
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, considerou que a FACECO é um exemplo de como os territórios do interior podem responder aos grandes desafios europeus ligados à sustentabilidade, à economia regenerativa e à valorização dos recursos locais.
À margem da inauguração da feira, o responsável destacou também o protocolo assinado entre os municípios de Odemira e Mértola, considerando que a parceria está alinhada com os objetivos europeus de recuperação dos solos e restauro da natureza. “Este protocolo reflete um dos grandes objetivos europeus. A recuperação dos solos integra o Plano Nacional de Restauro da Natureza, mas também o Plano Europeu de Restauro da Natureza”, afirmou.
Segundo o presidente da CCDR, investir na recuperação dos ecossistemas é também investir na produção alimentar e na economia. “Quando falamos em restauro da natureza, estamos a falar de reduzir impactos negativos na produção de alimentos, com um enorme significado económico”, sublinhou.
O responsável elogiou ainda o trabalho desenvolvido pelo Município de Mértola através do Centro de Valorização da Biodiversidade, considerando que este projeto representa um contributo importante para a requalificação dos solos e para a produção alimentar, tanto à escala nacional como internacional.
Na sua intervenção, destacou igualmente a aposta de Odemira na economia regenerativa, área que, afirmou, acompanha as prioridades definidas pela União Europeia. “Mais de 20% do orçamento da União Europeia está direcionado para a necessidade de produzirmos bens cujas matérias-primas tenham origem no espaço europeu. A FACECO demonstra precisamente essa visão, valorizando os produtos locais, a economia circular e a capacidade de inovação do território”, referiu.
Para o presidente da CCDR Alentejo, a feira evidencia o trabalho desenvolvido ao longo de vários anos na valorização do território e das suas comunidades. “A FACECO reflete um trabalho de muitos anos, mas, acima de tudo, a vontade de continuar a acreditar neste território. Odemira é hoje um exemplo à escala do Alentejo, do país e até internacional”, concluiu.
O responsável terminou com uma mensagem de confiança nas capacidades da região: “Não há alentejanos lentos; há alentejanos cada vez mais capacitados para afirmar, à escala nacional, a vontade de continuar a viver, investir e puxar pelo Alentejo.”














