Câmara Municipal de Mora volta a promover Campanha da Cal para preservar a tradição alentejana

A Câmara Municipal de Mora está a promover, durante o mês de junho, mais uma edição da tradicional Campanha da Cal, uma iniciativa que visa incentivar a conservação das fachadas dos edifícios e preservar a imagem característica das localidades do concelho.

No âmbito da campanha, a autarquia disponibiliza gratuitamente cal à população, bem como corantes em tons ocre ou azul, cores tradicionalmente utilizadas nos alizares e rodapés das habitações alentejanas. Ao todo, serão distribuídos 5000 quilos de cal, podendo os munícipes efetuar o levantamento do material no Armazém do Estaleiro Municipal ou nas Juntas de Freguesia de Brotas, Cabeção e Pavia.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Mora, Luís Simão de Matos, a iniciativa pretende manter viva uma tradição profundamente enraizada na identidade da região. “O tradicional das nossas casas era as casas pintadas de branco e depois os alisares e rodapés com cor ocre ou azul. Nós também oferecemos as cores para que as pessoas possam manter essa imagem característica das nossas localidades”, explicou.

O autarca reconhece que a utilização da cal tem vindo a diminuir ao longo dos anos, fruto da crescente utilização de tintas modernas, mais duradouras e práticas. Ainda assim, considera importante continuar a apoiar quem opta por preservar os métodos tradicionais. “São cada vez menos as pessoas que utilizam a cal, porque a tinta dura mais tempo e, por uma questão de comodidade, a maioria das pessoas acaba por recorrer a essa solução. Mas ainda há quem utilize a cal e nós queremos continuar a dar este apoio para manter esta nossa tradição”, afirmou.

Além da preservação do património arquitetónico e da identidade visual das vilas e aldeias do concelho, a campanha procura também apoiar as famílias, ajudando a reduzir os encargos associados à manutenção das habitações.

A Campanha da Cal decorre até 30 de junho e convida todos os proprietários a contribuírem para a valorização e embelezamento do concelho de Mora, mantendo vivas as características que distinguem a paisagem urbana alentejana.

Rastreio do Cancro da Mama em Campo Maior: são detetados cerca de 9.000 novos casos por ano em Portugal

O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), em parceria com o Serviço Nacional de Saúde, promove entre os dias 17 e 30 de junho, uma nova ação de rastreio gratuito do cancro da mama no concelho de Campo Maior.

O rastreio será realizado numa Unidade Móvel da LPCC, instalada junto ao Centro de Saúde da vila, permitindo às mulheres elegíveis efetuarem exames de mamografia com recurso a equipamentos digitais de última geração e acompanhamento por uma equipa técnica especializada na área do cancro da mama.

De acordo com a LPPP, o cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e corresponde à primeira causa de morte por cancro, na mulher. Em Portugal, anualmente são detectados cerca de 9.000 novos casos deste tipo de cancro e mais de 2000 mulheres morrem com esta doença.

A coordenadora da LPCC em Portalegre, Cristina Bruno, destaca a importância da deteção precoce da doença, sublinhando que o número de casos tem vindo a aumentar nos últimos anos. “O cancro da mama é um cancro que tem aumentado muito: o número de casos tem sido maior e têm sido detectados em mulheres mais jovens. A boa notícia é que, devido ao rastreio e à detecção precoce deste tipo de cancro – não podemos falar em cura, porque com cancro nunca se fala em cura –, temos, cada vez mais, uma resposta e um resultado francamente positivo, porque se atua em tempo útil”, afirma.

A responsável recorda que o programa de rastreio é uma iniciativa nacional que percorre o país através das conhecidas unidades móveis da LPCC. “O rastreio, que é uma ação nacional e que está em todo lado, também está no distrito de Portalegre, através daquilo que normalmente as pessoas chamam os carrões, mas que são as unidades móveis. Apesar do seu aspeto de autocaravana ou de caravana, lá dentro têm material e aparelhagem topo de gama”, refere.

Cristina Bruno explica ainda que os exames realizados são sujeitos a uma dupla avaliação médica independente, garantindo maior rigor no diagnóstico. “Os exames que as senhoras fazem, agora numa faixa etária mais alargada – que começa aos 45 anos – são vistos por dois médicos separadamente. Se o relatório não for coincidente, a senhora é chamada a fazer mais exames, o que não significa necessariamente que exista um problema. Muitas vezes trata-se apenas de uma dúvida ou de uma imagem que necessita de ser esclarecida”, esclarece.

O Programa de Rastreio do Cancro da Mama da LPCC é realizado em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde e segue as Diretrizes Europeias para o Rastreio do Cancro da Mama. Trata-se de um rastreio organizado e monitorizado, realizado de dois em dois anos, considerado mais eficaz do que o rastreio ocasional, por permitir melhores resultados na deteção precoce e no combate à doença.

O rastreio destina-se a mulheres entre os 45 e os 74 anos, sem sintomas ou alterações mamárias, sem próteses mamárias, que não tenham realizado mastectomia e que nunca tenham tido cancro da mama.

As utentes elegíveis recebem habitualmente um convite por carta, mas podem também efetuar o agendamento através dos contactos da Liga Portuguesa Contra o Cancro ou dirigir-se diretamente à Unidade Móvel durante o período da campanha.

MACE recebe exposição de Alexandre Estrela, representante de Portugal na Bienal de Veneza

O Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE) vai encerrar temporariamente ao público a partir desta segunda-feira, dia 15 de junho, para permitir a desmontagem da exposição atualmente patente e a preparação de um novo projeto expositivo que promete marcar a programação cultural da cidade.

O espaço museológico reabre no dia 5 de julho, retomando o seu horário habitual de funcionamento, com uma exposição individual de Alexandre Estrela, um dos mais destacados artistas portugueses contemporâneos e escolhido para representar Portugal na Bienal de Veneza deste ano.

A inauguração da nova mostra está agendada para o dia 4 de julho, ao meio-dia, constituindo um dos momentos mais relevantes da programação cultural do MACE em 2025 e reforçando o posicionamento de Elvas como um dos principais polos da arte contemporânea em Portugal.

Durante o período de encerramento, serão realizados todos os trabalhos técnicos necessários à montagem da exposição, garantindo as melhores condições para a receção dos visitantes e para a valorização da obra do artista.

O colecionador de arte e comendador António Cachola destacou a relevância da iniciativa, sublinhando a coincidência entre a programação do MACE e a nomeação de Alexandre Estrela para representar Portugal na mais importante mostra internacional de arte contemporânea. “Vamos ter como ponto alto a inauguração de uma exposição do artista Alexandre Estrela, sendo que este artista foi o artista que foi designado para representar Portugal na Bienal de Veneza”, afirma.

António Cachola recorda que a Bienal de Veneza é amplamente reconhecida como o mais importante acontecimento mundial de arte contemporânea, reunindo os principais artistas selecionados por cada país participante.

“Ficámos muito contentes porque já tínhamos programado e planeado há muito tempo esta exposição do artista Alexandre Estrela e ele foi nomeado pelo Ministério da Cultura, concretamente pela Direção-Geral das Artes, para representar Portugal na Bienal de Veneza”, refere.

Para o colecionador, a realização simultânea da representação portuguesa em Veneza e de uma exposição individual do artista em Elvas representa um motivo de orgulho para a cidade e para o MACE.

António Cachola considera ainda que esta iniciativa confirma a relevância de Elvas no panorama artístico nacional. “Mostra que Elvas está sempre aqui naquilo que são os eventos e os acontecimentos mais importantes da arte contemporânea no nosso país”, conclui.

O novo projeto expositivo do MACE conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, através da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), consolidando a aposta do Município de Elvas na promoção da criação artística contemporânea e na diversificação da oferta cultural do concelho.