Sines acolhe maior projeto europeu de hidrogénio verde com investimento de 300 milhões de euros

O Alentejo reafirma o seu papel central na transição energética europeia com a emissão, por parte da CCDR Alentejo, do título de instalação para a nova unidade de hidrogénio verde da Galp em Sines. Este projeto, que representa um investimento de 300 milhões de euros, terá uma capacidade superior a 100 megawatts, assumindo-se como o maior projeto de produção de hidrogénio à escala europeia.

Em declarações à Rádio Elvas, Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que a região tem o privilégio de ser o território que melhor se alinha com os objetivos da transição verde industrial da Europa, afirmando que “o Alentejo tem o privilégio de eventualmente ser o território que mais se alinha com os objetivos da transição verde industrial europeia. Recebeu anteontem na CCDR o título de instalação digital do maior projeto de produção de hidrogénio à escala europeia”.

O impacto deste investimento será sentido diretamente no mercado de trabalho e na fixação de talentos, prevendo-se a criação de 400 postos de trabalho qualificados. Ricardo Pinheiro destacou que o projeto visa, numa primeira fase, descarbonizar a produção de hidrocarbonetos na refinaria de Sines, mas o horizonte é mais ambicioso: transformar o Alentejo num exportador de energia limpa. “São sensivelmente 300 milhões de euros de investimento e, acima de tudo, é um projeto que visa descarbonizar a produção de hidrocarbonetos, nomeadamente da Galp em Sines, e, quiçá, daqui a amanhã, também termos um produto, o hidrogénio, que possa ser exportado para outras zonas à escala europeia”, explicou o dirigente.

Para a CCDR, esta unidade é uma peça-chave da coesão territorial, permitindo trazer níveis tecnológicos elevados para a região e assegurar a “manutenção de jovens em áreas altamente tecnológicas”, combatendo a fuga de talentos através da inovação sustentável.

EXPOPEC afirma-se como o novo rumo do Mundo Rural em Montemor-o-Novo

O certame, que nasceu da renovação da antiga Feira de Maio, encerrou com balanço positivo e foco na recuperação da marca “Borrego de Montemor” e na integração das novas gerações.

A Expopec, a nova aposta da Apormor e do Município de Montemor-o-Novo, concluiu a sua edição de estreia consolidando a estratégia de modernização do setor agropecuário na região. O evento, que ocupou o recinto de feiras da associação, surgiu para substituir o modelo da antiga Feira de Maio, focando-se agora na valorização técnica, na promoção de raças autóctones e no rejuvenescimento do setor.

Um projeto de médio prazo para valorizar a origem

O presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, reforçou durante o certame que esta mudança de designação e de conteúdos foi fruto de uma reflexão profunda. “Entendemos que deveríamos alterar a designação e pensar em conteúdos que permitam valorizar os produtos locais”, explicou o autarca, sublinhando que a Expopec é um projeto para ganhar “estofo” com o passar dos anos.

A aposta na raça Aberdeen Angus e na produção ovina foram os pilares desta edição, que não se deixou demover pelas previsões de chuva, mantendo uma forte componente cultural e uma adesão de público que confirmou a confiança da organização.

O regresso do “Borrego de Montemor” e o prestígio ibérico

Um dos momentos altos do programa foi o Concurso Ibérico da Raça Aberdeen Angus, que trouxe prestígio internacional ao recinto da Apormor. Paralelamente, o evento “Wine and Lamb” serviu de montra para os vinhos do concelho e para a carne de borrego da Herdade do Portaleiro.

Joaquim Capoulas, presidente da Apormor, foi claro quanto à ambição comercial do certame: “O objetivo passa por recuperar a notoriedade do ‘Borrego de Montemor-o-Novo’. Vamos tentar recuperar a marca e convencer os restaurantes a utilizarem este produto, porque isso beneficia todo o concelho”, frisou o dirigente.

“Apormor Jovem”: A mudança de mentalidade

A sucessão geracional foi outro dos temas centrais da Expopec. Através de iniciativas dedicadas aos mais novos, o certame procurou despertar o interesse pela continuidade da atividade agrícola. Joaquim Capoulas recordou que o projeto “Apormor Jovem”, embora lançado em 2015, vive agora o seu melhor momento. “Desde 2022 tem havido uma mudança de mentalidades, permitindo uma maior participação dos jovens nas atividades”, afirmou, destacando a importância de envolver as novas gerações para garantir o futuro do mundo rural.

As expetativas para a edição 2027 da Expopec são altas na certeza que o caminho para o futuro passa por uma feira que é mais do que um momento de festa, assumindo-se como uma ferramenta estratégica para a economia e identidade de Montemor-o-Novo.

Lar Júlio Alcântara Botelho aposta em tecnologia de ponta para reforçar cuidados e promover envelhecimento ativo

O Lar Júlio Alcântara Botelho está a desenvolver um projeto inovador de modernização dos cuidados prestados aos seus utentes, através da implementação de soluções tecnológicas avançadas que visam melhorar a monitorização da saúde, estimular o envelhecimento ativo e reforçar a ligação dos residentes ao exterior.

Esta iniciativa surge em parceria com a empresa SEGURPOINT, que se encontra a colaborar com a instituição no desenvolvimento e aperfeiçoamento de novos sistemas tecnológicos orientados para o setor social e da saúde.

Entre as soluções em desenvolvimento destacam-se os sistemas de monitorização de sinais vitais, que permitirão um acompanhamento mais próximo e contínuo do estado de saúde dos utentes, facilitando a deteção precoce de alterações e permitindo uma intervenção mais rápida por parte das equipas técnicas e de saúde.

Para além da vertente clínica, o projeto aposta também na utilização de tecnologias interativas que promovem a estimulação cognitiva, a participação em atividades digitais e o contacto com conteúdos educativos e recreativos. Estas ferramentas contribuem para a promoção do envelhecimento ativo, estimulando a mente, a criatividade e a participação dos residentes no seu dia-a-dia. A tecnologia implementada permitirá ainda reforçar a interação dos utentes com o exterior, facilitando a comunicação com familiares e a participação em atividades digitais que aproximam os residentes da comunidade.

No âmbito desta parceria, a empresa SEGURPOINT está a disponibilizar alguns dos equipamentos a título gratuito para testes, permitindo à instituição experimentar e validar as soluções em contexto real. Estes testes estão a ser realizados com base em indicadores e orientações fornecidos pelos técnicos do Lar Júlio Alcântara Botelho, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo de todo o sistema e para o desenvolvimento de soluções cada vez mais adaptadas às necessidades das instituições e dos seus utentes.

“Acreditamos que a tecnologia, quando bem aplicada, pode ser uma ferramenta fundamental para melhorar a qualidade dos cuidados, promover a autonomia dos utentes e criar novas formas de interação e estímulo no envelhecimento”, destaca Paulo Pires Diretor Técnico da instituição.