas uma tonalidade, mas uma sugestão enviada através do grupo acabou por mudar o rumo da decoração.
“Vimos que talvez uma só cor não ficasse tão bem. Juntámos três cores e estamos muito satisfeitas. Achamos que vai ficar uma rua muito colorida”.
O orgulho de mostrar a “rua mais bonita”
Para Isélia e para as restantes voluntárias, há uma certeza que não muda: “A nossa rua é sempre mais linda que as outras. É o nosso projeto, o nosso trabalho e muitas horas de dedicação”.
A longa noite da montagem
A noite de 7 de agosto será, como manda a tradição, o momento mais intenso. A montagem começará ainda durante a tarde, prolongando-se pela madrugada dentro. Entre arcos, flores, mesas na rua, refeições partilhadas e o som das pandeiretas, o objetivo é deixar tudo pronto ao nascer do dia.
“Vamos montar, comer, beber, tocar a pandeireta e ficar aqui até às sete ou sete e meia da manhã, para aquilo que for preciso”, afirma.
A união que permanece para além das festas
Depois da inauguração, o espírito de comunidade continuará bem vivo. Entre jantares na rua e convívios diários, as voluntárias querem aproveitar cada momento das festas, conscientes de que, quando tudo terminar, vão sentir falta da rotina que as uniu durante tantos meses. “Quando isto acabar, vamos estranhar-nos umas às outras. Vamos ter saudades disto.”
No final, fica o convite a todos os visitantes e, naturalmente, com um toque de orgulho bem campomaiorense. “Venham a Campo Maior e comecem pela nossa rua. É logo à entrada. Quando virem a nossa, já não vão gostar tanto das outras. Venham desfrutar das Festas do Povo, porque como as de Campo Maior não há outras”, rematam.
O designer elvense Jorge Moita é um dos candidatos à edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas, com o projeto “KKIDS_CELL ELVAS – Centro de Arquivo Vivo, Design e Produção Cultural Contemporânea”, uma proposta que pretende afirmar a cidade como um polo de criação artística, inovação social e sustentabilidade.
Em entrevista à Rádio Elvas, Jorge Moita explicou que o objetivo passa por criar uma plataforma capaz de dinamizar projetos de design contemporâneo, promovendo a economia circular, a produção cultural e a participação da comunidade.
“O KKIDS_CELL quer responder a problemas reais das comunidades através do design, sempre com foco na economia circular e na inovação social”, afirma o designer, sublinhando a intenção de trazer para Elvas experiências que tem vindo a desenvolver em diferentes pontos do país, em parceria com universidades, instituições culturais e entidades públicas.
Entre as iniciativas previstas estão a criação de um núcleo expositivo permanente dedicado ao arquivo do seu trabalho enquanto designer (Krv Kurva Design), a realização de residências artísticas, workshops, ações de formação e programas educativos intergeracionais, envolvendo crianças, jovens e seniores.
Jorge Moita destaca ainda o potencial de Elvas para acolher este tipo de projetos, referindo o estatuto de Património Mundial da UNESCO, os equipamentos culturais existentes e a localização estratégica da cidade na fronteira. Na sua perspetiva, estes fatores criam condições para atrair artistas e criadores nacionais e internacionais.
O candidato acredita também que o projeto poderá estabelecer ligações com outras estruturas culturais do concelho, como o Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), contribuindo para reforçar a programação artística do território, sobretudo num contexto em que o Alentejo se prepara para receber Évora Capital Europeia da Cultura 2027.
Durante a entrevista, Jorge Moita recorda igualmente o projeto SUSTENTAALE, desenvolvido em Elvas, que reuniu alunos da Academia de Dança de Elvas, a Universidade Sénior e o Hospital de Santa Luzia na criação de figurinos produzidos a partir de materiais reutilizados do bloco operatório. Apesar de não ter vencido a anterior edição do Orçamento Participativo, o projeto acabou por ser implementado, servindo de inspiração para a nova candidatura.
Segundo o designer, o KKIDS_CELL pretende funcionar como um espaço de colaboração entre associações, artistas e coletivos locais, promovendo a cocriação e o desenvolvimento de projetos com identidade própria para o concelho.
A candidatura apresenta um investimento de 25 mil euros, valor máximo previsto no regulamento do Orçamento Participativo, destinado à fase inicial de implementação da iniciativa. Jorge Moita considera que este financiamento representa “o pontapé de saída” para um projeto cuja continuidade dependerá do envolvimento do Município e de futuros parceiros.
No final da entrevista, o candidato apela à participação dos elvenses no processo de votação, incentivando a população a conhecer todas as propostas a concurso e a exercer o seu direito de voto, considerando o Orçamento Participativo uma importante ferramenta de cidadania ativa e de construção coletiva do futuro do concelho.
A entrevista completa a Jorge Moite para ouvir no podcast abaixo: