Recebemos do PSD de Elvas relativo à participação da vereadora Margarida Paiva, um comunicado que transcrevemos na íntegra:
“Subscrevi, no período antes da ordem da última reunião de câmara, a 22 de julho, uma proposta apresentada pelo Presidente da Câmara, aprovada por unanimidade, para que fossem consultados escritórios de advogados sobre a viabilidade de procedimento criminal contra autores de ofensas pessoais gratuitas ao Presidente, à Câmara e aos eleitos, nas redes sociais. Só isso. Nada mais. Não me revejo nesse tipo de ofensa, que infelizmente abunda online e nada tem a ver com o escrutínio democrático a que qualquer autarca está sujeito. Por isso subscrevi.
O que não assinei, e não aceito, é que essa assinatura sirva agora para justificar o bloqueio de munícipes nas páginas oficiais do município, a remoção de comentários incómodos, comunicados de defesa pessoal na página oficial do Facebook do município, ou dinheiro público a responder a crítica política. Aliás, é disso mesmo que estamos a falar. A página do Facebook do município é para o município. Não é gabinete de defesa pessoal de ninguém, nem espaço a limpar de tudo o que incomoda.
Crítica política, mesmo dura, sobre o exercício de funções públicas, não é ofensa pessoal. É o preço de ocupar um cargo eletivo. A diferença não é o tom. É se a crítica atinge a pessoa que hoje ocupa o cargo, ou se atinge o cargo e a instituição em si. A primeira, cada um assume por sua conta. A segunda, sim, pode justificar defesa institucional.
Não subscrevi essa confusão e não vou compactuar com ela.”
As Ruínas Romanas de Santa Vitória do Ameixial receberam, na manhã da passada sexta-feira, 24 de julho, uma visita guiada que permitiu aos participantes conhecer de perto a Campanha de Escavações Arqueológicas que decorre no local desde 29 de junho até 26 de julho.
A iniciativa integra o programa de investigação e valorização arqueológica desenvolvido pelo Município de Estremoz, em parceria com o Departamento de História da Universidade de Évora.
Os trabalhos deste ano dão continuidade às campanhas anteriores, com a expansão da área de escavação para sul, procurando aprofundar o conhecimento sobre a organização do sítio arqueológico e a articulação entre as diferentes estruturas já identificadas.
Desde junho de 2021, o Município de Estremoz é a entidade responsável pela gestão das Romanas de Santa Vitória do Ameixial, assumindo a preservação e valorização deste património. O objetivo passa por reforçar o valor histórico da antiga villa romana e afirmar o espaço como uma referência arqueológica de âmbito regional e nacional.
O Politécnico de Portalegre passa a Universidade Politécnica de Portalegre. Em resultado da publicação da Lei n.º 32/2026, de 20 de julho, e porque reúne os requisitos para a sua conversão – a acreditação institucional sem condições, atribuída pela A3ES – a instituição de ensino superior do Norte Alentejo prepara-se para encetar uma nova fase, a partir do próximo dia 1 de agosto.
As alterações agora publicadas traduzem-se, de forma geral, em ajustamentos ao nível do funcionamento dos órgãos e dos processos de decisão.
Nos próximos tempos, inicia-se um processo interno, participado, de análise e adaptação, que garanta o alinhamento da instituição com o novo enquadramento legal.
Os modelos de ensino e aprendizagem serão mantidos, dado que estão adaptados a esta nova realidade, contrariamente aos modelos mais teóricos.
A visão institucional passa pela continuação da estratégia de desenvolvimento, num caminho de afirmação, enquanto instituição de ensino superior de excelência, ligada ao seu território, que procura dar resposta às necessidades da região e do país e cuja ação é reconhecida a nível internacional. A recente efetivação da sua integração no consórcio EU4Dual – European Dual Studies University é mais um reconhecimento do crescimento e da afirmação da futura UPP. Esta aliança internacional de universidades tem em comum o ensino dual (teórico e prático) e o compromisso da proximidade entre escolas, empresas e comunidades locais.
O Museu do Mármore, em Vila Viçosa, conta com uma nova peça em exposição: a máquina mecânica do Relógio Municipal da Igreja de São Bartolomeu, recentemente restaurada e agora acessível ao público.
Durante décadas, este mecanismo marcou o quotidiano da comunidade e pode agora ser observado de perto, dando a conhecer o funcionamento da relojoaria mecânica tradicional.
A nova peça ganha especial relevância por integrar os pêndulos em mármore, um elemento que evidencia a ligação entre o património relojoeiro e a tradição da exploração e transformação do mármore em Vila Viçosa.
Com esta incorporação, o Museu do Mármore reforça a valorização e preservação do património histórico e cultural do concelho.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) esteve, durante o fim-de-semana passado, na Feira Franca de Avis, em representação do Alto Alentejo e a divulgar o trabalho das áreas de intervenção que integram esta comunidade.
O Presidente do Conselho Intermunicipal, Joaquim Diogo, e o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, estiveram presentes no momento inaugural de um dos maiores certames do concelho.
O Presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, reuniu esta segunda-feira, 27 de julho, com os trabalhadores do Serviço de Higiene e Limpeza, para anunciar que este setor passa, a partir de agora, a estar sob a sua responsabilidade direta.
Durante o encontro, o autarca destacou a importância da higiene urbana, considerando-a um dos principais cartões de visita do concelho, quer para os residentes como para quem visita a cidade. José Rondão Almeida agradeceu ainda o empenho e dedicação dos trabalhadores, sublinhando que o trabalho desenvolvido pela equipa é essencial para a imagem de Elvas, numa altura em que as questões relacionadas com a limpeza urbana e a recolha de resíduos são frequentemente alvo de comentários nas redes sociais.
Com o objetivo de melhorar a eficácia do serviço, o presidente anunciou que estas reuniões passarão a realizar-se mensalmente, permitindo avaliar o trabalho desenvolvido, identificar necessidades e definir prioridades de intervenção.
Atualmente, o Serviço de Higiene e Limpeza conta com 32 trabalhadores, número que deverá ser reforçado com mais oito funcionários, após a conclusão dos procedimentos concursais em curso.
O presidente adiantou ainda que será criada uma equipa de fiscalização no terreno para acompanhar e verificar a execução dos trabalhos. Informou também que a tabela de coimas será revista, com o objetivo de combater o depósito indevido de monos junto aos contentores.
Está igualmente previsto um reforço das ações de sensibilização dirigidas à população para a correta deposição dos resíduos, tendo ficado definido que o lixo deverá ser depositado nos contentores até às 23h00.
A Câmara Municipal de Elvas apela à colaboração de toda a população na preservação da limpeza do concelho, lembrando que a higiene urbana é uma responsabilidade partilhada e que cada cidadão pode contribuir para uma cidade mais limpa, cuidada e acolhedora.
A passagem por Elvas do 34° Festival Sete Sóis Sete Luas culminou na noite deste sábado, 25 de julho, com o concerto da banda italiana Agricantus, na Praça da República.
Agricantus é um aclamado grupo formado em 1979 na cidade de Palermo, região da Sicília. O nome da banda deriva de uma expressão em latim que significa “o canto do campo de trigo”.
O grupo é reconhecido pela fusão artística de world music, música tradicional do sul de Itália e texturas eletrónicas ambientais, utilizando múltiplos idiomas e dialetos nas suas composições.
O programa “Rotas Noturnas”, promovido pela associação cultural Coletivo Artístico 7350, prosseguiu no passado sábado, 25 de julho, com mais uma visita guiada ao Museu Militar de Elvas.
A iniciativa estende-se pelos meses de julho e agosto com visitas ao Forte de Santa Luzia nas sextas-feiras e ao Museu Militar nos sábados.
A Adega de Borba e a APPACDM de Elvas juntam-se às “Rotas Noturnas”, proporcionando aos participantes uma degustação de vinho e sericaia com ameixa de Elvas.
O custo de participação nas visitas é de oito euros para os adultos e de seis euros para menores de 18 anos e residentes com morada fiscal em Elvas.
As inscrições podem ser feitas através do site www.7350.pt, pelo e-mail geral@7350.pt ou do telefone 925 175 165.
O Pátio Alentejano, na Terrugem, recebeu este domingo, 26 de julho, o espetáculo “A Taberna”, em digressão pelas freguesias rurais do concelho.
O elenco desta noite de fados contou com Berta Miranda, Cristina Almeida, Manuel Bandarra, Olinda Moriano, Rosamaria Abrunheiro e Toy Faria, acompanhados à guitarra portuguesa por Nuno Cirilo e na viola por Miguel Monteiro.
A apresentação pertenceu uma vez mais a António Pinto e o serão contou com momentos de humor a cargo de Manuel Pacheco.
O vereador Hermenegildo Rodrigues representou a Câmara Municipal de Elvas neste serão dedicado à canção nacional.
A Terrugem, depois de São Vicente e Santa Eulália, completou o primeiro fim-de-semana da digressão promovida pelo Município com a colaboração das Juntas de Freguesia do concelho.
Seguem-se, de sexta-feira, 31 de julho, a domingo, 2 de agosto, Barbacena, Vila Fernando e Varche.
A Associação de Paraquedistas do Alto Alentejo, sediada em Elvas, assinalou o seu 16º aniversário de fundação, no passado sábado, dia 25.
O programa de comemorações teve início pela manhã no monumento aos Combatentes, junto ao Estádio Municipal.
O ato contou com deposição de flores por representantes de instituições militares e civis do concelho, culminando com um minuto de silêncio em memória dos paraquedistas falecidos.
A celebração dos 16 anos da Associação dos Paraquedistas do Alto Alentejo culminou ao almoço num restaurante local.
O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia deve assumir um papel cada vez mais estratégico na promoção turística da região, considerando-a um dos principais pilares da oferta alentejana.
À margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” (ver mais aqui), o responsável sublinhou a importância de o Alentejo receber um evento dedicado à valorização da gastronomia portuguesa, destacando também a atualidade do tema escolhido para esta edição.
“É importante receber aqui um evento que celebra a gastronomia como património cultural e imaterial e, particularmente, em Arronches, também pela atualidade do tema do porco alentejano”, afirmou.
José Manuel Santos considerou que a iniciativa reúne os diferentes agentes ligados ao setor da gastronomia, desde a produção à restauração, passando pela hotelaria e pela formação, contribuindo para fortalecer um ecossistema que considera determinante para a região.
“Para o ecossistema que gira à volta da gastronomia, onde está a criação, o conhecimento, a restauração, a hotelaria e a formação, creio que é um evento importante”, salientou.
Embora dirigido sobretudo aos profissionais do setor, o presidente da Entidade Regional de Turismo defendeu que o encontro tem impacto na projeção da região.
“É um evento nacional, mais direcionado para profissionais, mas contribui sempre para afirmar o Alentejo, numa área em que somos muito fortes, que é precisamente a gastronomia”, referiu.
O responsável destacou ainda que a gastronomia se junta a outros recursos turísticos da região, mas deve merecer uma atenção reforçada na estratégia de desenvolvimento do destino.
“O Alentejo vai fazendo o seu caminho. É um destino relativamente jovem, se compararmos com outras regiões onde o turismo começou há 40, 50 ou 100 anos, mas a gastronomia é um pilar muito importante da nossa oferta e ao qual temos de passar a dar uma atenção mais estratégica”, concluiu.
A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
O encontro integrou as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia e foi dedicado à valorização da carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa e da tradição culinária alentejana.
O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Carlos Moura, defendeu esta segunda-feira, 27 de julho, em Arronches, que a gastronomia portuguesa assumiu um papel central na estratégia turística do país, deixando de ser um produto complementar para se afirmar como um dos principais fatores de atração de visitantes.
“A gastronomia deixou de ser um produto complementar na promoção turística para ser uma questão basilar na estratégia do futuro próximo para o turismo”, afirmou o responsável, à margem da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, que decorreu no Convento de Nossa Senhora da Luz, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Gastronomia.
Segundo Carlos Moura, o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal veio reforçar a sua importância para o desenvolvimento económico do país. “Finalmente é reconhecida em Portugal como determinante para a economia, não só para o turismo, mas para a economia em geral”, afirmou.
O presidente da AHRESP explicou que a iniciativa integra um plano anual de cerca de 120 eventos promovidos pela associação, considerando este um dos mais relevantes devido à sua ligação à coesão territorial, à valorização da gastronomia e dos vinhos enquanto produtos estratégicos e ao reconhecimento do trabalho desenvolvido por empresários e profissionais do setor.
Questionado sobre o estado da gastronomia em Portugal, Carlos Moura respondeu que “vai bem, mas tem que ir melhor”, alertando para as dificuldades que continuam a afetar a restauração.
“Estamos a passar por momentos complicados no que diz respeito à economia da restauração. Há empresas que estão bem, mas há outras que estão mal e algumas muito mal”, afirmou, apontando o aumento dos custos da energia, dos combustíveis e das matérias-primas, em particular da carne e do peixe, como alguns dos principais desafios enfrentados pelo setor.
Apesar das dificuldades, o dirigente da AHRESP considera que a gastronomia continua a ser um dos maiores ativos do turismo nacional, lembrando que os visitantes procuram cada vez mais experiências autênticas.
“Um turista não vem a Portugal para dormir num hotel, por muito bom que ele seja. Vem pela experiência. É um país seguro, tem um bom clima, património, cultura, mas, logo a seguir à segurança, o segundo fator mais valorizado pelos turistas é a gastronomia portuguesa”, sublinhou.
A iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” foi organizada pela AHRESP, em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, integrando as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, assinalado ontem, 26 de julho.
O encontro teve como objetivo valorizar a gastronomia portuguesa enquanto património cultural, económico e turístico, dedicando esta edição à carne de porco, um dos produtos mais emblemáticos da cozinha nacional e da tradição gastronómica alentejana.
O Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, foi esta segunda-feira, 27 de julho, palco da iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo.
O encontro, que integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, celebrado ontem, assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.
Para o presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, a realização desta iniciativa de âmbito nacionalna vila representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos empresários da restauração do concelho e da aposta do município na promoção da gastronomia.
“Arronches é conhecido na região, e já posso dizer no país, por ser um sítio onde se come muito bem. A nossa gastronomia é, de facto, de grande qualidade e receber hoje um evento com esta dimensão nacional é muito importante. Sentimos que há esse reconhecimento pelo trabalho que é feito”, afirmou o autarca aos jornalistas, à margem da iniciativa promovida pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP).
João Crespo salientou que o município tem vindo a investir na divulgação da gastronomia local, considerando que este reconhecimento também resulta dessa estratégia. “Apostamos muito na divulgação da nossa gastronomia e acho que é também um reconhecimento para o município pelo trabalho que tem desenvolvido”, sublinhou.
O autarca destacou ainda o peso da restauração na economia local, lembrando que Arronches conta com “dez a 12 restaurantes, todos eles com excelente qualidade”, sendo a gastronomia um dos principais motivos de visita ao concelho.
“A gastronomia tem uma importância muito grande para o desenvolvimento económico do concelho, porque cria riqueza, cria emprego e é também um atrativo turístico”, frisou.
Outro dos temas abordados por João Crespo foi a necessidade de preservar o porco alentejano, uma raça autóctone que corre sérios riscos de extinção. Nesse sentido, recordou o evento municipal “Saberes e Sabores do Porco Alentejano”, realizado anualmente desde 2024, como forma de promover este produto e apoiar os produtores locais.
“O objetivo é dar destaque a um produto que está em risco de extinção. Queremos incentivar os produtores de porco alentejano a aumentarem as suas produções. Sabemos que é um pequeno contributo, uma gota de água no oceano, mas queremos que não desistam”, afirmou.
Embora reconheça a existência de produção suinícola intensiva no concelho, destinada sobretudo ao mercado espanhol, o presidente da Câmara defende que o foco deve continuar na valorização da raça tradicional.
“Não queremos perder esta raça. Arronches tem essa tradição, não é por acaso que é conhecida como a terra dos porcos. Há muito trabalho pela frente, mas a Câmara Municipal estará ao lado dos seus produtores para que essa realidade não se verifique”, garantiu.
O programa de “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro” incluiu, durante a manhã, duas mesas-redondas sobre a valorização da fileira do porco.
A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de ter participado no debate, é o responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde.
O desaparecimento progressivo de abelhas, abelhões e borboletas está a ter um impacto direto na qualidade da alimentação e na saúde humana. No programa “Ambiente em FM”, José Janela, da Quercus, alertou para as conclusões de um estudo científico que vincula a perda destes insetos ao aumento da “fome oculta” — a carência de vitaminas e minerais essenciais na dieta das populações.
Os polinizadores desempenham um papel vital na produção global de alimentos, sendo responsáveis pelo transporte de pólen que viabiliza o desenvolvimento de frutos e sementes. Atualmente, cerca de três quartos das culturas agrícolas mundiais destinadas ao consumo humano dependem, em algum grau, deste processo biológico. Um estudo publicado na revista Nature revela que a quebra nestas populações reduz drasticamente a oferta de alimentos altamente nutritivos, como frutas, legumes e frutos secos, estimando-se que este empobrecimento alimentar já cause centenas de milhares de mortes prematuras anualmente.
As causas para o desaparecimento em massa destes insetos são múltiplas e atuam de forma combinada. A destruição dos habitats naturais, a expansão da agricultura intensiva, o uso descontrolado de pesticidas, o avanço das alterações climáticas e a pressão de espécies invasoras são os principais fatores que inviabilizam a sobrevivência dos polinizadores. A associação ambientalista Quercus reforça que a proteção destes pequenos animais deixou de ser apenas uma causa ecológica, passando a ser uma questão urgente de segurança alimentar e saúde pública.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O Presidente da República, António José Seguro, preside à cerimónia oficial de abertura das Festas do Povo de Campo Maior 2026, no próximo dia 8 de agosto, às 10h30, no Jardim Municipal.
O Chefe de Estado será recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e pelo presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro. Após o ato inaugural e os discursos institucionais (10h50), decorrerá uma homenagem junto da estátua do Comendador Rui Nabeiro (11h05), seguindo-se uma arruada pelas ruas enramadas até aos Paços do Concelho, onde o Presidente da República assinará o Livro de Honra do Município.
As Festas do Povo de Campo Maior, classificadas pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2021, realizam-se entre 8 e 16 de agosto, com cerca de uma centena de ruas decoradas com flores de papel
O Mercado Municipal da Casa das Barcas recebeu na manhã de sábado, 25 de julho, um laboratório de gastronomia da Croácia, ministrado pelas chefs Svetlana e Ivana Celija.
Foi o segundo e último workshop desta passagem por Elvas das duas cozinheiras daquele país da região dos Balcãs, depois da passagem de ontem pelo Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas António Tomás Pires, no âmbito do Festival Sete Sóis Luas.
A Rua Francisco Xara é uma das cem artérias que integram a edição de 2026 das Festas do Povo, em Campo Maior. O terceiro troço desta rua é encabeçado, mais uma vez, por Fátima Vitorino, que herdou a função das vizinhas Maria Rosa e Maria José Loreta.
Para Fátima Vitorino, a Rua Francisco Xara, vai ser a mais bonita “porque é aquela que nós trabalhámos, é a dedicação de meses.”
Esta dedicação para transformar a rua num jardim obriga a certos sacrifícios, como “não estarmos no conforto da nossa casa, o não estarmos com a nossa família e as desavenças que também existem com a família”, explicou. A cabeça de rua confessou que teve que ouvir, em casa, frases como: “Porque já vais para as flores outra vez! É só flores, é só flores!”
Mas estas desavenças familiares são compensadas “pelo espírito que foi criado de tantos meses de trabalho, de tantos meses, às vezes de riso, outras vezes já de choro”, contou.
Apesar de pouco moradores contaram com o apoio de colegas e amigos
No troço que Fátima Vitorino lidera, são “cinco ou seis pessoas, depois temos pessoas por fora que se juntaram a nós: colegas de trabalho e amigos.” A cabeça de rua explicou que estão a trabalhar desde fevereiro e que convidaram “as pessoas para nos ajudarem, pedimos para nos cortarem papel, para colar, para forrar arames, porque fazer a flor não é a parte mais complicada, a parte mais complicada é toda a preparação que a flor tem.“
Para além das flores, a rua vai contar com “34 colunas, cada coluna tem 29 flores e, depois, temos as cordas dos lados, as cordas dos meios, temos para cima de 20 mil folhas, cada folha leva dois arames cortados e forrados, ou seja, pode-se imaginar a quantidade que é”, declarou.
A força que se consegue em certas fases da vida e o querer honrar a vila foi a inspiração para esta edição
A ideia surgiu “numa fase da vida em que nós precisamos às vezes de parar para pensar de onde é que vamos buscar forças para fazer certas e determinadas coisas”, explicou Fátima Vitorino, que acrescentou que é “também honrar um bocadinho a Vila de Campo Maior e aquilo que é nosso, que é tão nosso e tão de Campo Maior!”
A escolha foi unânime e pretende mostrar “um conjunto de tudo aquilo que é representativo de Campo Maior”, contou.
A cabeça de rua declarou que, depois de tantos meses de trabalho, a semana das festas “é para viver, é para cantar, é para bailar, é para desfrutar, é para comer, beber e receber amigos, receber amizades e pessoas que venham visitar-nos.”
A campomaiorense explicou que as flores de Campo Maior são especiais “porque é a arte de um povo, o voluntariado deste povo, porque flores de papel qualquer pessoa faz, basta irmos ,hoje em dia, à internet e qualquer pessoa faz flores de papel, mas este trabalho que é feito em Campo Maior, não se consegue fazer em lado nenhum do mundo!”
A Noite Branca está de regresso à Rua de Aviz, em Montemor-o-Novo, no próximo dia 14 de agosto, numa organização do Município e das Juntas de Freguesia, no âmbito do Protocolo Local. A iniciativa pretende voltar a dinamizar o centro da cidade através de uma noite de animação, convívio e promoção do comércio tradicional.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, sublinha que o evento mantém como objetivo central o apoio à economia local. “A Noite Branca é uma iniciativa que está inserida num programa mais vasto chamado Protocolo Local, pensado para dinamizar a economia local e, em particular, o comércio local, dando mais movimento ao centro da cidade, incentivando as compras e apoiar os empresários locais.”
Segundo o autarca, a edição deste ano do evento contará com um envolvimento mais alargado de entidades locais, sobretudo na decoração e dinamização do espaço público. “Vamos ter ainda mais participantes, para além da Câmara e da junta de freguesia. Foram feitos convites a outras instituições para poderem dar ali outra beleza à Rua de Aviz. Ao fim da tarde e durante a noite haverá animação de rua, performances artísticas e muita música. A ideia é criar um ambiente de festa, de fraternidade e convívio.”
O convite estende-se agora à população em geral, com destaque para a participação da comunidade local e das famílias. “Deixar o convite a todos para que venham vestidos de branco, tragam a família, os amigos, para poderem dar um contributo para a dinamização do comércio local, mas sobretudo para uma noite de convívio, de animação e de afirmação de Montemor-o-Novo e da sua economia local.”
A Noite Branca volta assim a afirmar-se como um dos principais momentos de dinamização urbana e comercial do verão em Montemor-o-Novo, combinando programação cultural, participação associativa e promoção do comércio local.
A contagem descrescente para as tradicionais Festas do Povo de Campo Maior continua a mobilizar a comunidade local, que se junta todas as noites para dar vida às célebres flores de papel.
Fátima Durão, natural da terra, é um dos muitos rostos dedicados a esta arte. Embora atualmente resida fora da vila, faz questão de regressar para ajudar na decoração da Rua de Santa Beatriz, um hábito que herdou da sua juventude quando auxiliava a mãe na Rua de São João.
Este esforço comunitário e voluntário, realizado de forma totalmente gratuita após as horas de trabalho, reflete o orgulho e o espírito de união dos campomaiorenses. Como a própria recorda, “quando morava em Campo Maior ajudava na rua da minha mãe e íamos lá ao serão fazer, mas era por nós, era gratuitamente e a gente fazíamos ao serão das nossas ruas”.
O processo de criação das decorações sofreu evoluções significativas ao longo dos anos. Fátima lembra com saudade a época em que os moldes eram desenhados à mão em cartão e depois recortados manualmente. Hoje em dia, o corte do papel é facilitado por máquinas, mas a montagem e a escolha das flores continuam a exigir a sensibilidade das mãos dos moradores.
Outra mudança visível está na forma como os tetos das ruas são decorados. Antigamente, recorria-se às “trapaças”, uma técnica de laços cruzados que imitava flores. Fátima explica que, nesta técnica, “as pessoas faziam parecido com um laço, metiam dois e faziam em cruz e parecia uma flor, chamavam-lhe as trapaças”. Atualmente, o trabalho é feito de forma geométrica e rigorosa, contando-se meticulosamente cada flor. No caso da sua rua, a medição é exata: “nós estamos a fazer com 31 grãos para fazer 31 flores, depois isso faz uma corda e cada corda tem 31 flores”, sendo esse o comprimento entre paus nesta rua.
Apesar do enorme entusiasmo que envolve a preparação, a efemeridade das Festas do Povo traz consigo um sentimento agridoce para quem tanto trabalha. Fátima Durão confessa que a montagem final representa um esforço monumental de vários meses que culmina num evento com a duração de apenas uma semana: “isto é muito digno, adoro as Festas do Povo, adoro mesmo, só que acho que é muito trabalho para pouco tempo”. Ver toda aquela arte e dedicação ser desmontada e queimada no final deixa sempre uma ponta de melancolia na vila. “A vila é muito alegre, mas depois, no fundo, acaba por ficar triste, na minha opinião”, conclui Fátima, resumindo o sentimento de saudade que partilha com tantos outros campomaiorenses quando as festividades chegam ao fim.
De 31 de julho a 3 de agosto, Vila Boim recebe mais uma edição das tradicionais Festas de Verão em honra de Nossa Senhora dos Remédios e de São João Batista. Organizadas pela Associação Aboim Jovem, as festividades prometem quatro dias de animação, com um programa que conjuga música, tauromaquia, atividades desportivas, celebrações religiosas e momentos de convívio para todas as idades.
Em entrevista à Rádio ELVAS, o presidente da Associação Aboim Jovem, Carlos Leitão, revelou que a preparação do evento começou ainda no final do ano passado, apesar de algumas dificuldades internas que marcaram o arranque da organização.
“Começamos normalmente em dezembro. Este ano tivemos alguns percalços com a saída de membros da associação, mas, com muito empenho, conseguimos ultrapassar todas as dificuldades e preparar umas festas à altura daquilo que a população merece”, afirmou.
Carlos Leitão reconheceu que organizar as festas representa um desafio cada vez maior, devido ao aumento dos custos e à limitação dos apoios financeiros. “Qualquer festa hoje em dia tem um custo muito elevado. Trabalhamos durante muitos meses para proporcionar quatro dias de animação e, muitas vezes, as críticas acabam por ser mais do que os elogios. Só quem organiza tem verdadeira noção do trabalho que isto exige”, referiu.
O cartaz deste ano aposta numa combinação entre artistas consagrados e talentos alentejanos. Luís Fialho e Mónica Sintra são os principais cabeças de cartaz, sendo que o presidente da associação destacou a importância de valorizar artistas da região.
“Somos alentejanos e temos orgulho nisso. O Luís Fialho representa essa aposta na nossa terra. Já a Mónica Sintra é um nome consagrado da música portuguesa e será um dos grandes momentos das festas”, explicou.
Ao longo dos quatro dias, o programa inclui ainda bailes, DJs, concertos, garraiadas, largadas, a tradicional procissão, atividades desportivas, atuações de grupos locais e momentos de animação distribuídos entre o Jardim e o Ringue de Vila Boim.
Entre as novidades desta edição destaca-se a valorização do coreto do jardim, que passará a funcionar como palco para atuações durante os períodos de jantar, concentrando a animação no centro das festas, e uma largada acompanhada por um DJ, uma estreia na organização da Associação Aboim Jovem.
“Queremos concentrar mais as festas no jardim e no ringue. Aproveitámos também o coreto, que há muito não era utilizado, para lhe dar uma nova vida durante estes dias”, explicou Carlos Leitão.
Outro dos destaques será a continuidade da Milha de Vila Boim, organizada em parceria com a IALBAX, depois do sucesso alcançado na primeira edição, no ano passado.
No final da entrevista, Carlos Leitão aproveitou para agradecer o apoio recebido da Câmara Municipal de Elvas, da Junta de Freguesia de Vila Boim, dos patrocinadores, comerciantes locais, voluntários e membros da associação, sublinhando que sem esse contributo seria impossível concretizar o evento.
“São muitos meses de trabalho, muita burocracia e muitas horas dedicadas a estas festas. O nosso objetivo é simples: proporcionar quatro dias de diversão, receber bem quem nos visita e terminar com a sensação de missão cumprida.”
Questionado sobre a continuidade da Associação Aboim Jovem na organização das festas nos próximos anos, o presidente admitiu que este poderá ser um momento de mudança. “São cinco anos a organizar as festas. Precisamos de descansar e dar oportunidade a outras pessoas. Se ninguém avançar, a situação terá de ser debatida, porque o mais importante é que Vila Boim nunca deixe de ter as suas festas de verão”, remata.
As Festas de Verão de Vila Boim decorrem entre 31 de julho e 3 de agosto, prometendo voltar a afirmar-se como um dos principais eventos do verão no concelho de Elvas, reunindo população e visitantes em quatro dias dedicados à tradição, ao convívio e à animação.
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: