A cidade de Elvas volta a celebrar a diversidade cultural com a 36.ª edição do Festival Internacional de Folclore, que decorre em dois fins de semana, entre 31 de julho e 9 de agosto, na Praça da República, sempre a partir das 21h30.
Promovido pelo Município de Elvas, em parceria com o Rancho Folclórico de Elvas, Consejeria de Cultura e Igualdad da Junta da Extremadura e Federación Extremeña de Folkloreo, reúne grupos nacionais e internacionais, proporcionando ao público um encontro com as tradições, a música e as danças populares de vários pontos do mundo.
A abertura acontece na sexta-feira, 31 de julho, com as atuações do Ballet Folklórico Raíces Nuevas, da Argentina, e de um Grupo Folclórico do Panamá. No dia seguinte, 1 de agosto, sobem ao palco o Rancho Folclórico de Elvas e o Grupo Folclórico S. C. R. de Paredes de Bairro, Anadia. A programação continua no dia 2 de agosto com o Rancho Folclórico dos Foros da Fonte Seca Redondo e o Festifolk, do Equador.
Na segunda semana do festival, o público poderá assistir, no dia 7 de agosto, às atuações do Rancho Velhas Guardas de Fazendas de Almeirim e do Grupo Folclórico da Venezuela. Já no dia 8 de agosto, será a vez do Grupo Etnográfico São Miguel de Cristelo, Paredes, e do G.F. Los Cebolleros de Gáldar, oriundo das Ilhas Canárias, apresentarem as suas tradições. O encerramento está marcado para o dia 9 de agosto, com o Grupo de Danças “Os Lusitanos de Marinhais” e a Agrupación Raxela, da Guatemala.
Ao longo de dois fins de semana, a Praça da República volta a transformar-se num palco de partilha entre culturas, reforçando a ligação de Elvas ao património imaterial e ao intercâmbio entre povos. A iniciativa convida o público a descobrir a riqueza das tradições populares, através da música, da dança e dos trajes típicos de diferentes países.
O IPO Lisboa lançou o selo “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, uma iniciativa que tem como objetivo garantir a dádiva de sangue regular no Instituto.
Em períodos como o verão, marcados por férias e temperaturas elevadas, as dádivas de sangue tendem a diminuir, colocando em risco as reservas, que são essenciais para assegurar a resposta adequada aos doentes. No caso dos doentes oncológicos, a disponibilidade de sangue é particularmente crítica, sendo indispensável para a realização de cirurgias e para transfusões ao longo dos tratamentos.
Com esta iniciativa, pretende-se promover a dádiva de sangue regular como um gesto solidário junto da população adulta, incentivando-a também como um momento de equipa dentro das organizações. Porque a dádiva de sangue é, acima de tudo, um ato coletivo de responsabilidade social.
Ao inscreverem-se como entidades dadoras, as empresas passam a receber alertas para a realização de dádivas em períodos com menor número de agendamentos e podem, ainda, programar antecipadamente as suas doações, organizando pequenos grupos até 10 pessoas.
Para obter o selo, as empresas deverão cumprir os seguintes critérios: realizar, no mínimo, três ações de dádiva de sangue anuais no IPO Lisboa, envolvendo mais de três dadores por ação; promover a inscrição de, pelo menos, 10 novos dadores de sangue (primeira dádiva); e colaborar ativamente na sensibilização interna para a importância da dádiva regular.
As empresas que cumpram estes requisitos recebem um certificado e o selo digital “Empresa Dadora de Sangue IPO Lisboa”, que poderão utilizar nos seus canais de comunicação institucional.
A dádiva está sujeita a avaliação clínica prévia, mediante as regras em vigor em Portugal. Inscreva a sua empresa enviando email para comunicacao@ipolisboa.min-saude.pt.
O Museu Berardo Estremoz assinala, no próximo sábado, dia 25 de julho, o seu sexto aniversário com um programa especial de atividades educativas e lúdicas, dirigido a crianças, jovens e famílias.
Entre as 10h00 e as 17h00, os visitantes poderão participar gratuitamente em várias iniciativas inspiradas na coleção do museu, dedicada a mais de 800 anos de História do Azulejo. O programa inclui jogos, oficinas criativas, desafios e experiências interativas, com o objetivo de dar a conhecer este património de forma dinâmica e participativa.
Ao longo do dia decorrerão atividades como a Caça ao Azulejo, a pintura de azulejos, o Jogo da Memória, Museu às Peças, Descobre as Diferenças, Guarda do Museu e A Pesca do Azulejo.
A participação é gratuita e não requer inscrição prévia. No entanto, cada atividade tem um número limitado de participantes, sendo o acesso efetuado por ordem de chegada.
Com esta iniciativa, o Município de Estremoz pretende proporcionar um dia de convívio, aprendizagem e descoberta, incentivando famílias e visitantes a conhecer ou redescobrir o Museu Berardo Estremoz e a valorizar o azulejo enquanto uma das mais relevantes expressões da identidade artística portuguesa.
O Aqueduto da Amoreira, um dos mais emblemáticos monumentos de Elvas e Património Mundial da UNESCO, está a ser alvo de uma importante intervenção de conservação e valorização, promovida pela Câmara Municipal de Elvas, com o objetivo de garantir a preservação deste ex-líbris da cidade para as gerações futuras.
A empreitada contempla trabalhos de limpeza, consolidação e recuperação de diferentes zonas da estrutura, incidindo na reparação de elementos degradados, tratamento de patologias existentes e melhoria das condições de conservação do monumento. A intervenção está a ser desenvolvida com o devido acompanhamento técnico, respeitando as características históricas e patrimoniais do Aqueduto da Amoreira, construído no século XVI e considerado uma das maiores obras de engenharia hidráulica da época.
Com esta obra, o Município de Elvas reforça o seu compromisso com a preservação do património classificado, assegurando a valorização de um dos principais símbolos da cidade e um dos monumentos mais visitados do concelho. A intervenção permitirá prolongar a vida útil desta estrutura monumental, contribuindo igualmente para a promoção turística de Elvas e para a salvaguarda de um bem de excecional valor histórico, arquitetónico e cultural.
Entre os dias 6 e 18 de agosto, a vila de Coruche volta a reunir-se em torno da sua celebração maior: as Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo. Com a programação principal concentrada entre 14 e 18 de agosto, a edição deste ano aposta num cartaz musical que atravessa gerações, aliado a uma forte componente religiosa e a tradições seculares que definem a identidade cultural ribatejana. A organização tripartida — que junta a Câmara Municipal, a Comissão de Festas e a Irmandade de Nossa Senhora do Castelo — mobiliza uma vasta rede de freguesias, coletividades e agentes locais para acolher milhares de visitantes e marcar o habitual reencontro com a diáspora.
A dimensão devocional abre oficialmente as festividades a 6 de agosto com o início da Novena na Ermida, acompanhada pelo Grupo Coral de São João Baptista. O ponto alto espiritual ocorre a 15 de agosto, Dia da Assunção de Nossa Senhora, com a Eucaristia Solene presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho. Segue-se a tradicional Procissão pelas principais artérias da vila e a Bênção Solene dos Lares e Campos do Vale do Sorraia, um momento profundamente simbólico de ligação da fé ao território e ao trabalho agrícola.
No plano musical, os grandes espetáculos arrancam no Dia do Fogo, a 14 de agosto. Após o tradicional fogo-de-artifício sobre o rio Sorraia, o Palco Rio recebe um dos encontros mais singulares do programa: Buba Espinho atua juntamente com a banda filarmónica Sociedade Instrução Coruchense, fundindo a música de raiz e o cante alentejano com a tradição instrumental local. No dia seguinte, 15 de agosto, o Palco Praça acolhe o Concerto das Três Nações (integrado no XVII Festival Internacional “Acordeão em Espetáculo”), que junta os acordeonistas Rodrigo Maurício, Márcio Cabral, David Duarte (Espanha) e Petar Maric (Sérvia) antes do arranque do Festival de Folclore António Neves.
O Dia do Aficionado, a 16 de agosto, concentra a maior atividade tauromáquica com condução de cabrestos, encierros, picaria à vara larga e a habitual tourada à corda com os Pastores e Capinhas da Ilha Terceira, trazendo a cultura açoriana ao Ribatejo. À noite, a pop de autor de Diogo Piçarra domina o Palco Rio, seguido pela atuação da banda Dona Alzira.
O dia 17 de agosto, feriado municipal, é dedicado ao Campino do Sorraia. A manhã fica marcada pelo Cortejo Histórico e Etnográfico que, ao celebrar 80 anos de existência, leva às ruas quadros vivos com os antigos ofícios, costumes e modos de vida ligados ao campo e ao rio. Após a tarde preenchida com a homenagem aos campinos e a grande Corrida de Toiros na Praça local, os Xutos & Pontapés sobem ao Palco Rio. O grupo lidera a noite com a sua digressão “Direito ao Deserto”, prometendo um concerto transversal a várias gerações com os clássicos do rock que integram a memória coletiva do país.
O encerramento das Festas, a 18 de agosto, faz-se com o fado contemporâneo de Sara Correia no Palco Rio, antecedida pelo trio ribatejano Três Bairros. As comemorações terminam oficialmente à uma da manhã com um espetáculo pirotécnico na frente ribeirinha do Parque do Sorraia, despedindo-se de 13 dias dedicados à música, à memória comunitária e à identidade de Coruche.
Dinamizando a oferta curricular destinada às crianças que se encontram a frequentar o Programa de Apoio ao Estudo e Ocupação de Tempos Livres da Câmara Municipal de Arronches durante o período de férias letivas de verão, a autarquia encontra-se a promover uma série de atividades ligadas às mais diversas áreas lúdicas e culturais.
Nesse âmbito e numa proposta efetuada aos encarregados de educação, que prontamente anuíram, esteve, nas instalações do programa, o artista Guillermo Rebollo Mira, do Museo Papercraft, sediado na localidade espanhola de Olivenza, para dar a conhecer o seu projeto de artesanato em papel, ensinando a criar figuras em três dimensões.
Distribuídas por dois grupos, numa divisão efetuada por faixas etárias para que os conteúdos fossem devidamente adaptados à idade das turmas, as crianças do Educ’Arte, inspiradas pelas obras apresentadas pelo artista, tiveram oportunidade de fazer as suas próprias esculturas em papel, num momento de grande riqueza estética.
A Rede de Rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, foi inaugurada esta terça-feira, 21 de julho, numa cerimónia que contou com a presença do ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, de vários autarcas da região e de diversas entidades ligadas ao setor agrícola.
O programa teve início no Centro Cultural de Campo Maior. Seguiu-se uma visita ao perímetro de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, culminando com as intervenções protocolares e o descerramento da placa evocativa da inauguração.
Considerado um projeto estruturante para o concelho de Campo Maior e para o Alto Alentejo, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora abrange atualmente uma área beneficiada de 1.560 hectares, alimentada pela Barragem do Abrilongo. A infraestrutura inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e um sistema de distribuição de água sob pressão, energeticamente eficiente e com forte aproveitamento da gravidade.
Ministro destaca investimento na gestão da água
Na cerimónia, o ministro da Agricultura e Pescas sublinhou o caráter estratégico do investimento, enquadrando-o na política nacional para os recursos hídricos. “É estruturante, é estratégico. Não é por acaso que uma das dez prioridades do Governo é o programa ‘Água que Une’. O objetivo é investir até 2030 cerca de 5.400 milhões de euros e, posteriormente, mais 4 mil milhões. É um investimento que traz retorno económico e permite tirar partido das potencialidades dos territórios”, afirmou José Manuel Fernandes.
O governante destacou ainda que estes projetos reforçam a competitividade da agricultura, promovem a coesão territorial e contribuem para a fixação da população no interior.
“A agricultura é segurança alimentar, mas é também economia, competitividade e coesão territorial. Estes investimentos ajudam a proteger o território através da presença das pessoas e incentivam igualmente a renovação geracional”, referiu.
José Manuel Fernandes salientou ainda que estão atualmente em curso investimentos na ordem dos 600 milhões de euros em infraestruturas de água para a agricultura, considerando-os essenciais para o desenvolvimento do setor.
Projeto aguardado há um quarto de século
Também o presidente da Câmara de Campo Maior destacou a importância da conclusão de uma obra há muito aguardada pelos agricultores.
“É um investimento que fazia falta há cerca de 25 anos. No concelho já existem cerca de seis mil hectares de regadio na zona do Caia e agora iniciamos aqui mais 1.500 hectares, com a expectativa de podermos chegar aos 2.200. Para um concelho com cerca de 250 quilómetros quadrados, esta capacidade de rega é verdadeiramente importante e permitirá novos investimentos e novas formas de fazer agricultura”, afirmou Luís Rosinha.
Apesar da satisfação pela concretização da infraestrutura, o autarca recordou o longo período de espera.
“Hoje é dia de festa, mas fica a marca de um quarto de século de espera por uma infraestrutura crucial para a vida e para os investimentos destes agricultores”, acrescentou.
Emprego e competitividade no horizonte
Por sua vez, o diretor da Associação de Beneficiários do Abrilongo, Nelson Barreto, considerou que o novo perímetro de rega já está a produzir efeitos na atividade agrícola.
“Estamos a falar de um projeto que vai seguramente trazer mais emprego. Já há agricultores e empresas agrícolas a adaptar as suas explorações e a preparar novas culturas em função desta infraestrutura”, afirmou.
Nelson Barreto mostrou-se igualmente confiante na possibilidade de o perímetro de rega ser alargado para os cerca de 2.200 hectares inicialmente previstos, explicando que existem áreas confinantes que poderão vir a ser integradas futuramente.
Terceira fase do projeto já está em preparação
O responsável aproveitou ainda para defender o rápido avanço da terceira fase do projeto, nomeadamente da construção da estação elevatória.
“Há agricultores que, devido à diferença de cotas, ainda não conseguem receber água. Foi-nos transmitido que o caderno de encargos para essa estação elevatória está a ser preparado e esperamos que, dentro de cerca de dois anos, essas explorações também possam ser servidas”, disse.
A construção da rede de rega representou um investimento de cerca de 19 milhões de euros, financiado pelo PDR2020, inserindo-se num investimento global de aproximadamente 25 milhões de euros destinado à conclusão de todo o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora.
Com a entrada em funcionamento da nova infraestrutura, passa a ser possível aproveitar plenamente a água armazenada na barragem do Abrilongo, construída em 2000, garantindo um abastecimento mais fiável aos agricultores, aumentando a competitividade das explorações agrícolas e promovendo uma utilização mais sustentável dos recursos hídricos.
A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) promove, na próxima segunda-feira, dia 27 de julho, no Convento de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, a iniciativa “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, organizada em parceria com a Câmara Municipal de Arronches e a Entidade Regional de Turismo do Alentejo. O encontro integra as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, que assinala o reconhecimento da gastronomia portuguesa como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal, distinção formalizada a 26 de julho de 2020.
A iniciativa pretende afirmar a gastronomia como um ativo cultural, económico e turístico de excelência, destacando o papel dos produtos, dos territórios e dos profissionais que preservam e reinventam a cozinha portuguesa. Nesta edição, o destaque recai sobre a carne de porco, um dos ingredientes mais emblemáticos da gastronomia nacional e particularmente relevante na tradição culinária alentejana.
A sessão de abertura, marcada para as 10h00, contará com a presença do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, de Carlos Moura, presidente da direção da AHRESP, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, e João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches. A moderação estará a cargo do jornalista Edgardo Pacheco.
O programa inclui duas mesas-redondas dedicadas à valorização da fileira do porco. A primeira, “Do Montado à Mesa”, reunirá Gonçalo Moreira (Laborela), Henrique Sim Sim (CCDR Alentejo), Olga Cavaleiro (investigadora) e Ricardo Pereira (Beloteiros – Carnes e Enchidos do Fumeiro Alentejano). Já a segunda, “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, contará com a participação dos chefs João Pires (Restaurante O Valentim), José Júlio Vintém (Restaurante Tombalobos), Michele Marques (Restaurante Mercearia da Gadenha), do investigador Virgílio Gomes e do chef Vítor Sobral.
A coordenação gastronómica do evento está a cargo do chef Vítor Sobral, uma das figuras mais influentes da cozinha portuguesa contemporânea. Além de participar no debate, será responsável pelo almoço temático servido aos participantes e pelo momento de desmancha tradicional do porco, seguido de uma degustação de petiscos, agendado para a tarde, proporcionando um contacto direto com técnicas, saberes e práticas profundamente enraizados na cultura gastronómica nacional.
Para a AHRESP, a valorização da gastronomia portuguesa constitui uma prioridade estratégica, pelo seu contributo para a afirmação da identidade nacional, para a dinamização das economias locais e para a sustentabilidade e competitividade das empresas dos setores da restauração e do alojamento turístico.
“A gastronomia portuguesa é um dos maiores ativos culturais e turísticos do país e um elemento diferenciador da nossa oferta. Valorizar os produtos, os produtores e os profissionais que mantêm viva esta herança é também contribuir para a sustentabilidade e competitividade dos setores que a AHRESP representa. Com esta iniciativa, queremos celebrar o passado, discutir os desafios do presente e projetar o futuro da nossa gastronomia”, afirma Carlos Moura.
A realização do evento conta com o apoio de diversas entidades e marcas. A Nestlé Professional, a Sogenave e a Sumol+Compal associam-se como sponsors oficiais, enquanto o Turismo do Algarve, o Turismo do Centro de Portugal, o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Mapfre Seguros e a Robalo participam como patrocinadores da iniciativa.
A Assembleia da República aprovou o projeto de lei do Partido Socialista que cria a Carreira Especial de Medicina Dentária no Serviço Nacional de Saúde (SNS), medida que estabelece um enquadramento profissional próprio para os médicos dentistas que exercem funções no setor público.
De acordo com o PS, a nova lei cria a carreira de médico dentista nas entidades públicas empresariais integradas no SNS e nos restantes serviços e organismos da Administração Pública que prestam cuidados de saúde oral, definindo também o respetivo regime jurídico, bem como as regras de acesso e progressão na carreira.
O diploma prevê ainda a integração dos médicos dentistas que atualmente desempenham funções no SNS noutras carreiras, salvaguardando a remuneração, a antiguidade, o tempo de serviço e os restantes direitos adquiridos. Estão igualmente previstos mecanismos de reconstituição da carreira e de valorização da experiência profissional acumulada no serviço público.
Em comunicado, o Partido Socialista considera que esta aprovação representa “um marco na consolidação da saúde oral como uma componente essencial do SNS”, defendendo que a criação de uma carreira própria permitirá reforçar a capacidade de resposta dos serviços públicos, promover a estabilidade de equipas e melhorar as condições para o desenvolvimento dos programas de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças orais.
O PS refere ainda que continuará a acompanhar a implementação da medida, defendendo a regulamentação da nova carreira por parte do Governo e a concretização da abertura de novos consultórios de medicina dentária nos cuidados de saúde primários, previstos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O Agrupamento de Uniões de Organizações de Produtores para a Sanidade Animal (OPSA) pediu ao Ministro da Agricultura e Mar que alargue os apoios destinados aos produtores afetados pelos surtos de Língua Azul registados em 2025, defendendo que vários criadores de animais ficaram excluídos das ajudas por motivos que não dependeram da sua atuação.
Numa carta enviada ao ministro, o agrupamento, do qual faz parte a ACOS, através da União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo, reconhece como positiva a publicação da portaria que criou apoios para compensar os prejuízos provocados pela doença. No entanto, considera que as medidas são insuficientes e pede que os critérios de acesso sejam revistos.
Segundo as organizações, muitos produtores não conseguiram cumprir os prazos de vacinação devido a atrasos administrativos, à demora na distribuição das vacinas e à falta de stock. O agrupamento explica que a campanha de vacinação apenas arrancou a 12 de junho, depois de concluídos os procedimentos necessários para a ciração do Agrupamento de Uniões de OPSA e para a celebração do protocolo com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Além disso, refere que o fornecimento de vacinas, sobretudo contra o serotipo 8, ficou aquém das necessidades, provocando atrasos na vacinação dos efetivos. A situação foi ainda agravada pela demora na autorização dos contratos para a realização das análises laboratoriais, o que atrasou o início dos programas sanitários em vários meses.
Face a estas circunstâncias, as organizações defendem que devem ser elegíveis para apoio os produtores que apenas conseguiram vacinar os animais depois da ocorrência dos surtos, uma vez que os atrasos resultaram de fatores externos.
O agrupamento pede ainda que também possam beneficiar das ajudas os produtores afetados por surtos da doença em anos diferentes. Segundo os subscritores da carta, há explorações que registaram perdas significativas em dois surtos consecutivos, apesar de terem cumprido a vacinação, pelo que consideram injusta a exclusão destas explorações por já terem recebido apoios anteriormente.
O Agrupamento de Uniões de OPSA reúne oito organismos de defesa sanitária de todo o país, entre os quais a União dos Agrupamentos de Defesa Sanitária do Alentejo.
A ANACOM aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone por ter alterado unilateralmente as condições contratuais de cerca de 449 mil clientes, introduzindo publicidade obrigatória na funcionalidade de gravações automáticas do serviço de televisão, sem cumprir os deveres legais de informação aos consumidores.
Segundo o regulador, a operadora não comunicou por escrito, com uma antecedência mínima de 30 dias, a proposta de alteração contratual nem informou os assinantes do direito de rescindir o contrato sem quaisquer encargos caso não aceitassem as novas condições, conforme exigia a Lei das Comunicações Eletrónicas em vigor à data dos factos.
A ANACOM recorda que a legislação atualmente em vigor continua a obrigar as empresas a comunicar, de forma clara, compreensível e em suporte duradouro, qualquer alteração contratual com pelo menos um mês de antecedência, informando igualmente os clientes do direito de resolver o contrato sem penalização. A Vodafone já apresentou recurso da decisão para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) anunciou a abertura das inscrições para a Assembleia Participativa do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) do Alto Alentejo. O encontro presencial decorrerá no próximo dia 1 de agosto, às 14h30, nas instalações da CIMAA, em Portalegre.
A iniciativa visa criar um espaço de diálogo e cocriação regulado, permitindo que os residentes da região partilhem perspetivas, identifiquem assimetrias e colaborem diretamente na definição de soluções eficazes para os transportes, acessibilidade e sustentabilidade locais.
As inscrições mantêm-se abertas até ao dia 24 de julho, através do formulário digital disponível em www.pmusaa.pt. Podem candidatar-se todos os cidadãos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes num dos 15 municípios constituintes do Alto Alentejo. Para assegurar uma amostragem fidedigna e representativa da demografia regional, os delegados finais serão validados por sorteio. Os cidadãos selecionados receberão a respetiva confirmação oficial a partir de 28 de julho.
Com este modelo deliberativo, a CIMAA reforça o compromisso de descentralização e proximidade, integrando o conhecimento prático dos munícipes no planeamento infraestrutural do território.
Dois homens e uma mulher, com idades entre os 37 e os 39 anos, foram detidos em flagrante pela GNR, na madrugada de 19 de julho, por alegadamente furtarem a igreja matriz de Reguengos de Monsaraz. Um dos suspeitos era ainda procurado pelas autoridades espanholas, sobre quem pendia um mandado de detenção por outros crimes. A intervenção contou com militares dos postos territoriais de Reguengos de Monsaraz, Mourão, Alandroal e Vila Viçosa.
Durante a operação, a GNR apreendeu uma viatura, uma mangueira, dois jerricans com 30 litros de gasolina, uma consola PlayStation, um compressor de ar portátil e dois sacos com dinheiro angariado pela igreja. Os três detidos foram presentes ao Tribunal Judicial de Évora, tendo ficado sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, aguardando em liberdade a conclusão do inquérito.
A Câmara Municipal de Arraiolos foi distinguida com os galardões “Município Amigo do Desporto” e “Autarquia Solidária”, no âmbito do projeto “Cidade Social”, que reconhece anualmente o trabalho desenvolvido pelos municípios nas áreas do desporto e da ação social.
As distinções visam valorizar boas práticas implementadas ao longo do ano, refletindo o impacto das políticas públicas municipais na promoção da coesão social, do bem-estar e da atividade física.
A vereadora da Câmara Municipal de Arraiolos, Ana Tomaz, destacou que estes reconhecimentos têm um efeito positivo na dinâmica das equipas e na melhoria contínua das respostas municipais. “Este reconhecimento é sempre interessante, mantém as equipas motivadas e acaba por incentivar a construção de novas práticas e o desenvolvimento de novas ideias”, referiu.
A autarca sublinhou ainda a importância da partilha de experiências entre municípios como fator de inovação na intervenção local. “A partilha e as conversas com outros municípios permitem-nos ter novas ideias e conseguir implementar novos projetos”, acrescentou.
Neste contexto, o município vai avançar com um novo projeto na área da saúde, o “Diabetes em Movimento”, que terá início em outubro e pretende reforçar a resposta de proximidade a uma condição de saúde específica, promovendo a atividade física e o acompanhamento adequado dos participantes. “Surge aqui a oportunidade de abraçar mais um projeto, o Diabetes em Movimento, que começará a funcionar em outubro. Será mais uma vertente de apoio a uma condição específica de saúde”, explicou.
A vereadora reforçou ainda a estratégia do município em continuar a desenvolver iniciativas orientadas para o bem-estar da população, através de projetos sociais, desportivos e de promoção da saúde. “Temos sempre o objetivo de dinamizar mais projetos e contribuir para o bem-estar da nossa população”, concluiu.
As distinções agora atribuídas reforçam o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela autarquia e consolidam o posicionamento de Arraiolos como um município ativo na promoção de políticas sociais e desportivas.
O Festival de Arronches está de regresso, entre os dias 7 e 9 de agosto, para a sua terceira edição: uma iniciativa organizada pela Associação Portuguesa das Artes e da Cultura, com o apoio da Câmara Municipal de Arronches.
O evento mantém a aposta na promoção de artistas emergentes, reunindo propostas nas áreas da música, pintura, escultura e outras artes plásticas, num programa que pretende afirmar-se como um espaço de divulgação de novos talentos e de valorização da criação artística.
“O Festival de Arronches é um evento que nós acolhemos de braços abertos porque achámos muito interessante este conceito de trazer até ao Alentejo artistas emergentes. E artistas emergentes não só na música, mas na pintura, na escultura, enfim, nas artes plásticas”, afirma João Crespo, presidente da Câmara Municipal de Arronches.
Segundo o autarca, o festival tem registado um crescimento gradual desde a primeira edição, traduzido num aumento do público e numa evolução da própria organização. Nesta terceira edição, a programação principal ficará concentrada na vila de Arronches, ao contrário dos primeiros anos, em que as atividades estavam distribuídas por vários pontos do concelho.
“O festival está a sofrer as dores do crescimento, naturalmente, porque iniciou em vários pontos do concelho. Agora estamos a concentrar mais na sede do concelho, independentemente de levarmos atividades que são conexas ao festival às freguesias rurais, mas o núcleo duro, ou seja, o núcleo de concertos, todas as exposições e toda a atividade artística será na vila de Arronches”, explica João Crespo.
O presidente da Câmara acredita que esta reorganização permitirá reforçar a dimensão do evento e consolidar a sua identidade, perspetivando um futuro de crescimento contínuo. “Penso que concentrando ganharemos aqui uma outra dimensão. Estou convicto que o Festival de Arronches vai continuar a crescer e vai-se afirmar definitivamente no panorama de festivais de verão de Portugal”, conclui.
Nos dias 7 e 8, os espetáculos musicais desta terceira edição do Festival de Arronches terão lugar na praça de touros da vila. Os concertos de dia 9 de agosto, no Jardim do Fosso, têm entrada gratuita e não necessitam de ingresso.
Da programação do evento, a par dos concertos, fazem ainda parte diversas oficinas, dois mercados, uma cãominhada e uma exposição de arte contemporânea.
A programação completa desta terceira edição do Festival de Arronches pode ser consultada no site oficial do evento.
Pela primeira vez, Cláudia Portela assume a responsabilidade de ser “cabeça de rua” do Largo da Casa do Povo nas Festas do Povo de Campo Maior, que decorrem entre 8 e 16 de agosto. À frente de um grupo de cerca de 30 voluntários, esta campomaiorense lidera um projeto que começou a ganhar forma em janeiro e que promete transformar aquele largo da vila num autêntico jardim florido.
Embora esta seja a sua estreia como responsável pela ornamentação da rua, Cláudia Portela já participava há vários anos na elaboração das tradicionais flores de papel. A decisão de assumir o desafio surgiu após o desaparecimento da anterior cabeça de rua.
“Já tinha participado várias vezes aqui no Largo da Casa do Povo, sempre com a feitura das flores de papel. Este ano, como a cabeça de rua já não estava entre nós, havia a necessidade de alguém assegurar o Largo. O meu marido apanhou a mercearia que era da minha mãe e nós decidimos avançar, que o Largo não podia ficar sem ornamentar”, explica.
Um projeto construído em equipa
Para concretizar o projeto, reuniu familiares e amigos, criando um grupo de trabalho que conta com cerca de 30 pessoas. “Convidámos um grupo de amigos e de família, reunimos frequentemente, agora com mais intensidade porque estamos mesmo a terminar os trabalhos”, refere.
A organização do grupo passa também pelas novas tecnologias. “Criámos um grupo de WhatsApp e convidámos as pessoas. As pessoas que pertencem a este grupo, ninguém mora aqui no Largo, a não ser o meu marido que tem aqui um comércio. Estão ligados por afinidade connosco, são pessoas amigas que decidiram apadrinhar o projeto”, explica.
As tarefas são distribuídas de acordo com as competências de cada um: “Uns fazem flores, outros cortam, outros colam e é um bocadinho assim a divisão das tarefas. Nunca estamos todos a tempo inteiro, há pessoas que trabalham em casa e enviam os trabalhos.”
Um jardim florido como inspiração
O tema da decoração surgiu de forma natural e rapidamente reuniu consenso entre todos os elementos da equipa. “Começou a ser muito óbvio, começaram a sugerir o tema e eu dizia: ‘Ai, não, não pode ser, é mesmo esse tema!’. Foi unânime”, recorda.
Depois de escolhido o conceito, seguiram-se as cores, o desenho do projeto e a seleção das flores que melhor se enquadravam na ideia. “Projetámos aqui no Largo as estruturas, o teto e as colunas. O nosso objetivo é transformar o Largo num jardim, num jardim bem florido. Mas tem que haver uma estrutura por trás que sustente o teto e dê estabilidade, porque tem que durar uma semana, contra o sol, o calor e, esperemos, sem chuva”, afirma.
Confiança num resultado à altura das Festas do Povo
A poucos dias do início das Festas do Povo, Cláudia Portela mostra confiança no resultado final e acredita que o trabalho desenvolvido ao longo de vários meses será recompensado. “A nossa é a rua mais bonita porque o nosso projeto vai ser o mais bonito. Foi uma coisa muito trabalhada e queremos passar este detalhe da flor, que para nós é aquilo que caracteriza as Festas do Povo”, sublinha.
Hospitalidade de Campo Maior em destaque
A responsável destaca ainda o espírito de hospitalidade que marca Campo Maior durante este evento. “É típico os campomaiorenses receberem bem, terem a mesa na rua, convidarem as pessoas. Há sempre amigos e há sempre um convidado”, garante.
O convite fica lançado para todos os visitantes. “De 8 a 16 de agosto cá vos esperamos. Visitem o Largo da Casa do Povo. Espero que gostem da nossa rua”, remata Cláudia Portela.
A associação juvenil Arkus pretende ver a Ronca homenageada em Elvas, numa iniciativa que visa reforçar a divulgação daquele instrumento tradicional e valorizar um dos símbolos da identidade cultural do concelho.
A proposta foi apresentada por Carlos Beirão, presidente da direção da Arkus, durante as comemorações do último aniversário da associação. Segundo o responsável, a ideia passa por aproveitar uma das rotundas da cidade para promover um instrumento que considera “sui generis” a nível nacional e uma mais-valia para Elvas.
A localização sugerida é a rotunda junto ao Coliseu Comendador Rondão Almeida, por se tratar de uma das principais entradas da cidade. Carlos Beirão defende a instalação de várias roncas, em vez de uma peça de grandes dimensões, por questões de visibilidade rodoviária, criando uma homenagem ao instrumento e ao trabalho desenvolvido pelo Grupo Roncas d’Elvas da Arkus na sua promoção. “O Grupo de Roncas tem divulgado muitíssimo esse instrumento e acaba por ser também uma forma de reconhecer esse mérito e esse instrumento que identifica a nossa cidade”, afirma.
Além da valorização patrimonial, o dirigente acredita que a iniciativa poderá contribuir para um objetivo mais ambicioso: a candidatura do Natal de Elvas a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. “A ideia é candidatar o Natal de Elvas com a Ronca incluída”, explica Carlos Beirão, acrescentando que estão a ser avaliadas diferentes formas de estruturar a candidatura.
A associação tem mantido contactos com a Câmara Municipal de Elvas para desenvolver este processo, sendo que o presidente da Arkus reconhece que se trata de um objetivo a longo prazo. “Vai demorar, mas com o tempo vai lá, lá chegaremos”, assegura.
O presidente da Arkus destaca ainda o trabalho contínuo de divulgação da Ronca junto de visitantes. A associação integra frequentemente demonstrações do instrumento em visitas teatralizadas e eventos para grupos organizados, chegando mesmo a oferecer roncas aos participantes como forma de promover esta tradição.
O tradicional membranofone de fricção, de acordo com Carlos Beirão, desperta a curiosidade de quem o conhece pelo som característico e pela forma como é tocado. Para o presidente da Arkus, esta divulgação contribui para reforçar o reconhecimento de um instrumento que considera inseparável da identidade cultural de Elvas e das celebrações natalícias da cidade.
A DECO e o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) iniciam hoje, 21 de julho, uma colaboração que permitirá reforçar a informação a todos os consumidores sobre o Programa de Apoio Extraordinário à Renda. Muitos agregados vivem atualmente na incerteza sobre um apoio que deveria ser automático e sem sobressaltos, mas, por diferentes motivos, há dificuldades na informação e no acesso ao mesmo, razões que motivaram a celebração da parceira para o desenvolvimento deste serviço de informação da DECO.
O Apoio Extraordinário à Renda representa para muitas famílias uma ajuda determinante para o equilíbrio do orçamento mensal. A interrupção inesperada deste apoio ou a existência de erros no seu processamento pode aumentar significativamente a taxa de esforço com a habitação e dificultar o cumprimento de outras despesas essenciais.
A DECO há muito que reivindica que os programas públicos na área da habitação sejam simples, automáticos e eficazes.
O desconhecimento sobre o programa e procedimentos a adotar por parte dos consumidores evidencia que ainda há um défice de informação que deve ser combatido. E o problema maior é que esta falta de informação atinge, sobretudo, quem tem menos margem para a absorver: as famílias mais vulneráveis.
Para a DECO a complexidade do sistema não pode ser transferida para os consumidores. O IHRU partilha desta visão, razão pela qual, pretendeu reforçar a sua colaboração com a DECO, por forma a contribuir para a capacitação e literacia dos consumidores nesta área. Através desta parceria, a DECO passa a assegurar um atendimento especializado e gratuito a todos os consumidores que tenham dúvidas sobre o Apoio Extraordinário à Renda.
Este apoio será prestado nas autarquias, em todos os protocolos de colaboração com a DECO e nos nossos Balcões de Habitação e Energia (consulte aqui); nas instalações da DECO e nas suas estruturas regionais (consulte aqui); e através de uma linha telefónica (21 371 02 70) e de um email (habitacao@deco.pt) para quem não pode ou não consegue deslocar-se.
Com este serviço, a DECO pretende reforçar o esclarecimento aos cidadãos sobre os critérios de atribuição do apoio, a verificar a sua situação, a identificar eventuais erros no cálculo da prestação ou da elegibilidade, os prazos e a documentação necessária e os canais disponíveis para reclamar quando as famílias deixam de receber o apoio ou quando são confrontadas com pedidos de devolução pela Segurança Social.
A experiência da DECO demonstra que a falta de informação e a dificuldade em compreender procedimentos administrativos são fatores que agravam a vulnerabilidade habitacional das famílias.
Esta parceria com o IHRU será, assim, um contributo relevante para assegurar que na criação de programas públicos de habitação, o consumidor tem sempre uma associação de consumidores a seu lado para o apoiar e, sobretudo, que esse apoio é gratuito, próximo e especializado.