Ricardo Pinheiro presidente da CCDR Alentejo realça em Avis a proximidade às populações e as metas dos Fundos Comunitários

Também presente na abertura oficial da Feira Franca de Avis, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou a importância de acompanhar de perto a dinamização do território e os desafios dos municípios alentejanos, “é absolutamente necessário que se faça este conhecimento e esta perceção daqueles que são os problemas e as realidades locais. Devemos estar nos grandes palcos, mas devemos estar também muito próximos das pessoas e daqueles que são os problemas das pessoas.”

Ricardo Pinheiro revelou ainda os próximos passos na gestão dos fundos comunitários na região, no âmbito do Alentejo 2030 e do PRR. “O programa regional do Alentejo vai ter de entregar a reprogramação até ao dia 14 de agosto à Agência de Desenvolvimento e Coesão. É preciso enfrentar os grandes desafios que temos pela frente: por um lado, o financiamento dos projetos no PRR; por outro, garantir a execução do pacote de fundos comunitários que o Alentejo tem para cumprir — até ao final do ano de 2026, executar os 100 milhões de euros.”

Interrogado sobre a melhoria dos eixos viários e das acessibilidades rodoviárias da região, designadamente a ligação entre a A6 (Estremoz) e a A23 (Abrantes), Ricardo Pinheiro apontou para a necessidade de reflexão política regional. “A dimensão de investimento em infraestruturas rodoviárias volta a ser um ponto importante que vale a pena ser repensado. A Comissão Europeia não tem considerado uma prioridade positiva as infraestruturas rodoviárias, mas vale a pena, no âmbito do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT Alentejo), que algumas destas obras estruturantes estejam claramente identificadas e sejam priorizadas como prioridade política da região.”

Rua dos Combatentes nas Festas do Povo: sete meses de dedicação e mais de cem mil flores de papel

A duas semanas do arranque das Festas do Povo de Campo Maior, o trabalho intensifica-se nas ruas da vila.

Na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, a cabeça de rua Elsa Muacho garante que o objetivo é surpreender os visitantes com uma decoração de forte impacto visual, fruto de sete meses de dedicação coletiva.

Pela quarta vez a assumir a responsabilidade de liderar uma rua nas Festas do Povo, Elsa Muacho explica que só aceitou o desafio depois de reunir os moradores e confirmar que podia contar com o apoio de todos.

“Inscrevi a rua, mas primeiro fiz uma reunião com as pessoas para perceber se estavam de acordo. Não podia ir sozinha. Felizmente, aqui o apoio é de 100%. Somos um grupo maravilhoso e isso também faz com que a nossa rua seja mais bonita”, afirma.

Decoração da rua promete marcar pela originalidade

Sem revelar os detalhes da decoração, que prefere manter em segredo até à abertura das festas, Elsa Muacho acredita que a Rua dos Combatentes da Grande Guerra vai marcar pela originalidade.

“Não temos a flor mais maravilhosa nem a mais espetacular, mas acho que vamos ter um impacto muito grande quando as pessoas virem a nossa rua. Vai dar para muitas fotografias e vai ser um espetáculo”, diz.

Sete meses de dedicação

A preparação de todo o trabalho começou em janeiro e, desde então, dezenas de voluntários reúnem-se todas as noites para dar forma às flores de papel. “Fazemos serão todos os dias, das 21 horas até perto da meia-noite, incluindo sábados e domingos. Já temos mais de cem mil flores feitas e continuamos a trabalhar porque queremos fazer ainda mais”, revela.

Uma equipa unida para dar vida ao projeto

Além dos moradores da rua, o projeto conta com a ajuda de familiares e amigos que, apesar de viverem noutras zonas, fazem questão de participar. “Temos muita gente da nossa rua, mas também amigos e familiares que vêm ajudar. Há quem tenha filhos que pertencem à rua e acabam por colaborar. Isso ajuda bastante.”

A ideia para o tema da decoração nasceu de uma sugestão do filho de Elsa Muacho e foi depois apresentada aos restantes elementos da equipa, que aprovaram o projeto por unanimidade.

No dia da enramação, homens e mulheres terão tarefas bem definidas para cumprir um calendário exigente. “Os homens começam logo às seis da manhã a montar os paus, os arcos, as colunas e os esticadores. As mulheres entram mais ao final da tarde para colocar o teto e o resto da decoração”, revela a reponsável.

Apesar do esforço que ainda falta, Elsa Muacho garante que o ambiente vivido pela equipa é de grande entusiasmo. “Vamos passar a semana toda juntos, a comer, beber, cantar, dançar e aproveitar. Quero desfrutar destas festas a 100%”, assegura.

Convite para descobrir uma vila em festa

Elsa Muacho deixa ainda, aos nossos microfones, um convite dirigido a todos os visitantes que pretendem conhecer aquele que é um dos maiores símbolos da identidade campomaiorense: “Venham todos. Estou a falar da minha rua, mas acho que este ano Campo Maior vai ter trabalhos maravilhosos. Vão ser umas festas fantásticas e vale muito a pena vir vê-las”.

As Festas do Povo de Campo Maior realizam-se entre 8 e 16 de agosto, transformando as ruas da vila num autêntico jardim de flores de papel, numa tradição que mobiliza toda a comunidade e que, em 2021, foi reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Projeto “Viver Mais” da APPACDM de Elvas apoia 50 beneficiários com financiamento do BPI e Fundação “la Caixa”

O projeto “Viver Mais”, promovido pela APPACDM de Elvas e financiado pelo Prémio BPI Fundação “la Caixa”, está a cumprir o seu papel de suporte junto de utentes com necessidades especiais (a partir dos 12 anos) e adultos diagnosticados com quadros de demência ou doença de Alzheimer.

Com capacidade para apoiar até 50 beneficiários, o programa assenta num modelo de dupla resposta. “Desenhámos este projeto não só a pensar no estímulo cognitivo e físico dos utentes, mas também para dar o chamado descanso ao cuidador informal, que muitas vezes se encontra sobrecarregado”, salienta o presidente da APPACDM, Luís Mendes.

As atividades, que decorrem habitualmente ao final do dia (das 17h00 às 19h30), foram temporariamente adaptadas em julho para o período da manhã (das 09h00 às 13h00).

Luís Mendes assume que o início exigiu esforço redobrado, mas o balanço é muito positivo: “Apesar dos desafios na referenciação e transporte de alguns utentes, graças à articulação estreita com a rede social local, temos conseguido levar este projeto a bom porto e fazer a diferença na vida destas famílias”.