O 11° ArtJazz Festival chegou ao fim em Elvas na noite do passado sábado, 2 de maio, no Auditório São Mateus.
Na terceira e última noite do evento esteve em palco o guitarrista espanhol Javier Alcántara em sexteto com o projeto Short Stories Band.
O músico oriundo da vizinha Extremadura fez-se acompanhar por Narci González no saxofone tenor, Pablo Romero no piano e teclados, Pedro Calero nos teclados e efeitos, Enrique Tejado no contrabaixo e Pepin Muñoz na bateria.
O ArtJazz Festival, que contou ainda com espetáculos de Rão Kyao e André Pizarro Pepe, foi mais uma vez organizado pelo Município de Elvas e teve direção artística de Jorge Góis.
O Município de Campo Maior e a Axpress-Arte voltaram a juntar-se para, durante os últimos três dias, promover mais uma edição do Festival Internacional “Pés no Chão”, que contou com a participação de mais de duas dezenas de bailarinos vindos de todo o mundo.
O primeiro dia do festival, no dia 1 de maio, começou no Jardim Municipal com três coreografias que levaram a dança até ao público num exemplo da essência deste projeto, que tem como objetivo aproximar este tipo de arte das pessoas. Já durante a tarde, o Centro Cultural foi palco de mais quatro momentos em que a dança contemporânea esteve em destaque.
O segundo dia, sábado, 2 de maio, começou no espaço.arte, de onde seguiu para o Jardim Municipal, com três momentos de dança que não deixou ninguém indiferente, tanto pela beleza das coreografias, como pelas mensagens transmitidas. Por fim, ao final da tarde, o Centro Cultural foi palco de mais dois espetáculos.
O festival chegou ontem, dia 3, ao fim, com dois espetáculos que decorreram no Centro Cultural e fecharam da melhor forma este evento que já é um dos pontos altos da agenda cultural do concelho.
A equipa de Sub-16 do Sport Arronches e Benfica sagrou-se Campeã Distrital, ao vencer fora de portas o Sport Clube Estrela por expressivos 1-4, em jogo disputado em Portalegre, confirmando uma temporada de elevado nível competitivo.
Num encontro decisivo, os jovens atletas de Arronches entraram determinados e assumiram o controlo da partida, demonstrando qualidade coletiva, maturidade competitiva e grande eficácia nos momentos-chave. A vitória clara por 1-4 reflete o domínio da equipa ao longo do jogo e espelha o trabalho consistente desenvolvido durante toda a época.
Este triunfo assume um significado ainda mais especial, uma vez que representa um marco histórico para o clube e para o concelho: trata-se da primeira equipa de futebol de 11 dos escalões de formação de Arronches a conquistar um título distrital, um feito que ficará registado na história do desporto local.
Ao longo da temporada, a formação do Sport Arronches e Benfica evidenciou uma evolução muito positiva, aliando talento individual a um forte espírito de equipa, fatores que se revelaram determinantes para o sucesso alcançado. Jornada após jornada, a equipa foi consolidando a sua posição, demonstrando regularidade e capacidade competitiva perante adversários exigentes.
Para além do mérito desportivo, esta conquista reflete também o trabalho desenvolvido ao nível da formação no clube, envolvendo não só atletas e equipa técnica, mas também dirigentes, famílias e toda a estrutura que diariamente contribui para o crescimento dos jovens jogadores.
O título agora alcançado reforça a importância do investimento na formação e projeta o Sport Arronches e Benfica como uma referência no futebol jovem distrital, elevando simultaneamente o nome de Arronches no panorama desportivo regional.
Este é, sem dúvida, um momento de orgulho para o clube e para toda a comunidade, que vê reconhecido o esforço e dedicação de uma geração de atletas que entra, assim, para a história.
Um homem de 21 anos e uma mulher de 24 foram detidos, em flagrante, pela GNR, no Alandroal, enquanto furtavam peças de um veículo automóvel, na madrugada de domingo, 3 de maio.
Eram 2 horas da madrugada quando, e após uma denúncia, a GNR se dirigiu a uma propriedade, junto à Estrada Municipal 541, e se deparou com o suspeito “a desmontar as peças do veículo automóvel”, enquanto a suspeita vigiava.
Da ação resultou a apreensão de uma viatura, caixa de ferramentas, uma marreta e uma lanterna de cabeça.
Ambos os suspeitos foram detidos e sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR), tendo os factos sido comunicados ao Tribunal Judicial de Redondo.
O Castelo de Montemor-o-Novo vai voltar a transformar-se num cenário da Idade Média, com a realização de uma nova edição da Feira Medieval, marcada para os dias 12, 13 e 14 de junho. O evento é organizado pelo Município de Montemor-o-Novo e promete três dias de recriação histórica, animação e tradição.
Durante o fim de semana, o castelo e a zona envolvente vão receber diversas atividades que recriam o ambiente medieval, com música de época, demonstrações de ofícios antigos, mercado de produtos tradicionais e várias animações para visitantes de todas as idades. Entre as atrações previstas estão recriações históricas, espetáculos de rua e torneios de armas que procuram transportar o público para o quotidiano da época medieval.
A feira pretende valorizar o património histórico da cidade e promover a cultura e o turismo no concelho. Durante estes dias, o recinto medieval deverá encher-se de artesãos, comerciantes e artistas, recriando o ambiente que se vivia dentro das muralhas da vila em séculos passados.
Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, revela que o executivo aceitou “a inclusão da Feira Medieval nas opções do plano deste ano, na perspetiva de ser algo que promove Montemor do ponto de vista turístico” “É algo que nos ajuda a promover a vinda a Montemor, a visitar Montemor, para conhecer não apenas a Feira Medieval, mas também o concelho, portanto, o convite que nós fazemos aos visitantes é que possam passear pela cidade, conhecer o concelho, poder ficar até numa dos nossos turismos rurais ou hotéis e poder usufruir de Montemor. Mas é também uma experiência histórica, uma vez que nos leva, a tempos antigos e perceber um pouco como é que decorria nesses tempos, esse relacionamento, o que as pessoas vestiam, o que as pessoas comiam, enfim, ter aqui algum contacto com aquilo que deve ser a nossa memória e a nossa história, que é fundamental. É isso que propomos no âmbito da feira”, assegura.
“A ideia é um pouco semelhante àquilo que temos feito, criações com a participação de artesãos a mercadores, as questões da indumentária da época, a gastronomia tradicional. Também aqui uma relevância talvez para as questões culturais e pedagógicas da história, o convite talvez às turmas de história e aos professores de história para poderem aproveitar a feira medieval para também transmitir alguns conhecimentos. Mas depois temos também cortejos temáticos, criações históricas, demonstrações de ofícios tradicionais à época, espetáculos de música e dança antiga. Portanto, temos aqui uma oferta diversificada que pretende, de alguma maneira, dar a conhecer como é que naqueles tempos, digamos, as pessoas se divertiam, por um lado, e também negociavam, por outro, uma vez que estamos a falar de uma feira e na altura as feiras eram muito importantes, eram, aliás, os momentos mais importantes de trocas nas localidades onde ocorriam”, acrescenta ainda o autarca.
A Herdade dos Adaens e vários locais da vila de Campo Maior foram, recentemente, palco das gravações do telefilme “Manual de Sobrevivência para Ex-Casais”, realizado por Joana Machado Madeira.
Dando conta que a produção está relacionada com a temática das mulheres, assim como com a dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, revela que a expectativa é que o filme venha a estrear, na RTP, no início do próximo ano. Considerando que estes “são sempre momentos muito interessantes”, Rosinha adianta que o filme aborda questões que são também “muito importantes” para a própria autarquia.
“Num protocolo que não nos pareceu excessivo, tivemos aqui durante mais de uma semana muita gente em produção. São sempre semanas felizes porque surgem os artistas nacionais na nossa terra, em Campo Maior, e eu acho que o produto final será, com certeza, um produto que irá agradar muito a todos os campomaiorenses, mas não só”, remata o autarca.
Com Rita Salema, Nuno Nolasco, Carolina Loureiro e Rui Porto Nunes nos principais papéis, esta produção cinematográfica resulta de uma colaboração entre a Ukbar Filmes e o Município de Campo Maior. A comunidade local foi desafiada a participar nas filmagens.
Famílias e grupos de amigos de São Vicente trocaram, no decorrer deste último fim de semana prolongado, o conforto das suas casas pelo campo para cumprir, um ano mais, a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Ventosa.
De “armas e bagagens”, a população voltou a mudar-se para o campo, onde, em contacto direto com a natureza, se voltaram a viver momentos de puro convívio e diversão, com o São Pedro a ajudar à festa. “O nosso principal receio é sempre o tempo, mas estiveram dias bons, em que se conseguiu aproveitar ao máximo”, começa por dizer Rúben Ameixa, presidente da Associação de Festas e Animação de São Vicente e Ventosa, responsável pela organização do evento, com o apoio da Junta de Freguesia.
Com o objetivo de reunir sempre mais pessoas na romaria, a associação promoveu diversas iniciativas, como torneios de malha, um passeio de motos, uma garraiada e a caminhada do Dia da Mãe. “Todas as iniciativas tiveram uma boa adesão e, portanto, do meu ponto de vista, acho que correu tudo bem. Não houve nenhum incidente em nenhuma das iniciativas. Não podíamos estar mais satisfeitos”, assegura o responsável. A par das atividades organizadas pela associação, o feriado de 1 de maio ficou marcado pela tradicional procissão em honra de Nossa Senhora da Ventosa.
Fora todos aqueles que passaram pelo recinto, terão sido “cerca de cem pessoas” aquelas que, durante estes dias, estiveram acampadas junto à capela da Ventosa, espaço totalmente requalificado pela Câmara Municipal há já mais de 20 anos. “Lembro-me que vinha a esta festa e só existiam quatro paredes sem cobertura: era isso que era a capela da Senhora da Ventosa. Em boa altura, eu e o senhor presidente da junta, António Malhado, levantámos então esta capela. E esta capela hoje está em perfeitas condições e todas as pessoas que aqui vêm revêem-se precisamente na Senhora da Ventosa”, dizia o presidente da Câmara, Rondão Almeida, aos microfones da Rádio ELVAS na passada sexta-feira, quando se juntou à população local para o almoço oferecido pela junta de freguesia.
Já o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, que agradece à Associação de Festas por cumprir, um ano mais, a tradição, assegura que estes foram dias, sobretudo, de “convívio e festa”. “Foram três dias e quatro noites que se passaram aqui em convívio: dever cumprido, tanto da população como dos festeiros que conseguiram cumprir a tradição”, assegura.
As imagens destes dias de celebração na ver na galeria abaixo: