
A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para um aumento de cerca de 19% no furto de componentes automóveis no primeiro semestre de 2026, tendo sido registados 685 crimes entre janeiro e junho, face ao 577 contabilizados no mesmo período do ano passado.
Segundo a GNR, 178 destas ocorrências dizem respeito especificamente ao furto de catalisadores, um crime motivado pela valorização dos metais preciosos presentes no interior destas peças. Os autores recorrem, habitualmente, a rebarbadoras portáteis para remover os catalisadores em menos de um minuto, escoando depois os materiais através de circuitos ilegais.
Os distritos de Setúbal, Porto, Lisboa e Aveiro registaram o maior número de ocorrências. No entanto, a Guarda destaca também o aumento percentual verificado em distritos do interior, como Portalegre, onde este tipo de crime registou uma subida de 200% face ao primeiro semestre de 2025, evidenciando a deslocação destas redes criminosas para novas zonas do país.
No âmbito do combate a esta criminalidade, a GNR reforçou as ações de vigilância e fiscalização junto de oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos, bem como a fiscalização rodoviária a viaturas suspeitas de transportar ferramenta de corte ou componentes furtados.
A força de segurança aconselha os proprietários a estacionarem, sempre que possível, em locais iluminados ou vigiados, a ponderarem a instalação de sistemas de proteção dos catalisadores e a contactarem de imediato o 112 ou o posto policial mais próximo caso presenciem movimentos ou ruídos suspeitos junto de viaturas estacionadas.
A GNR relembra ainda que a compra ou venda de peças automóveis sem comprovativo da sua origem legal pode constituir o crime de recetação e garante que continuará a reforçar as ações de prevenção e combate a este tipo de criminalidade em todo o território nacional.















